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segunda-feira, 19 de dezembro de 2016


UM POUCO DE HISTÓRIA

Quando a mãe de Jesus, a irmã da sua mãe, Maria de Cléofas, e Maria Madalena estavam junto à cruz, Jesus viu a sua mãe ao lado de João, o seu discípulo preferido, disse a Maria: "Mulher, eis aí o teu filho". Depois disse a João: "Eis aí a tua mãe", e desde aquela hora João recebeu-a em sua casa (João 19:26,27).

A devoção a Maria como mãe de Deus, não está correta. Maria era mãe de Jesus na Terra e nunca a mãe de Jesus Cristo no Céu, uma das personalidades da Santa Trindade.

Para separar as "águas" Jesus nunca, mas NUNCA, tratou Maria como mãe, mas sim por MULHER, para salientar claramente que Maria nunca poderia ser a sua mãe no mundo do Espírito, nos Céus.

Deus criou tudo, inclusivamente o ser humano que, segundo o Seu plano, deu origem às Almas individuais resultantes da experiência conjunta do Corpo Físico (do mundo material) com o Espírito que o vivificou quando implantado. Dessa parceria nasceria uma Alma, um EU consciente, que se iria desenvolvendo até se espiritualizar por completo.

Não se pode pensar, de modo nenhum, nem figurativamente nem metaforicamente, que uma humana seja mãe de Deus.

Segundo os líderes da Igreja de Roma, que tiveram os seus delírios de superioridade absurda quando tentaram dominar o mundo temporal, e não apenas espiritual, por serem os "representantes" de Cristo na Terra, a introdução do culto mariano vem da interpretação (deles, claro) da passagem de João 19:26,27, considerando-a uma metáfora em que Maria "representaria" o povo da antiga aliança que se conservou fiel às promessas e espera do Salvador, e o discípulo amado representaria o novo povo de Deus, formado por todos os que dão a sua adesão a Jesus. Na relação mãe/filho, a Igreja de Roma pretende mostrar a unidade e continuação do povo de Deus, fiel à promessa e herdeiro da sua tradição. Uma desculpa esfarrapada para justificar a adoção do culto pagão que vinha de há milénios e cujos "senhores" do mundo sempre pretenderam que perdurasse.

Ou seja: Segundo os príncipes (Príncipes! a onde chega o orgulho daquela gente) da Igreja, os católicos têm-se revisto no discípulo amado, considerando-se filhos de Maria. Só que isso nunca foi explicado nem ensinado ao povo de fiéis. As pessoas não fazem a mínima ideia sobre os rituais que fortalece com a sua energia. É massa bruta energética que só serve para alimentar o submundo invisível da dimensão mais baixa da matéria. Jesus nunca estabeleceu uma hierarquia. Os novos "sacerdotes" é que criaram um sistema em que eles, em primeiro lugar e muito acima dos Homens, é que "falavam" e "agiam" em nome de Deus. Ninguém o podia contestar e os poucos que o fizeram foram condenados por heresia.

Trata-se duma interpretação abusiva dos Cardeais, numa hierarquia inventada pelo sistema que foi montado na Igreja de Roma numa época em que o orgulho, a ganância e o desejo de poder, subverteram todos os valores que Jesus ensinou aos seus discípulos. A infabilidade do Papa e mais outros dogmas impostos só mostraram uma atitude de superioridade e Poder na Terra, em nome de Deus, para satisfação das suas vaidades, mordomias e sensação de estarem acima de tudo e de todos. Até há pouco tempo ainda, os Papas eram transportados em palanques todos cobertos a ouro. João Paulo I nem teve tempo de contestar essa extravagância aceitável no mundo atrasado da época e João Paulo II é que acabou com esse ritual porque viu perfeitamente que estava completamente ultrapassado para os dias mais modernos. E o beija-mão aos Bispos também está fora do aceitável para o ser humano evoluído de hoje. Não se justifica. Ninguém andava a beijar as mãos dos discípulos de Jesus, a quem Jesus deu autoridade e poder para falarem em Seu nome.

Tudo ao contrário do ensino e atitude de Jesus, que considerava todos os seus discípulos como iguais e irmãos. O verdadeiro Pastor é aquele que segue Jesus, colocando-se ao serviço da comunidade, sendo capaz de amá-la até ao fim, dando por ela a própria vida (João 21:15-23). A Igreja Católica Romana esteve sempre conivente com os ditadores e opressores do povo. Nas áreas geográficas da sua influência (América do Sul, África e Europa do Sul) é onde há mais opressão, atraso e miséria. As áreas de influência Protestante (portanto, aqueles que rejeitaram o domínio católico) o progresso é maior e as populações vivem melhor. (Vejam o exemplo da Irlanda católica, sempre muito mais atrasada e miserável que a Irlanda Protestante. É um facto).

Quem quiser aprofundar o tema e saber como é que apareceu o culto às Deusas Pagãs e adoração à Virgem Maria, leiam o texto que publico a seguir "A Adoração à Virgem Maria e às Deusas Pagãs". É bom saber um pouco de História e não "embarcar" nas historinhas que nos põem à frente.

R.

quinta-feira, 15 de dezembro de 2016


HOMENS QUE APARECEM NA HISTÓRIA E NINGUÉM SABE DE ONDE VIERAM

Como no caso de Melquisedeque , é difícil situar cronologicamente , com precisão , Michael Scot. Em contrapartida, a sua existência histórica é inegável.

A sua primeira manifestação oficial situa-se no ano de 1217, em Toledo. Era doutor em ciências, mas não se sabe de que universidade. Não se possui nenhum dado a respeito da data e lugar do seu nascimento, além da sua origem. Em 1236, a obra de um poeta ligado à corte do Imperador Frederico II, na Sicília, menciona a sua morte. É tudo que sabemos dele.

Entretanto, entre 1217 e 1236 adquire uma grande reputação de mago. Desprendia uma aura tal que na sua presença as coisas pareciam diferentes do ordinário, e dizia-se que as torres de Notre-Dame se punham a tremer quando ele chegava a Paris.

Em Toledo traduziu do árabe o tratado de Al Bitrogi sobre a esfera. De 1220 a 1227, esteve ao serviço do papa. Em Maio de 1224 este propôs-lhe o arcebispado de Cashel, na Irlanda mas Scot recusou. Em Abril de 1227 , o papa Gregório IX recomendou ao arcebispo de Canterbury que atribuísse uma bolsa a Michael Scot. "A sua erudição é prodigiosa e conhece todas as línguas, em particular o hebreu e o árabe."

Após o que Michael Scot passou para o serviço do Imperador Frederico  II na Sicília, onde este mantinha a sua corte. Frederico II era visivelmente neurótico, como Luiz II da Baviera mais tarde; e, como ele, encorajava as artes e as ciências. Particularmente no domínio do que chamamos atualmente paraciências, como a astrologia e a alquimia.

Michael Scot tornou-se o seu conselheiro e Dante coloca-o no seu Inferno entre os grandes magos. A sua reputação é considerável. No que concerne à ciência oficial, Scot permanece como um dos introdutores de Aristóteles, que traduziu para o latim a partir do hebreu e do árabe.

Contudo, há um outro domínio. Durante o seu período na Sicilia, Scot publicou três livros que, podemos afirmar, não são do domínio da ciência tal como a concebemos oficialmente. Também a muito séria Enciclopédia Britânica censura em Michael Scot a sua prolixidade, a sua incoerência  e a sua falta de espírito crítico.

Com efeito, esse ingênuo não acreditava na transmutação dos metais, quando todos sabiam que não existia ?  Acreditava também que a Terra girava em torno do Sol e que absorvia energia produzida pelo Cosmos. Ora, todos sabiam que isso não era verdade!

O seu primeiro livro, o Liber introductorius, trata de astronomia e astrologia e pretende-se ser trabalho original de Scot. Copérnico já está incluído aí e também os raios cósmicos e os planetas habitados. O segundo, o Liber particularis, trata da natureza do tempo, a sua medida, as suas relações com o infinito. Encontramos aí um diálogo com Frederico II, que completamente louco como era, coloca questões muito pertinentes. Há também no livro alusões a viagem no tempo.

Enfim, a Physionomia, sobre a qual convém estender-se mais, Scot coloca aí esta questão fundamental:

"O que é o poder?"

E responde :

"O único poder que vale a pena é aquele do espirito sobre o espirito. O controlo de grandes massas sobre o espirito. O controlo de  grandes massas de matéria inanimada não é nada. O verdadeiro poder é impor a própria vontade sobre outros espíritos. Somente assim podemos dominar o homem."

E ele entra nos detalhes. Mostra como se pode deduzir os mais secretos pensamentos dos homens a partir dos seus rostos, dos seus comportamentos, das suas reações. Explica que podemos ainda sabe-lo a partir dos seus sonhos. E isso vem por volta de 1230! E principia a expor a arte secreta que permite dirigir os sonhos, depois detém-se porque o imperador deseja, diz ele, guardar para si esse conhecimento essencial, e proíbe-o de revelar demais dele.

Mas parece certo, segundo a Physionomia, que Scot descobriu o principio que Sigmund Freud devia enunciar sete séculos mais tarde : aquele que tem olhos para ver e ouvidos  para ouvir percebe bem depressa que os mortais nada podem ocultar.

Além disso, é evidente que Michael Scot conhecia e praticava o hipnotismo e a lavagem cerebral, e que ia nesses domínios mais longe que os cientistas de nosso tempo (se é verdade que podemos aqui falar de ciência e que a psicologia seja ciência e não uma falsa ciência, o que eu - J.Bergier - acredito).

Scot parecia ter atingido o "exercício do único poder que valia a pena", o controle de um espirito por um outro espirito. Hitler havia recebido de Haushofer algumas lições dessas técnicas, mas não as possuía senão parcialmente. Scot parece ter alcançado a técnica completa. Infelizmente, não temos nem as suas notas nem relatos precisos sobre as lições que ministrava a Frederico II.

Além das três obras de que já falamos, diversas outras obras chegaram até nós. Relacionam-se essencialmente com a alquimia, mas não é absolutamente certo que sejam de Michael Scot.

Como mostrou Jacques Sadoul  no seu livro "Tesouro dos Alquimistas" (Publicado pela Editora Hemus) os autores verdadeiros das obras alquímicas ocultavam cuidadosamente a sua identidade.

Entretanto, no que concerne ao controle do espirito, resta-nos apenas a Physionomia. E existe a lenda. O mito de Michael Scot é até rico demais. Atribuem-se-lhe todos os poderes mágicos. A ressurreição dos mortos, a criação artificial da vida, a transformação dos elementos, o controle dos climas. Na verdade, nada sabemos das suas experiencias de laboratório. Ele observa o Sol e as estrelas, praticava a experimentação médica. Disso estamos seguros. É tudo.

Mas a marca extraordinária de Michael Scot permanece, mesmo que nos fiemos na sua lenda. E portanto, a seu respeito, teve-se vontade de dizer mais uma vez: onde há fumaça , há fogo. . .

Ele parece ter sido um matemático de grande talento, na vanguarda do seu tempo. Conhecia todas as línguas de que se ouvia falar na sua época e perfeitamente. As suas traduções do árabe e do hebreu, tanto dos trabalhos de Aristóteles quanto de trabalhos de sábios árabes, marcaram todo o pensamento da Idade Média. Tem-se também dele uma tradução dos Comentários de Averróes a Aristóteles.

Predizia o futuro, e com tal precisão que a sua reputação de mago nasceu disso. Mas não parece ter jamais estabelecido um  horóscopo, no sentido moderno da palavra. Praticava a alquimia e parece ter atingido a Grande Obra.

Tudo isso implica uma cultura imensa. Ora, não se sabe nada dos seus estudos. Esse escocês (nós o sabemos unicamente porque ele o diz, embora a sua origem não seja talvez escocesa, ou não da Escócia do seu tempo) apareceu subitamente e foi admitido imediatamente, sem prova, como sábio diplomado. Numa época, em que o mandarinato universitário e eclesiástico era todo poderoso. Ademais, a Igreja nunca se desentendeu com ele e nem o perseguiu sob alegação de investigações heréticas ou sacrilégios.

É verdade que foi prudente ao ponto de após ter estado a serviço do papa lograr a proteção do imperador. Louco tal imperador? Se louco, em que sentido? Talvez simplesmente incompreendido na sua época. Talvez desequilibrado pelos conhecimentos que os homens comuns não possuíam.

Sob a proteção do imperador ele realizou as suas grandes obras. Parece que uma parte de seus trabalhos foi utilizada pelo espantoso abade Tritemio que expôs  -  ao menos ele o pretendia assim  -  uma técnica para sugestionar as pessoas à distância e impor-lhes as suas vontades.  (Nota: Iean Trithème, Tritêmio, Tritêmius (1462-1516) tinha este nome em virtude do local do seu nascimento, Treintenheim, perto de Trèves. O seu nome era Juan Heidemberg. Desde muito jovem já era conhecido pela sua sabedoria; com a idade de 21 anos foi eleito abade de Sponheim. Em 1506 translada-se para o convento de San Jaime, onde morre em Dezembro de 1516. Afirmava que as forças secretas da natureza estavam confiadas a seres espirituais. Foi um dos primeiros em falar-nos de transmissão do pensamento à distância. A ele devemos os ensaios sobre criptografia ou escritura secreta. Era também um profundo conhecedor da Kaballah e por intermedio desta obteve profundas interpretações de passagens proféticas e místicas da Bíblia. Colocava o estudo das Sagradas Escrituras por cima de todos os estudos, e assim exigia dos seus alunos. O verdadeiro misticismo consiste na relação direta entre a inteligência humana e a de Deus. R)

Depois não se ouviu falar mais desse poder sobre os espíritos até que a Guerra da Coreia popularizou repentinamente a expressão "lavagem cerebral". Desde então, um certo número de cientistas sérios (Saugart, Cohen-Seat) dedicou-se ao problema.

Acusavam-se os países comunistas e a China Popular de terem empregado largamente essa técnica. O que se sabe da Guerra do Vietnam não o confirma. Se prisioneiros americanos foram maltratados, alguma vezes torturados  jamais se praticou a lavagem cerebral com eles com sucesso.

A China Popular não parece mais deter tal técnica. Libertou prisioneiros europeus e americanos que manteve por há dez anos, nos quais nenhuma lavagem cerebral eficaz foi operada. Todavia, em todos os países as pesquisas em relação aos segredos de Michael Scot têm uma prioridade absoluta, mesmo no que concerne à descoberta de novas armas.

Com efeito, qual a necessidade de uma bomba atómica se podemos agir diretamente sobre o espírito do inimigo? Michael Scot tinha mais alguma coisa ainda para nos revelar? John Buchan (Veja no romance "Os Três Reféns", um resumo vulgarizado das suas pesquisas) achava que sim e fez várias pesquisas sobre ele em diversas bibliotecas da Escócia e da Europa.

Não é inadmissível que descubramos um dia na Sicília novos manuscritos de Scot. Aliás, seria mister nos interrogamos a respeito das razões da atração que a Sicília exerce sobre os magos, de Scot a Aleister Crowley.

Scot é então um homem omnisciente, que vem não se sabe de onde, que deixou a terra não se sabe como, de posse de um segredo que visivelmente pertence ao nosso futuro. Mas não é a única razão que nos faz ver nele um viajante do futuro. O seu interesse pelo tempo, a sua faculdade de previsão, os seus consideráveis conhecimentos acerca do passado da humanidade fazem suspeitar uma relação com o tempo que não é aquela dos homens comuns.

No plano da história oficial, universal, que não é negligenciável, Scot tem o grande mérito de ter feito conhecer à humanidade mediterrânica cristã do século XIII outras civilizações. A civilização e o pensamento grego em primeiro lugar: foi ele que introduziu Aristóteles; a civilização árabe, contemporânea à cristã, mas diferente: traduziu as obras dos sábios árabes.

Não vamos afirmar  -  isto seria absurdo  -  que Michael Scot causou o Renascimento. Em história, a noção de causalidade não quer dizer grande coisa, sobretudo quando o tempo se mescla. E depois as ações individuais, sobretudo no domínio cultural, não vingam a não ser que sejam trazidas por uma onda do fundo, mais geral, e num terreno disposto a recebe-las. Charles Fort dizia: "As máquinas a vapor aparecem quando é o tempo das máquinas a vapor." (Nota: Ou seja: O conhecimento deve ser transmitido na altura precisa, de acordo com o desenvolvimento humano. Charles Hoy Fort, Albany, 6 de Agosto de 1874 – Nova Iorque, 3 de Maio de 1932, foi um escritor e colecionador de fenómenos anómalos. Um colecionador de factos insólitos e um dos percursores do realismo fantástico. Eu reuni centenas de textos que ele guardou e comecei em 1965 a interessar-me por estes fenómenos. Consegui juntar também um Arquivo razoável, numa época em que não havia Internet, nem computadores e a informação era ferozmente filtrada pela Censura do Estado. Mas nos alfarrabistas encontrava-se muita coisa. R)

Scot apenas contribui de modo importante para o Renascimento. Pode-se simplesmente dizer que se ele estava encarregado de despertar essa civilização para outras civilizações e outros tempos, a sua missão teria sido perfeitamente cumprida.

E sem desprezar a importância dessa missão (ninguém afinal de contas o encarregou de pesquisar textos antigos, raros e traduzi-los , e à parte uma subvenção do papa GregórioIX, ele não parece ter sido ajudado financeiramente antes de se estabelecer ao lado de Frederico II) o papel de Michael Scot parece sobretudo ter sido o de revelar a quem possa compreende-lo o segredo da dominação espiritual total de um ser humano em relação a outro ser humano . Sobre isso sabemos hoje menos do que ele .

Segundo Max Weber, chama-se esse efeito de dominação, carismática. Aquele que o detém dispõe de algo que se compara à virtude sonífera do ópio. Sabemos que na Alemanha, um pouco antes e durante a Segunda Grande Guerra Mundial havia ao menos dois centros de ensino desse efeito carismático. Um na Ordem Negra do S.S. , com seus Monastério especializados. O outro, com um objetivo oposto, no seio dos "Circulos Cósmicos" de Stefan George, que se opunha a Hitler.

Nenhum desses ensinamentos idênticos no seu resultado chegou até nós. Talvez felizmente para a humanidade, porém é terrível e irritante pensar que no século XIII alguém sabia o que não sabemos , ou o que não sabemos mais.

E o resplendor que se desprendia de Michael Scot e que impressionou Dante, a sua omnisciência, o seu interesse pelo tempo, o seu conhecimento dos métodos de psicologia do futuro, tudo isso nos incita a pensar que com ele nos relacionamos com um Mestre do Tempo e não com um simples mensageiro.
 


Extraído do livro Os Mestres Secretos do Tempo de J. Bergier - Hemus - 1974

segunda-feira, 12 de dezembro de 2016


O SEGREDO DO TEMPO


Parte do que aqui vou transmitindo, e por uma questão prática, vou tirando da Internet, agora em que tudo lá está e como nem todos têm tempo ou não sabem como encontrar determinados temas, é um serviço que presto. Uma maneira de passar o tempo e ir aprendendo alguma coisa.


O meu arquivo é muito extenso e custou-me muito juntar e catalogar a informação que ia encontrando (aquela que passava pelo crivo da censura) e explanar tudo em pequenos textos.


Só que, com o aparecimento da Internet e possibilidade de ter acesso a toda a informação, sem ser censurada, a maior parte das vezes aquilo que pretendo já esta escrito e à disposição. São biliões de artigos e textos e é difícil, por vezes, encontrar o que se pretende.


Limito-me a fazer ligeiras correções ortográficas, para o português de Portugal, e sublinhar algumas passagens, sem no entanto tirar o sentido do texto original e dando os créditos devidos.


Neste caso, o autor Jacques Bergier que costuma escrever em parceria com Louis Pauwels, são dos meus favoritos. Apareceu também no mercado uma coleção de obras sobre estes temas curiosos, de capa preta editados pela Livraria Bertrand, nos anos 70.


Só pessoas com hábitos de leitura é que tinham acesso a este tipo de informação. Hoje toda a gente encontra esta informação na Internet, só que há de tudo e é difícil separar o trigo do joio.


O mais difícil é saber cruzar a informação dispersa e a partir daí chegar a algo completamente assombroso ou "descobrir" o núcleo da questão.


Vejamos então este extrato de J. Bergier:


 

Fundação da Civilização do Tempo


O segredo do tempo foi queimado em 12 de julho de 1562 na Cidade do México.

Diego de Landa, monge franciscano encarregado de reprimir a heresia nas províncias de Yucatan e da Guatemala, recentemente conquistadas por Sua Muito Católica Majestade de Espanha, condenou a destruição na fogueira a parte essencial dos manuscritos Maias que continham os segredos  do tempo. (Uma das preocupações dos missionários da Igreja de Roma era destruir por completo os vestígios das culturas onde se instalavam para converter os gentios infiéis. R).

As testemunhas narram que no início o fogo se recusou a pegar. Acreditou-se por um instante que a multidão de indígenas reunidos ao redor do auto-de-fé  iria intervir. Os soldados ameaçaram atirar, os índios recuaram e o fogo pegou. Desde então , alguns traços da civilização Maia foram redescobertos pelas pesquisas modernas, especialmente as pesquisas soviéticas puderam lançar alguma luz sobre ela. Mas o principal segredo do tempo desapareceu.

Sabemos tão-somente que os Maias não consideravam o tempo homogéneo. Certas partes do tempo possuíam certas propriedades, outras não. Um pouco como a superstição popular, que considera determinados dias nefastos, como a sexta-feira 13, e outros não.

Para os Maias, o tempo não possuía dois vetores, o passado e o futuro, porém seis. Vemos surgir aqui, de novo, as "ramificações" do tempo notadas pelo I Ching e que nos servirão para eliminar os paradoxos temporais das viagens no tempo.

Não nos restam muitas fontes para reconstituir os segredos Maias. Apenas três manuscritos.

O primeiro, que se parece mais com um inventário do que a um de nossos livros, e que tem sessenta e quatro páginas, encontra-se em Dresden. O segundo está em Madrid; possui cento e doze páginas, mas faltam visivelmente o princípio e o fim. Enfim, vinte e quatro páginas em mau estado redescobertas por Léon de Rony nos arquivos da Biblioteca Nacional em Paris.

Um jovem russo talentoso, Yuri Knorozov, deu os primeiros passos em direção a decifração.  Isso assegurou-lhe a oposição feroz dos especialistas oficiais, para os quais os Maias constituíam exclusividade, em especial Eric Thompson. Entretanto, o cientista soviético reuniu indicações concludentes, as quais mostravam que a escrita Maia se compõe de hieróglifos, isto é, que ela não é inteiramente alfabética, como a escrita egípcia. Foi com muita reserva que apresentou o resultado das suas pesquisas em 1950 diante duma comissão universitária para o certificado que corresponde entre nós ao mestrado. A comissão era claramente superior ao nível requerido de mestrado, e concedeu-lhe sem qualquer hesitação o título de doutor em ciências e ciências humanas.

 O talento foi reconhecido em vida, o que é raro. É verdade que nesse ponto os académicos soviéticos tem o espirito claramente mais aberto do que os seus colegas ocidentais. Os poucos elementos que podemos tirar das decifrações soviéticas, e, por outro lado, a leitura dum certo número de estrelas que não trazem senão notações numéricas, embora bem interessantes, permitem representar uma civilização que procurava subjugar o tempo mais do que o espaço.

À origem dos tempos, observa-se uma data zero, data em que o homem aparece na Terra. Segundo uma inscrição de 3113 A.C., essa data estabelece-se no ano 5041738, número que corresponde de muito perto àquele dado pelas mais avançadas pesquisas de antropologia.

Durante muito tempo acreditou-se que os Maias dispunham as datas ao acaso, mas mesmo os cientistas oficiais começam a admitir que os Maias detinham o domínio do tempo. Assim, utilizando-se dos trabalhos soviéticos, o Professor Charles H. Smiley, da Universidade Brown ,  publicou no Journal of  the Royal Astronomical Society of Canadá  a decifração duma parte do manuscrito de Dresden. Essa parte encerra primeiramente a relação dos oitentas eclipses solares observáveis no mundo inteiro durante o primeiro milénio antes da nossa era. Em seguida, previsões de eclipses que deveriam suceder nos anos 42 e 886 de nossa era. Tais previsões são exatas e foram confirmadas pelos factos. Isso implica ou que os Maias empregavam telescópios  -  e que eles não os possuíam  -  e lidavam com ciências matemáticas avançadas  -  o que não parece ser o caso  -  , ou que detinham o domínio do tempo para exploração e observações diretas, o que parece próprio de sua civilização.

É o mesmo domínio do tempo que encontramos no livro sagrado de Chilam Balam, que prediz com dez séculos de antecipação e minuciosamente a chegada dos espanhóis ao continente americano. Diego de Landa tinha trinta e oito anos quando cometeu os seus crimes. A sua crueldade atemorizou até mesmo os espanhóis e ele foi intimado a comparecer a um tribunal da ordem dos franciscanos em Espanha. Contudo, a sua defesa foi tão hábil que foi absolvido e voltou ao México como bispo.

Deixou as suas memórias escritas em 1616 e redescobertas em 1863 . O seu manuscrito contém um alfabeto Maia. Diego de Landa afirma que a escrita Maia era alfabética e fornece transcrições de letras. Foi esse erro e essa falsa transcrição que retardaram as pesquisas durante muitos séculos. Mais tarde, o célebre linguista Benjamin Lee Wort tentou mostrar que a escrita Maia se compunha de hieróglifos , mas Eric Thompson votou-o ao silêncio. Foi necessário Knorozov para demonstrar que a escrita Maia era hieroglífica. Felizmente, o poder de Eric Thompson não se estendia até à União Soviética.

Quem foram os Maias?

Vieram do norte, não se sabe quando. Na língua deles a mesma palavra designa o "norte" e o "passado". De acordo com as últimas pesquisas, eram anteriores aos Olmeques e estão situados cronologicamente ao menos, dez mil anos da nossa era. Talvez mais.

Por volta do ano 1.000 de nossa era, abandonaram as suas cidades, não se sabe por quê. Algumas de suas cidades foram  descobertas na selva, outras esperam ainda que alguém as descubra . A fotografia aérea e a fotografia por satélite revelaram no Yucatan e na Guatemala dezenas de milhares de pirâmides ainda inexploradas. As cidades descobertas e parcialmente exploradas colocam estranhos problemas. Palenque por exemplo.

Encontramos lá um calendário lunar, que atribui ao mês lunar uma duração de 29, 53059 dias. Precisão fantástica. Os números mais modernos, obtidos graças a um relógio atómico, apresentam com esse número um erro de 0,00027 por dia. E esse resultado foi obtido por um povo que não possuía nem telescópio e nem computador. Depois disso, hesita-se afirmar que as datas obtidas com tal sistema numérico sejam imaginárias, ou hipotéticas.

No alto de uma pirâmide imensa, em Palenque, encontra-se o Templo das Inscrições. Uma dessas inscrições evoca  singularmente um painel. Com mostradores e botões de acionamento, certamente. Quis-se a todo custo nesse "painel" a  reprodução dum painel de astronave. Tal hipótese criou celebridade e fortuna para Erich von Daniken.

Num certo número de inscrições desse mesmo templo trata-se de nove mundos subterrâneos. Num deles reina o deus Hun Ahav, o qual segundo uma inscrição reina também no planeta Vénus. Compreenda quem puder. . .

Parece que deciframos de maneira satisfatória o sistema de numeração Maia. Os Maias empregavam o zero, representando  em seus cálculos por um signo em forma de astronave munida de vigias. Derivavam o seu calendário de um sistema de numeração de base vinte. Nesse calendário, a mesma data não podia repetir-se a não ser de cinquenta e dois em cinquenta e dois anos. O ano começava a 23 de Dezembro, no solstício do Inverno e continha os seguintes meses: sol novo, poço, semeaduras, branco, cervo, extensão do fogo, sol amarelo, tambor, grande chuva, barulho da tempestade, deus desconhecido, rãs, deus da caça, morcego, deus desconhecido, mês final.

Fundando-se numa extensão média do dia, os Maias podiam perscrutar longuíssimos períodos de tempo, até sessenta e quatro mil anos atrás. Entretanto, se o texto precisa que não se pode remontar a mais de 5.041.738, é sem dúvida porque não se pode explorar o tempo antes do aparecimento dos homens. O tempo é marcado pela sua cor, a qual não é a mesma a cada mês. Uma data retornando cinquenta e dois anos depois não tem forçosamente a mesma cor. Certas cores do tempo são boas, outras más.

E quando nos colocamos no fluxo do tempo para considerá-lo, percebemos não somente o passado e o futuro, mas também quatro outras direções. Os heróis lendários dos Maias, especialmente Quetzalcoatl, que é branco e possui um nariz semita, vêm não se sabe de onde.

O símbolo de Quetzalcoatl é a serpente emplumada que invadiu o império Maia em 1208 de nossa era. A sua chegada é prevista, tanto quanto as suas vitórias. Ainda se fala disso nas tradições Maias, pois a língua Maia, contrariamente, por exemplo, ao sumeriano ou o hitita, é ainda falada nos nossos dias. Procura-se ademais agora comparar a tradição Maia com o pouco que conservamos de textos escritos. Transcrições em espanhol dessa tradição são constantemente descobertas. Assim, em 1942, encontrou-se em Marida um fragmento perfeitamente desconhecido do livro de Chilam Balam. Porém, mesmo nos nossos dias, a gramática Maia permanece extremamente difícil. Por exemplo, os verbos indicam simultaneamente o objeto e o sujeito de uma ação, e a tradução exata é totalmente impossível. Yuri Knorosov traduziu para o russo um dos livros de Chilam Balam, diretamente do Maia. Ele afirma que é  mais fácil traduzir para o russo que para a língua ocidental, mas que entretanto essa tradução não é senão aproximativa. O livro de Chilam Balam descoberto em 1942, o último em data, contém profecias  e narrativas históricas em forma épicas. Defini-lo como uma combinação de Ilíada e da Bíblia não é deformar muito a verdade. Os Maias ainda são vivos; até mesmo a sua população aumenta. Eles tiveram a sorte de sobreviver porque entre 1519 e 1605 os espanhóis massacraram mais de vinte e três milhões de Maias. Os sobreviventes conhecem muitos segredos, escondidos por medo da repressão espanhola.  Lentamente, os documentos saem dos seus esconderijos. Locais de cidades são pouco a pouco revelados. Um dia todo o segredo ser-nos-á apresentado.

A cidade mais rica das que foram descobertas até ao presente é Bonampak. Possui um templo suntuoso, com três peças imensas cobertas de afrescos que já nos ensinaram muito e muito nos têm ainda para ensinar.

Bonampak significa em Maia : "paredes recobertas de quadros". A cidade é relativamente recente, do ano 800 de nossa era. É inacabada. As mesmas razões que levaram os Maias a abandonar as outras cidades interromperam a sua construção. Os afrescos de Bonampak mostram-nos as multidões Maias, a guerra que reina nessa época e símbolos do tempo.

A cidade foi descoberta, por acaso, em 1946. De seus afrescos imensos acha-se geralmente que constituem uma obra coletiva, realizada sob a direção dum homem de génio. Um tanto à mesma maneira que funcionavam os ateliês da Renascença. Esse génio desconhecido parece ter traçado ele próprio o desenho dos afrescos com tinta negra, deixando aos seus colaboradores em seguida o cuidado de colori-los.

Parece que Bonampak foi iniciada durante o período desastroso em que as outras cidades eram abandonadas, depois continuada durante a invasão de Quetzalcoatl , procedendo do norte e destruindo em nome da serpente emplumada a primeira civilização Maia a fim de edificar a segunda . E que esses dois fenómenos foram previstos. Por que então começar a construir uma cidade quando se sabia não poder termina-la? Mais uma vez se coloca a questão da fatalidade, e do sentido das previsões.

Notemos que em Bonampak, como em outras cidades, afrescos foram destruídos , estátuas quebradas , estrelas derrubadas , a ponta profundamente enterrada no solo. Aparentemente, não se desejava que os invasores que penetrassem a cidade após o seu abandono aprendessem demasiado!

Os livros de Chilam Balam insistem no facto dos sacerdotes Maias preverem não somente as invasões, mas também as catástrofes naturais, particularmente os ciclones e as correntes violentas das marés. Essas previsões eram consideradas marcadas pelo selo da fatalidade e não podiam em caso algum mudar um destino inelutável.

É necessário observar que os livros de Chilam Balam foram redigidos por homens perseguidos que não conheciam a escrita Maia e registavam sofrivelmente em espanhol tradições orais. São  os livros Maias que seria necessário que encontrássemos e decifrássemos. Talvez ainda existam, enterrados numa dessas inumeráveis cidades que conhecemos somente através de fotos de satélites.

Em que consistia exatamente a técnica usada pelos sacerdotes Maias para explorar o tempo?

Arriscarei umas hipóteses.

Por volta de 1965 descobriu-se em Nova York dois gémeos de vinte anos, mentalmente muito equilibrados  -  os seus quocientes de inteligência eram inferiores a 50  -  mas possuíam um dom extraordinário: domínio total do tempo aritmético.

Quando se perguntava a um deles: que dia foi 4 de Fevereiro de 1648 ?  o outro respondia imediatamente : sexta-feira. E quando se perguntava ao outro que dia seria 11 de Fevereiro  de 2003, o primeiro respondia : quarta-feira.

Verificações demonstraram  que jamais se enganavam. Várias pesquisas científicas foram efetuadas então e em vão, e um médico eminente acabou por admitir num artigo do jornal Le Monde :

"A ciência não dispõe de resposta para esse problema . Mas isso não é razão para apelar para 'O Despertar dos Mágicos'."

Com o risco de contrariar os cientistas oficiais, apelarei para o método de 'O Despertar dos Mágicos', isto é, para hipóteses intuitivas baseadas em factos verdadeiros, o que chamo de realismo fantástico. Não atribuímos importância demais ao facto de que quando se interrogava um dos gémeos era o outro que respondia. Pode haver explicações para essa telepatia de pouco alcance, e nem todas telepáticas, aliás.

Os gémeos possuíam o domínio do tempo aritmético. Certos observadores notaram neles um domínio de um tempo bastante curto. Assim, os gémeos pareciam  jamais  ter ouvido falar de exploração do espaço. Mas quando lhes foi perguntado: "E quanto ao Sputnik ?" não apenas responderam com a data de 4 de Outubro de 1957 como também, recitaram de cor os vários artigos de jornais do Sputinik. Tudo como se pudessem voltar no tempo para se informarem.

Essa faculdade particular deve ser devida a uma anomalia do cérebro dos gémeos.

Sabemos que os sacerdotes Maias operavam os cérebros de outros sacerdotes. Instrumentos de trepanação e crânios trepanados foram descobertos. Daí me parece possível imaginar que os sacerdotes Maias conhecessem uma operação da cirurgia cervical suscetivel de conceder o domínio do tempo.

No caso dos dois gémeos nova-iorquinos, o fenómeno foi provavelmente devido a uma mutação no nascimento. Estou convencido de que os sacerdotes Maias sabiam provocar tais mutações e que os indivíduos particularmente bem sucedidos  podiam fornecer ensinamentos sobre o passado e o futuro, percebiam o tempo na sua realidade múltipla e não abstratamente e segundo duas dimensões, como nós o fazemos.

Talvez certos sacerdotes em que a operação tivesse obtido total êxito pudessem até mesmo deslocar-se no tempo. O material escrito é realmente demasiado vago e raro para que possamos ter certeza disso. Esse domínio do tempo proporcionava portanto não unicamente o conhecimento do passado e do porvir como também o conhecimento individual da estrutura do tempo. Parece que esse fenómeno é único na história da humanidade.

Do mesmo modo que um homem no deserto ou no mar pode ao despertar circunvagar o horizonte e atentar segundo os quatros pontos cardeais, norte, sul, leste e oeste, para tentar vislumbrar uma caravana ou uma vela, um sacerdote Maia podia circunvagar seis direções do tempo, ver a sua cor nesse momento, concluir se era boa ou má e entrever eventos situados à perpendicular do eixo do tempo.

Aí estava o grande segredo que destruiu o monge Diego de Landa.

E aqueles que o conhecem ainda guardam-no ciosamente. Por volta do início do século XX, descobriu-se no Yucatan dentro dum jarro um outro manuscrito Maia, o quarto, até então desconhecido. Contudo, antes que pudesse ser copiado  ou fotografado foi incinerado por desconhecidos.

Parece que no momento das invasões os sacerdotes Maias davam instruções precisas e tais instruções são ainda respeitadas. Os espanhóis, destruíram certamente muita coisa . E a epidemia de varíola que se seguiu à invasão espanhola matou ainda mais Maias que os espanhóis (Foi esta epidemia que deu a Wells a ideia da destruição dos marcianos por meio de micróbios em "A Guerra dos Mundos"). Mas nem tudo foi destruído.

 Já à chegada dos espanhóis  -  prevista há muito  -  precauções tinham sido tomadas. Assim, o templo localizado no alto da pirâmide de Uxmal não oferecia acesso senão por meio duma escada cujos degraus eram da altura de um homem. Para subir por tal escada era necessário um treino especial que só os sacerdotes dispensavam.

Recentemente  o cientista russo  Vladimir Alexandrovitch Kuzmitzeff conseguiu subir ao alto da pirâmide de Uxmal . Narrou o seguinte:

"Sob o efeito da claridade implacável do sol tropical, a minha visão foi subitamente  turvada. O meu coração batia descompassadamente, uma fadiga como jamais experimentara na vida tomava conta de mim. Parecia-me que a escada não tinha
fim. Compreendi porque acreditava-se que ela conduzia ao céu."

Bem no alto da escada encontrava-se uma figura de pedra não-humana que observava com olhar feroz os visitantes. Ao lado, vasos enormes deviam em princípio receber o fogo do sacrifício. Todos os documentos dos templos no alto de pirâmides descobertos por Diego de Landa foram queimados por ele. Entretanto ainda restam as pirâmides e mesmo cidades inteiras desconhecidas . E existem documentos ocultos em galerias subterrâneas.

O governo mexicano preocupa-se com essa questão e tenta deter ao máximo o contrabando de antiguidades Maias. Nada nos impede de pensar que um dia encontraremos um documento que nos permitirá conhecer a operação que faculta o domínio do tempo.

Caso admitamos a hipótese da existência de tal intervenção cirúrgica, uma questão então se coloca: como os sacerdotes Maias eram capazes de executar uma operação que somos absolutamente incapazes de executar?

Mesmo com nossos métodos de anatomia para estudo do cérebro através de radioisótopos, mesmo com os nossos eletroencefalogramas seriamos incapazes de proceder a tal operação. Como os Maias, que acabavam de emergir do neolítico, a descobriram?

A única hipótese possível é a que  sustenta que eles não a descobriram , mas sim a aprenderam.

De quem? Dos Mestres Secretos do Tempo que ali viajavam e ali faziam as suas experiencias. Trata-se duma hipótese tão plausível quanto a dos extraterrestres, a qual aliás não é excluída por ela.

E manterei tal hipótese até me mostrarem  um eletroencefalograma descoberto numa tumba Maia.
 

Nota :

O que eu (J. Bergier) disse neste capitulo a respeito da trepanação dos Maias poderá parecer extraordinário ao leitor. Acrescentarei aqui um extrato de um excelente estudo realizado pelo Professor Marcel Homet e aparecido no nº 4 da revista Khadat , consagrada às civilizações desaparecidas.

Os Chimus constituíam um império na costa do Peru , muito estreitamente ligado ao dos Maias. Alguns acham que os Chimus constituíram a base do império Maia, outros que eles formaram uma colonia deste; seja como for, as técnicas médicas deviam ser as mesmas .

Eis o que escreveu o Professor Homet:
"Numa cerâmica, um homem debruça-se sobre um individuo de crânio raspado e que com uma grande quantidade de folhas na boca parece adormecido. O homem de pé tem à mão uma faca em forma de T ligeiramente curvo. Pode-se pensar que ele está na iminência  de operar aquele que, deitado, foi insensibilizado por aquele maço de folhas de coca que mascou. Então o cirurgião abre um orifício na caixa craniana; delicadamente ele retira o tumor que sabe ali existir, fecha o orifício e cauteriza. Tal coisa pode parecer extraordinária pois para isso é necessário conhecer perfeitamente a anatomia do cérebro. E deste modo os médicos atuais estudaram os crânios trepanados de Cuzco, estão de acordo acerca do seguinte ponto: muitos pacientes dos cirurgiões chimus foram trepanados diversas vezes e todos eles sobreviveram."

domingo, 11 de dezembro de 2016


O PORQUÊ DA UNIVERSALIDADE DA IGREJA DE ROMA

 

A Tiara Tripla do Vaticano: Igreja, Governo e País


(Alguns sublinhados meus. R)

Sinopse: o Vaticano está inserido na comunidade internacional porque é um Estado; uma vez ali, ele comporta-se como uma igreja. Criando três entidades jurídicas, e depois alternando-se com destreza de uma para a outra, o Vaticano consegue obter direitos jurídicos e influência internacionais sem precedentes.

 
Como truques da cartola levaram à influência internacional:

O correio e a estação de rádio deram ao Estado do Vaticano condição de participar como membro de duas organizações internacionais. Isso, por sua vez, permitiu à Santa Sé (o "governo" daquele território, que é também a hierarquia da Igreja), obter o status de "observador permanente" junto à Organização das Nações Unidas. Isso deu ao Vaticano uma presença ininterrupta e ingresso a todos os foros da ONU, ambos os quais são instrumentos inestimáveis para traficar influências.(Ou seja, toda a influência religiosa da Igreja de Roma não advém da doutrina mas sim pelo facto de ser um Estado independente. R)

"O Estado do Vaticano colocou as suas estruturas no nosso território", anunciou um indignado apresentador de notícias russo. Mas ele foi rapidamente informado de que aquilo não era absolutamente verdade — céus, não — o Vaticano está a actuar, não como um Estado, mas como um "centro religioso". Todavia, quando o clero ortodoxo resmungou por causa da visita do Papa à Grécia, o governo pôde retrucar dizendo — céus, não — o Papa não está a actuar como um líder religioso, mas como chefe de um Estado.

O Vaticano — ou Santa Sé, como é oficialmente conhecido — realiza essa mudança de identidade regularmente:

Em anos recentes, a Santa Sé tem, quando conveniente, tanto afirmado quanto renunciado à sua condição de ser um Estado. Recentemente, e de forma quase simultânea, a Santa Sé reivindicou ser um Estado para reclamar imunidade diplomática nos casos de abuso sexual nos EUA, ao mesmo tempo em que negava ser um Estado para se recusar a cooperar com o Tribunal Penal Internacional. Frequentemente, ao negar o seu status de Estado, a Santa Sé afirma ser uma instituição religiosa, acompanhada por exigências que a Primeira Emenda da Constituição dos EUA protege as acções da Igreja, após declarações de que membros da hierarquia estavam a tratar de forma inadequada as acusações de abuso sexual.
 
 
Na verdade, o Vaticano tem realmente não duas, mas três personalidades, e todas são entidades juridicamente distintas.

A tiara tripla do pontífice pode servir para lembrar-nos do seu papel como primaz da Igreja, como presidente executivo do seu governo e como governante de um minúsculo principado. Isto quer dizer que o pontífice preside três entidades distintas:

      - A Igreja Católica Romana, uma organização internacional que afirma fornecer acesso exclusivo (ou exclusão) para certos destinos no porvir.

      - A Santa Sé, uma monarquia absolutista, cujo governante é indicado por Deus. A Santa Sé é, ao mesmo tempo, o governo da Igreja Católica Romana, e também do Estado do Vaticano.

      - O Estado do Vaticano (oficialmente "Estado da Cidade do Vaticano"), um país com menos de um quilómetro quadrado, cujos 500 cidadãos são todos membros da hierarquia da Igreja.

Podemos iniciar esse conto das múltiplas identidades com a unificação da Itália, em 1870. Foi nessa época que os Estados Papais foram vencidos pelas tropas italianas e o Papa perdeu o seu reino na região central de Itália. Entretanto, no início do século seguinte, com a ajuda do Papa Pio IX, Benito Mussolini chegou ao poder. Em 1929, o governo italiano assinou o Tratado de Latrão com o governo da Igreja, a Santa Sé, devolvendo-lhe terreno suficiente para criar o menor país do mundo, o Estado do Vaticano.

Embora o Vaticano tivesse novamente um terreno para chamar de seu, ele tinha aprendido uma lição valiosa: esse território poderia ser confiscado, mas um governo poderia sobreviver, até mesmo no exílio. Isso é especialmente verdade com a Santa Sé, que é tanto o governo do Estado do Vaticano e o de uma igreja que influencia as mentes de mais de mil milhões de pessoas em todo o mundo. Esse "governo" desencorpado oferece uma base mais segura do que a simples propriedade de um terreno. Na verdade, provavelmente como uma resposta às objecções ao facto de o Vaticano ser tratado como um país, eles espertamente definiram-se como eternos:

"O Cânon 113.1 deixa claro que a 'Igreja Católica' e a Sé Apostólica têm a natureza de uma pessoa moral pela própria lei divina. Isso significa que a Santa Sé, [...] persistirá, até mesmo se reduzida à expressão mais simples na pessoa do Papa e até ao fim dos tempos."

Esse "governo" da Igreja, a Santa Sé, é cuidadoso para ter o Estado do Vaticano por perto como um "território vassalo", em vez de governá-lo directamente. Quando actua na cena internacional, o Vaticano toma a precaução adicional de aparecer com o disfarce de Santa Sé, uma entidade não-territorial, em vez de como o Estado do Vaticano. Isso evita que a sua presença internacional e os seus privilégios tenham de depender de um pedaço de terra defendido por cento e dez homens armados com alabardas. (Como um ex-integrante da Guarda Suíça revelou recentemente, o arsenal deles inclui agora gás lacrimogéneo e aerossol de pimenta, de modo a proteger o "Santo Padre" das atenções dos "fanáticos religiosos").

Mesmo assim, o minúsculo Estado do Vaticano tem-se provado inestimável como um trampolim na diplomacia internacional. Verdade, é a Santa Sé, e não o Estado do Vaticano, que entra em negociações diplomáticas com os outros países. Também é verdade que o mini-Estado não é suficientemente grande para abrigar as embaixadas estrangeiras, de modo que os embaixadores são forçados a residir em Roma, fora de suas fronteiras. Entretanto, se não fosse pelo Estado do Vaticano, a diplomacia da Santa Sé dificilmente poderia funcionar em termos práticos.
 
Esse intercâmbio diplomático opera em ambas as vias. A Santa Sé mantém o seu próprio serviço diplomático, com "Núncios Apostólicos" servindo como embaixadores reconhecidos em países de todo o mundo. O Papa também faz "visitas de Estado". Paulo VI, "o Papa Peregrino", tornou-se o primeiro pontífice a visitar cinco continentes, enquanto que João Paulo II conseguiu visitar 130 países. Aqui, como usual, os diferentes papéis são habilmente combinados. Como "peregrinações", essas viagens são espectáculos litúrgicos — e como "visitas de Estado", elas são pagas pelo país anfitrião.
"... As vantagens que a condição de ser um Estado soberano confere, incluindo a não supervisão das suas actividades financeiras por alguma autoridade bancária, a capacidade de emitir passaporte, a concessão de imunidade diplomática e a participação como membro em organizações internacionais ao nível de Estado, não devem ser subestimadas."

Em 2005, o Vaticano usou as suas pretensões diplomáticas como base para um protesto junto ao governo dos EUA. Ele lembrou aos americanos que a Santa Sé era uma "entidade soberana" e sugeriu que eles se "lembrassem que os actos dela gozam de imunidade, de acordo com a Lei Internacional". Aqui, a Santa Sé estava na verdade a invocar "imunidade diplomática" para tentar evitar que a Igreja tivesse de pagar indemnizações às crianças vítimas de abuso sexual pelos seus próprios sacerdotes. E em Setembro de 2005, "o Departamento de Justiça dos EUA [...] informou um tribunal no Texas que uma acção judicial que acusava Bento XVI de conspirar para encobrir a molestação sexual de três meninos por um seminarista teria de ser rejeitada, porque o pontífice goza de imunidade como chefe de Estado da Santa Sé."

Os diplomatas do Vaticano, os Núncios Apostólicos, também têm outra função importante. Eles negociam acordos com outros Estados soberanos, de modo a garantirem privilégios para a Igreja. Entretanto, como esses acordos são assinados, não pelos bispos da Igreja, mas por embaixadores da Santa Sé, esses "tratados" (chamados de "concordatas") são regidos pela Lei Internacional. Isso permite que eles se sobreponham à legislação nacional. Destarte, os privilégios concedidos à Igreja são removidos do controlo democrático — para sempre.

Entretanto, talvez o maior de todos os benefícios de se apresentar como um governo é o pé de cabra que isso deu ao Vaticano para se infiltrar na Organização das Nações Unidas. Para conseguir isso, ele engenhosamente explorou as suas três entidades legais nos últimos 75 anos. Finalmente, o objectivo da participação plena como membro parece estar praticamente ao seu alcance.

Em 1929, o mesmo ano em que foi fundado, o Estado do Vaticano ingressou na União Postal Internacional e, mais tarde, também na União Internacional das Telecomunicações. A participação como membro desses organismos internacionais permitiu à Santa Sé obter, em 1957, privilégios de "observadora" junto às Nações Unidas (ao contrário do mero "status consultivo" conferido à maioria das organizações não-governamentais — incluindo outras religiões). Em 1964, o Vaticano conseguiu que esses privilégios fossem aumentados, quando a Santa Sé obteve a condição de "observadora permanente" junto à ONU. Isso permitiu uma presença ininterrupta na ONU e a participação em todos os seus foros. As duas coisas são inestimáveis para fazer o tráfico de influências em importantes eventos da ONU, como a Conferência Sobre População e Desenvolvimento. (Todas as outras Religiões não têm este estatuto porque não têm um pedaço de terra Independente e não constituem um Estado como o Vaticano. R)

Essa conferência foi estratégica para o Vaticano, pois os países em desenvolvimento dependem grandemente da ONU para ajudá-los nos serviços sociais. Consequentemente, as pessoas que vivem nesses países, independente das suas afiliações religiosas, estão cada vez mais sujeitas ao dogma da Igreja — a políticas que condenam milhões de mulheres a ter uma gravidez indesejada e à AIDS.

Como se isso não fosse o suficiente, apenas um ano atrás, os privilégios da Santa Sé foram actualizados para "status de observador avançado", que agora permite que ela participe nos debates da Assembleia Geral da ONU e exerça ainda mais a influência da Igreja. A única coisa que ainda falta para a condição de membro pleno é o direito a voto. Isso virá com o tempo. Como o seu observador permanente na ONU comentou serenamente: "Não temos voto porque não queremos." Ao mesmo tempo, ele observou que esse último lance "não fecha as possibilidades para o futuro".

Por meio de entidades juridicamente legais e dos seus advogados, o Vaticano pode obter a condição de membro pleno. O capacete papal de três camadas está a ser usado para produzir uma grande tragédia humana.



 
A Igreja Católica Romana é ao mesmo tempo um Estado nacional e uma corporação multinacional com ramificações praticamente por toda a parte. A sua constituição, o Código do Direito Canónico, dá poder absoluto ao Papa; não há apelo nem recurso contra uma decisão ou decreto do Pontífice Romano. (Cânon 333 parágrafo 3) — Jeffrey Nicholls.

 

sexta-feira, 9 de dezembro de 2016



Publicado por carmenarabela  (com alguns complementos meus, sem alterar o texto original, visto eu ter este texto arquivado já há muito tempo e nova informação mais atual foi aparecendo. R)


Os sumérios descreviam o nosso sistema solar como um conjunto de 12 corpos celestes significativos. Na linguagem zodiacal, estes astros são todos chamados ”planetas”, embora, entre eles, os antigos incluíssem a Lua e o Sol. Isso significa que os mesopotâmicos, não só possuíam um conhecimento astronómico inexplicável como também afirmavam a existência de planetas que somente a ciência contemporânea pôde reconhecer, como o longínquo Plutão, destituído do seu status planetário e retomado outra vez, os miteriosos Urano e Saturno e o até hoje desconhecido porém procurado 12º planeta, que denominavam de Nibiru.
Ora, se os sumérios, há 6 mil anos, estavam corretos em relação aos nove planetas, reconhecidos hoje, porque não poderiam estar, igualmente corretos, em relação a Nibiru? Pensemos…
Há seis mil anos atrás, os Sumérios conheceram um planeta chamado Nibiru. Era o planeta de origem de um povo descrito pelos antigos como “raça de deuses”. Os nativos de Nibiru visitaram a Terra no passado influenciando decisivamente a cultura humana. Artefactos e tabuletas cuneiformes de argila e pedra encontradas no Iraque referem-se claramente a um planeta de onde vieram viajantes cósmicos.
A herança destes remotos alienígenas aparece na avançada tecnologia dos sumérios e de outros povos ao redor do mundo. Muitas relíquias não são acessíveis ao público que, assim, desconhece essa face da mitologia mesopotâmica. No caso dos sumérios, a sua cultura é a mais antiga do Ocidente. Entretanto, o seu sistema matemático e o calendário permanecem atuais.
Aos poucos, a pesquisa sobre Nibiru começa a aparecer, ainda que o planeta seja chamado por outros nomes, como , 12º planeta ou “planeta da cruz” (Planet of the crossing). Os sumérios tinham doze corpos celestes no seu zodíaco, contando o Sol e a Lua e mais DEZ Planetas que, afirmavam, pertencem ao nosso Sistema Solar.
Hoje os cientistas procuram este planeta misterioso nos confins do espaço. (Atualmente já está no Sistema Solar e já foi fotografado e comunicada a sua posição pelos meios de comunicação fora do sistema. R) a NASA empenhou-se nessa pesquisa e os especialistas investigam porque já têm a certeza de que o “Planeta X” existe. Observado há milhares de anos passados, Nibiru não é visto nos céus contemporâneos. Isso acontece porque a órbita do 10º planeta (12º astro dos sumérios) é uma elíptica extremamente alongada. Durante milénios, o globo mantém-se longe do Sol e da vista dos terráqueos, muito além da órbita de Plutão. 
Os Sumérios descrevem o Planeta X ou Nibiru, no ponto mais extremo de sua trajetória, distante da Terra aproximadamente 30 milhões de anos-luz. Os viajantes de Nibiru que chegaram à Terra são chamados Anunnaki e foram considerados deuses. A tradição conta que os Anunnaki possuíam “servos” que eram “seres andróides”. Não eram seres vivos mas agiam como se fossem.(Híbridos, mais dóceis que o ser humano da época. R)
Zecharia Sitchin
Zecharia Sitchin é linguista, perito em escrita cuneiforme (suméria) e em muitas outras linguagens antigas. Em 1976, publicou The Tewlfht Planet e assim começou a sua trajetória transformadora da pesquisa da história antiga. Em 1993, lançou o seu sexto livro, parte da série de Earth Chronicles (Crónicas da Terra) – When Time Began. Este último livro fala das relações entre o complexo calendário de Stonehenge, as ruínas de Tiahuanacu, no Peru, a antiga cultura suméria e, por extensão, a conexão desses monumentos antigos com os Anunnaki. Sitchin defende que os Anunnaki não são uma alegoria ou criação fabulosa dos sumérios; antes, são seres humanóides que habitam o misterioso planeta Nibiru.
 
A órbita excêntrica, extensa de Nibiru, faz com que o planeta passe milénios totalmente invisível à observação no centro do sistema solar. Zecharia Sitchin acredita que quando a posição de Nibiru é favorável, ciclicamente, os Anunnaki – habitantes de Nibiru – visitam a Terra e interferem no curso da história humana. O ano de Nibiru corresponde a 3 600 anos terrenos, período regular de intervalo entre as visitas dos Anunnaki.
Sitchin já decifrou mais de dois mil cilindros e fragmentos de cerâmica com inscrições da Mesopotâmia, alguns de 4.000 a.C., que fazem parte do acervo de museus de todo o mundo. Um desses fragmentos, que se encontra na Alemanha, indica que a Terra é o “sétimo planeta”, contando a partir de Plutão. Ocorre que Plutão somente foi descoberto pela astronomia moderna no início do século XX. Como é que os sumérios poderiam saber de tal coisa?
O linguísta acredita que, na antiguidade, seres extraterrenos conviveram com antigos mesopotâmicos e foram os “instrutores”, os deuses da humanidade dos primeiros tempos históricos (pós-advento da escrita). Comparando as mitologias da Criação de diferentes culturas, verifica-se a coincidência dos mitos, que são recorrentes nas referências a uma “colonização” ou instrução das primeiras nações humanas por seres superiores, que vieram do espaço e se encarregam de ensinar aos homens primitivos as “artes” que caracterizam as civilizações.
Buscando sempre a identidade desses “instrutores celestes”, Sitchin começou a sua jornada pelo mundo das cidades antigas e dos grandes impérios do passado. Uma das suas conclusões mais significativas afirma a existência, em Marte, de uma estrutura alienígena, artificial, de forma piramidal, situada na região denominada Cydonia. Essa pirâmide não é a única; a sua distância em relação a outra estrutura semelhante é proporcionalmente idêntica à distância que existe entre a Esfinge e as pirâmides do Egipto.
Essas relações entre pirâmides podem significar que elas servem como marcos topográficos para viajantes celestes, como os Annunaki, tanto na Terra quanto em Marte. Sitchin acredita que as pirâmides de Gizé não foram uma realização dos egípcios. Em 1993 foi divulgada a descoberta de que a Esfinge é dois mil anos anos mais antiga do que se pensava, o que reforça a teoria de Sitchin.
O Buraco de Saddam
Polémico, Sitchin fundamenta as suas teorias em rigorosas traduções dos textos sumérios, escrituras Védicas (indianas) e textos originais da Bíblia escritos em hebraico e grego. O local, na Terra, de chegada ou aterragem dos Annunaki é uma região chamada Eridu, no sul do Iraque. A dificuldade de captura de Saddam Hussein decorreu do facto de que o seu esconderijo, o “buraco” onde foi encontrado o ditador, é parte de uma pirâmide construída na antiguidade e desconhecida dos arqueólogos que trabalham naquele país.
O Céu do Hemisfério Sul
A NASA localizou um objeto cósmico maciço e negro nos céus do hemisfério sul, facto que pode justificar a recente reativação de telescópios na Argentina e no Chile. Sitchin, que visitou vários observatórios astronómicos da antiguidade, constatou que todos privilegiam a visão do quadrante sul e também estão localizados na mesma latitude da Terra.
Muitos desses observatórios permitem medir com exatidão o nascer do Sol e da Lua. É possível que esse notável interesse pelo céu tenha sido motivado pela expectativa de um retorno desses alenígenas que foram, no passado, considerados criadores e instrutores da raça humana.
A tradução do alfabeto cuneiforme, da Mesopotâmia, para o alfabeto atual, invenção atribuída aos fenícios.
Os Anunnaki
Anunnaki: na língua suméria significa “Aqueles que desceram dos céus”; para os hebreus eram Nefilim, Elohim; em egípcio, Neter. Descobertas arqueológicas e artefactos recolhidos nos últimos duzentos anos são o fundamento da teoria de que uma avançada civilização proveniente de um planeta distante, porém pertencente ao sistema solar do qual a Terra faz parte, chegou ao golfo Pérsico a cerca de 432 mil anos atrás; eram os Anunnaki. Os visitantes estelares colonizaram a Terra com o propósito de obter grandes quantidades de ouro. A sua mão-de-obra foi arrebanhada entre os humanos primitivos, que foram manipulados geneticamente.
A Evidência Astronómica
A prova definitiva da veracidade da tradição suméria seria o reconhecimento científico de um décimo planeta (ou 12º astro) no sistema solar, ou seja, a “descoberta” de Nibiru com tamanho, órbita e outras características descritas nos registos da Mesopotâmia.
Plutão foi descoberto em 1930 e Caronte, a sua Lua, em 1978. A análise de Plutão mostra que determinadas peculiaridades da órbita deste planeta e também das órbitas de Urano e Neptuno somente podem ser explicadas pela existência de um planeta desconhecido que deve ser bem maior que Plutão e mesmo da Terra.
Entre 1983 e 1984, o IRAS – Infrared Astronomical Satellite produziu observações relacionadas a um décimo planeta. Em 1992 novas descobertas foram publicitadas sobre um planeta a mais no sistema, denominado “intruder – “planeta intruso”. Os cientistas começaram, então, a confrontar os dados da astronomia com as traduções de Zecharia Sitchin, em especial, a tradução do documento Enuma Elish, que contém a história da formação deste Sistema Solar. São anais muito antigos que falam de um planeta do tamanho de Urano chamado Tiamat, cuja órbita passa entre Marte e Júpiter.
O grande planeta Nibiru foi capturado pela força gravitacional do Sistema Solar e a sua entrada no conjunto causou anomalias nas luas dos outros planetas. Nibiru colidiu com Tiamat e enormes fragmentos entraram na órbita da Terra. Um desses fragmentos veio a ser a Lua.
O interesse de antigos e contemporâneos por Nibiru decorre de uma questão muito prática. Os relatos arqueológicos são claros: a passagem deste planeta a cada 3 600 anos nas proximidades da Terra produz efeitos sensíveis na realidade ambiental; catástrofes são desencadeadas. A passagem de Nibiru é, possivelmente, a causa da mudança nos pólos da Terra, dos regimes da marés, dos padrões climáticos, dos desvios da órbita e choque com asteróides que são arrastados pelo “intruso”. Nibiru pode ter provocado, por exemplo, a extinção da vida em Marte ou o fim da época dos dinossauros.

MISTÉRIO DE TIAMAT: O OUTRO NOME DA TERRA
Há 500 mil anos atrás o planeta Terra não se chamava “Terra”. O nome “Terra”, do grego Gaia, é uma inovação recente. O seu nome mais antigo é Tiamat. Era um lugar completamente diferente do que é hoje e localizava-se no espaço em outra posição, mais distante do Sol, entre Marte e Júpiter. Marte, que ficava mais perto do Sol era, então, completamente habitável, com um clima temperado e água abundante em estado líquido. Este facto, embora não divulgado, já foi amplamente verificado pela NASA e outros grupos científicos.
Tiamat estava mais próximo da estrela Sírius (ou Sothis, como a chamavam os antigos egípcios). O sistema planetário de Sírios e o sistema da estrela que chamada Sol eram parte de um mesmo e único sistema maior, parte de uma unidade cósmica. Os dois sistemas ainda são gravitacionalmente conexos com um terceiro sistema, outro fato que começa a ganhar espaço nos meios científicos.
O “Sistema Regional de Sírius” evoluciona em torno de um sol central chamado Alcyone, estrela situada na constelação das Pleiades ou “Quadrante das Pleiades”. O conjunto Sol-Sírius-Alcyone descreve uma órbita ao redor do centro da galáxia (Via Lactea) em direção da estrela de Sagitário. Todo o movimento orbital do megasistema tem uma duração de 200 milhões de anos. Este grande ciclo deve completar uma revolução em 21 de Dezembro de 2012, data prevista pelos Maias para a deflagração de uma catástrofe mundial apocalíptica.(Felizmente não aconteceu, como seria previsto, porque a contagem do tempo não é rigorosa. Houve mexidas no calendário e é muito difícil senão impossível, determinar corretamente eventos previstos em anos tão longinquos para futuros cuja contagem do tempo é diferente de cultura para cultura.R).
FONTE: SOLÀRION, Robertino. A Brief History Of Planet X Nibiru, 2003. IN APOLLONIUS.NET

A Evidência Tecnológica
Há muito tempo escavações arqueológicas têm trazido à luz artefactos, ferramentas, máquinas e registos que surpreendem, pelo seu avanço, as expectativas dos estudiosos. São objectos inexplicáveis para a ciência histórica académica. No deserto do Iraque foram encontradas baterias de argila com elétrodos datadas em 2 500 anos antes de Cristo; numa pirâmide funerária, havia um modelo de aeroplano perfeitamente funcional.
Mais recentemente, a redescobeta de ouro monoatómico em sítios arqueológicos do Médio Oriente veio reforçar a crença em civilizações do passado altamente sofisticadas. As substâncias monoatómicas são supercondutoras de energia em temperatura ambiente e possuem propriedades anti-gravitacionais. Somente nos últimos anos o ouro monoatómico tem sido investigado pela física. Arqueologicamente, entretanto, o ouro monoatómico mesopotâmico é conhecido desde 1889, quando sir Flinders Petrie demonstrou que o material era produzido há 3 mil anos atrás.
A Evidência Documental
O registo histórico documentado da existência e das realizções dos Anunnaki começaram a aparecer desde os primeiros anos do século XIX. A escavação de antigos sítios arqueológicos mesopotâmicos revelaram uma avançada civilização Suméria. Milhares de lâminas de argila contêm escrituras relacionadas não somente com as questões do quotidiano, como o comércio, os casamentos, as ações militares e o sistema de cálculos astronómicos; as tábuas cuneiformes também falam dos Anunnaki.
Fica evidente que os sumérios sabiam perfeitamente que aqueles aliens eram criaturas vivas, de “carne e osso”. A Biblioteca de Assurbanipal, apesar de ter sofrido um incêndio, não perdeu nada de seus documentos feitos de argila, resistente ao fogo. Assim, foram preservadas 400 tabuletas cuneiformes que contêm a história dos tempos arcaicos, sem falhas; uma espécie de “cápsula do tempo” feita de barro cozido. São estes documentos que contam a saga dos Anunnaki.
A Evidência Genética
Os registos sumérios localizam o laboratório, onde os Anunnaki criaram um humano híbrido na região leste da África Central, próximo às minas de ouro. É uma área que coincide com o lugar onde foi encontrado o mais antigo DNA mitocondrial, pertencente ao fóssil que ficou conhecido como Lucy. Os arqueólogos também encontraram ruínas de minas de ouro de 100 mil anos. Os documentos descrevem, ainda, os avanços da engenharia genética. O rápido progresso da espécie humana sapiens, que chega a Marte apenas 250 mil anos depois de começar a realmente “sair das cavernas” é notavelmente anómalo diante dos milhões de anos que foram necessários para consolidar os membros mais antigos do nicho do homo erectus.  
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