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domingo, 29 de outubro de 2023

 

O CHAMADO SEXTO SENTIDO


Os cientistas tentam explicar fisicamente o chamado “sexto sentido” que todos nós temos. De facto, esse sexto sentido manifesta-se nos humanos nas mais diversas maneiras não sendo um sentido único, estático. Cada um tem um determinado dom que se enquadra nessa classificação misteriosa que não se sabe ao certo o que é. O que se sabe é que é uma capacidade superior fora de uma explicação racional. É um mistério que, por enquanto permanece nos segredos insondáveis do mundo do espírito.

O Homem é um Espírito com um Corpo material e não um Corpo material com um espírito.

Vejamos, por exemplo, o “Déjà vu” que muitos indivíduos vivenciam e os cientistas procuram explicar em função da experiência no mundo material, ignorando o mundo invisível onde a Física Quântica já começa a crer que tudo começa nesse mundo e só depois se concretiza no nosso mundo visível.



Segundo a Ciência, este sentido é efetivamente paralelo ao “sentimento ilusório de ter experimentado uma situação presente”. A referência primária aqui é considerar coisas “aparentemente” já vistas, mas, para desespero dos especialistas, passou a adquirir um significado mais global, abrangendo também outros aspetos como sentir o paladar, tato, olfato e audição, embora o 'déjà vu' normalmente represente uma reação mais ou menos global.

As implicações de sua caracterização como 'ilusão' ou 'impressão inadequada', juntamente com a alegação comum de que a experiência é compartilhada por um número substancial de pessoas, sublinham a dificuldade generalizada em definir o significado, as causas ou a natureza do déjà vu fenómeno.

As explicações psicológicas do fenómeno tendem a centrar-se em questões de perceção e memória individual, embora aspetos mais misteriosos (ou metafísicos) de um possível "sexto sentido" tenham sido às vezes invocados para explicar esse sentimento desconcertante. Os primeiros sinais sobre a experiência de déjà vu, rastreados desde Pitágoras e Platão, conectam-no com sensação ou lembrança originada em uma vida passada – um traço de encarnações anteriores ou da transmigração de almas.

Explicações posteriores de déjà vu às vezes incluem menção de memória hereditária ou telepatia e de precognição (a capacidade de prever eventos antes de sua ocorrência), destacando a dissonância despertada pela noção de familiaridade com eventos presentes e futuros.

Eu, por exemplo, penso que essas sensações “insólitas” vêm do nosso contato com o mundo vibracional do Espírito Universal de Deus, onde todo o conhecimento e experiências estão contidos. O nosso Corpo vibra, pois só assim consegue viver no mundo vibracional em que estamos mergulhados e, conforme o avanço espiritual de cada um, mais refinada fica a intuição e o contato com esse mundo e , mesmo sem queremos, porque ainda não atingimos o avanço espiritual necessário para receber conscientemente todos os ensinamentos contidos no oceano vibracional, por vezes chegam-nos intuitivamente (os pressentimentos) alguns flashs de experiências de outros seres que acabamos por aceitar como uma repetição do que já vivemos noutra época. É apenas a identificação consciente com uma experiência exterior que consideramos como nossa porque ainda não temos evolução suficiente para compreender estes fenómenos e acabamos por entrar no campo da superstição.

Todos nós temos alguma experiência de um sentimento que nos invade ocasionalmente, de que o que estamos a dizer e a fazer já foi dito e feito antes, em um tempo remoto – de termos estado cercados, há muito tempo atrás, pelos mesmos rostos, objetos e circunstâncias e o conhecimento perfeito do que será dito a seguir, como se de repente nos lembrássemos.

Wigan (um médico) descreveu o “sentimento de pré-existência” em 1844 como emergindo de um atraso percetivo entre “um cérebro”, tendo processado a cena atual e “o outro”, que estava adormecido ou inconsciente – a impressão combinada dos dois estados de consciência relativamente autónomos, mas coordenados, maravilhando-se com a impressão vaga, mas persistente, que não havia sido totalmente apreendida e retida na memória pela metade no lugar do todo. O seu interesse foi complementado por outros, empregando uma série de termos, incluindo “memória dupla”, “perceções duplas”, falácia de identificação, “promnésia” etc., de distúrbios de memória discutidos principalmente no final do século 19 e início do século 20, incluindo imagens espontâneas sentidas como lembranças e experiências reais identificadas como tal (ou seja, déjà vu), e sobre as quais não havia muito acordo. O termo “paramnésia” persiste clinicamente, ainda que marginalmente (tendo caído em desuso pela Primeira Guerra Mundial), principalmente para descrever memórias aparentes de eventos que não ocorreram 

Explicações psicológicas modernas (algumas das primeiras fazendo questão de negar a reencarnação) surgiram. No início do século 20, Freud figura como uma autoridade-chave moldando as compreensões contemporâneas da experiência do déjà vu. Ecoando um artigo de 1904 de Grasset (embora mais tarde ele professasse não saber disso na época), Freud sugeriu em The Psychopathology of Everyday Life que o déjà vucorresponde à lembrança de uma fantasia inconsciente”. No entanto, também sugere – na mesma passagem – que “devemos incluir (déjà vu) na categoria do milagroso e misterioso” relegando os fenómenos a outro domínio. A incapacidade final de Freud de chegar a uma explicação satisfatória para o fenómeno é reveladora, e outros notaram a extrema dificuldade envolvida em decidir entre a natureza real ou ilusória dessa experiência , sem falar na base real ou ilusória para a suposição de haver um inconsciente.

As numerosas explicações psicodinâmicas do déjà vu incluem que pode ser um resíduo de um estado de sonho, uma forma de defesa do ego contra experiências desconfortáveis ou memórias reprimidas, ou um obscurecimento da separação psicológica do self do ambiente (Diversas definições de self coexistem nas teorias e práticas psicológicas. Essa variedade é resultante de bases epistemológicas a partir das quais se adotam estratégias diferentes para abordar e demarcar os limites do objeto em questão e descrevê-lo. Este estudo teve como objetivo oferecer uma revisão dos conceitos de self e uma reflexão sobre como esse conceito se articula nas diferentes abordagens teóricas da psicologia. Destaca-se que dilemas centrais à psicologia do desenvolvimento atravessam o conceito de self. Por essa razão, apresenta-se a tese de que, ao analisar cada definição de self, deve-se buscar responder como cada teoria colocou-se diante das dicotomias estabilidade versus transformação, específico versus universal e mundo interno versus mundo externo). Desde então, os aspetos "estranhos" (e talvez indecifráveis) da noção forneceram material para ruminações de pensadores contemporâneos como Jacques Derrida em Specters of Marx.

Surgem imensas hipóteses que tornam o fenómeno cada vez mais misterioso e confuso. Nenhuma teoria única de déjà vu é dominante, e a variedade fala muito e até demais, na ânsia de explicar em termos científicos este fenómeno eminentemente mental, do mundo espiritual.

No uso contemporâneo, o termo déjà vu adquiriu um duplo significado, com um sentido secundário como: “a impressão correta de que algo foi experimentado anteriormente, familiaridade tediosa.” Além disso, uma miríade de neologismos se juntou ao déjà vu no palco: déjà lu (já lido) e déjà entendu (já ouvido) entraram no léxico dos críticos da cultura e das artes na década de 1960 para denotar a impressão de que escritores e/ou as orquestras podem estar a trilhar um terreno familiar. O termo é aqui usado para transmitir pouco mais do que um sexto sentido para o tédio, o olhar inabalável de um tédio existencial na era da reprodução tecnológica e da proliferação da mediocridade. Com efeito, a experiência de déjà vu projeta uma sensação de que o próprio tempo não é tão uniforme ou homogéneo quanto poderíamos imaginar, e nos leva a considerar também os aspetos sócio-culturalmente construídos do espaço/tempo na experiência humana.



The Matrix, por exemplo, um filme popular, define déjà vu como “uma falha na Matrix” que ocorre quando as máquinas que geram a ilusão do mundo fazem alterações na sua substância aparente. A imagem que invocou a experiência é a de um gato preto, e a alteração coloca um muro de tijolos no caminho da possível fuga do protagonista Neo e seus amigos. A associação entre estar preso pela maquinação tecnológica, o símbolo do gato preto (um sinal que prediz má sorte na superstição popular) e a experiência do déjà vu ressoa com a afirmação de que a proliferação de tecnologias de reprodutibilidade (em massa) e déjà vu precisam de ser pensado em conjunto.

É claro que, as abordagens psicológica e cultural da experiência do déjà vu podem ser complementares. Certamente a experiência é, em certo nível, resultado de processos cognitivos envolvendo perceção, memória e afeto. Certamente esses processos seriam influenciados por fatores orgânicos e outros relacionados ao estado e condição psicológica do indivíduo. Curiosamente, estudos recentes da perceção indicam que as exigências físicas do processamento dos dados dos sentidos (dos órgãos dos sentidos ao cérebro e ao processo de criação de sentido) nos deixam com um atraso mínimo. Estamos sempre uma fração de segundo atrás do mundo. Esse intervalo seria o espaço provável para a sensação dissonante de déjà vu – para “impressão subjetivamente inapropriada de familiaridade de uma experiência presente com um passado indefinido.

No entanto, claramente a abordagem (sócio-)cultural também tem uma contribuição importante a fazer para o nosso pensamento sobre o déjà vu. Os efeitos de uma variedade de fenómenos socioculturais precisam de fazer parte de qualquer consideração completa do déjà vu, e as tradições da teoria cultural e da sociologia oferecem vários caminhos produtivos. Os processos pelos quais a experiência sensorial ou percetiva e os esforços para sua descrição ou decifração são influenciados por circunstâncias culturais, além da influência de fatores cognitivos e orgânicos, permanecem uma área vital de investigação e pensamento. O Déjà vu, apesar de tais esforços, permanece obscuro e ininteligível para a “ciência” que despreza os fenómenos insólitos do campo espiritual (a não ser a evolução recente da Física Quântica que, subtilmente, tenta explicar esses fenómenos espirituais com uma explicação científica racional).



O Senso Comum também é classificado como um sexto sentido.

Começou com Aristóteles, filósofo grego. A ideia moderna de consciência era estranha para Aristóteles e seus contemporâneos. Segundo ele, todos os seres vivos (incluindo as plantas – ideia que é defendida pela ciência moderna) têm uma Alma nutritiva. Os animais e os humanos compartilham uma Alma sensível e somente os humanos possuíam uma Alma racional.

Aristóteles sustentava que todo o ato de perceção envolvia a “alteração” de um ou mais dos cinco órgãos dos sentidos por algum objeto através do meio que os une. (A trindade de órgão, objeto e meio é parte integrante da explicação aristotélica da perceção). Os objetos da perceção não são coisas como tais, mas ramos da sensação. O domínio ou “objeto próprio” da visão é a cor, o da audição é o som, o do olfato é o odor, o do paladar é o sabor. As complexidades do tato tornavam-no menos passível de tal esquematização, por mais que Aristóteles tentasse tratá-lo como uma unidade. Dentro de cada ramo – e exclusivamente dentro de cada ramo, é preciso frisar - a sensação assume a forma de “uma espécie de meio-termo” entre os dois extremos do par de contrários próprios desse ramo. A visão entre o branco e o preto, a audição entre o estridente e o surdo, e assim por diante (com o domínio do toque deixado um tanto vago devido à sua complexidade). A implicação é que percebemos por meio de diferenças, sem coisas positivas. Cada divisão da sensação tem o seu próprio espectro ou proporção de diferenças sensíveis, definidas como aquilo que não pode ser percebido por nenhum outro sentido.

Esta teoria das funções sensoriais da Alma é muito clara e muito completa, mas a sua exclusividade também se mostrou problemática. E aqueles objetos, como figura, número, movimento, etc., conhecidos como “sensíveis comuns”, que são percebidos por mais de um sentido (por exemplo, a figura é percebida pela visão e pelo tato)? E as sensações complexas (como a experiência de comer uvas, que são vermelhas e doces)? Como é que percebemos que vemos e ouvimos, se um sentido não pode perceber a si mesmo? Aristóteles raciocinou que deve haver ainda outro sentido, um sentido compartilhado, responsável por unificar, distinguir e coordenar os cinco sentidos e as suas libertações. Este poder da Alma sensual ele chamou de “senso comum” (koin ē aisthē sis, ou sensus communis na tradução latina). Para Aristóteles, “este 'sentido' constitui um poder de perceção que é comum a todos os cinco sentidos, mas não redutível a nenhum deles” (Heller Roazen 2007: 35). Poderiam os sentidos comuns ser o sexto sentido, então? Aparentemente não, pois, “estritamente falando, o senso comum não é... e a sua disjunção das sensações no sensível comum, a sensação complexa e, finalmente, a perceção auto-reflexiva (ou, senso de sentir)” (Heller-Roazen 2008: 35).

A ideia do senso comum estava impregnada de significado, todos os tipos de significado, que muitos pensadores levaram muitos séculos para decifrar. Todo esse pensamento está, no entanto, perdido para a maioria de nós hoje. Para nós, senso comum significa, simplesmente, bom senso (julgamento prático), e nada tem a ver com senciência. Traçar a elaboração sucessiva e o desmembramento gradual do sensus communis levaria um livro inteiro, e de facto o fez: o livro de Daniel Heller-Roazen, The Inner Touch: Archaeology of a Sensation, fornece uma história maravilhosa dessa construção. Mas mesmo esse tratado monumental tem a sua lacuna. Em essência, o senso comum é — ou melhor, foi — o senso relacional por excelência, a proporção de proporções, o meio da mídia. O último pensador moderno a entender isso foi Marshall McLuhan. Infelizmente, uma vez que os escritos de McLuhan não são menos elípticos do que os de Aristóteles, eles não fornecem muita orientação, e somos forçados a confiar na nossa própria inteligência para prosseguir, enquanto dependemos fortemente de Heller-Roazen.

Se quisermos visualizar as relações entre o senso comum e os cinco sentidos, uma imagem possível é a da “Roda dos Sentidos” na pintura mural de Longthorpe Tower, Peterborough, que data de meados do século XIV (por uma ilustração de disco 6 em Woolgar 2006: 27). A pintura mostra uma roda com cinco bestas representando os cinco sentidos posicionados no final de cada um de seus raios: o galo simboliza a visão; o javali a audição; o abutre, o olfato, o macaco, paladar; e, uma aranha na sua teia, o toque. Um rei é mostrado ao volante, com a mão apoiada num de seus raios. O rei, emblemático do senso comum, exerce o seu domínio (e julgamento) sobre as feras, os sentidos. Noutra imagem, apresentada pelo grande filósofo persa do início do século XI, Avicena, a relação é expressa assim: “Este poder que é chamado de senso comum é o centro do qual os sentidos se ramificam e para o qual os sentidos retornam, como raios; e é na verdade aquilo que sente” (citado em Heller-Roazen 2007: 42). Deve-se enfatizar que ambas as imagens são exageros da noção de senso comum de Aristóteles. Quando os pensadores modernos criticam Aristóteles pelo dogmatismo da sua afirmação de que “Não há sexto sentido além dos cinco enumerados – visão, audição, olfato, paladar, tato” e pela sua classificação hierárquica dos sentidos com a visão no ápice, esquecem que ele também foi o inventor do bom senso, e que não privilegiou apenas a visão (ao contrário, por exemplo, de Platão). É verdade que ele chamou a visão de “o mais informativo dos sentidos”. Mas o que fazer de como ele tratou a audição como essencial para o raciocínio, ou de sua declaração de que “o sentido do tato bem desenvolvido é a condição da inteligência do homem” (ver Vinge 1975)? Pode-se dizer que distribuiu (diferentes) louros a cada um dos sentidos, como faria qualquer governante sábio.


Imagem: Emana & Parapsicologia


Outro sexto sentido explicado por Mike Mowbray (não consegui encontrar a sua biografia mas neste texto ele cita as seguintes fontes: Brewer, FA 1966. Samuel Johnson sobre percepção dermo-óptica. Ciência 152: 592. Brugger, Peter e Peter H. Weiss. 2008. “Percepção dermo-óptica: a “palpabilidade das cores” não sinestésica, um comentário sobre Larner (2006).” Journal of the History of the Neurosciences 17:253–255. Chaney, Earlyne. 1987. The Eyes Have It: A Self-Help Manual for Better Vision. Boston: Red Wheel/Weiser. Cotzin, Milton. “A Percepção dos Obstáculos pelos Cegos.” Em Empirical Foundations of Psychology, editado por NH Pronko e JW Bowles. Nova York: Routledge. Gardiner, Martin. 1966. “Percepção dermo-óptica: uma espiada no nariz”. Ciência 151: 654–657. Larner AJ 2006. “Um possível relato de sinestesia que data do século XVII.” Journal of the History of the Neurosciences 15: 245–249. Romains, Júlio. 1920. La vision extra-rétinienne et le sens paroptique . Paris: Gallimard. Romains, Júlio. 1964. “La Situation de meconnu.” Les Nouvelles litteraires (23 de janeiro de 1964): pp. Shiah, Yung-Jong e Wai-Cheong Carl Tam. 2005. “Os dedos humanos “vêem”? — Estudos de “leitura com os dedos” no Oriente e no Ocidente.” Jornal Europeu de Parapsicologia 20(2): 117-134. Virtanen, Reino. 1986. “As Profecias de Claude Bernard e a Relação Histórica da Ciência com a Literatura” Journal of the History of Ideas 47(2): 275-286. R):

A “visão sem olhos” ou “visão extra-óptica”, “visão paróptica” é uma capacidade ostensiva de perceber o que normalmente são considerados fenomenismos visuais, (como núcleos, imagens ou texto que aparecem em uma superfície plana indiferenciada) sem ajuda dos olhos. O termo “percepção dermo-óptica”, outro termo relacionado, identifica o local específico sensorial na pele e normalmente se refere à capacidade dessa manifestação sensorial ao tocar a superfície de um objeto, imagem ou texto, especialmente com a ponta dos dedos. Os exemplos mais antigos e comummente citados de “visão paróptica” são desse tipo, embora numerosos relatos descritos “ver” através da pele, ou por algum meio desconhecido.

Várias mulheres na ex-URSS (sendo os casos de Rosa Kuleshova e Ninel Kulagina mais divulgados) foram trazidas à atenção do público no início dos anos 1960. Kuleshova, então com 22 anos, foi relatada pela primeira vez (num jornal regional, Uralsky Rabochy, cujo interesse dos repórteres foi rapidamente multiplicado entre os jornais russos, incluindo tanto a imprensa popular quanto as publicações académicas) por possuir a capacidade de “ler impressos movendo simplesmente a ponta do dedo sobre as linhas” (Gardner 1966: 654). O caso Kuleshova acabou por chegar às páginas da Time , em 25 de janeiro de 1963, nos Estados Unidos, a primeira de várias aparições impressas lá.

Kuleshova “(não) apenas (…) lia impressos com os dedos, como também descrevia imagens em revistas, em maços de cigarros e em selos postais” (Gardner 1966: 655). Ela também provou ser capaz de discernir experiências colocadas sob vidro ou celofane. Cientistas soviéticos, que a submeteram a uma variedade de testes, sentiram que os seus dedos eram sensíveis à luz comum (tendo determinado que as suas habilidades permaneceram em casos onde o calor infravermelho era protegido, mas não na escuridão, e que ela percebia três modos de núcleos em experiências como faria um olho humano normal). O biofísico Mikhail Smirnov escolheu colocar: “Os dedos têm uma retina. Os dedos 'vêm' a luz” (citado em Gardner 1966: 655).Casos semelhantes foram relatados e investigados nos EUA, na época, sendo o mais proeminente o de Patricia Stanley (estudada por Richard P. Youtz do Barnard College), que não lia impressos, embora fornecesse aos experimentadores resultados positivos iniciais na identificação das cores de tecidos e cartões de teste. Esses primeiros resultados, juntamente com os relatados fora da URSS, levaram a um artigo em nada menos que no New York Times intitulado “Temos mais de cinco sentidos” em Março de 1964, embora experiências subsequentes com Stanley tenham produzido resultados negativos.

Mais recentemente (2005) discutem-se uma série de estudos, realizados tanto no Ocidente e em Taiwan nos últimos anos, sobre o que chamam de efeito de “leitura dos dedos”. Esse “efeito”, na sua soma, “refere-se à identificação de toque bem-sucedido de alvos aparentemente planos no papel, onde o participante é incapaz de ver ou sentir quaisquer pistas sensoriais normais para auxiliar na identificação de toque”. Variantes de tal habilidade foram frequentemente relatadas na China nos últimos trinta anos:

Em 11 de março de 1979, um menino de 12 anos foi relatado pelo Sichuan Daily na China continental como aparentemente possuindo uma capacidade de “leitura auditiva”, ou seja, ele era capaz de reconhecer caracteres escritos em um pedaço de papel enroscado em uma bola e colocado no seu ouvido (Chien, 1981; Eisenberg, 1985; Gardner, 1996). Desde então, centenas de crianças chinesas parecem possuir essa habilidade. Às vezes, um papel dobrado envolvendo caracteres chineses era colocado nas mãos ou nas axilas das crianças. Uma das alegações mais recorrentes de posse de habilidade excecional foi para uma capacidade de leitura de dedos (Lee, 1998; Wang et al., 1989).

O reitor da mais prestigiosa universidade de Taiwan ficou suficientemente intrigado com tais habilidades ostensivas que o fez estudar o assunto (buscando treinar tais habilidades) em meados da década de 1990, e a Universidade manteve-se nisso por mais de uma década. Os investigadores da Universidade finalmente sustentaram – ecoando parte do ceticismo metodológico de outros – que é realmente possível que algo, até então inexplicado, estaria temporariamente em relação ao “efeito de leitura dos dedos”. “Se o efeito da leitura dos dedos for verdadeiro”, escrevem eles, “as suposições seriam as seguintes:” 1 - Os nossos dedos podem ser capazes de detetar a impressão com uma potência muito baixa, até mesmo uma subida quase zero, provavelmente por meio de funções desconhecidas nos dedos. Esta seria uma descoberta nova e surpreendente sobre habilidades sensoriais. 2 - O efeito da leitura dos dedos pode envolver alguns novos meios de perceção além daqueles atualmente compreendidos. 3 - De facto, ninguém apresentou nenhuma explicação plausível ou satisfatória para o efeito da leitura digital ou qualquer novo meio de comunicação. O aspeto mais difícil é atribuí-lo aos primeiros pedidos ou aos segundos pedidos. Esse efeito pode envolver uma habilidade tátil excecional e alguns novos meios de comunicação.

Entre alguns dos esforços explicativos mais incomuns está o apresentado por Earlyne Chaney no seu livro The Eyes Have It: A Self-Help Manual for Better Vision (1987). Chaney (1987: 5) sugere (de forma bastante inócua, a princípio) que “a visão tem dois órgãos: os olhos e a pele”. De acordo com Chaney (1987: 5-6) – que ainda postula que “este órgão de segunda visão deve ter sido originalmente projetado para uso na escuridão (dado que os olhos veem apenas na luz)”“A pele consiste em ocelos microscópicos visuais distribuídos sobre toda a epiderme, mas especialmente nas pontas dos dedos. Os ocelos possuem um corpo refratário e a retina ocilar, uma fibra ótica.” (Ocelos: órgãos rudimentares da visão que existem em certos animais).

A visão paróptica – a de ver com a ponta dos dedos – poderia ser uma ponte entre a visão física e psíquica. A visão periférica difusa da pele poderia ser travada como uma visão do céu, como um tratado focalizando um pequeno espaço. Poderia finalmente projetar-se além do espaço e tornar-se clarividência psíquica. Receptiva e reflexiva, a função paróptica poderia explicar o fenómeno da 'aura'. A sua absorção de luz pode despertar no cérebro algum órgão sensível – um órgão do sexto sentido – que pode transformar a absorção periférica de luz em clarividência psíquica.

Em última análise, repetindo a promessa de um grande número de trabalhos contemporâneos que tratam da noção de “sexto sentido” de uma forma que combina ocultismo e pseudociência (sem mencionar a preocupação com o stresse e a má postura) com um impulso da Nova Era/ autoajuda, Chaney afirma que a “clarividência psíquica” “poderia tornar-se uma faculdade permanente por meio da visão paróptica totalmente desenvolvida e treinada”.


Imagem: Emana & Parapsicologia


Finalmente: Tudo o que é enquadrado pelos “cientistas” em vários campos, pode ser explicado simplesmente como a ação das capacidades intuitivas que o ser humano tem quando está ligado ao Espírito Universal de Deus e pelo desenvolvimento espiritual essa capacidade ser cada vez mais clara e passar do simples “pressentimento” para uma “certeza”.




terça-feira, 24 de outubro de 2023

 

O MISTÉRIO DOS CRÂNIOS DE PARACAS


Os crânios encontrados no Peru não têm DNA humano. O material genético dos crânios de Paracas não se relaciona com o de nenhuma espécie terrestre.

Foram encontrados no Peru uma série de crânios estranhos e a notícia mais intrigante é que o DNA dos crânios não tem nenhuma relação com o DNA humano. A informação foi revelada pelo diretor assistente do Museu Paracas, Brien Foerster, e tem dado o que falar, porque pode significar que a Ciência está perto de ter uma prova da existência de uma espécie inteiramente nova, que alguns diriam tratar-se de uma espécie alienígena.

Mas, como sempre, os cientistas do sistema são muito relutantes em acreditar em factos que possam contrariar as suas “pesquisas” oficiais, fortemente elaboradas, com teorias criadas para explicar o inexplicável. No passado, todos os artefactos estranhos que não pudessem ser enquadrados nas teorias lançadas em função do conhecimento da altura, passavam a ser caraterizados como objetos de culto e, neste caso, nada como criar uma teoria plausível que teoricamente pudesse explicar a anomalia daqueles crânios.

Nos primeiros vestígios da civilização Paracas foram desenterrados em 1925 pelo arqueólogo Júlio César Tello, na península de Paracas (235 km ao sul de Lima). Sob a areia do deserto peruano, foram encontradas diversas necrópoles, cada uma contendo 30 a 40 múmias enroladas em camadas de tecidos ricamente bordados. Tello descobriu cerca de 300 múmias Paracas entre os anos 1925 e 1930. Muitas delas apresentavam crânios deformados assemelhando-se a um cone alongado. Partiram logo do princípio de que aquele formato era resultante de uma intervenção intencional no crescimento do crânio, mas sem explicar qual a razão para isso. Essa “deformação” não poderia ser feita por uma questão de estética mas sim para imitar “alguém” a quem veneravam por considerarem serem “superiores”.



A teoria é bastante credível e provável, mesmo assim. Até hoje muitos povos no mundo usam de técnicas semelhantes para alongamento de pescoços, alargamento de lábios, orelhas e até mesmo da cabeça e outros membros. Os museus mostram muito bem isso, mas o motivo dos crânios ainda é um pouco obscuro. Alguns alegam que seria para “se parecer com outras culturas e povos mais antigos que denotavam nobreza”.

Supõe-se que a prática servisse como um sinal de distinção do indivíduo no seu grupo social para liderança, magia ou ambas. Entre os Paracas, o costume era praticado pela nobreza já que as múmias com crânios alongados receberam enterros mais complexos.

Muitos crânios Paracas apresentavam, também, sinais de trepanação, uma técnica de abertura de um ou mais buracos no crânio com fins curativos, mágico-ritualística, ou mesmo uma tradição cultural. A trepanação foi praticada por outros povos americanos, como os Incas, os Muíscas da Colômbia, os Zapotecas e os Maias da Mesoamérica.

Possivelmente, durante o procedimento o paciente era mantido sob o efeito de álcool, coca ou ervas anestésicas. A cicatrização observada em muitos crânios trepanados demonstra que o indivíduo sobreviveu à trepanação.


Mitos andinos contam que há muito tempo viviam na terra homens cujo poder era capaz de fazer as rochas se moverem à vontade ou transformar montanhas em planícies. “Os Gentios” viviam muito sossegados, trabalhando os seus campos e coletando metais preciosos que usavam para fabricar as suas ferramentas. Conta a história que trabalhavam à noite sob a proteção dos raios da lua pois não suportavam o sol.

Em um momento crucial, descobriram que o sol de alguma forma iria “despertar” e os seus raios iriam queimá-los. O medo fe-los optar por fazer buracos no chão e se enterrarem para se protegerem, pensando em deixar os seus esconderijos logo em seguida.

Esconderam-se com a família e todas as suas ferramentas e roupas. As mães, amarraram os filhos para não se soltarem e todos abrigaram-se de cócoras. De alguma forma, todos morreram debaixo da terra. É por isso que acreditam que atualmente pode-se ver os restos humanos subterrâneos nessa exata posição.

As questões acumulam-se. Além das histórias orais e mitos a Ciência ainda não explica algumas lacunas que surgem:

    1) Porque os povos, e não só os Incas, tinham tanto interesse nos crânios alongados?

    2) De onde veio a ideia do “mito da superioridade” dos crânios alongados pelo mundo? Há fundamento em pensar em genética?

    3) Como todos os povos, espalhados pelo mundo, sabiam que esse formato de crânio era algo “de importante”. Teriam eles tido contacto, ou seria o sinal de uma tradição muito antiga?

    4) Qual seria a explicação para os crânios desproporcionalmente alongados em recém-nascidos como o Wayqui? Seria uma fraude, ou um esforço desconhecido?

    5) Há discussões sobre algumas diferenças anatómicas dos crânios alongados para crânios “normais”. Há fundamento nessas discussões?

Para cada resposta, muitas perguntas. Tendo isso em vista, continuamos a explorar, caminhando entre os pilares dos mistérios e conhecimentos do passado e o rigor da ciência para construir novas vias de conhecimento, sem preconceitos e sensacionalismo.

A verdade está lá fora!

Estes crânios alongados de Paracas de 3.000 anos de idade, há muito que são mantidos por caçadores de UFOs como evidência de antigas visitas alienígenas devido às suas testas extraordinariamente enormes.

O diretor do Museu de História de Paracas enviou cinco amostras dos crânios para serem submetidas a testes genéticos, e os resultados foram fascinantes. As amostras que consistiam em cabelos, de dentes, de pele e alguns fragmentos de ossos cranianos forneceram detalhes incríveis que alimentaram o mistério em torno desses crânios anómalos. O laboratório genético para onde as amostras foram enviadas não foi informado sobre a origem dos crânios para evitar ‘resultados influenciados’.

Curiosamente, o DNA mitocondrial, que é herdado da mãe, mostrou mutações que eram desconhecidas para qualquer primata ou animal encontrado no planeta Terra. As mutações presentes nas amostras dos crânios de Paracas sugerem que os pesquisadores estavam a lidar com um “ser humano” completamente novo, muito diferente dos Homo sapiens, Neandertais ou Denisovanos.

Testes de DNA em crânios de 2.000 anos de idade, que foi sugerido que poderiam vir de alienígenas, levantaram mais perguntas do que respostas.

O geneticista descobriu que eles tinham DNA mitocondrial com mutações desconhecidas em qualquer humano, primata ou animal conhecido.

Uma segunda rodada de testes de DNA já foi realizada – levando a mais especulações de que os ex-proprietários do crânio podem não ter sido deste planeta.

Os crânios alongados foram causados por civilizações antigas que, talvez pelas histórias antigas da existência de seres superiores que os governaram durante uma época e cuja autoridade e legitimidade se manifestava pela cabeça de grandes dimensões, mutilavam propositadamente os seus crânios desde tenra idade, amarrando a cabeça entre dois pedaços de madeira ou amarrando em tecido. Os novos testes nos crânios, no entanto, não ajudaram a teoria alienígena, mas levantaram novas questões sobre como as Américas foram povoadas.

Amostras foram retiradas de pó de cabelo e osso, perfuradas profundamente num crânio e enviadas para três laboratórios no Canadá e dois nos EUA, para testes de DNA.
Os geneticistas desses laboratórios foram informados de que as amostras eram de uma múmia antiga, para evitar preconceitos.

Descobriu-se agora que os crânios têm origem na Europa e no Médio Oriente, levantando questões sobre quando esses seres viajaram pela primeira vez da Euroásia para as Américas, já que eles têm 2.000 a 3.000 anos de idade. Cerca de 300 crânios foram encontrados pelo arqueólogo peruano Julio Tello em 1928 em um cemitério elaborado.

Mas ainda permanece um mistério sobre a forma dos crânios de Paracas onde a deformação craniana mudou a forma de um crânio, mas em casos normais não alterou as suas outras características, no entanto, os crânios de Paracas têm outras características incomuns e são os maiores crânios alongados encontrado em todos os tempos.

O autor LA Marzulli disse à Ancient Origins: “Existe a possibilidade de ter sido um berço com cabeceira, mas a razão pela qual eu não acho é porque a posição do forame magno está de volta para a parte de trás do crânio”. (forame magno é a grande abertura através do osso occipital localizada no centro da fossa posterior do neuro-crânio).

Um forame magno normal estaria mais próximo da linha da mandíbula.”

Ele acrescentou: “O arqueólogo afirma que nos crânios de Paracas, a posição do forame magno é completamente diferente de um ser humano normal, também é menor, o que se presta à nossa teoria de que isso não é cabeceira de berço, isso é genético”.

Marzulli afirmou que alguns dos crânios de Paracas também têm ossos da face muito pronunciados, órbitas oculares diferentes e nenhuma articulação de tecido conjuntivo entre os dois ossos parietais do crânio.

Existe uma doença conhecida como craniossinostose, que resulta na fusão das duas placas parietais, no entanto, Marzulli disse que não há evidências dessa doença nos crânios de Paracas.




sábado, 14 de outubro de 2023

 

SOBRE A EXPLOSÃO EM TUNGUSKA


Segundo a Fox/Macedónia Online, um UFO chocou deliberadamente com um meteoro para salvar a Terra em 1908.

O Dr. Yuri Labvin, presidente da Fundação Fenómeno Espacial Tunguska, insiste que uma nave alienígena sacrificou-se para evitar que um gigantesco meteoro batesse no planeta, auto-destruindo-se acima da Sibéria em 30 de Junho de 1908, provocando uma enorme explosão estimada em 15 megatoneladas, que assolou dois mil metros quadrados de taiga – floresta de coníferas. Nos dias precedentes o céu noturno tornou-se cada vez mais claro e na noite de 30 de Junho de 1908 gigantescos clarões apareceram. Esta poderosa explosão natural resultou em tremores que puderam ser sentidos a centenas de quilómetros de distância.


Testemunhas oculares relataram uma luz brilhante e uma enorme onda de choque, mas o espaço era tão escassamente povoado que ninguém morreu, supostamente, pois não encontraram vestígios de presença humana, nem de animais, quando conseguiram ir ao local da catástrofe, anos depois. A primeira expedição a examinar a região partiu somente em 1921. O geólogo soviético Leonid Kulik não conseguiu chegar ao local exato e deduziu que o evento foi devido à queda de um meteorito.

Os mistérios dessa surpreendente manifestação poderiam ter sido solucionados se os cientistas tivessem chegado ao local imediatamente, mas a instabilidade da situação política na Rússia, manteve-os concentrados em assuntos mais urgentes. A primeira expedição, chefiada por Leonid Kulik do Instituto Meteorológico Russo, só chegou à região 13 anos depois. Os expedicionários esperavam encontrar uma cratera de meteorito, mas, surpresos, não encontraram nada parecido. Descobriram que as árvores foram danificadas de cima para baixo e, além disso, que as mais próximas do local do impacto ainda estavam em pé, embora descascadas e desgalhadas. As mais afastadas estavam achatadas e apontavam para a direção contrária ao centro da explosão. Kulik e os colegas, apesar da busca, não encontraram fragmentos de meteorito.

Se o objeto de Tunguska fosse um asteroide ou meteorito, feito portanto de ferro e rocha, ou os fragmentos existem e não foram encontrados pelas seguidas expedições científicas soviéticas ou então, o objeto que veio pulverizou-se completamente na explosão.

A maioria dos cientistas acha que a explosão foi causada por um meteoro que explodiu a seis quilómetros acima da superfície da Terra. Mas Labvin pensa que o quartzo, com marcações estranhas, encontrado no lugar é remanescente de um painel de controlo Alien, que caiu no chão após o UFO bater na rocha gigante.

Pois “fragmentos com estranhas inscrições” é justamente o que alegam os cientistas da cidade siberiana de Krasnoyarsk que anunciam ter descoberto alguns fragmentos no local da explosão.


O presidente do Tunguska Space Phenomenon research foundation disso aos repórteres que alguns fragmentos de quartzo cobertos com misteriosos padrões que se assemelham a escritas foram descobertos no rio local em 2006. Os materiais estranhos foram levados para Krasnoyarsk e Moscovo, e testes apontaram para uma forte possibilidade de que eles sejam de facto de origem extraterrestre.

Os pesquisadores russos sugerem que os fragmentos de quartzo eram parte de um tipo de recipiente de informações que estava contido na espaçonave que explodiu antes de atingir o solo do planeta em 1908. Eles também disseram que outros pesquisadores dos EUA, Grã Bretanha, França e Alemanha se interessaram pelos objetos e solicitaram amostras para estudos cooperativos. Os russos, entretanto, negaram ceder as amostras pois desejam ser os primeiros a descodificar a “mensagem de uma outra civilização”.

Nós não temos tecnologia que possa imprimir este tipo de desenhos em cristais”, disse Labvin a Macedonian International News Agency. “Encontramos também Silicato de ferro que não pode ser produzido em qualquer lugar, exceto no espaço”, concluiu.

Concluindo: Segundo o site OVNI Hoje.com , historicamente, a maioria dos cientistas subscreveu a hipótese do meteoro, argumentando que um meteoro entrando na atmosfera da Terra em alta velocidade teria causado a enorme explosão, uma explosão que se acredita ser 1.000 vezes mais poderosa do que a bomba atómica lançada sobre Hiroxima. No entanto, um dos mistérios duradouros do Evento Tunguska é a falta de uma cratera percetível, que normalmente acompanha a queda de meteoros.

Em contraste, alguns pesquisadores propuseram recentemente uma hipótese extraordinária, sugerindo que o Evento Tunguska foi realmente o resultado de uma nave alienígena a colidir com a Terra. Os defensores dessa teoria argumentam que a trajetória de voo do objeto mostrou sinais de estar sob controle inteligente, citando relatos não verificados de que o objeto fez uma curva durante o voo, uma habilidade além da de um meteoro natural.

O ditador soviético Joseph Stalin alimentou esses rumores. Relatos históricos sugerem que ele acreditava que a explosão de Tunguska foi o resultado de uma espaçonave alienígena a testar uma arma avançada. Stalin, intrigado com essa possibilidade e sempre preocupado com a segurança soviética, designou alguns de seus principais cientistas, incluindo Sergey Korolev, para investigar.

Korolev, conhecido pelo seu papel no desenvolvimento do programa espacial russo, teve o seu interesse despertado pelas peculiaridades do evento de Tunguska. Depois de organizar uma expedição à área, a equipe descobriu fragmentos metálicos radioativos diferentes de qualquer outro encontrado em asteróides ou meteoritos típicos. Essa descoberta levou-os a um local ameaçadoramente chamado de “cemitério do diabo”, uma área onde nenhuma vida vegetal prosperou e os animais pereceram, marcados por níveis elevados de radioatividade.

A questão permanece: se o evento Tunguska foi de fato um incidente alienígena, onde foram parar os fragmentos? Alguns sugerem que os remanescentes foram escondidos em Kapustin Yar, uma base militar russa altamente classificada conhecida pela sua segurança rígida e pesquisa de ponta.



terça-feira, 26 de setembro de 2023

 

VESPEIRO DE ORDENS ESOTÉRICAS


Em 1840, em Munique, pessoas da política e das altas finanças, assim como industriais e homens de negócios abastados, reuniram-se para criarem uma Ordem esotérica (mais uma) a que deram o nome de Ordem Franco-Maçónica da Centúria Dourada.

A sua intenção seria trabalhar com o domínio sobre forças da Natureza, deuses planetários, anjos e demónios, seres elementais, onde os membros seriam orientados a efetivar uma aliança com tais forças espirituais para aumentar a perceção, obter influência e poder e fortuna pessoal (claro).

Todos os membros, além da riqueza pessoal, deveriam ter um “dom” elevado, um “potencial mágico e esotérico excecional”. Deveriam ter conhecimentos e um grande património, possuir um cargo influente na vida pública e provar ter aptidões em diversas disciplinas mágicas. Por isso, muitos dos seus membros eram maçons de grau elevado na maçonaria regular. Aliás, uma condição básica de aceitação era ser membro da maçonaria vermelha, assim como ter uma graduação elevada em alguma loja mágica conhecida. Teriam existido ao todo 99 lojas diversas espalhadas pela Terra. Especulou-se que Adolfo Hitler teria sido membro desta Ordem, o que não corresponde à verdade, pois a Ordem da Centúria Dourada não quis submeter-se à Sociedade Thule a que Hitler pertencia.


Deste modo, o Terceiro Reich, que apoiava a Sociedade Thule que naquela época manipulava todos os cordões mágicos, não aceitou este agrupamento paralelo de ações independentes e metas próprias. A maioria dos “irmãos” da loja foi abatida. O último Grão-Mestre conhecido da Centúria Dourada, que assumiu a Ordem em 1934, foi levado em 1940 para o campo de concentração de Buchenwald, para a câmara de gás. Mas, as S.S. Informaram o Departamento Superior de Segurança do Reich, que depois da emissão dos gazes para a execução do Grão-Mestre, a câmara foi encontrada vazia. Tudo indicava que o Grão-Mestre se tenha servido dos seus conhecimentos mágicos para escapar.

Estas organizações secretas têm os seus rituais e factos para comunicarem com o mundo invisível e estabelecerem pactos. Neste vespeiro, muitos não têm consciência da amplitude das ações ocultas em que são manipulados pelas forças malignas do submundo. Muitas destas sociedades são falsas, com actos ditos herméticos porém desprovidos do conhecimento ou verdade. Muitos “irmãos” após anos a fio a serem manipulados (e enganados) acabam por descobrir que não chegaram a lado nenhum.

O Homem tem o seu livre arbítrio que lhe permite decidir qual é o melhor caminho, e precisa de ter acesso à Criação como um todo e entender. Políticas secretas, sociedades veladas e lideranças mundiais ocultas (que levam o mundo ao descalabro) são apenas para doutrinar a humanidade escrava que nunca conseguirá ser dona da sua vontade e destino. Muitas destas Ordens secretas procuram metas meramente de libertação de necessidades materiais, de política mundial, mas poucas trabalham somente para o desenvolvimento espiritual.

As forças espirituais do submundo, que manipulam essas Ordens, estão por trás de todas as guerras deste mundo.

Os “Anjos das nações” descritos nas Escrituras lembram-nos que o mal cósmico molda a política da guerra terrestre. As forças sócio-políticas que tiram milhares de vidas só podem ser descritas como malignas.

Atualmente, uma guerra na Ucrânia traz o mal e a violência à tona, mais uma vez, e ameaça mudar o futuro global da humanidade. O egoísmo e a ganância estão entre os pecados que geram as guerras e o veículo mais importante que as forças malignas utilizam é o controlo destas organizações secretas (e outras, como sucede com a Igreja Ortodoxa Russa) que com os seus tentáculos dominam os seres humanos.

Na Bíblia Sagrada, o livro de Daniel fala de uma sucessão de impérios mundiais e das forças espirituais que estão por de trás deles. O príncipe angelical do reino da Pérsia, por exemplo, atrasou a resposta às orações de Daniel, até que Miguel, o príncipe de Israel, interviesse. O príncipe angelical do império de Alexandre seria o próximo (Daniel 10.13, 20-21, 12.1). Deus havia fornecido tempos na História para vários Anjos e seus impérios. Os seus servos angelicais e humanos, porém, continuaram a trabalhar para os seus propósitos, até que o Senhor os fez prevalecer.

No Deuteronómio (tradução grega) vem que Deus designou Anjos sobre as várias nações, e o pensamento judaico foi registando cada vez mais governantes e autoridades celestiais – algo que os rabinos, mais tarde, chamaram de Anjos das Nações. Esses seres eram hostis ao povo de Deus, mas, no final, Deus daria o reino ao seu povo perseverante.

Com a vinda de Jesus, nosso Senhor, Satanás foi derrotado. A sua exaltação corresponde ao triunfo do Anjo Miguel sobre o dragão (Apocalipse 12:7-8). Os estudiosos quando explicam esta História, costumam invocar a analogia entre o dia D e o dia da Vitória da Segunda Guerra Mundial. No dia D, o sucesso da invasão da Normandia planeou o desfecho da guerra, de modo que a derrota do regime Nazi e seus aliados foi apenas uma questão de tempo. No entanto até ao dia da rendição definitiva das potências do Eixo as baixas e batalhas aumentaram.

Da mesma forma, todos os inimigos (incluindo a própria morte) serão subjugados quando Jesus voltar (Salmos 110:1, Coríntios 15:25-26). Até que isso aconteça, porém, os seus servos enfrentarão batalhas constantes. Em Efésios 1: 20-22, Paulo realça que Jesus já está entronizado acima dos governantes e autoridades celestiais. Numa carta em que salienta com veemência a unidade entre judeus e gentios no corpo de Cristo, essa entronização acima dos Anjos de Nações e Impérios significa que a nossa unidade em Cristo é maior do que todas as divisões étnicas e nacionais fomentadas por tais Anjos. Os crentes já não estão sujeitos ao príncipe deste mundo (Efésios 2: 1-3). para Paulo, esse triunfo sobre as linhas que nos dividem tem ramificações de guerra espiritual, mesmo no que diz respeito às dimensões interpessoais das nossas vidas. Dar ocasião ao Diabo significa ter integridade e controlar a nossa ira, tomar posse da nossa arma de defesa, a armadura da verdade, da fé e da justiça, e também de uma arma para invadir territórios hostis. É a missão do Evangelho.

Por vezes irmãos e irmãs tentam envolver-se numa batalha espiritual repreendendo e dando ordens aos governantes celestiais. Não entendem bem o nosso papel. Estamos entronizados com Cristo e, sim, algum dia julgaremos os Anjos. Mas não podemos confundir o dia D com o Dia V. As escrituras advertem-nos expressamente contra difamar autoridades angelicais (2 Pedro 2: 10), apontando que mesmo os seus colegas Anjos só podem confrontá-los por autorização divina (2Pedro 2: 11, Judas 9).

Tentar derrubar poderes celestiais é diferente de expulsar os demónios daqueles por eles afligidos na Terra. Fazemos parte das forças terrestres, não da força aérea. Isso não significa que não tenhamos um papel vital na guerra espiritual de nível cósmico. Significa apenas que o nosso apetite moderno por resultados instantâneos não ficará satisfeito.

No Livro de Daniel, a resposta de Deus foi imediata (Daniel 10:12). Mas Daniel permaneceu em oração por três semanas, antes de receber a sua resposta (10: 2-3). Deus mostrou-lhe que os Impérios se levantariam e cairiam, mas o futuro não lhes pertence. O Livro do Apocalipse oferece a mesma imagem: Satanás está por de trás do maior Império mundial, a Babilónia a grande. Mas o futuro não pertence à Babilónia, a prostituta (O Vaticano), mas sim à Nova Jerusalém, a noiva. A Bíblia lembra-nos que nem todas as forças espirituais são do mal. Deus trabalha, mesmo no mundo presente, e as Escrituras levam-nos a esperar que as orações podem fazer diferença em tempos de guerra e conflito. Antes de ter enfrentado o bando armado de Esaú, Jacob lutou a noite toda com um Anjo, e venceu (Jacob e Esaú eram irmãos gémeos). Rabinos posteriores pensaram que este Anjo fosse o guarda de Edom, tratando-se do próprio Senhor (Oseias 12: 3-5). Os rabinos tinham a certeza, ao menos, quanto ao facto de que vencer a batalha espiritual fez diferença primeiro para o conflito terrestre iminente. A mesma lição aparece na passagem em que as mãos erguidas de Moisés determinaram a batalha contra os amalequitas (Êxodo 17: 11-13).

Deus ouve-nos quando oramos. No Livro de Daniel, Nações arrogantes figuram como meros povos no plano mais amplo de Deus para a História. Em contraste, o Anjo anuncia que Daniel, um Homem de oração, é precioso para Deus (Daniel 10: 11). O resultado final já está decidido. Nesse intervalo as batalhas na Terra continuam, e as vidas das pessoas continuam em jogo. As orações de um justo contam mais diante de Deus do que os planos dos poderes arrogantes no Céu e na Terra.

Na atual guerra da Ucrânia, e noutros conflitos no mundo, ainda não vemos todos os inimigos de Jesus visivelmente sob os seus pés, e as baixas são altas. Mas a exaltação de Jesus sobre os Anjos, autoridades e poderes (1Pedro 3:22) já está decidido o resultado final da guerra cósmica dos séculos.

Podemos descansar nessa verdade.

Continuando. Portanto, muitas destas organizações são simples marionetas das instâncias superiores que as conduzem e dirigem. Estas organizações, no entanto, trabalham e agem nos bastidores e parecem manter as rédeas. Geralmente são extremamente abastadas e tudo têm do ponto de vista material. Mas, a “fatura” elevada aparece. Têm de renunciar à própria vontade e destroem o poder das suas individualidades. Transformam-se em brinquedos das ações dos poderosos. Os seus conhecimentos não ficam só com os membros que devem ser guias para os que estão do lado de fora, para o “despertar” de uns e outros. Precisam de reencontrar a liberdade das suas vontades e modificar a situação. Não se devem submeter aos tiranos e ditadores, e aos políticos corruptos, mas sim dominá-los pela vontade mágica.

A Ordem Franco-Maçónica da Centúria Dourada é uma Ordem mágica lendária e temida um pouco distante dos objetivos da maçonaria regular, apesar de servir de uma forma muito peculiar os ideais mais elevados da humanidade. Os seus manuscritos foram mantidos em segredo por muitos anos, em arquivos poeirentos, não devendo ser revelados por pessoas fúteis ou tolas. Como sempre, não se sabendo como, muitos documentos foram trazidos à luz do dia, revelando rituais e segredos críticos. Muito material da Ordem estaria perdido para sempre, se estudiosos não se tivessem dado ao trabalho de os explorar e revivê-los de forma sensata e segura.

Depois de muitos percalços, dois anos depois do fim da Segunda Guerra Mundial, em 1947, oito irmãos encontraram-se novamente em Munique e refundaram a Centúria Dourada no mesmo local de origem.

Cinquenta anos depois da nova fundação, pergunta-se se esta Ordem ainda existe.







domingo, 17 de setembro de 2023

 

HOMENS DE NEGRO, os verdadeiros MIB


Ultimamente fala-se em todos os meios de comunicação sobre a existência de extraterrestres a coabitarem com os humanos no planeta Terra e sobre as aparições cada vez mais numerosas de UFOs e outras luzes estranhas, a sobrevoarem todas as zonas críticas do planeta, como que a vigiarem tudo aquilo que a insanidade dos humanos leva a situações verdadeiramente catastróficas que, muitas das vezes, são impedidas. Até já chegaram ao ponto de desativarem todas as ogivas nucleares das grandes potências demonstrando a poderosa tecnologia, muito avançada, de que dispõem. Mais do que uma vez que o fizeram, pondo os líderes humanos aterrados que, pelos vistos, não sabem se esses Aliens são benéficos ou maléficos para a humanidade. Foi devido a isso que o Presidente Reagan avançou com o Projeto Guerra das Estrelas que ao contrário que foi comunicado ao público não era para defesa contra a União Soviética, mas sim para defesa de uma ameaça vinda do espaço exterior.

Estão a vir a público muitos documentos secretos que foram desclassificados e a trama está a ser revelada, aos poucos, à humanidade, como que a prepará-la para eventos traumatizantes de futuro. Ou seja: o contato aberto está prestes a acontecer e com a humanidade informada não haverá pânico.Os Canais televisivos “História” e “Discovery“ têm-se dedicado exclusivamente a revelar esses factos insólitos.

Assim, poderemos entender melhor as ações de encobrimento e atuação desses agentes encarregados de intimidar os humanos que passaram por experiências com extraterrestres.


Quem já assistiu ao filme Men in Black (MIB) – Homens de Negro, já sabe que eles se vestem com um fato preto e estão sempre envolvidos com seres extraterrestres. O que muita gente não sabe é que, na cultura popular americana e nas “teorias da conspiração” dos UFOs, esses homens vestidos de fato preto são agentes que perseguem ou ameaçam as testemunhas de aparições de extraterrestres. O objetivo destes homens é manter as testemunhas caladas, para que as informações sobre a existência de vida fora da Terra não cheguem à imprensa e ao grande público.

O termo
Men in Black é frequentemente usado nos Estados Unidos para descrever estes homens misteriosos que presumidamente trabalham para organizações secretas e desconhecidas, bem como para vários ramos do governo supostamente projectados para proteger segredos.

Os primeiros relatos de Homens de Negro descreviam-os como homens de baixa estatura com pele morena, como se estivessem intensamente bronzeados. Eles também são descritos como pessoas com trajes escuros, vida nómade, óculos de sol, fatos pretos e carros pretos.

Estes homens são descritos desde 1947, quando os relatos dos primeiros avistamentos de UFOs começaram a circular. Segundo o historiador UFO Jerome Clark,
"nem todos os MIB se vestem com fatos escuros". Algumas pessoas afirmam que os Homens de Negro apresentam um comportamento mecânico, vozes monótonas e rostos sem emoção.

De acordo com relatos populares, os Homens de Negro possuem informações detalhadas sobre as pessoas com quem entram em contacto, como se trabalhassem para uma agência que coleta informações secretas e vigia as pessoas.


O lançamento dos filmes Men in Black em 1997, e das sequências Men in Black II em 2002 e Men in Black III de 2012 trouxeram a cultura pop a estranha, mas divertida figura dos Homens de Negro. Agentes de um grupo Supra-governamental dedicado a "Proteger a Terra da escória do Universo". Com o seu "desneuralizador" e seres intergalácticos pouco convencionais eles ganharam uma legião de fãs. Mas talvez poucos destes fãs saibam que os Homens de Negro existem realmente, pelo menos como parte de algumas teorias da conspiração bem mais antigas e certamente bem menos engraçadas. E a sua atuação é mais de intimidar as testemunhas do que a tal presunção de “defenderem a Terra da ação perniciosa de alguma civilização vinda do espaço”.

Na comunidade de pesquisa ufológica, os Homens de Negro são considerados membros da Força Aérea dos Estados Unidos, da CIA ou do FBI. Basicamente, o trabalho destes homens seria o de esconder e suprimir tecnologias avançadas e informações sobre actividades extraterrestres, com foco na segurança nacional e global. Algumas pessoas também acreditam que os MIB são, na verdade, extraterrestres.

O primeiro relato dos Homens de Negro

O mais antigo relato oficial de quem se tem notícia está numa edição de 30 de Março de 1905 do jornal Galês "Barmouth Adveriser" que trazia a história de uma rapariga de uma família camponesa tradicional que por três noites seguidas recebeu a visita de um "homem anónimo de fato preto". As visitas aconteceram durante um caso de histeria religiosa na região envolvendo a aparição de luzes misteriosas. A figura transmitiu-lhe informações que a deixou em choque, mas também com medo de contar às demais pessoas. A rapariga em seguida ter-se-ia reunido com as lideranças da paróquia e desde então as luzes não apareceram mais.



Conexão UFO

Apesar do caso narrado pelo jornal Galês, e outras histórias de menor importância, a ligação dos Homens de Negro com o fenómeno ufológico só aconteceu definitivamente em 1953. Nessa época havia um forte e influente grupo de pesquisa internacional chamado Serviço Internacional de Discos Voadores (IFSB, em inglês). Este grupo, chefiado por Albert K. Bender, dedicava-se em reunir e verificar a validade dos crescentes casos de discos voadores que iam sendo relatados. Até que em 1953, sem nenhum aviso prévio, encerrou as suas actividades e fechou os seus contactos no mundo todo.

Na última edição da Space Review, a revista oficial da IFSBV, Bender deixou uma misteriosa declaração de que as actividades do grupo foram terminadas por "determinação superior" e também exortava "muito cuidado às pessoas envolvidas com estudos dos discos voadores". Pressionado por Gray Barket, um dos investigadores chefes do IFSB, Bender confessou que três homens vestidos de preto tinham ido visitá-lo com a intenção clara de intimidá-lo e ameaçá-lo com o fim de fechar as portas da organização. Esta foi uma experiência tão traumática que Gray Barker ficou gravemente doente. Antes de morrer conseguiu escrever um livro assustador, talvez o primeiro sobre os Homens de Negro: They Knew Too Much about Flying Saucers (Eles sabiam demais sobre Discos Voadores) de 1956. Confira a história no site a seguir:

https://ufo.com.br/noticias/a-verdade-sobre-os-homens-de-preto-e-revelada-em-novo-livro-da-biblioteca-ufo/


Alguns relatos de Homens de Negro

Alguns anos depois na década de 1960, a lenda dos Homens de Negro ganhou nova força com a publicação de dois livros do escritor novayorquino John A. Keel. "UFOs: Operation Trojan Horse" e "The Mothman Prophecies". Ambos os livros relatam episódios sobre testemunhas que foram assediadas por MIB`s em diversas localidades incluindo um relato próprio que o motivou a escrever.



"Tive encontros com Cadillacs Pretos em Long Island, mas, quando eu os seguia, eles sumiam de repente mesmo em becos sem saída... Quando achei que não os perderia de vista então perdi a consciência e acordei dois dias depois retomando a consciência no hospital e nunca mais vi o meu carro".

Segundo as pesquisas de Keel os Homens de Negro tinham interagido com diversas figuras históricas como Júlio César, Thomas Jefferson, Napoleão e até o então recente Malcolm X.

Os relatos dos MIB não apareceram apenas nos livros de Keel, e nem mesmo estavam confinados apenas aos Estados Unidos. Por volta da década de 80 os casos eram tão numerosos que chamaram a atenção do Journal of American Folklore que graças ao seu editor Peter M. Rojcewicz, dedicou algumas edições especiais ao assunto relacionando-as com antigos relatos de aparições demoníacas. Para alegria dos teóricos da conspiração, o próprio Rojcewicz relatou mais tarde ter tido um encontro pessoal com a lenda. No meio de uma pesquisa sobre UFOs, numa biblioteca, teria sido abordado por um homem estranho de fato, que não piscava os olhos e tinha um leve sotaque. O teor exato da conversa nunca foi divulgado por Peter.

O Modo de Agir dos Homens de Negro



Todos os relatos envolvendo os Homens de Negro descrevem sempre um mesmo modo de agir, como se seguisse uma espécie de protocolo simples e repetitivo. Eles aparecem pouco antes ou pouco depois de algum evento de natureza sobrenatural ou ufológica. Identificam-se como alguma autoridade local ou nacional. Fazem perguntas estranhas ou grosseiras e em alguns casos utilizam algum tipo de técnica hipnótica. Por fim partem tão inexplicavelmente quanto apareceram. Apesar de raramente serem violentos possuem um comportamento brusco como se não tivessem ou não pudessem expressar nenhum tipo de emoção.

Quem são os Homens de Negro

A natureza exata dos Homens de Negro é indefinida e por motivos óbvios alvo de muita especulação. A maioria dos teóricos da conspiração está dividida entre dizer que os MIB são membros do governo dedicado a ocultar o fenómeno UFO ou declarar que são, eles mesmos, membros de alguma inteligência alienígena. Entre outras teorias existentes estão a de que são seres pertencentes a uma civilização intraterrena e a de que trabalhem para banqueiros internacionais. Talvez eles sejam humanos, talvez já tenham sido humanos um dia. E não podemos esquecer as teorias de cunho religioso que os definem, hora como anjos, hora como demónios. Para o escritor o John A. Keel citado acima, Os MIB não são nem seres humanos, nem alienígenas, mas entidades artificiais criadas com a forma humana pelos extraterrestres para diversas missões entre os humanos.