ESOTERISMO
NA ACÇÃO DOS DITADORES
Neste cartaz das SS (Esquadrões de proteção nazis) vê-se a estilização rúnica da sigla. Os símbolos runicos foram estudados por um esoterista que foi referência para Hitler nos anos da sua formação intelectual.
A cultura esotérica entrelaça-se com a historiografia e as ciências políticas mais do que essas disciplinas consideraram até hoje.
Vamos ver o paralelismo entre duas “cruzadas” que provocaram milhões de mortos, tendo como base o preconceito e ódio contra um bode expiatório para justificar a sua sede de poder e riqueza. Esse bode expiatório seria considerado como um “animal”, e nunca um “humano”, e exterminado.
Em 1989 foi publicado por Giorgio Galli um livro intitulado Hitler e il nazismo magico. Le componenti esoteriche del Reich millenario. Galli vê coincidências significativas no ano de 1989: é o centenário do nascimento de Hitler, mas também o bicentenário da Revolução Francesa, a revolução no Leste, exatamente um século depois do nascimento do Fuhrer e queda do muro de Berlim, premissa de uma Alemanha novamente unida, potência hegemónica na Europa.
Depois da tragédia de 11 de Setembro de 2001, rastilho para guerras que continuam até hoje, a história de violência e morte da qual Hitler e o nazismo foram protagonistas continua a suscitar perguntas inquietantes, e a impor-se como parâmetro para medir a violência e a morte que todos os dias se espalham pelos lugares do mundo martirizados pelos conflitos.
O
possível substrato ocultista, mágico e esotérico do nazismo
desperta o interesse de muita gente. A televisão tratou do tema
várias vezes, e pelo menos mais dois livros tiveram razoável
difusão em Itália de Giorgio Galli (Marco Dolcetta,
Nazionalsocialismo
esoterico,
Roma, Cooper Castelvecchi, 2003; Mel Gordon, Il
mago di Hitler. Eric
Jan Hanussen: un ebreo alla corte del Führer,
Milão, Mondadori, 2004).
No
ensaio sobre o Nazismo
mágico,
Galli identifica uma “ponte esotérica” entre a Inglaterra e a
Alemanha, entre teorias e sociedades esotéricas e ocultistas
presentes nas duas nações na passagem do século XIX para o XX.
Essa ponte chegaria até aos fundadores do nazismo.
As tradições esotéricas ganharam novo vigor tanto na Alemanha como em Inglaterra. Efetivamente, uma “ponte esotérica” entre os dois Estados, a ponte da Ordem Rosa-cruz, inserida desde o século XVII.
Hoje, uma nova “cruzada” contra as “forças do mal”, de caráter esotérico, surgiu em força.
A relação entre Donald Trump e setores do evangelismo americano, especialmente as vertentes pentecostais e carismáticas, tem sido caracterizada por uma forte componente de nacionalismo cristão e, por vezes, uma leitura de cunho profético e esotérico/místico de sua ascensão ao poder.
O "Escolhido" e a Intervenção Divina: Muitos apoiantes evangélicos veem Trump não apenas como um político, mas como um "escolhido" ou ungido por Deus para salvar os Estados Unidos. Essa visão, muitas vezes propagada por televangelistas, sugere que sua eleição foi uma intervenção divina direta, independentemente de sua vida pessoal ou conduta.
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Amazon.it
Paula White-Cain, uma televangelista pentecostal, foi a conselheira espiritual chave para Trump desde a sua primeira campanha. Ela é conhecida por pregar o "Evangelho da Prosperidade", que liga a fé cristã ao sucesso material e ao poder.
A retórica em redor de Trump incluiu comparações a figuras bíblicas como o rei persa Ciro, o Grande – um líder não judeu que, segundo a Bíblia, foi usado por Deus para libertar o povo judeu. Paula White chegou a comparar a perseguição que Trump diz sofrer à perseguição de Jesus Cristo, afirmando que ele se "reergueu" após falsas acusações.
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Good Morning America
Talvez esta crença tenha levado ao extremo de Trump surgir como se fosse o próprio Jesus Cristo. A força do apoio vem da ala pentecostal/carismática, que valoriza a ação direta do Espírito Santo e a profecia. Lideranças deste grupo afirmam frequentemente ter recebido revelações de que Trump é essencial para evitar o fim dos EUA e combater forças malignas.
Durante o seu primeiro mandato, Trump abriu um "Escritório de Fé" na Casa Branca, sob a influência dessas lideranças, solidificando a ligação direta entre a sua administração e líderes evangélicos nacionalistas.
Esse movimento gerou debates internos no cristianismo americano, com críticos a chamarem a essa união como "pseudocristianismo" ou idolatria política, argumentando que a fé está a ser instrumentalizada para fins de poder.
Embora o termo "esoterismo" não seja o mais comum em análises académicas sobre o tema, a interpretação da política através de profecias, visões, ungimentos e interpretações de sinais sobrenaturais na figura de Trump aproxima essa aliança de uma visão mística e "esotérica" dentro do cristianismo carismático.
Uma intervenção na Casa Branca, durante um almoço de Páscoa, gerou forte polémica nos Estados Unidos depois de a conselheira espiritual de Donald Trump ter comparado o presidente americano a Jesus Cristo.
O episódio foi relatado pelo ‘The Independent’ e envolve Paula White-Cain, televangelista que acompanha Trump há anos e que voltou a estar ao seu lado num momento simbólico. No discurso, feito com o presidente presente, a religiosa traçou paralelos diretos entre os desafios enfrentados por Trump e o percurso de Cristo.
“Jesus mostrou-nos que uma grande transformação exige grande sacrifício”, afirmou. E dirigindo-se ao presidente, acrescentou: “Ninguém pagou o preço como você pagou. Quase lhe custou a vida”.
A comparação foi ainda mais longe. White-Cain afirmou que Trump foi “traído, detido e falsamente acusado”, descrevendo um “padrão familiar” ao vivido por Cristo. E concluiu com uma mensagem de vitória: “Tal como Ele venceu, você também vencerá.”
Trump reagiu com um simples “obrigado”, sorrindo perante o aplauso da audiência.
Esta intervenção rapidamente incendiou as redes sociais e gerou críticas duras, sobretudo de líderes religiosos e comentadores políticos.
Um teólogo católico classificou o discurso como “blasfémia”, criticando o facto de a comparação ter sido feita num contexto oficial e com figuras religiosas presentes. Outros utilizadores acusaram a intervenção de instrumentalizar a fé para fins políticos, descrevendo o momento como “teatral” e “sacrílego”.
Neste meu blogue, publiquei em 23.5.2025, um texto com o título “AS CHAMADAS LEIS DE NOÉ”.
https://ruca909.blogspot.com/2025/05/as-chamadas-leis-de-noe-apresento-aqui.html
Assim
como muitas outras seitas aproveitam certos mitos bíblicos para
basearem as suas crenças, é muito possível que o Sinédrio
Nascente, uma “irmandade”,
“seita” ou “ordem secreta” tenha criado um mito de
superioridade de raça, em que todos os outros são uma ordem de
seres inferiores similares a animais
(Trump chamou “animais” aos
iranianos ameaçando destruir
a sua civilização e regressarem à Idade da Pedra),
assim como os nazis também criaram o mito da raça superior ariana
para alcançarem o seu objetivo profundo,
tendo como objetivo primordial a extinção dos Judeus, considerados
não
humanos
por eles.
O Sinédrio Nascente (Nascent Sanhedrin), um grupo de rabinos que visa restabelecer a antiga instituição judaica de 71 membros em Israel, apelou ao presidente Donald Trump para criar um Tribunal Divino Internacional baseado nas leis de Noé, elogiando o estabelecimento de um "Gabinete de Fé" na Casa Branca.
Em 2017 o Sinédrio Nascente mandou cunhar uma moeda especial que traz a imagem de Trump junto à de Ciro, o Grande. Isto simbolizava o seu papel histórico, comparável ao de Ciro, que foi escolhido por Hashem para cumprir uma missão divina.
Para eles, Trump foi escolhido, da mesma forma que Ciro no tempo dele, para cumprir uma missão celestial. Para unir todos os que crêem em Deus e patrocinar a cooperação ética em todas as esferas da ação humana.
“Queremos convidá-lo para se reunir com o Tribunal de Rabinos do Sinédrio em Jerusalém, para discutirmos o estabelecimento de um Tribunal Divino Internacional para todas as nações. Esse tribunal seria baseado nas sete leis universais dadas a Noé e reafirmadas no Monte Sinai — um fundamento para a paz global e para a justiça divina”.
Que Hashem o abençoe com sabedoria, força e sucesso em sua missão divina.
Rabinos do Sinédrio:
Rabino Daniel Stawsky Hacohen
Rabino Meir Halevi
Rabino Erel Segal-Halevi
Rabino Ben Abrahamson
Rabino Roee Zaga
Rabino Boaz Melet
Rabino Nadav Sofy
(Por aqui deduzimos a razão porque Trump é idolatrado em Israel e apoia incondicionalmente tudo o que os Judeus (sionistas?) fazem contra os seus vizinhos. Até quer expulsar os Palestinianos da sua terra e transformá-la numa área de lazer e negócio, sem se importar com as vidas desse povo que ele, e os seus, consideram como seres inferiores)


