MANIPULAÇÃO DA HISTÓRIA DO POVO ELEITO
Acredito que a Palavra está viva e o conhecimento vai chegando conforme o grau evolutivo do ser humano em determinado momento. Posso por isso “imaginar”, pelo menos, uma situação, sem ferir ou desmentir a História escrita por Deus para o nosso mundo.
Cada vez que leio a Bíblia descubro novas revelações. A Bíblia é um livro vivo e conforme avançamos no desenvolvimento espiritual são-nos revelados novos factos. Penso na grande diferença entre o Deus do Antigo Testamento e o Deus do Novo Testamento. Convenço-me cada vez mais de que não é o mesmo Deus. Enquanto o primeiro exige sacrifícios de primogénitos, tanto humanos como animais, fomenta a guerra e até interveio diretamente nela como no Êxodo, por exemplo, em que atacou os perseguidores, deixando-os completamente apavorados, com uma nuvem (nave?) que pairou sempre sobre os fugitivos, deslocando-se à retaguarda sempre que necessário e os iluminava de noite.
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Essa nuvem tinha como funções principais o seguinte:
Guia de rota: Indicava exatamente quando e para onde o povo devia caminhar ou acampar.
Proteção climática: Oferecia sombra contra o calor intenso do deserto.
Iluminação noturna: Transformava-se numa coluna de fogo para dar luz e calor à noite.
Barreira defensiva: Protegeu os israelitas do exército egípcio no Mar Vermelho, servindo de luz para o lado de Israel e de escuridão/confusão para os egípcios.
Sinal sagrado: Posteriormente, pousava sobre o Tabernáculo para indicar que o santuário estava habitado pela glória divina
Estranho... muito estranho. Indicar o caminho, dar luz e outras coisas incompreensíveis, mas não tão misteriosas para o tempo de hoje com o avanço da Ciência e da Tecnologia.
Este personagem, que acredito ser um Arcanjo, um chefe de guerra, a quem os Hebreus chamavam Jeová (Deus da raça), falava em nome de Deus e para ter a adoração (colaboração incondicional) do povo Hebreu, prometia riqueza e novas terras (Deuteronómio 18:9-14), apesar de estas estarem ocupadas por outros povos (roubo?).
O verdadeiro Deus nunca prometeu riquezas na Terra mas sim Vida e felicidade num futuro próximo onde todos seriam iguais, sem exploração nem senhores.
Na Teologia Bíblica trata-se de uma Manifestação de Majestade. Os Reis antigos demonstravam poder pelo tamanho do seu exército. Deus mostra que governa sobre biliões de seres espirituais.
Numa tentativa de passar pelo "povo escolhido" os Hebreus misturaram a sua história secular (com todas as guerras, violências e espírito de conquista) com a história religiosa do desenvolvimento humano. A própria Bíblia fala em "ALGUNS escolhidos" e nunca falou no "povo escolhido".
Na Bíblia, em Deuteronómio 14: 2 faz-se referência a um povo eleito. Esta afirmação pode ter várias interpretações e não podemos ter a certeza de que o povo Hebreu foi escolhido como um povo, cujas Almas seriam as eleitas do Senhor, por serem especiais ou superiores a todas as outras do resto da humanidade.
Há uma omissão, por parte dos autores bíblicos, talvez por recearem não serem compreendidos na época, e temerem despertar a inveja, que como sabemos, acabaria por devorar as tais Almas eleitas. Chamavam-lhes "Almas eleitas do Senhor", e não "Povo escolhido", e não indicavam onde estavam.
1Pedro 2:9 também pode ser mal interpretado confundindo a comunidade cristã, a quem Pedro se dirige, com o povo judaico apenas. As comunidades cristãs também incluíam outros povos não judeus que aceitaram Jesus Cristo. Como todos sabemos os Judeus rejeitaram Cristo e perseguiram-No até à morte.
Moisés, ao organizar o seu código moral, para ordenar a sociedade que foi posta a seu cargo e a disciplinar, manifestou imediatamente o mais elevado apreço por essa fina-flor da humanidade. O problema, e os mal-entendidos, começou quando todo o povo de Israel se considerou como "eleito", julgando ser suficiente para garantir a "salvação".
A partir da reunião de textos sagrados por Moisés, a história secular de Israel foi-lhes "misturada" para dar a Israel a consistência de "Povo Escolhido" e legitimar todas as suas ações, em nome de Deus.
Mas Moisés soube distinguir e deu a esses escolhidos o nome de Nazireus, ou Nazaritas, isto é consagrados ou separados para o Senhor. A palavra “nazireu” vem do termo hebraico que significa “selecionado”, “separado” ou “dedicado” Nazireus não era todo o povo de Israel, mas sim uma pequena fação. A sua vida era de uma retidão exemplar, e poucos podiam suportar o voto de Nazireu. Eram vegetarianos puros. Não podiam beber vinho nem outros líquidos alcoólicos, nem sequer comer uvas. Não podiam estar onde houvesse outra pessoa morta, nem assistir a funerais ou procurar comunicação com os espíritos dos falecidos pois a morte era, para eles, o começo de uma nova existência. (Números 6:2-21), (Amós 2:11,12) – onde o oráculo do senhor diz que entre eles - o povo - escolheu Profetas e homens consagrados, uma prova de que os eleitos não eram todo o povo mas sim alguns, e (Juízes 16:17), em que até é uma história muito conhecida de Sansão e Dalila, onde vem: "e (Sansão) contou-lhe todo o segredo: A navalha nunca passou sobre a minha cabeça, pois eu sou consagrado a Deus desde o seio da minha mãe. Se me cortarem o cabelo, perderei a minha força. Ficarei fraco e serei como qualquer outro homem".
No decorrer dos séculos o nome destes eleitos sofreu alterações e, por isso, vieram a ser conhecidos por Nazireus, Nazarenos e Essénios. Portanto, no tempo de Cristo, o nome não mantinha a grafia primitiva. Chamavam-se Nazarenos. Jesus e os seus pais e irmãos eram Nazarenos. A própria cidade de Nazaré parece ter recebido o nome de um antigo mosteiro que os Nazarenos edificaram ali quando o lugar era ermo, pois nunca edificavam as suas pousadas e mosteiros nas cidades.
Os Nazarenos, ou Essénios, viviam separados dos outros povos, mas iam ao templo de Jerusalém uma vez por ano celebrar a Páscoa. E quando os seus filhos completavam doze anos (como aconteceu com Jesus) também eram obrigados a levá-los ao Templo para serem observados com a finalidade de se descobrir o Messias que havia de vir. Esta imposição era extensiva a todos os Judeus.
Quem se interessa pela história de Jesus já ouviu falar nos Essénios, supondo-se que Jesus seria um deles e tenha sido preparado por eles.
Sabe-se da sua vida monástica, dos seus escritos e dos seus mosteiros e albergarias, onde curavam os doentes e davam assistência a necessitados, e da destruição de tudo isso pelos Romanos.
Este grupo foi muito estudado, sobre como viviam e quais eram suas crenças, através de Flávios Josefo, escritor romano, e, principalmente, pelos documentos em papiro e pergaminho encontrados na grutas de Qumrán, onde parece que se instalaram alguns deles. Uma característica específica dos Essénios consistia no repúdio do culto que se fazia no templo de Jerusalém, já que era realizado por um sacerdócio que se tinha aviltado desde o período de independência e autonomia judaica na Judeia, governada pela dinastia dos Macabeus entre 140 a.C. e 37 a.C. Em consequência, os Essénios optaram por se separar dessas práticas comuns com a ideia de conservarem e restaurarem a santidade do povo num âmbito mais reduzido, o de sua própria comunidade.
A ida de muitos deles a zonas desérticas tinha como objetivo excluir a contaminação que poderia derivar do contato com outras pessoas. A renúncia em estabelecer relações económicas ou em aceitar presentes não deriva de um ideal de pobreza, mas era simplesmente um modo de evitar essa contaminação com o mundo exterior, para salvaguardar a pureza ritual. Consumada a sua rutura com o templo e o culto oficial, a comunidade Essénia vê-se a si mesma como um templo imaterial que substitui transitoriamente o templo de Jerusalém, enquanto nele se siga realizando um culto que considera indigno.
Os Nazarenos nunca se intitularam Essénios pela sua modéstia, timbre da sua Alma. Sabe-se que a defesa heróica de Masada, uma fortaleza símbolo de Israel, num plateau elevado, contra os Romanos, foi realizada pelos Essénios zelotes, numa prova de sacrifício e amor pela sua terra Israel. Preferiram morrer a renderem-se aos Romanos.
Quando “a lei do Cristo” substituiu a Lei mosaica, mais ninguém poderia tornar-se nazireu (Gálatas 6:2 e Romanos 10:4). Mas, assim como os nazireus, o povo acreditava que também era escolhido e mostrava desejo de servir Jeová de todo o coração (Marcos 12:30). “Nós fazemos um voto a Jeová ao dedicarmos a nossa vida a ele. Para cumprirmos esse voto, temos de viver de acordo com a vontade de Jeová e fazer sacrifícios”.
O nome Essénio não aparece na Bíblia. Eles não estavam empenhados em parecerem santos, mas em viverem santificando-se. Tinham o maior cuidado com o corpo, para que a saúde não enfraquecesse. Estimavam profundamente a higiene, uma prova do seu avanço espiritual na época, mas também a higiene da Alma. A sua alimentação era sã, não comiam nada que estivesse desprovido de vida, ou que pudesse fomentar os vícios que fazem sempre descer o nível de vitalidade.
A sua doutrina religiosa era bastante simples: reverenciavam o Eterno Criador como sendo a origem de toda a Vida, e procuravam pautar as suas atitudes e ações de forma a não criarem dificuldades aos seus semelhantes.
Sabiam perfeitamente que os nossos pensamentos e ações reagem sempre sobre nós e traçam os nossos destinos.