SOBRE O INTELECTO, INSTINTO E INTUIÇÃO
“Oficialmente”, ou pelo conhecimento do sistema da sociedade, Intelecto, instinto e intuição são formas distintas de processar a realidade. O Instinto é biológico e automático, focado na sobrevivência. O Intelecto é a capacidade racional, analítica e lógica. A Intuição é uma compreensão súbita e profunda de algo, uma perceção rápida e inconsciente, baseada em experiências passadas, uma voz interna que revela soluções, padrões ou verdades antes ocultas.
Instinto (Físico/Sobrevivência): Reação imediata e inata, sem reflexão. É a "mais inteligente" forma de inteligência para sobrevivência.
Intelecto (Racional/Lógico): Processo deliberado, lento e analítico. Confirma o instinto e decide com base em factos.
Intuição (Consciência/Sapiência): Conhecimento imediato, muitas vezes descrito como uma sensação corporal ou "voz interior".
Enquanto o instinto nos faz fugir do perigo, a intuição ajuda-nos a decidir sobre dilemas complexos, e o intelecto analisa se a decisão é segura.
Trocando isto por “miúdos” e sem complexos: "Grosso modo" o Instinto faz parte do nosso Corpo Físico e a Intuição faz parte da nossa consciência que, apesar de ser produto da experiência conjunta Corpo/Espírito, tem noção da existência de uma fonte de informação suprafísica a que denominamos como "pressentimentos" ou "intuição". A Intuição dá-nos as respostas a questões fundamentais da nossa existência. O problema é sabermos interpretar os avisos. Essa compreensão e interpretação são mais claras conforme a evolução espiritual de cada ser. Eu sei que a Intuição é a perceção subconsciente de tudo aquilo que o nosso espírito nos comunica, na sua missão de auxílio na elevação da Alma, numa simbiose do conhecimento necessário para a evolução material e espiritual.
O cérebro é um órgão material, é a base de dados e o arquivo de tudo o que se passa na vida material. Funciona para a sobrevivência do ser no mundo físico com as capacidades para que foi criado. Depois da morte transforma-se em pó assim como o corpo físico.
O Cérebro humano é um supercomputador que funciona com a ajuda da Mente Consciente que está “ligada” ao Espírito Universal de Deus, tendo a capacidade de “pensar” e reconhecer as chamadas “linhas vermelhas” que a Consciência lhes dita. A Inteligência Artificial criada pelo Cérebro Humano, não tem a capacidade de pensar. Limita-se a fazer cálculos avançados com os dados a que tem acesso. Não têm “Alma” como os seres sescientes, o que a torna demasiado lógica e sem “sentimentos”.
O Intelecto, produto do desenvolvimento do cérebro, vagueia no meio, e manifesta-se sempre em todas as ações inerentes ao mundo material. O cérebro trabalha apenas para o mundo que vê e compreende, com fundamentos baseados no conhecimento científico. O conhecimento científico é produto da experimentação de fenómenos físicos. O cérebro funciona dentro dessa lógica e das Leis traçadas no mundo material, e não pode confundir-se com a Intuição que vem do mundo suprafísico. A Intuição é "inteligência superior", uma inteligência que não é semelhante à inteligência do intelecto. Um indivíduo intelectual não é necessariamente inteligente, e o indivíduo inteligente não é necessariamente intelectual. Podemos encontrar um homem do campo, analfabeto, de tal maneira inteligente que até um grande intelectual, ou professor, não se compara a ele.
Podemos observar, por exemplo, que a generalidade dos intelectuais não são inteligentes, porque não precisam de ser inteligentes para sobreviver. Portanto, a Intuição (que é alimentada pelo saber universal) pode confundir-se com intelecto, mas não. É pura inteligência. Há imensos casos de pessoas que resolvem problemas matemáticos instantaneamente enquanto o intelectual tem de fazer inúmeros cálculos demorados para chegar ao mesmo resultado. Ainda há pouco tempo mostraram no Facebook uma criança de 5 anos que resolvia instantaneamente problemas matemáticos, qualquer que fosse a dificuldade. Não tinha tempo para fazer cálculos. O resultado "aparecia" instantaneamente na sua consciência (para não dizer cérebro).

Os cientistas, como não sabem o que se passa, dizem que a Intuição funciona em "saltos quânticos", sabe-se lá o que isto significa. Não há nenhum processo metodológico. A INTUIÇÃO VÊ SIMPLESMENTE AS COISAS. O conhecimento está no Espírito Universal de Deus e quando solicitado está à disposição do nosso Espírito que Lhe está conectado. A resposta está sempre lá. O problema é ter acesso a ela.
Aqueles que se vão desenvolvendo espiritualmente e não perdem essa conexão com o Espírito Santo, vão-se apercebendo, cada vez mais, dos segredos do Universo e a partir de um dado momento ficam como que com uma "chave" da Vida, tornando-se muito intuitivos. O intelecto não consegue explicar objetivamente o que é o Amor, mas uma pessoa intuitiva consegue ver se há, ou não, amor em si, se há, ou não, confiança em si, se há, ou não, dúvidas em si. Pode ver isso como se fossem "coisas". O Amor não é uma coisa, mas uma realidade. Com o desenvolvimento da espiritualidade, a Intuição começa a funcionar cada vez melhor e neste caso seremos realmente humanos pela primeira vez. Começaremos a entrar na Vida "consciente" e a perceber a verdadeira realidade.