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sexta-feira, 8 de fevereiro de 2019


FORÇAS DESCONHECIDAS - a Realidade

Certos acontecimentos e procedimentos, tradições e formas de vida, na história universal conhecida, impelem-nos a tentarmos saber por que razão o ser humano existe e qual a sua finalidade no cosmos.

O homem por mais livre que se julgue é sempre o escravo duma sociedade artificial, cujos valores materiais se sobrepõem, sempre, e o forçam a limites definidos conforme os costumes, interesses, e princípios morais da época que atravessa.

Espinosa, um filósofo holandês, afirmara: “Os homens enganam-se quando se julgam livres; tal opinião assenta apenas no facto de que têm consciência das suas acções e ignoram as causas porque são determinadas”. Isto quer dizer que o homem não tem capacidade, de momento, para compreender o universo onde está integrado.

Kant, outro filósofo, professor e reitor da universidade de Konigsberg, confirma-o na sua Crítica da Razão Pura. O homem é simplesmente ultrapassado.

Mas há uma certeza: apesar das diferenças ideológicas no conceito de liberdade, uma causa - ou causas - limita em todas as circunstâncias essa mesma liberdade. Essas causas são o elemento motivador do desejo do conhecimento verdadeiro do universo, e da razão da sua existência, onde somos arrastados e vivemos na maioria dos casos cheios de sofrimentos e frustrações.

                                                                                        (Foto extraída na Internet)

Porque vegetamos sem objectivos concretos ou devidamente delineados, sem contar, claro, com os objectivos tão conhecidos do poder apenas pelo poder sem ter em conta uma melhoria efectiva para todos os seres? Porque teremos de “viver” obedecendo a pressões cada vez maiores e mais exigentes, conforme o avanço tecnológico e cada vez mais destruidor, da sociedade? Porque não podemos escolher um caminho de acordo com as nossas potencialidades e inclinações? Porque somos obrigados a inúmeros factores limitativos e condicionantes quando tomamos uma decisão considerada “livre”? Enfim, porque assistimos passivamente à destruição do planeta, sabendo que isso acontece porque os interesses materiais de alguns se sobrepõem à própria sobrevivência de todos, numa total inversão de valores “éticos” e “morais”?

                                                                  (Foto extraída na Internet)

São algumas das inúmeras interrogações que nos afligem e sobrecarregam. Sucumbimos sob o seu peso, sem podermos fugir, porque efectivamente não podemos evitá-los. Deste modo, procuramos atingir alguma luz, pela meditação e esforço constante visto ainda não existirem soluções propostas pela ciência e pela técnica.

Alguns tentam abstrair-se do mundo, por escassos momentos apenas, imaginando o nada, a não existência, especulando se realmente é necessária a presença do ser humano no Cosmos - pois aparentemente para nada serve nem está integrado nele - o qual ao fim de certa evolução material pretende dominar a própria natureza, poluindo e destruindo e pondo em risco a harmonia universal.

Existe em todo o universo, no campo material conhecido, pelo menos, uma harmonia, uma ordem a que todos os seres estão submetidos, o que torna absolutamente absurda a existência de um determinado ser, ou organismo vivo insignificante na grandeza universal, a ter pretensões e se julgar com direito de a orientar e manipular.

Portanto é legitimo alguns seres, também humanos na designação sistemática, sentirem, em certa fase da sua vida individual, essa necessidade premente de encontrarem respostas e, ainda que confundindo realidade com ilusão, tentarem avançar procurando algo que julgam uma finalidade mas sem saberem como. Daí as depressões e paixões agudas, a insegurança, o medo, a inconstância.

Enquanto que o homem primitivo (e uma criança também) aceita as coisas que à sua consciência se apresentam consoante o conteúdo delas sem se interrogar acerca da sua realidade, o homem actual, principalmente na sua fase da adolescência em que ainda confunde a realidade com a ilusão ou romantismo, tende a opor uma barreira de dúvida, intuitivamente, desejando saber o porquê das coisas.

O homem primitivo, e a criança, pelo que se conhece dos ritos e tradições tribais do primeiro, e comportamento da segunda, incluem ingenuamente na mesma categoria os fenómenos do sonho e da fantasia, vivendo num mundo em que muitas vezes a fantasia, ou ritos religiosos de carácter mágico, se sobrepõem e comandam as suas atitudes reais. Eles não consideram a ilusão como ilusão, nem tão-pouco se apercebem da realidade como realidade, mas apenas conhecem o conteúdo da consciência.

Em categorias primitivas do espírito, a aparência mais irreal e a ilusão mais absurda encontram-se como fazendo parte da vida - as superstições - e seria necessária uma larga experiência corrigida pelas maiores dificuldades práticas - o conhecimento empírico - para separar fundamentalmente o ser da aparência.

                                                               (Foto extraída na Internet)

A mitologia dos povos retracta fielmente esta situação.

Na adolescência, portanto naquela fase em que o ser humano ainda não foi corrompido e em que se sente completamente abandonado e incompreendido, numa idade considerada crítica, numa zona intermédia e num mundo desconhecido pelas crianças, como é lógico, e esquecido pelos adultos que preferem guerrearem-se e adquirirem mais poder sobre os outros, o homem deseja mais do que nunca saber quem é, onde está, qual o terreno que pisa e qual a sua finalidade neste mundo tão conturbado.

Pelas condições em que nasceu e permanece, hipersensível e desconfiado, procura um meio de defesa adequado. Refugia-se em si mesmo, no seu mundo romântico e imaginário, numa rebeldia salutar, até se tornar insensível e indiferente ao meio exterior e ao juízo daqueles que falharam na sua missão de educadores e orientadores, porque de facto não lhes tiram as dúvidas nem tão-pouco o tentam.

Ele aprende que os adultos, a geração anterior, já corrompidos por falsos ideais e ganância, nada fizeram para um futuro estável e em paz. Deixaram-se arrastar pelo sistema onde só conta, como sempre contou, o poderio físico, a lei do mais forte, e se cultivam a força e a arte de guerrear.

O que o adolescente começa a compreender é que quando nasceu, em qualquer parte do mundo, já vinha endividado e terá de sofrer as consequências da má gestão passada. Deste modo, existe e existirá sempre um fosso entre as gerações, porque quando chega a adulto, sem um objectivo comum a toda a humanidade, procederá também como foi ensinado e obrigado, optando pelo “bem-estar” individual e do seu pequeno grupo, tribo, ou círculo de seres vivos. Os pontos de vista mesquinhos continuarão, e continuarão a sacrificar milhares de seres mais fracos para manterem os seus privilégios autenticados pela lei do mais forte.

                                                                                       (Foto extraída na Internet)

Mas felizmente a chama do querer saber brilhou e alguns mantê-la-ão acesa, apesar de permanecerem pressionados e asfixiados pelo sistema.

Haverá sempre na humanidade uma metafísica que, na ausência de uma norma comum, cada qual trabalhará a seu gosto. O que até aqui se tem denominado Metafísica não pode satisfazer todos ou alguns espíritos reflectidos, mas renunciar a ela por completo é impossível. Nesta ordem de ideias, mantendo a nossa chama acesa, procuremos também encontrar algo por tentativas ordenadas.

Vejamos o que se passa com os seres não vivos, ou inertes, como os minerais.

Um mineral tem a mesma constituição básica do ser vivo, ou seja o átomo que se pode combinar com outros da mesma espécie dando origem aos elementos, ou outros de espécie diferente, os compostos. Exemplo de um elemento, o ouro; e de um composto, o sal das cozinhas, formado por sódio e cloro, sendo o segundo um veneno mortal.

Os átomos associam-se para formarem moléculas, cujo agrupamento em grande número formam as rochas, a água, e todas as coisas que nos rodeiam. Entretanto, em todas essas formas de associação, a energia, que obriga as moléculas a afastarem-se umas das outras, e a atracção eléctrica, que as faz juntarem-se, determinam que a substância seja sólida, líquida ou gasosa.

A ciência fala-nos em energia e atracção eléctrica, mas não define nem explica concretamente o que sejam essa energia e atracção eléctrica, nem de onde vêem. Sabe apenas que essas forças estão lá, mas não sabe como aparecem e qual a sua constituição. Em todas as formas existentes no nosso planeta existem essas forças que caracterizam as moléculas e não podemos assegurar que o mesmo não suceda noutros pontos do Universo. A realidade por nós conhecida e percebida a priori não traduz fielmente o que nos rodeia sendo sempre de suspeitar a falsa ideia do Universo, que temos.

O mal da maioria dos seres humanos é não aprenderem a ver o que os rodeia. Contentam-se apenas com as sensações percepcionadas pelos seus órgãos dos sentidos - grosseiros - formando um conceito muito diferente do seu mundo. É como olhar para uma fotografia duma dada casa. À primeira vista toda a gente diria que essa fotografia representa a realidade, mas a verdadeira realidade é outra muito mais ampla e mais completa. Neste caso, sabemos que uma casa é um objecto tridimensional, e na fotografia vemos apenas, quando muito, duas paredes e o telhado.

                                                (foto extraída na Internet)

Como estamos habituados às fotografias que consideramos uma tradução fiel da realidade não pensamos na verdadeira realidade, ou seja: que um projecto de arquitectura diz muito mais, a quem saiba interpretá-lo, do que a simples fotografia da casa. Tal projecto não é, de modo nenhum, “parecido” com o edifício por muito que nos diga sobre ele. E para muita gente sem experiência de desenhos de arquitectura não fazem o menor sentido.

Comparando esta interpretação de uma fotografia com o desenho projectado duma casa, verificamos o quanto nos enganamos na “visão real” dessa casa, sucedendo o mesmo, por analogia, com a interpretação do Universo. Um iniciado, ou seja o indivíduo que aprende a interpretar a arquitectura do Universo, conhece melhor o que o rodeia, livre dos aspectos viciados e considerados reais pelos que ainda não se importaram em aprofundar o âmago da questão.

Dir-se-ia então que a realidade consiste em coisas que o homem compreende porque “aprendeu” e se “habituou” a reconhecê-las. O homem rejeita técnicas e ideias inabituais pela sua “irrealidade”, quando o que verdadeiramente sucede é ficar perturbado por não serem habituais.

quarta-feira, 6 de fevereiro de 2019


AS ALMAS ELEITAS DO SENHOR

Segundo um texto filosófico que li na Revista Trimestral de Esoterismo Rosa Cruz, nº 413, podemos encontrar nos textos sagrados (Bíblia) uma referência especial ao povo eleito, mas não diz onde está, nem como o encontraremos.

Há uma omissão, por parte dos autores bíblicos, talvez por recearem não serem compreendidos na época, e temerem despertar a inveja, que como sabemos, acabaria por devorar as tais Almas eleitas. Chamavam-lhes "Almas eleitas do Senhor", e não "Povo escolhido", e não indicavam onde estavam.

Moisés, ao organizar o seu código moral, para ordenar a sociedade que foi posta a seu cargo e a disciplinar, manifestou imediatamente o mais elevado apreço por essa fina-flor da humanidade. O problema, e os mal-entendidos, começou quando todo o Povo de Israel se considerou como "eleito", julgando ser suficiente para garantir a "salvação".

A partir da reunião de textos sagrados por Moisés, a história secular de Israel foi-lhes  "misturada" para dar a Israel a consistência de "Povo Escolhido" e legitimar todas as suas acções, em nome de Deus.

A essa fina-flor Moisés deu-lhes o nome de Nazireus, ou Nazaritas, isto é consagrados ou separados para o Senhor. Nazireus não era todo o povo de Israel, mas sim uma pequena facção. A sua vida era de uma rectidão exemplar, e poucos podiam suportar o voto de Nazireu. Eram vegetarianos puros. Não podiam beber vinho nem outros líquidos alcoólicos, nem sequer comer uvas. Não podiam estar onde houvesse outra pessoa morta, nem assistir a funerais ou procurar comunicação com os espíritos dos falecidos pois a morte era, para eles, o começo de uma nova existência. (Números 6:2-21), (Amós 2:11,12 – onde o oráculo do senhor diz que entre eles - o povo - escolheu Profetas e homens consagrados, uma prova de que os eleitos não eram todo o povo, mas sim alguns) e Juízes 16:17, em que até é uma história muito conhecida de Sansão e Dalila, onde vem: "e (Sansão) contou-lhe todo o segredo: A navalha nunca passou sobre a minha cabeça, pois eu sou consagrado a Deus desde o seio da minha mãe. Se me cortarem o cabelo, perderei a minha força. Ficarei fraco e serei como qualquer outro homem".

 
No decorrer dos séculos o nome destes eleitos sofreu alterações e, por isso, vieram a ser conhecidos por Nazareus, Nazarenos e Essénios. Portanto, no tempo de Cristo, o nome não mantinha a grafia primitiva. Chamavam-se Nazarenos. Jesus e os seus pais e irmãos eram Nazarenos. A própria cidade de Nazaré parece ter recebido o nome de um antigo mosteiro que os Nazarenos edificaram ali quando o lugar era ermo, pois nunca edificavam as suas pousadas e mosteiros nas cidades.

Os Nazarenos, ou Essénios, viviam separados dos outros povos, mas iam ao templo de Jerusalém uma vez por ano celebrar a Páscoa. E quando os seus filhos completavam doze anos (como aconteceu com Jesus) também eram obrigados a levá-los ao Templo para serem observados com a finalidade de se descobrir o Messias que havia de vir. Esta imposição era extensiva a todos os Judeus.

Quem se interessa pela história de Jesus já ouviu falar nos Essénios, supondo-se que Jesus seria um deles e tenha sido preparado por eles.

Sabe-se da sua vida monástica, dos seus escritos e dos seus mosteiros e albergarias, onde curavam os doentes e davam assistência a necessitados, e da destruição de tudo isso pelos Romanos.

Os Nazarenos nunca se intitularam Essénios pela sua modéstia, timbre da sua Alma. Sabe-se que a defesa heróica de Masada, uma fortaleza símbolo de Israel, num plateau elevado, contra os Romanos, foi realizada pelos Essénios zelotes, numa prova de sacrifício e amor pela sua terra Israel. Preferiram morrer a renderem-se aos Romanos.

 

O nome Essénio não aparece na Bíblia. Eles não estavam empenhados em parecerem santos, mas em viverem santificando-se. Tinham o maior cuidado com o corpo, para que a saúde não enfraquecesse. Estimavam profundamente a higiene, uma prova do seu avanço espiritual na época, mas também a higiene da Alma. A sua alimentação era sã, não comiam nada que estivesse desprovido de vida, ou que pudesse fomentar os vícios que fazem sempre descer o nível de vitalidade.

A sua doutrina religiosa era bastante simples: reverenciavam o Eterno Criador como sendo a origem de toda a Vida, e procuravam pautar as suas atitudes e acções de forma a não criarem dificuldades aos seus semelhantes.

Sabiam perfeitamente que os nossos pensamentos e acções reagem sempre sobre nós e traçam os nossos destinos.

A MAIOR ESTRUTURA DO UNIVERSO

Sobre a descoberta de espaço vazio no Universo

Só para recordar e compreender que, de facto, esta hipótese inverosímil quando foi colocada, acabou por ser confirmada pela Ciência indo ao encontro do que expliquei na BREVE SINÓPSE SOBRE AS RELIGIÕES – Cap. 6:

"Creio que um Universo Central é a criação da eternidade, e sete Superuniversos são as Criações do Tempo. Este Grande Universo é a Criação actual, já organizada e habitada, não levando em conta os grupos exteriores e remotos de universos não organizados.

Bem afastados no espaço, a uma distância enorme dos sete Superuniversos habitados, estão-se a acumular circuitos vastos de forças e energia, que se materializam.

Como o Grande Universo é infinito e está em expansão, vão-se criando novos e novos Universos em cada Superuniverso numa escala que não conseguimos imaginar e ainda mais difícil de imaginar quando nos revelam a existência dos diversos planos dimensionais desde a matéria mais densa até à matéria mais diáfana em que todos os Seres Criados (vivos e não vivos) ocupam o mesmo espaço comum. Sabemos da existência de sete planos dimensionais, os Sete Céus mas só nos revelaram três e a informação do plano, ou céu, acima daquele em que existimos".

Assim, pela tecnologia actual existente, os cientistas já conseguiram compreender que para além do Grande Universo, ocupado pelos grupos de galáxias, existe uma área "ainda" vazia. Mas os seus cálculos só lhes permitem afirmar que essa área deve estender-se por dois mil milhões de anos-luz, o que não significa que não haja mais espaço (infinito) vazio à espera da formação de outros universos.

Será que os espiritualistas, os privilegiados pelo conhecimento que lhes é dado pelo Espirito Universal, pelo Espírito de Deus, afinal têm razão?

Estarão ambos (Cientistas e metafísicos) a falar sobre o mesmo assunto?

Vejamos este artigo do DN.pt 20 de Abril de 2015

A maior estrutura no universo é... um espaço vazio de quase dois mil milhões de anos-luz de largura


              No mapa da radiação cósmica que restou após a formação do Universo é possível ver a Mancha Fria, com
                      temperaturas invulgarmente baixas, assinalada pelo círculo. Fotografia © ESA Planck Collaboration.

 
A estrutura está rodeada por uma enorme Mancha Fria que desafia as teorias existentes de como o universo se formou.

Foi descoberta aquela que poderá ser a maior estrutura conhecida no Universo, e é um buraco gigante: um espaço no universo que está invulgarmente vazio. Esse espaço tem mais de 1.8 mil milhões de anos-luz de um lado ao outro e, de acordo com o cientista que liderou a investigação para o compreender, poderá ser "a maior estrutura individual alguma vez identificada pela humanidade".

 
Esta estrutura vazia, que se trata de um supervoid, (super vazio, numa tradução literal), é composta por um espaço onde se estima que poderiam estar dez mil galáxias, se este fosse ocupado com a densidade média do universo. Foi exactamente por isso que a estrutura foi encontrada: trata-se de um espaço excepcionalmente vazio no universo, o que fazia com que estivesse rodeado de uma espécie de mancha muito grande e fria que intrigou os cientistas quando foi vista em sondagens anteriores do céu.

A Mancha Fria ("Cold Spot", em inglês), como se tornou conhecida, foi descoberta há dez anos, mas só agora se percebeu a que se poderão dever as temperaturas geladas que aí se registam: existe um grande espaço menos denso no seu interior, que suga a energia que o rodeia.

O facto deste espaço se encontrar mais vazio, com cerca de 20% menos matéria do que as zonas do universo habitualmente têm, levanta novas questões aos cientistas. O modelo cosmológico existente, aquele que, até hoje, melhor explica a formação do universo, prevê uma certa uniformidade, e uma área fria tão grande como a da Mancha é inesperada.

Ao jornal The Guardian, o cientista que liderou a sondagem do espaço, István Szapudi da Universidade do Havai, disse que se trata da "maior estrutura individual alguma vez identificada pela humanidade". Esta foi encontrada utilizando o satélite WISE, da NASA, e o telescópio Pan-

STARRS1, localizado no Havai, para observar o universo a cerca de 3 mil milhões de distância da Terra, o que não é muito longe na escala cósmica.

 
Foi aí que os cientistas encontraram este supervoid, o maior, garante o co-autor András Kovács, alguma vez encontrado. Para alguns cientistas, porém, o supervoid é surpreendente, mas não é impossível. "O vazio em si não me deixa muito insatisfeito", disse ao Guardian o investigador Carlos Frenk, da Universidade de Durham. como o Evereste dos vazios - tem sempre que haver um que é maior do que os outros. Mas isso não explica toda a Mancha Fria, acerca da qual permanecemos na ignorância". Frenk estima que o supervoid encontrado só pode justificar cerca de 10% da diferença de temperatura entre a Mancha Fria e uma região típica do universo.

O estudo foi publicado na revista científica Monthly Notices of the Royal Astronomic Society.


sábado, 2 de fevereiro de 2019


UM PORMENOR APENAS

Tenho-vos falado na existência de vários Céus, ou vários planos dimensionais, por onde vai passado a Alma na sua progressão evolucionária. Como poderão ver na figura em baixo para cada plano dimensional, ou Céu, a Alma reveste-se de um “corpo”, ou suporte para poder interagir em determinado plano, indo dos mais densos, numa viagem pelos planos cada vez mais espiritualizados e com vestígios ainda de matéria, até passar pelos mundos apenas espirituais sem necessidade de roupagem, tornando-se um ser de luz onde então poderá fazer a fusão com o seu espírito, se for caso disso.

Já uma vez alertei para que, nesta procura de querermos saber o que se passará depois de a Alma (Mente+Espirito) desencarnar, devemos estudar, observar e cruzar todos os dados colhidos para podermos coordenar uma informação credível e que nos satisfaça, porque neste campo não há certezas. Há apenas fé, que será fortalecida conforme as peças do puzzle se vão encaixando.

E, nesta procura já constatei que muita informação do campo científico já se harmoniza com a informação proveniente da Filosofia (Metafísica), cujo campo de estudo é muito mais subjectivo mas possível de se concretizar com o avanço tecnológico.

Temos o exemplo de Einstein. Toda a sua teoria da relatividade se baseou apenas no conceito filosófico, e cálculos matemáticos não experimentados, e que foi sendo provada com o avanço da ciência e tecnologia. Muito daquilo que Einstein afirmou como possível, baseado apenas no cálculo e conceito filosófico sem poder "provar" pela experimentação (como exige a ciência) foi-se provando com o tempo. Ou seja, tudo é possível, mas por enquanto ainda improvável.

 
Portanto, na minha procura também cheguei a essa conclusão e estou atento a toda a informação que consigo detectar, mesmo parecendo que não tenha nada a ver uma com a outra, e vou "cruzando" os dados até que algo aparece. Corroborando o facto de que a Alma vai evoluindo pelos diversos Céus (sabemos da existência de pelo menos 7), ou planos dimensionais, reparem na oração que Jesus Cristo ensinou na Bíblia e vem em Mateus 6:9-13. Já fiz esta oração milhares de vezes, sem no entanto ser rigoroso na letra porque decorei-a no tempo da catequese, na minha infância, e limitava-me a repetir o que me foi ensinado.

Há dias, numa missa que estava a dar na televisão percebi perfeitamente o primeiro versículo da oração que foi muito bem pronunciada pelo padre em exercício e dei-me ao trabalho de ir verificar à Bíblia se de facto era aquilo que ele dizia. E "descobri", muito surpreso, mais esta evidência, na oração "Pai nosso" que Jesus ensinou aos discípulos. Ora vejamos:

- Pai nosso que estás nos céus (no plural: Céus e não Céu). Se Jesus ensinou assim é porque há uma diferença, só que ainda era demasiado cedo para revelar o seu significado ao ser humano no início da oração em que nos dirigimos ao Pai universal de toda a Criação, e ter de explicar a evolução que se vai processando progressivamente. Esta afirmação abrange todo o Universo, muito para além da compreensão do Homem naquela época.

- Venha a nós o Vosso Reino.

- Seja feita a Vossa vontade, assim na Terra como no Céu (Já no singular, portanto, a pensar apenas na fase da vida no mundo físico, na Terra, e sua conexão com o plano dimensional imediatamente superior, o Céu, o mundo espiritual que nos rege. Conceito que a humanidade, naquela altura já conseguia assimilar).

- O pão nosso de cada dia nos dai hoje (Deus providencia as necessidades dos seus filhos, como vem em Mateus 6:34. A vida mundana de hoje, com todos os vícios e artificialismos, é que provoca a pobreza, a exploração, a ganância e a degradação completa. Todo este caos é culpa de satã que procura sabotar o plano de Deus. Digo satã, como poderia dizer lúcifer, diabo, mamon ou outro nome qualquer. A ideia é identificar a "força" maligna que quer eliminar a humanidade).

- Perdoai as nossas ofensas assim como nós perdoamos a quem nos tem ofendido.
 
- E não nos deixeis cair em tentação, mas livrai-nos do mal.

É uma oração de ajuda e protecção. Fui confirmar esta oração nas duas Bíblias que leio. A Bíblia Sagrada de Sociedades Bíblicas Unidas, traduzida por João Ferreira de Almeida, (Protestante) e Bíblia Sagrada, Edição Pastoral, editada primeiramente, no Brasil, pela Pia Sociedade de São Paulo, da Paulus editora e impressa para Portugal após revisão do Frei Raimundo de Oliveira O.P. e Padre Adérito Lourenço Louro, ssp. (Católicos).
Tanto uma como a outra referem os Céus (no plural), ao passo que encontrei na Internet a mesma oração de outras seitas religiosas, ditas cristãs, em que "os Céus" foi substituído por "Céu". Terá sido por ignorância, por deliberação ou por manipulação?
A eterna luta entre o Bem e o Mal.

sexta-feira, 1 de fevereiro de 2019


O PARTIDO-ESTADO É UM META-PARTIDO, UMA ESPÉCIE DE GUARDIÃO DESTE REGIME

10 de Novembro de 2014

Os políticos destroem os impostos dos portugueses para ganhar votos, e os portugueses apoiam e premeiam. 

Medina Carreira explica como o Estado tem vivido acima das nossas possibilidades. Ou seja, os políticos portugueses, verdadeiros gestores criminosos, conseguem gastar sempre mais do que aquilo que pagamos de impostos, mais do que o que existe para se gastar. Nunca se equilibra a balança. A receita é sempre inferior à despesa e o endividamento é imparável, até se tornar incontornável e insuportável. Os políticos prometem benefícios ao cidadãos, benefícios esses pagos por todos nós, com o objectivo único de ganharem eleições. Mas o mais grave é que esses benefícios são muitas vezes insustentáveis e corroem a sustentabilidade e o futuro do estado social.
Os políticos são irresponsáveis, não possuem uma visão a longo prazo, ganham eleições esbanjando os impostos dos portugueses. Prometendo aquilo que já ninguém consegue pagar. Os políticos sabem que existem cerca de 6 milhões de pessoas em Portugal que, de uma forma ou de outra, recebem rendimentos do estado e para poderem ganhar eleições, basta-lhes prometer subsídios, benesses e aumentos a esses 6 milhões e já sabem que ganham eleições.


Tem sido assim que se gere o Orçamento do estado, em Portugal. O dinheiro dos impostos é para esbanjar sem qualquer seriedade ou responsabilidade.
Este é mais um dos embustes de que os incompetentes políticos usam e abusam e que contribuiu para levar Portugal à falência, aumentando a despesa até níveis insustentáveis. Para eles apenas importa o presente e ganhar o poleiro a todo o custo. Para eles também não importa que um dia as pessoas a quem deram subsídios, benesses e aumentos sejam os que vão sofrer mais com os cortes. Que como podem perceber é o que está a acontecer. Os reformados, os desempregados, os subsidiados, os carenciados, de repente assistem aterrorizados e impotentes a cortes injustos, porque os demagogos políticos, em quem votaram por prometerem o paraíso, faliram o estado social. E claro os próprios trabalhadores perdem empregos e os que não perdem, pagam cada vez mais impostos...
É ISTO O QUE O SAUDOSO MEDINA CRITICAVA: ESTES GOVERNOS QUE DESPREZAM AS CONSEQUÊNCIAS DO MAL QUE FAZEM E DESPREZAM AS PESSOAS QUE VITIMAM.

SOMOS UM DOS PAÍSES DA UE QUE MAIS GASTA EM PENSÕES MAS TAMBÉM SOMOS DOS QUE TÊM O MAIS ELEVADO RISCO DE POBREZA ENTRE OS IDOSOS.

AFINAL O DINHEIRO VAI PARA QUEM?
Ao que parece e segundo um relatório do FMI, Repensar o Estado - Opções Seleccionadas de Reforma de Despesa), as ajudas e apoios sociais distribuídos na fúria cega e irresponsável das campanhas, nem sequer chegam a quem mais precisa ou melhora a vida dos mais carenciados.   Por exemplo, uma das críticas do FMI, entre as muitas contidas no relatório
"44. Contudo, o sistema português de pensões de reforma não representa uma protecção adequada face à pobreza na terceira idade, permanecendo fora dos parâmetros de equidade.

Enquanto que Portugal tem, no contexto da UE, um dos mais elevados ratios de despesa com pensões, tem também um elevado valor de risco de pobreza entre os mais velhos (partindo do indicador relativo aos indivíduos com 65 e mais anos cujos rendimentos se situam abaixo dos 60% da média do rendimento das famílias)... "


O partido-estado é um partido transversal, é um transpartido que acolhe cerca de 6 milhões de portugueses que, directa ou indirectamente, dependem das suas remunerações, benefícios, prestações e contractos.

O partido-estado pode ser definido como uma constelação de interesses e poderes que vivem e sobrevivem acoplados aos diversos aparelhos do poder do Estado e que, para o efeito, construíram uma rede de interdependências de tal ordem que estão, para o melhor e o pior, prisioneiros desse mesmo Estado dos interesses.

Num outro registo, podemos definir o partido-estado, em sentido amplo, como o conjunto de agentes prestadores e beneficiários, directos e indirectos, permanentes e circunstanciais, que vivem dentro e à volta do Estado e que, por via do orçamento e através dele, estruturam uma rede arterial e capilar de tal modo densa e fina que vivem permanentemente o “dilema do prisioneiro”.
Numa terceira acepção, podemos definir o partido-estado como um campo de forças que providencia expectativas positivas, de estabilidade, previsibilidade, permanência e segurança, que suscita e estimula a nossa adesão, de tal modo que legitimam e justificam a existência de um meta-partido para lá das divisões político-ideológicas dos partidos do sistema em vigor. O partido-estado é, pois, um meta-partido, uma espécie de guardião do regime e de todos os direitos adquiridos, sempre ausente mas sempre omnipresente, o partido-constituição por natureza.

 
O partido-estado é o partido dos interesses permanentes, mesmo que seja um partido inorgânico, pastoso, conglomerado e difuso. No plano formal é um partido nuvem, mas no plano material é um partido clientelar, onde reinam e se experimentam, recorrentemente, o calculismo e a táctica político-partidária.
O partido-estado é, também, um campo de treino por excelência, por onde circulam e se formam as chamadas elites partidárias e se faz a chamada reciclagem dos dirigentes partidários. Este campo de treino é imenso, pois o partido-estado tem ramificações fora do aparelho de Estado, uma vez que se estende ao chamado sector empresarial do Estado, num vaivém permanente entre o que fica dentro e o que fica fora do chamado perímetro orçamental.
O partido-estado está lá para ser instrumentalizado pelo rotativismo partidário dominante, por isso, no sistema de trocas em que está envolvido, usa de toda a cumplicidade, duplicidade e ambiguidade que o regime lhe proporciona. Não gosta de pactos e acordos de regime ou de outros tipos de compromisso de médio e longo prazo que lhe ameacem a condição e o estatuto, com o receio de que esses actos venham a clarificar a situação nebulosa e difusa em que se move. Do mesmo modo, o partido-estado não gosta, também, de intrusos exteriores que perturbem a sua extensa zona de conforto.

No partido-estado privatiza-se o benefício e socializa-se o prejuízo, porque está baseado no princípio geral do cinismo, aquele em que o contribuinte anónimo é o pagador de último recurso, por via do Estado e do seu orçamento.
O partido-estado é, essencialmente, um partido-bastidor-corredor, por isso não lhe interessa muito a accountability do sistema político, apenas tolera uma mitigada modernização da administração pública.
O crescimento do partido-estado é uma constante dos últimos quarenta anos. O seu crescimento tem muito a ver com os movimentos de contracção e dilatação do perímetro orçamental, isto é, com as operações de desorçamentação e reorçamentação que foram sendo realizadas, de acordo com as necessidades, umas vezes, e com as conveniências, outras vezes.

Para providenciar as trocas que são necessárias, o partido-estado, através dos seus “círculos interiores” e dos seus “agentes principais”, vive alojado na rede capilar dos partidos do sistema e parasita essa rede que está muito próxima dos corredores do poder instituído.

O partido-estado e a constelação de poderes que lhe está subjacente fazem ruir qualquer tentativa de “equação orçamental” que procure responder aos problemas estruturais da sociedade portuguesa.
O partido-estado é um partido transversal, é um transpartido que acolhe cerca de 6 milhões de portugueses que, directa ou indirectamente, dependem das suas remunerações, benefícios, prestações e contractos. Este partido-estado atravessa transversalmente o espectro político-partidário português, é o único que não vai a eleições e que não é escrutinado pelo povo que diz servir.
O partido-estado é a vaca sagrada do regime, o seu derradeiro tabu. Representa quase 50% da riqueza anual produzida num país que “se recusa a crescer”.

Com a troika já foi possível cortar cerca de metade deste saldo de 20 mil milhões de euros. Na proposta de orçamento para 2014, a despesa pública total representa 46,8% do PIB e a receita fiscal 42,8%, para um défice de 4% do PIB. Do que se disse, decorre imediatamente uma contradição insanável: sem crescimento económico nominal acima dos 5 a 6% nos próximos anos, o partido-estado e a equação orçamental do partido-estado estarão definitivamente postos em causa pela próxima fase da UEM, a chamada união orçamental e, de um modo geral, pela designada “política de condicionalidade” correspondentes à segunda fase da união económica e monetária (UEM II) e ao lançamento das primeiras pedras da união política europeia (UPE).
Estas condições europeias, que são necessárias e urgentes e que geram condições macroeconómicas favoráveis, fazem apelo e justificam, no plano interno, uma frente política com o mesmo nível de exigência e de ambição, a pôr em prática já nas eleições de 2015. Assim, torna-se necessário o seguinte imperativo categórico: um compromisso histórico interpartidário para duas legislaturas (2015-2023), uma revisão constitucional no quadro da UEM II e da UPE, um programa de reforma do Estado para duas legislaturas e, por último, mas em simultâneo, um programa de desenvolvimento económico e social para duas legislaturas. Público