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quarta-feira, 6 de novembro de 2024

 EUROPA MANIPULADA


O que provocou o fim da Europa (Des)Unida foi a má política, a política dos negócios e interesses dos EUA. Já tinha publicado este texto em 2016 e volto a publicá-lo porque agora, em função do que tem acontecido no mundo, torna-se mais compreensível e mostra a verdade dos factos.

Aliás, este texto vai ao encontro de um outro que eu escrevi na altura da invasão do Iraque, e que a Imprensa nunca referiu, nem refere agora, apesar da crise levantada com a Ucrânia, em que os Estados Unidos querem, a todo o custo, arrastar a Europa para provocarem a terceira Guerra Mundial.

Imagem: Monitor do Oriente

Muitos perguntarão. Porquê este aparente suicídio das nações do ocidente? A resposta é muito simples: se a Rússia conseguir levar avante o plano de substituição do dólar por outra moeda em todas as transações comerciais da energia, será o fim do petrodólar e dos Estados Unidos. Por isso a fundação dos BRICS e a intenção de lançarem uma moeda própria, possivelmente o Yuan chinês.

O problema que impulsionou os Estados Unidos a invadirem o Iraque. Inventando uma série de argumentos que o nosso primeiro-ministro, da altura, apoiou entusiasticamente, e que se sabe hoje serem falsos, era o de Sadam Hussein estar a influenciar os outros produtores de petróleo para saírem debaixo do jugo imposto em que só podiam comercializar o petróleo com a moeda americana, o dólar.

O nefasto petrodólar, o sustentáculo mais forte da economia americana. A América não tem reservas de ouro obrigatórias para sustentar o dólar virtual que circula no mundo, tendo só a reserva para o dólar “oficial” em espécie, mesmo assim só um décimo, se tanto, pois a Reserva Federal (um consórcio de Bancos privados imprime dólares indiscriminadamente endividando cada vez mais o país, em proveito próprio, claro). A economia americana apoia-se apenas nos negócios e moeda virtual e se houver uma mudança sistémica, como a de acabar com o poder do petrodólar, tudo ruirá.



E por esta, e por outras, vão matando e arruinando países, e ninguém é responsabilizado, apesar de se saber a verdade. A imprensa, muito bem controlada nada diz. Só os teóricos da conspiração, hoje denominados como meios de informação alternativos, fora do sistema, é que vão dizendo o que se passa na realidade. Ainda há muito pouco tempo li um “exclusivo” na revista VISÃO nº 1116, sobre a crise da Ucrânia, e sobre Putin apontando-o como o “mau da fita”. Mas sem tocar minimamente sobre as suas diligências no Irão, China e Índia para deixarem de utilizar o dólar nas suas transações comerciais.

Apontaram, sim, que a Rússia seria uma ameaça permanente para a União Europeia, visto revelar “pouco respeito pelas normas internacionais”, só não explicando quem impôs essas “normas” que só vêm beneficiar os do velho sistema em que a Europa e Estados Unidos exploram o resto do mundo. Sublinham até a conveniência do desenvolvimento da Rússia passar pela cooperação política e económica com a União Europeia, sobretudo nas áreas do comércio da energia, ou seja, entre muitas outras “restrições” sujeitar-se ao petrodólar.

Não estou a mostrar preferência por um dos lados, mas sim chamar a atenção para os factos concretos que estão na base de todo o problema e que a imprensa não revela.

A pergunta é esta: porque razão é que as transações comerciais, principalmente do petróleo, carvão e gás, tem de ser obrigatoriamente em dólares? Porquê?

Há outras moedas fortes e credíveis e agora com o crescimento da China e Índia porque não aceitarmos as suas moedas se os respetivos Estados asseguram o seu valor? Porque não voltarmos ao suporte do ouro como reserva obrigatória?

Dinheiro, dinheiro, só dinheiro !!! As vidas das pessoas não interessam, não têm valor nenhum neste jogo de interesses. E o mais grave para nós é que, na altura, a Senhora Merkel, e a França, deixaram-se "enrolar" pelos americanos e tomaram a iniciativa de hostilizar a Rússia, com o problema da Crimeia e da Ucrânia, sem estarem minimamente preparados para as consequências. Contam com o apoio dos Estados Unidos, só que agora o novo Presidente eleito, na altura, Trump, fez-lhes ver que os Estados Unidos não continuarão a assegurar a defesa da Europa. Independentemente do Partido que estiver no poder, o complexo militar-industrial, e a alta finança, é que “mandam” e só existem Presidentes mais ou menos cooperativos. Aqueles que se desviarem demasiado da política do lucro e dos negócios estão sujeitos a um percalço misterioso e que “ninguém” consegue desvendar. Os EUA não têm amigos, mas sim negócios. (O Complexo militar industrial, tal como foi definido por um dos seus criadores, general Dwight Eisenhower, é o conjunto de mecanismos através dos quais a guerra e a indústria se alimentam e multiplicam no seio da sociedade política americana. Claude Moisy conhece-o de perto. Correspondente da France Press em Washington, testemunhou os debates empreendidos ao mais alto nível (Nixon, Laird, fulbright) sobre este problema e soube analisar até que ponto um Estado industrial consegue fazer assentar a sua prosperidade na acumulação do poder exterminador).

Quem tem beneficiado com a guerra na Ucrânia? É óbvio que é a Industria do armamentos que já se desfizeram do material em vias de acabar o prazo de validade e o novo desenvolvimento porque passam atualmente, em que o fabrico aumentou mais de duzentos por cento.

A Europa, para se desenvencilhar deste problema com a Rússia, vai precisar de organizar um exército europeu, o que a meu ver os membros da União não estão dispostos a assumir. Os nacionalismos têm subido, devido a esta política desastrosa da senhora Merkel (a líder e "Dona" da Europa naquela altura) que se viu metida numa "camisa-de-onze-varas". E para agravar tudo, a Nação mais forte militarmente, o Reino Unido, retirou-se da Europa, também por culpa dos burocratas não eleitos mas nomeados pela "Dona".

A Alemanha que não quer fazer despesa, a França enfraquecida e a Itália falida não podem de modo nenhum formar um núcleo forte para a defesa da Europa. Os outros membros não contam, tal a sua insignificância.


Vejamos então este texto do Blog a Nova Ordem Mundial:


Rússia, China e Irão dispostos a abandonar o Dólar

Americano no Comércio Bilateral

Terça-feira, 20 de Maio de 2014


Não é segredo para ninguém que a Rússia tem-se esforçado para construir acordos comerciais que venham a diminuir a participação (e influência) do dólar americano, desde o início da crise ucraniana (e mesmo antes): a questão já foi abordada antes nestas páginas (veja: Gazprom prepara emissão “simbólica” de títulos em Yuan chinês; [1] Petrodólar em alerta: Putin prepara-se para anunciar o “Santo Graal” (Acordo de gás com a China): Rússia e China prestes a assinar o “Santo Graal” (Acordo sobre gás) [2]; 40 Bancos Centrais apostam que esta será a nova moeda de reserva [3]).

Ora! Não é realmente “ridículo” que alguém possa sequer considerar viver fora dos limites ideológicos e... religiosos do Petrodólar?! Porque, se um puder fazer isso, todos poderão e... Vocês sabem! Significará para os Estados Unidos a hiperinflaçãocolapso socialguerra civil e tudo o que só acontece em repúblicas de bananas como a Venezuela, que infelizmente não possui, de sua, sequer uma moeda mundial de reserva para que lhe deem um pontapé na...

Ou, pelo menos, é isso que os economistas keynesianos, também conhecidos como

grão-sacerdotes da já mencionada religião do Petrodólar, nos querem fazer crer.

Desdolarizado = desglobalizado


Ainda que esta não seja a notícia dos sonhos dos ‘estadistas’ ocidentais, a Rússia trabalha duramente para pôr o dólar dos Estados Unidos a comer poeira, pelo espelho retrovisor: a Rússia quer substituir o dólar por um sistema monetário que seja livre do dólar. Em outras palavras, como esse novo mundo é chamado na Rússia, um mundo “desdolarizado”.

A Voz da Rússia, citando fontes da imprensa russa, reporta que o Ministério das Finanças está pronto para iniciar um plano para incrementar radicalmente a participação do rublo russo nas operações de exportação, o que acarretará a redução do percentual nas transações em que se usa o dólar americano. Fontes do governo crêem que o setor bancário russo está “preparado para organizar o aumento no número de transações em que se utilizará o rublo”.

Conforme a agência de notícias Prime, no dia 24 de Abril o governo organizou um encontro especial, cujo mote foi a procura de uma forma de livrar-se do dólar nas operações russas de exportação. Especialistas de nível superior dos setores energético, bancário e de agências governamentais foram convocados e postos frente a certo número de medidas a serem tomadas, como uma resposta às sanções aplicadas à Rússia pelos Estados Unidos [as “sanções histéricas dos EUA”, como as descreveu, bem, o ministro Sergei Lavrov, das Relações Exteriores da Rússia[4].

Pois é... Se o mundo ocidental queria resposta russa ao crescente número de sanções contra o país, está na iminência de vê-la.

A “reunião da desdolarização” presidida pelo vice-primeiro Ministro da Federação Russa, Igor Shuvalov, é prova de que Moscovo tem sérias intenções de parar de usar o dólar americano. A reunião seguinte foi presidida pelo vice Ministro das Finanças, Alexey Moiseev, o qual declarou mais tarde ao canal Rossia 24 que “será incrementada a proporção atual de contratos em rublos” acrescentando que nenhum dos especialistas e representantes de bancos, ao serem inquiridos, viu qualquer problema no plano governamental de aumentar a quota dos pagamentos em rublos.

Então, se você pensou que só Obama ‘El Supremo’ reinaria sozinho mediante ordens executivas, você estava enganado. Os russos também podem fazer o mesmo, com a mesma eficácia. É só clicar em “ordem executiva de troca de moeda”.

É interessante que, na sua entrevista, Moiseev tenha mencionado um instrumento legal que pode ser descrito como “ordem executiva de troca de moeda”; disse que o governo russo tem o poder legal de obrigar as companhias russas a comercializar uma percentagem de certos bens e serviços apenas em rublos. Referindo-se aos casos em que essa proporção pode chegar a 100%, a autoridade russa afirmou que “seria um caso extremo e não posso dizer neste momento como e quando o governo russo usará esse poder”. Ora bolas! Usará sempre que entender que é preciso usá-lo!

Mas o mais importante não é que a Rússia tenha realmente qualquer chance prática de implementar as medidas. O que realmente muda tudo é que, hoje, há outras nações também interessadas em criar relações de comércio bilateral livres do dólar. Esses países, sim, existem e não deve ser surpresa para ninguém que dois deles já intensificaram essa prática: nada menos do que o Irão e a China.(O maior erro de Sadam Hussein, no Iraque, que precipitou a invasão do país, foi o de ele querer mudar a moeda nas transações do petróleo, que é o dólar, por imposição, pelo euro. Isso seria o princípio do fim da hegemonia americana cuja economia está apoiada em subterfúgios entre os quais todas as transações petrolíferas serem obrigatoriamente em dólares. R)

Claro, o sucesso da campanha de Moscovo para mudar-se para o rublo ou outras moedas regionais nas negociações comerciais depende da boa vontade dos seus parceiros comerciais, igualmente interessados em livrar-se do dólar. Desde já, dois países estariam dispostos a apoiar a Rússia, conforme fontes citadas por Politonline.ruIrão China.

Vladimir Putin estará em visita a Pequim dia 20 de Maio próximo. Está aberta a estação de especulações sobre quais contratos de gás e petróleo serão assinados entre a Rússia e China e em rublos yuans, não em dólares.

Noutras palavras, numa semana, veremos não apenas o anúncio do “Santo Graal” no acordo do gás Rússia-China do qual já se falou aqui, mas, também, a evidência já agora praticamente certa, de que esses contratos gigantes serão firmados exclusivamente em RUBLOS YUANS e não em DÓLARES AMERICANOS.

Já explicamos mais de uma vez: quanto mais o ocidente hostiliza a Rússia, quanto mais pesadas se tornam as sanções, mais a Rússia vê-se forçada a abandonar um sistema de comércio dominado pelo dólar americano, voltando-se para a China e a Índia. Por isso, o anúncio a ser feito na próxima semana é inovador e muito inovará.

Mas é só o começo. *****

Referências:

* [*] Tyler Durden é o apelido de numerosos blogueiros que comentam no Zero Hedge. O nome foi

copiado de personagem do romance de Chuck Palahniuk (depois filme) Fight Club (Clube de Luta).

[1] Zero Hedge: It's On: Gazprom Prepares "Symbolic" Bond Issue In Chinese Yuan

[2] Zero Hedge: It's On: Gazprom Prepares "Symbolic" Bond Issue In Chinese Yuan

[3] Zero Hedge: 40 Central Banks Are Betting This Will Be The Next Reserve Currency

[4] Naval Brasil: Lavrov e as “políticas histéricas dos EUA” faz a Rússia considerar resposta apropriada


Fonte: Blog A Nova Ordem Mundial - Rússia prepara reuniões de desdolarização - China e Irão dispostos a

abandonar o dólar americano no comércio bilateral

Postado por Nathan RG às 01:28

terça-feira, 29 de outubro de 2024

 

SOMOS ESPÍRITO COM UM CORPO FÍSICO




Há pessoas que instintivamente conseguem ajudar outras espiritualmente. É um dom que portam e como não deve haver desperdícios no Universo têm que utilizar esse dom para auxiliar quem precise e ao mesmo tempo tentarem a perfeição cada vez mais ao seu alcance.

É a sua cruz, como toda a gente porta a sua. Todo o ser humano tem problemas que o atormentam e basta só um empurrãozinho para se libertarem e tornarem essa cruz menos pesada. Quem vê caras não vê corações, mas o indivíduo espiritualizado pressente imediatamente quais as pessoas sofridas quando se aproximam.



A maioria (atenção: a maioria) não reflete esse sofrimento, porque já perceberam que na sociedade em que vivemos as pessoas afastam-se daqueles que muito se queixam, como se fossem o centro do mundo. Mostram uma alegria que, sabe Deus como, conseguem exteriorizar à custa de muito sacrifício. Mas… é a vida, como todos dizem.

Quem se mostra sempre amargurado, de semblante carregado, é marginalizado, o que só piora a situação. Vicia-se em fármacos (drogas fracas ou mais fortes) e não consegue ser feliz nem dar felicidade a outros.

É vital a troca de conhecimentos. Nada vem ao nosso encontro aos trambolhões. Temos de procurar o caminho e se agirmos com convicção a ajuda aparecerá. Não será uma ajuda milagrosa, ou de contatos com seres celestiais ou sobrenaturais. Muitas das vezes a ajuda vem do ser mais humilde, socialmente, que vive nas fronteiras da marginalização, mas que porta a sabedoria. Porta a sabedoria conseguida com as agruras da vida e do testemunho do que a humanidade tem de pior. A falta de solidariedade, egoísmo, prepotência, o vale tudo para "subir" na vida.

Os “mais velhos" têm um arquivo de informação sobre a Vida enorme, mas são marginalizados. Nos tempos "avançados" de hoje os líderes de base (escolhidos entre os mais medíocres pelos líderes de topo que querem uma sociedade de indivíduos subservientes, brutalizados e pouco reivindicativos) não dão valor à experiência de vida dos mais velhos e o resultado está à vista.

Ou poderá aparecer, na vida de cada um, alguém que conseguiu apurar a consciência e espiritualizar-se progressivamente, e sempre valorizou o conhecimento passado de geração em geração sem a manipulação do ensino oficial e manuais parciais introduzidos pelo Sistema. A ajuda aparece repentinamente e cabe a cada um, pelo seu livre arbítrio, aceitar a oportunidade de ajuda ou continuar a sua vidinha fútil, subserviente aos modismos e leis implantadas precisamente para manterem o ser humano na ignorância e NÃO despertar.

A pessoa que pretende ajudar, ou ser o canal por onde fluirá essa força espiritual, tem que ter bem presente que a fonte é Deus, e tudo se processa pela Sua Faceta Espírito Santo, essa vibração universal onde está mergulhada toda a Criação (Universos, astros e seres vivos).

Aquele que logo à partida rejeita tudo o que é espiritual porque foi sugestionado contra a espiritualidade e religiões, principalmente, pelo plano maléfico que pretende sabotar o objetivo de Deus, tem de ser sugestionado por outras formas que ele aceite e não saiba que realmente está a ser curado "espiritualmente".

É como em África. Lembro-me muito bem. Os negros, quando tinham uma maleita e procuravam ajuda, só tinham fé nas injeções e uma doença que poderia ser curada com comprimidos não resultava com eles. Tinham de levar uma injeção e a sua fé e crença é que permitiam a cura.

Nunca devemos esquecer. Deus deu ao Homem o Poder e a Autoridade sobre a Terra.

Portanto quem aprenda a utilizar esses dons será forte e vencerá a doença que é um mal provocado pelo submundo que só vingará se o Homem o permitir. Deus criou-nos sãos e Jesus, depois da decadência do Homem sob a ação de Lúcifer, curou o ser humano de todas as doenças com o seu sacrifício na Cruz.

Se o Homem não se deixar influenciar pelos demónios e seres que pululam no submundo, ou mundo invisível, não será afetado. Portanto, para aqueles que hesitam, a "espiritualização" (e não a espiritualidade ou religião) ou consciência do mundo espiritual que Jesus trouxe, a capacidade de agir por imperativo da sua consciência, e não pela obrigação das Leis escritas pelo homem na Terra, é a chave. Quanto mais espiritualizado, melhor ficará a "ligação" entre a Mente e o Espírito que lhe foi doado quando “nasceu” neste mundo, melhor compreenderá as informações que o Espírito lhe está sempre a transmitir e poderá então interagir. Este estado vai-se tornando cada vez mais sólido pela oração e pela fé.

Neste estado, com o desenvolvimento espiritual a pessoa compreende que é espírito com um corpo físico e não um corpo com um espírito. Saberá que a sua origem é no mundo espiritual e que regressará a ele.

Os que não entenderem assim, pelo poder que Deus lhes deu em terem o livre arbítrio, escolherão o seu destino e mergulharão cada vez mais na matéria até ao ponto em que a conexão entre o Espírito e a Mente deixará de existir. Será um filho da Terra, um filho do Diabo, que não poderá elevar-se para a etapa seguinte que é ascender a uma nova dimensão, o Reino de Deus, ou terceiro Céu, para então começar a verdadeira evolução pelos diversos Céus (ou dimensões universais) até chegar ao Paraíso e conhecer o Pai (Isto é uma explicação demasiado simplista mas é a verdade).



terça-feira, 22 de outubro de 2024

 

LINHAS LEY


Estive a rever o livro “Os Estranhos Casos dos OVNIS (Objetos Voadores não Identificados, UFOs em Inglês) de Henry Durant, publicado pela Editora Bertrand, e relembrei o estranho mistério das chamadas linhas ley, termo pouco usado que significa configuração, disposição, marca, referência, baliza.

A relação destas linhas com os UFOs foi aventada em 1954, quando o ufólogo francês Aimeé Michel, na década de 50, num mapa, ligou os pontos de avistamentos e descobriu que onde as linhas se cruzavam normalmente ocorriam relatos de observação de naves-mãe, com formato de charuto. E da ligação entre esses pontos de cruzamento surgia o que pareciam ser rotas utilizadas pelas aeronaves desconhecidas. Uma das rotas mais conhecidas é a BAVIC, assim chamada porque a sua descoberta veio da ligação entre as cidades Bayonne e Vicchi, na França.

Este circuito foi também designado por “linhas ortoténicas”, vocábulo de origem grega que significa “o que se propaga em linha reta”, surgindo a teoria segundo a qual as linhas ortoténicas e ley são na realidade o mesmo, mas descobertas de maneiras diferentes.

Em 9 de Agosto de 2016 publiquei no meu blogue um texto muito completo sobre estas linhas. De facto, quem conheça bem essas linhas ley, que estão associadas às correntes telúricas do planeta, pode manipular praticamente tudo sobre a superfície da Terra. E pode até “virar” as forças da Natureza, para o mal, para eventos prejudiciais à vida humana (e a todos os seres vivos). Não associei aos percursos dos UFOs que são tripulados por seres mais evoluídos que os humanos e que devem procurar ficar em vantagem em caso de conflito mapeando todas essa linhas e pontos estratégicos sobre elas. Quem quiser verificar basta seguir o site abaixo: https://ruca909.blogspot.com/2016/08/correntesteluricas-e-linhas-ley-os.html

Para fundamentar cientificamente a malha desta energia é preciso ler a obra do génio Nikola Tesla. Ele afirmou, com toda a convicção, que se quisermos encontrar os segredos do Universo teremos de pensar em termos de energiafrequência vibração. Diz ele que em todo o espaço e na Terra há energia e que será uma mera questão de tempo até que o homem tenha êxito na compreensão do seu mecanismo e a possa aproveitar.

Por isso, deduzo que os tripulantes dos UFOs conhecem estas leis universais das linhas ley e seguem-nas para melhor conhecimento dos segredos do planeta e o modo como as manipularem em proveito próprio, sem sabermos quais as suas intenções.

Outro entusiasta destas linhas, Philip Eselton, de Sudbury, descobriu o que julgava ser o “Ur-Ley-System” para a Grã-Bretanha. Na tradução literal significa que, na origem, o sistema dos ley é uma disposição que parece ser a base de qualquer ley em qualquer região. Na Grã-Bretanha, toma a forma de um grande triângulo isósceles, com um vértice em Arbor Low (Apex), importante alinhamento pré-histórico no Derbyshire, local onde se cruzam diversas linhas ley. Um dos ângulos do triângulo é um centro não indicado, a cerca de seis mil e quinhentos metros de Glastonbury. Um outro ângulo está situado num centro marítimo, próximo da costa da ilha de Mersea. Ora, na origem, este ponto foi descoberto muito antes que Mersea fosse citada nas informações concernentes aos UFOs.

Após um estudo efetuado com mapas precisos, outras linhas surgiram. Muito rapidamente foi exposto um modelo simétrico onde as atividades dos UFOs parecem mais significativas. Centros importantes apareceram em pontos de grandes vagas de UFOs.

Por exemplo, Chelmsford, que reuniu muitas observações, fica muito próximo do centro de ley de Margaretting Tye, em que a linha Calais-Soutend, linha de base do Grande Triângulo, corta a ilha de Wigth, onde o número de observações ultrapassa largamente a média nacional. Daí parte uma linha ortoténica que corta a célebre Charlton Crater que foi reconhecido como um centro de ley.

Em julho de 1963, o fazendeiro Roy Blanchard encontrou uma cratera medindo aproximadamente 30 cm de profundidade e 2,5 metros de largura em um de seus campos de batata em Manor Farm, Charlton, Wiltshire. No centro da cratera havia um buraco de cerca de 90 cm de profundidade. A descoberta da cratera provou ser de grande interesse para a imprensa e notícias da televisão. O Exército e vários especialistas científicos chegaram a Manor Farm para conduzir uma investigação da cratera. Talvez a cratera estivesse conetada a uma bomba de guerra não detonada? O esquadrão de desarmamento de bombas do Exército determinou que não havia bomba. Metal foi encontrado na cratera que mais tarde foi identificado como magnetita, na área de Charlton a magnetita ocorre naturalmente no solo. Roy Blanchard estava convencido de que havia apenas uma explicação possível para a origem da cratera, um disco voador! Embora o Sr. Blanchard tenha admitido "eu não vi de facto", ele então acrescentou "mas o que mais poderia ter sido? Obviamente alguma nave do espaço sideral, já que sugou a minha cevada e batatas quando descolou" .

Esta linha vai para um ponto central que se situa no Canal da Mancha, onde cinco linhas ley se encontram. Esta zona é muito conhecida pelo nome de “The Deep” (a profundidade), na qual se encontra um desnível natural no solo marinho. A linha de base do triângulo, um apreciável ley, está em relação com os UFOs em todo o seu comprimento.

Se o sistema ley nos leva à conclusão de que os UFOs nos visitam há muito tempo, é certo que os seus tripulantes preferem, ainda, evitar-nos e manterem-se indetetáveis.

Imagem: OLX

Guy Tarade, em 1969, a propósito da aterragem de Valensole, nos Alpes, França, escreveu o testemunho de um senhor chamado Masse, que presenciou a aterragem no seu campo de alfazema. “O senhor Masse, que é um homem íntegro, não foi o único que viu os UFOs na região. Outras pessoas recusaram testemunhar depois de que a imprensa e a rádio puseram a ridículo a testemunha desta curiosa aterragem. Após estudarmos a região chegamos a uma conclusão perturbadora. Os UFOs parecem seguir uma via materializada em terra por uma corrente telúrica, de que certos monumentos megalíticos atestam a presença. Assim, os discos voadores foram avistados em Créoux-les-Barns, Rebouillon. Dragnignam, Muy, Roquebrune-sur-Argens e Fréjus”.

Mais tarde, Guy Tarade, redigiu na sua qualidade de Diretor dos estudos sobre a relação de UFOs com monumentos megalíticos, as hipóteses levantadas.

Estes casos, escrupulosamente verificados no mapa, permitiram-nos o estabelecimento duma curiosa correlação e afirmar que os UFOs seguiram estas linhas megalíticas. Mas o estudo continua a ser uma hipótese, porque a abundância de monumentos megalíticos permite inúmeras combinações. Um programa de pesquisa encontra-se em estudo, com a colocação sobre as linhas de aparelhos de deteção de UFOs e de correntes telúricas”.

No atual estado dos nossos conhecimentos, é-nos impossível confirmar esta hipóteses, pelo que seria desejável uma pesquisa a nível mundial. Em todos os Continentes erguem estas misteriosas pedras, cujo método de ereção deixa os investigadores perplexos. A realidade dos tempos antigos entra na nossa história, o que faz os técnicos, investigadores, arqueólogos, questionarem se a omnipresença dos megalítos não implicará a existência de civilizações particularmente avançadas.


domingo, 13 de outubro de 2024

 

SOBRE MARIA LUÍS ALBUQUERQUE



Povo de memória curta não é dono do seu destino



Em 19 de Julho de 2016 publiquei um texto intitulado “Maria Luís Albuquerque, os Swaps, o BPN, o PS e os Tachos”, inspirado num Blogue de Paulo Morais, e torno a comentar o que penso sobre a “nuvem” de dúvidas que pairou sobre os portugueses que, pelos vistos, e a começar pelos líderes e responsáveis pelo bom nome de Portugal, ficou completamente esquecido. O povo português tem uma memória muito curta, ou então, o nível de qualidade e competência baixou tanto que assuntos destes já não causam impressão e são considerados como banais. Essas pessoas que prejudicaram o país são recompensados enquanto o povo está cada vez mais pobre e sem valores morais para defender, porque já “assimilaram” os valores impostos pela nova era dos políticos de carreira formados nas escolas partidárias que só esperam benesses e não têm a mínima ideia do que se passa com as pessoas que não pertencem aos seus círculos de interesses.


Imagem: Sociedade, comunicação e política - SAPO


O nivelamento é feito por baixo e já não há verdadeiros Estadistas. É o salve-se quem puder. Nesta terra de cegos quem tem um olho é rei.

Podemos não estar dentro dos assuntos que passam nos bastidores, mas a desconfiança instalou-se e é esta a impressão que o cidadão comum tem, porque a regra parece ser esta. O nosso amigo da onça, o Durão, que nunca beneficiou Portugal contra a alta finança, também foi premiado e apesar das fortes críticas não quer saber de ética, honra, dignidade ou o quer que seja. Já está servido e os outros que se "desembrulhem".

Na altura em que Durão Barroso deixa a presidência do Goldman Sachs, o jornal Financial Times teve acesso a uma carta que Jean-Claude Juncker (então presidente da Comissão Europeia) dirigiu à provedora de Justiça Europeia, e noticiou que Durão Barroso deixaria de ser recebido em Bruxelas como ex-presidente da CE, perdendo todos os privilégios inerentes e passando a ser considerado representante de interesses privados. Recorde-se que também a ida de Lisboa para Bruxelas, deixando o cargo de primeiro-ministro nas mãos de Pedro Santana Lopes, não foi isenta de críticas.

Durão Barroso assumiu a presidência não executiva do banco de investimento norte-americano Goldman Sachs em 2016, após ter deixado a presidência da Comissão Europeia, em Outubro de 2014. Esta transição não foi pacífica e gerou algumas críticas. A 3 de Novembro de 2014 foi agraciado pelo Presidente da República Aníbal Cavaco Silva com o Grande-Colar da Ordem do Infante D. Henrique, uma honra geralmente reservada apenas a Chefes de Estado. Durão Barroso foi professor da Universidade Católica Portuguesa desde 2015. Durão Barroso foi reconduzido em 2022 na presidência da Aliança Global para as Vacinas (Gavi), cargo que desempenhava desde 29 de Setembro de 2020.

Quanto a Maria Luís Albuquerque, segundo Paulo Morais, a impressão é que esta senhora, de ar angelical, mas frio, e olhar sem expressão, é uma verdadeira "mercenária" da política que prova o que é com o novo "tacho" que recebeu (continuando como deputada) duma empresa que beneficia com as falências no país, a Arrow Global, sediada em Inglaterra. Ou seja: no meio de tudo, não importa o que se passa em redor. O que importa é o "tacho" e mais riqueza, mesmo a custo dos sacrifícios da maioria dos portugueses que só pagam e não podem reclamar. Ficou, na altura, com um ordenado de cerca de 4000 euros mensais a trabalhar apenas dois dias por mês e acumulou com o ordenado de deputada. Com certeza que com estes "tachos" não se preocupa minimamente com a "austeridade" que nunca chega ao seu lar. E as suas últimas declarações sobre as sanções a Portugal por Bruxelas, que não aconteceriam se fosse ela a Ministra das Finanças (?) só vêem em seu desabono.

Ela pertence a um grupo de alguns "operacionais" que os partidos do "arco do poder", na altura, (PSD, PS e CDS) têm interesse que lá continuem para irem tapando as irregularidades que cometem.

Assim estão sempre protegidos. "Uma vez nós, outra vez vocês" é a ordem.

O problema é que agora há mais dois partidos que podem ter acesso a estes segredos e desequilibram o esquema tão bem montado, e proveitoso, há mais de 40 anos.

Paulo Morais, que concorreu para Presidente da Republica, explicou muito bem o trajeto desta "senhora", fria, calculista e não Cristã certamente, pois não denota o mínimo de solidariedade para com o próximo.

Maria Luís Albuquerque chegou ao topo das Finanças em plena polémica em torno dos contratos de cobertura de risco nas empresas públicas, que lhe valeu a classificação de “senhora swap”. Isto, depois de já ter sido a “senhora BPN” e a cara das privatizações. (O currículo perfeito para gerir o dinheiro dos portugueses!!??)

Maria Luís Albuquerque é, segundo diz Paulo Morais, daquelas aves raras que permanecem eternamente a pairar de tacho em tacho, pelos governos, zelando para encobrir determinadas coisas, escapando ilesa, protegida por uma mão de Deus ou de Nossa Srª de Fátima (como diria o nosso saudoso PR Cavaco Silva). Já tem um bom cadastro..., perdão, currículo, que vem desde o governo Sócrates, onde era a responsável por decidir os contornos ruinosos, para o Estado, da nacionalização do BPN. Por isso não larga o poleiro, para manter longe de todos, aquilo que não faz bem a ninguém, saber-se. Maria Luís Albuquerque é a sua girl. Paulo Morais denuncia mais um caso de promiscuidade e nepotismo, protagonizado pela protagonista do Swatgate, MARIA LUIS ALBUQUERQUE... Antes de ser a atual secretária de estado do Tesouro do Governo de Passos Coelho, trabalhava para o governo do Sócrates, com um secretário de estado socialista, e curiosamente quando chegou ao último governo PSD, fez questão de levar com ela, para sua chefe de gabinete, a esposa desse secretário de estado socialista. Tudo isto faz o cidadão comum ter as suas dúvidas e expressá-las por todo o lado.

Favores com favores se pagam. Têm que se ajudar uns aos outros. Provavelmente a srª esposa do tal secretário de estado socialista, que Maria Luís ajudou, quando for promovida para secretária de estado, talvez leve consigo, um familiar de Maria Luís Albuquerque, que precise de ser chefe de gabinete.



Imagem: Portugal glorioso

Paulo Morais garante que esta é mais uma das conhecidas formas de evitar que se divulguem ou revelem as partes indesejadas dos conteúdos dos dossiers. Mantendo nos cargos os que ajudaram a realizar as tais partes indesejadas, ou contratando, apenas amigos e familiares da sua confiança. Perita em oferecer buracos aos portugueses. Fez parte do grupo que decidiu oferecer o buraco do BPN aos portugueses, e agora a quem irá oferecer o buraco das swap?"

Pelos vistos, pela forma como tratou o assunto, quando foi Ministra, provocou a sentença do tribunal Inglês em que Portugal terá de pagar 1 800 milhões de euros. Um grande trambolhão para esse governo PSD, e uma grande oportunidade para a empresa Arrow Global que irá continuar a beneficiar com as falências que virão por aí abaixo. Além disso, o facto de ter deixado o problema do Banif em suspenso, contra todas as recomendações de Bruxelas, e passar a "batata quente" para o Governo seguinte, cujo solução apressada irá beneficiar a Arrow Global, cheira muito a esturro.

Até parece que foi tudo muito bem premeditado. Será?

Quem iria beneficiar?

E os portugueses, que pagam isto tudo, continuam a olhar para o lado.

Agora, com este novo tacho que a "senhora" tem, acumulando com as funções de Deputada, a esquerda pôs-se em "bicos dos pés" e, como seria previsível, o "rigoroso" inquérito chegou à conclusão de que não há incompatibilidades e está dentro da Lei.

Como seria de esperar o PS absteve-se e a senhora pode trabalhar à vontade.

O PS tem telhados de vidro.

Apesar de eticamente ser reprovável esta situação tudo continua na mesma.

Mais uma prova de que estamos "condicionados" numa redoma muito bem montada pelos chamados partidos do arco do poder e as leis são feitas para proveito próprio desses partidos e seus "testas de ferro".

AGORA, completamente desmemoriados, os nossos competentes líderes resolveram recomendar a senhora para um alto cargo na Comissão Europeia. A presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, nomeou Maria Luís Albuquerque para dirigir a influente pasta dos serviços financeiros, uma proposta que já suscitou preocupações quanto a conflitos de interesses.

O Observatório Europeu das Empresas (CEO), sediado em Bruxelas, afirmou que a nomeação de Albuquerque constituía um "grande conflito de interesses", tendo em conta que a eurodeputada deixou o seu cargo de ministra das Finanças para trabalhar numa agência sediada no Reino Unido que lidava com 300 milhões de euros de dívidas incobráveis relacionadas com o Banif, o banco português que foi resgatado em 2015.

Essas preocupações foram afastadas por von der Leyen, que disse aos jornalistas que "reforça a posição de Maria Albuquerque" o facto de ter experiência no sector privado, algo que a chefe da Comissão disse ser "muito importante".

"Depois de Durão Barroso ter trocado a Comissão pela Goldman Sachs, o PSD volta a envergonhar o país, com mais um escândalo de porta giratória", declarou Catarina Martins do BE, referindo-se ao antigo primeiro-ministro português que foi presidente da Comissão entre 2004 e 2014.

 Acordem!

segunda-feira, 30 de setembro de 2024

 

DESTRUIÇÃO DE ARQUIVOS DO SABER


Na mesma linha dos "teóricos da conspiração" em que Aliens e uma quinta-coluna de terrestres que mantêm o controlo da humanidade para os servirem, demasiadas "coincidências" acontecem neste planeta, em que uma força obscura tudo faz para manter os seres humanos na ignorância de modo a que não possam evoluir.

Periodicamente, arquivos documentais do saber humano, e da sua História, são destruídos. Podemos começar, por exemplo, pela destruição da grande Biblioteca de Alexandria, rematada pelos árabes em 646 da era cristã. Esta destruição já fora procedida por outras, e o furor com que esta grande coleção de saber foi aniquilada é particularmente significativo.


Esta Biblioteca, em Alexandria, parece ter sido fundada por Ptolomeu ou por Ptolomeu II. A cidade foi fundada por Alexandre, o Grande, entre 331 e 330 a.C. Passaram-se quase mil anos antes da destruição da Biblioteca. Alexandria foi, talvez, a primeira cidade do mundo totalmente construída em pedra. A Biblioteca compreendia dez grandes salas, e quartos separados para os consultantes. Supõe-se que o verdadeiro fundador, no sentido de organizador e criador da Biblioteca, tenha sido Demétrios de Phalere. Agrupou setecentos mil livros e continuou a aumentar sempre em número. Os livros eram comprados por conta do rei.

Demétrios de Phalere, nascido em 354, e 348 a.C., parece ter conhecido Aristóteles. Apareceu como orador público em 324 a.C., foi eleito governador de Atenas e governou-a durante dez anos, de 317 a 307 a.C. Depois de deixar o governo partiu para Tebas e, lá, escreveu algumas obras. Uma delas tinha um título estranho: "Sobre o Feixe da Luz no Céu", que deve ser, provavelmente, a primeira referência sobre os discos voadores. O Faraó Ptolomeu convidou-o a instalar-se em Alexandria onde fundou então a magnifica Biblioteca. Depois da morte de Ptolomeu, o seu filho Ptolomeu II exilou Demétrios em Busiris, no Egipto, onde foi mordido por uma serpente venenosa e morreu.

Uma sucessão de bibliotecários, através dos séculos, aumentou o acervo da Biblioteca, acumulando pergaminhos, papiros, gravuras e mesmo livros impressos, se formos crer em certas tradições. A Biblioteca continha, portanto, documentos inestimáveis. Colecionou igualmente documentos dos inimigos, nomeadamente de Roma. Sabe-se que um bibliotecário se opôs violentamente à primeira pilhagem por Júlio César, em 47 a.C., mas a história não tem o seu nome. O que é certo é que já na época de Júlio César a Biblioteca de Alexandria tinha a reputação de guardar livros secretos que davam poder praticamente ilimitado.


Nos documentos que sobreviveram, havia livros em grego, autênticos tesouros. Uma obra de um sacerdote babilónico refugiado na Grécia, de nome Bérose, deixou um relato com extraterrestres: os misteriosos Apkallu, seres semelhantes a peixes, com escafandros que teriam trazido aos homens os primeiros conhecimentos científicos. Bérose viveu no tempo de Alexandre, o Grande, até à época de Ptolomeu. Foi sacerdote de Bel-Marduk na Babilónia (Marduk foi declarado, por volta de 2.000 a.C "Deus Supremo da Babilónia" e dos "Quatro Cantos da Terra"). Era historiador, astrólogo e astrónomo. Inventou o relógio de Sol semicircular. Fez uma teoria dos conflitos entre os raios do Sol e da Lua que antecipa os trabalhos mais modernos sobre a interferência da luz. Uma lenda contemporânea diz que a famosa Sybila, que profetizava, era sua filha. A sua "História do Mundo", que descrevia os seus primeiros contactos com os extraterrestres, foi perdida. Restam alguns fragmentos, mas a totalidade desta obra estava em Alexandria. Nela, estavam todos os ensinamentos dos extraterrestres.

Encontrava-se também em Alexandria a grande obra de Manethon, sacerdote e historiador egípcio, no tempo dos Ptolomeus. Manethon pode ser interpretado como o "amado de Thot" ou o "detentor da verdade de Thot". (Thot Também conhecido como Zehuti, Tehuti ou Thoth, era o deus egípcio da magia e de todos os ramos de sabedoria e das artes, a quem se atribuía a invenção da escrita hieroglífica). Ele sabia tudo sobre o Egipto, lia os hieróglifos e tinha contacto com os últimos sacerdotes egípcios. Escreveu oito livros e reuniu quarenta rolos de pergaminho, em Alexandria, que continham todos os segredos egípcios e provavelmente o Livro de Thot. Se esta coleção tivesse sido preservada saberíamos a história secreta do Egipto. Foi exatamente isso o que se quis impedir.

Na Biblioteca também existiam obras de um historiador fenício, Mochus, a quem se atribuía a invenção da teoria atómica. Também havia manuscritos indianos extraordinariamente raros e preciosos. Desapareceu tudo. Quando a destruição começou, sabia-se que existiam quinhentos e trinta e dois mil e oitocentos rolos. Existia uma secção de "Ciências Naturais", bem como um catálogo geral que também foi destruído.

Foi César quem inaugurou estas destruições. Levou um certo número de livros, queimou uma parte e guardou o resto. Existe controvérsia entre os que defendem César e os que o condenam porque acreditam que os livros foram deliberadamente destruídos, pois poderiam constituir uma grande perigo para o Império Romano. A estimativa total veria entre 40.000 e 70.000. No entanto, há quem defenda que as chamas provenientes de um bairro onde se lutava, se alastraram até à Biblioteca, destruindo-a acidentalmente. Tese difícil de aceitar, pois a Biblioteca toda em pedra e com dimensões gigantescas poderia ser poupada se combatessem o fogo. Mesmo assim, a destruição não foi total, pois um monumento daquelas proporções, onde se albergavam mais de setecentos mil volumes, salas de trabalho, gabinetes particulares, não poderia ser consumido por um princípio de incêndio. Houve mais qualquer coisa. Além do fogo posto, pode até que o fogo tivesse consumido estoques de trigo, assim como rolos de papiro virgem. O que é certo é que o alvo principal (que não foi por acidente mas provocado), os livros mais perigosos, foram destruídos.

A ofensiva seguinte, considerada a mais séria, contra a Biblioteca, parece ter sido feita pela imperatriz Zenóbia. Pouco se sabe sobre os primeiros anos de Zenóbia. Ela provavelmente nasceu em 240 d.C., e afirmava ser descendente da Rainha Dido de Cartago, Cleópatra e da Dinastia Severin em Roma, tornando-a parente de vários imperadores anteriores. Embora certamente possível, a verdade permanece desconhecida, em grande parte. Ferozmente inteligente, falando grego, egípcio, aramaico e um pouco de latim era, como Cleópatra, antes dela, altamente astuta. Após a morte do seu marido Odanato, em 267 d.C., que se tinha tornado regente de Palmira e descrito como "o ilustre cônsul nosso senhor", Zenóbia reinou como regente pelo seu filho. Entretanto, ela fez uma aposta perigosa. Usando uma pequena rebelião como pretexto, invadiu e ocupou o Egipto. Depois de uma pequena quantidade de lutas de ida e volta, conseguiu assumir o controlo de todo o suprimento de grãos do império, tudo sob o pretexto de lealdade a Roma. Alguns até sugerem que ela mesma patrocinou essa rebelião, permitindo-lhe invadir sem despertar a suspeita de Roma. Depois disso, muitos viram o poder crescente de Palmira, e ela conseguiu colocar o Levante e grande parte da Ásia Menor sob o seu controle por meio de negociação, não de violência, e governou um vasto império oriental.

Ainda desta vez a destruição não foi total, mas livros importantes desapareceram. Depois o Imperador Diocleciano (284 – 305 d.C.) quis destruir todas as obras que davam os segredos para fabricar ouro e prata, ou seja, todas as obras de Alquimia. Ele pensava que se os egípcios pudessem fabricar à vontade o ouro e a prata, obteriam assim meios para levantar um exército e combater o Império. Diocleciano, filho de escravos, foi proclamado Imperador em 284 d.C., e era um perseguidor nato. O último decreto que assinou, antes da sua abdicação em 305, ordenava a destruição do Cristianismo. Em 295 começou o cerco a Alexandria para sufocar uma revolta no Egipto, tomou a cidade e nessa ocasião houve massacres inomináveis. Seguiram-se pilhagens sucessivas que visavam acabar com os manuscritos de Alquimia. Destruíram todos os que encontravam. A lenda conta que entre esses manuscritos se encontravam algumas obras de Pitágoras, de Salomão e do próprio Hermes.

A verdade é que documentos indispensáveis davam a chave da Alquimia e estão perdidos para sempre. Mas a Biblioteca continuou. Apesar de todas as destruições sistemáticas que sofreu, ela continuou a sua obra até que os árabes a destruíssem completamente. E se os árabes o fizeram, sabiam por que o faziam. Já haviam destruído, no próprio Islão e na Pérsia, grande número de livros secretos de magia, Alquimia e Astrologia. A Biblioteca de Alexandria foi aniquilada pelas chamas por Amr ibn-el-As, agindo sobre as ordens de Omar, o vencedor, que se opunha a que se escrevessem livros muçulmanos, seguindo sempre o princípio de que "o Livro de Deus era o suficiente". Fanático, destruía os livros porque não falavam do Profeta. (Aliás, os Talibãs, muito recentemente, no Afeganistão, destruíram monumentos, à bala ou com dinamite, e muitos documentos insubstituíveis e proibiram a leitura e a música no país).

Alexandra Prado Coelho escreveu no Público em 1 de Março de 2001: Decisão de destruir estátuas é irreversível, dizem os taliban. Indiferente às críticas e apelos lançados pela comunidade internacional, o regime islâmico dos taliban no Afeganistão reafirmou ontem a sua determinação em destruir várias estátuas budistas pré-islâmicas, algumas com 2.000 mil anos, e um valor histórico e arqueológico único no mundo. A decisão é irreversível, explicou à AFP o ministro taliban dos Negócios Estrangeiros, Wakil Ahmed Mutawakel. "Alguma vez viu o Emirado Islâmico do Afeganistão (designação oficial do regime afegão) voltar atrás numa das suas decisões?", perguntou Mutawakel ao jornalista. O decreto do "mullah" Omar, líder dos taliban, publicado na segunda-feira explicava que a sua decisão era uma "ordem do islão", porque as estátuas - as duas mais famosas são os budas gigantes da falésia de Bamiyan, um com 55 outro com 38 metros - podem tornar-se objeto de culto, e a lei islâmica não permite a adoração de imagens. O líder taliban esclareceu depois que, se não forem objeto de culto, então as estátuas não passam de pedras e podem ser destruídas. "Nada me importa a não ser o islão", frisou o "mullah" Omar, citado pela Afghan Islamic Press.O director-geral da UNESCO, Koichiro Matsuura, pediu ontem "encarecidamente" aos taliban que não destruam os monumentos pré-islâmicos e que façam tudo para proteger este "património cultural único". "Os autores deste acto irremediável assumem uma terrível responsabilidade perante o povo afegão e perante a História", avisou Marsuura. No entanto, a UNESCO sente-se impotente perante a situação. "Não podemos fazer muito, porque não temos forças policiais internacionais para intervir", lamentou Christian Manhart, responsável pela secção da Ásia no departamento do património cultural da UNESCO. Manhart admite, apesar de tudo, começar um diálogo direto com os taliban, com a ajuda do Paquistão. "Estamos em contacto com os paquistaneses. Eles têm influência. E a sua posição oficial é a de que estão absolutamente escandalizados com esta ameaça de destruição das estátuas". Apesar de ser também um país muçulmano, o Paquistão possui importantes estátuas budistas da civilização Gandhara, que dominou a região seis séculos antes de Cristo. Ontem os apelos aos taliban multiplicaram-se. A França alertou que a destruição das estátuas "coloca em perigo a rica herança artística do Afeganistão pré-islâmico, de que algumas peças, nomeadamente os budas gigantes de Bamiyan, estão inscritas no património mundial da humanidade". Os Estados Unidos, que se declararam "perturbados e desconcertados" pela decisão do "mullah" Omar, afirmaram mesmo que ela "contradiz diretamente um dos princípios base do islão: a tolerância relativamente a outras religiões". E até a República Islâmica do Irão condenou a posição dos taliban, lembrando que as estátuas do Buda são "tesouros da humanidade, como o Taj Mahal (na Índia) ou a praça Emam (no Irão)". O Sri Lanka, um país onde 70 por cento da população é budista (o jornal estatal "Observer" anunciava em manchete: "Os taliban enlouqueceram"), anunciou que vai lançar uma ofensiva diplomática para salvar as estátuas afegãs. Embora não tenha relações com os taliban (o regime afegão é reconhecido apenas pelo Paquistão, Arábia Saudita e Emirados Árabes Unidos), o Sri Lanka vai tentar chegar a estes de forma indireta. Mas, perante estas manifestações de indignação, o ministro taliban citado pela AFP limitou-se a dizer que se os países estrangeiros "estão preocupados" com a decisão, ele está disposto "a escutá-los e a explicar a posição do Emirado, para os tentar convencer". "Não destruímos estas estátuas para desafiar o mundo, mas temos os nossos próprios problemas internos, as nossas próprias leis, às quais reagimos", sublinhou. Desde que chegaram ao poder, em 1996, os taliban impuseram no Afeganistão o mais rígido regime islâmico do mundo, baniram todo o tipo de divertimentos, inclusivamente a música, e proibiram as mulheres de estudar ou de trabalhar fora de casa, só lhes permitindo sair à rua totalmente cobertas com uma longa túnica que lhes esconde completamente o rosto.


E essa saga ignorante e descabida está agora a invadir a Europa. A Revista Escuta publicou um artigo de Fernando Perlatto, muito curioso sobre o assunto, que reflete o clima social actual, intitulado "A destruição de estátuas e as disputas pelos espaços públicos de memória".

Na obra de Jacques Bergier "Os Livros Malditos", da Editora Hemus. Ele completa esta informação da destruição do conhecimento.

Se alguns documentos de Alexandria sobreviveram a esses autos-de-fé, foram cuidadosamente guardados desde 646 d.C. e não reapareceram mais. E se certos grupos secretos possuem atualmente alguns manuscritos esconderam-nos muito bem e usam-nos para proveito próprio.

Segundo a tese principal, em vigor, existe um grupo denominado de Homens de Negro que constitui uma organização que visa a destruição de determinado tipo de saber. Parece evidente que esse grupo nada teve a ver com os acontecimentos de 646, pois o fanatismo muçulmano foi suficiente. Mas parece também evidente que esse grupo se desmascarou em 391 depois que procurou, sistematicamente, sob Diocleciano, destruir as obras de Alquimia e magia.


Em 1692 foi nomeado para o Cairo um cônsul francês chamado M. de Maillet, que assinalou que Alexandria era uma cidade praticamente vazia e sem vida. Os raros habitantes, sobretudo ladrões, encerravam-se nos seus esconderijos. As ruínas das construções permaneciam abandonadas, e se sobreviveram livros ao incêndio de 646, foram evacuados. Se um exemplar do Livro de Thot existiu em Alexandria, César apoderou-se dele como possível fonte de poder. Mas este livro não era o único documento egípcio em Alexandria. Todos os enigmas que se colocam ainda sobre o Egipto, estariam resolvidos se tantos documentos egípcios não tivessem sido destruídos. E entre esses documentos, eram particularmente visados e deveriam ser destruídos aqueles que descreviam a civilização que precedeu o Egipto conhecido. É possível que alguns traços subsistam, mas o essencial desapareceu e essa destruição foi tão completa e profunda que os arqueólogos racionalistas pretendem, agora, que se pode seguir no Egipto o desenvolvimento da civilização do Neolítico até às grandes dinastias, sem que nada venha a provar a existência de uma civilização anterior.

Assim, também a História, a Ciência e a situação geográfica dessa civilização anterior nos são totalmente desconhecidas. Formulou-se a hipótese de que se tratava de uma civilização de Negros. Nessas condições, as origens do Egipto deveriam ser procuradas em África. Talvez tenham desaparecido em Alexandria, registos, papiros ou livros provenientes dessa civilização desaparecida.

Foram igualmente destruídos tratados de Alquimia, os mais detalhados aqueles que permitiram realmente obter a transmutação dos elementos. Foram destruídas obras de magia. Foram destruídas provas do encontro com extraterrestres do qual Bérose falou, citando Apkallu. A destruição tão completa da Biblioteca de Alexandria é, certamente, o maior sucesso dos Homens de Negro.

No nosso Século tudo o que fosse crítico ou se desviasse dos padrões impostos pelo regime nazi foi destruído. Centenas de milhares de livros foram queimados no auge de uma campanha iniciada pelo diretório nacional de estudantes.

Stefan Zweig, Thomas Mann, Sigmund Freud, Erich Kästner, Erich Maria Remarque e Ricarda Huch foram algumas das proeminências literárias alemãs perseguidas na época.

O poeta nazi Hanns Johst foi um dos que justificou a queima, logo depois da ascensão do nazismo ao poder, com a "necessidade de purificação radical da da literatura de elementos estranhos que possam alienar a cultura alemã".

E mais recentemente o Comunismo, e seus sucessores, “apagam” factos históricos e criam uma “nova” história mais favorável e gloriosa aos seus intentos. Podemos implicar com o insólito alheamento da realidade dos comunistas, mas isso seria não entender a força da sua persistência em reescrever a história. Fizeram-no com o mito do Che Guevara, Fazem-no agora com Fidel Castro como fizeram sempre em relação ao negrume dos regimes comunistas. Elogiam as conquistas da União Soviética em termos de avanços sociais e económicos pondo de lado o que aconteceu com a máquina repressiva que o regime deixou. A queda do muro de Berlim, por exemplo, não foi um momento de libertação, mas a destruição das “realizações económicas, sociais e culturais de mais de 40 anos de poder dos trabalhadores” na antiga República Democrática Alemã. O massacre de Tiananmen é considerado pelo regime chinês como uma campanha difamatória dos EUA, pois esse “pretenso” massacre não existiu. O regime norte-coreano não merece censura porque o que merece censura são as pressões e agressões do imperialismo naquela península. E muito mais.

Reescrever a história, enquanto a memória perdura, é um acto de ridícula resistência à realidade. Mas tudo deixa de ser ridículo quando, após décadas de insistência numa versão alternativa da realidade, a memória se esbate e a mentira passa a verdade.

Mas não se pode apagar a história. Quando muito tentar explicar o porquê daquele rumo da História tendo em vista a realidade da época e das "forças" que tudo controlavam naquela época, e controlam na época atual. O povo tem a sua memória e não são as alterações dos nomes ou do derrube de estátuas que marcarão as gerações. No caso de Portugal, qualquer que seja o nome que possam dar à ponte sobre o Tejo, ela será sempre, para o povo, a ponte sobre o Tejo. A praça Sá Carneiro, na memória do povo é, e será, sempre o Areeiro. O aeroporto Humberto Delgado, será sempre o aeroporto da Portela. É assim que está gravado na memória do povo. A História não pode ser reescrita ou apagada.