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sábado, 3 de setembro de 2022

 

A AGENDA SECRETA

Para que possamos ter conhecimento, também, da história mundial paralela àquela que nos é impingida nas escolas, junto este artigo revelador. Já antigo mas sempre actual, porque até é uma pista reveladora dos motivos por que hoje já haja a reacção, no terreno, daqueles que se opõem a essa Nova Ordem Mundial ocidental que se vem imposto gradualmente com uma política de maior pressão sobre os mais fracos e ameaça de retaliações a quem se oponha. Com o desmantelamento da antiga União Soviética, o bloco neoliberal, capitalista, liderado pelos EUA, EU e NATO, passou a dominar todos os indecisos por ser o único bloco poderoso sem quem lhes possa fazer frente militarmente. E como sempre, não havendo uma oposição do mesmo nível, a tendência é encurtar caminho e “impor” em vez de “negociar”.

Não interessa saber qual a sua proveniência, se é de esquerda ou direita, porque qualquer escritor polémico tem sempre detractores, mas sim o conteúdo. Há quem não leia as obras de Saramago, prémio Nobel da literatura, só porque ele era um comunista convicto…



A agenda secreta - documentos do Grupo Bilderberg são revelados pela primeira vez

Por Gibby Zobel (in Pública, págs. 18 a 23, 26 de Dezembro de 1999)

Este Verão, numa reunião altamente secreta em Sintra, pouco mais de uma centena de personalidades poderosíssimas tomaram decisões sobre o presente e o futuro do mundo. São conhecidos como Grupo de Bilderberg, incluem chefes de Estado, membros de governos e parlamentos, chefes de alianças militares, presidentes de empresas multinacionais, líderes de bancos e organizações financeiras internacionais, tubarões dos mídea e das organizações ambientalistas. São os «altos sacerdotes da globalização». Conversam amigável e informalmente sobre tudo e tomam decisões. Amigável e informalmente. O bombardeamento da Chechénia, por exemplo, foi combinado em Sintra.

No sossego de Sintra…

 

(Nota: Só brancos. Grandes magnatas, com poder económico para fazer a diferença, por não serem brancos, não podem entrar para este clube. R)


O documento de sessenta e quatro páginas a que tivemos acesso — os documentos de Bilderberg — está datado de Agosto de 1999. A poderosa clique transatlântica reunida na estância privada de Sintra incluiu o novo secretário para a Irlanda do Norte, Peter Mandelson, o ambientalista Jonathon Porritt, o membro do parlamento britânico Kenneth Clarke, o antigo secretário de Estado norte-americano Henry Kissinger, o multimilionário tubarão da banca e do petróleo David Rockefeller, o dirigente da companhia Monsanto, Robert B. Shapiro, e o presidente do Banco Mundial, James D. Wolfensohn.
(São os Illuminati que pretendem implantar A Nova Ordem Mundial. R)

Se bem que tivessem sido discutidas as políticas asiática e africana, nenhum país destes continentes teve assento na cimeira. A delegação oficial britânica, de oito elementos, incluía os banqueiros Martin Taylor, o antigo chefe executivo do Barclay’s Bank, e Eric Roll, banqueiro dos Warburg. A eles juntou-se Martin Wolf, do Financial Times, e dois jornalistas da Economist, John Micklethwait e Adrian Wooldrige, que segundo indicações dos memorandos, prepararam este documento.

Os documentos que têm o carimbo «Proibida a divulgação», declaram:
«Há 111 participantes, de 24 países. Todos os participantes falam em seu nome pessoal, não como representantes dos seus governos ou empregadores. Como é costume nos encontros de Bilderberg, com o objectivo de permitir uma discussão franca e aberta, não foram feitos quaisquer relatórios públicos da conferência».

Nenhuma das citações, de cada uma das dez sessões, é directamente atribuível ao nome de algum indivíduo, embora o moderador e os membros do painel em cada discussão estejam identificados. É tornado perfeitamente claro, no entanto, quem está a dizer o quê. Não se fica a saber quem mais está presente na audiência, mas os seus comentários são identificados com o país e a profissão de quem os fez.


Durante quase 50 anos, uma elite dos homens mais poderosos do mundo, uma espécie de governo mundial sombra, tem-se reunido em segredo. Bill Clinton e Tony Blair pertencem ao clube. Todos os presidentes desde Ike Eisenhower também pertenceram, aliás bem como membros proeminentes do Governo britânico e de outros governos mundiais. Bem como as pessoas que controlam o que vemos e lemos: os tubarões dos mídea. É talvez por isso que talvez nunca tenha ouvido falar de Bilderberg!

«Filas de limusinas negras, sem qualquer espécie de matrícula à excepção de um B no pára-brisas, entraram para lá, às vezes escoltadas pela polícia, outras vezes não», descreveu uma testemunha durante a reunião deste ano, no complexo da Penha Longa, em Sintra, Portugal. «Um helicóptero sobrevoava permanentemente o local, e outros agentes de segurança patrulhavam prudentemente os arredores. Os polícias de serviço nos portões do recinto tornaram bem claro que não passavam da ponta visível de um gigantesco iceberg de segurança».

Durante dois dias e meio, relaxados num ambiente de luxo e exclusivismo, no meio de um draconiano dispositivo de segurança armada, os líderes mais poderosos discutiram as guerras do passado e do futuro, a criação de um super-estado europeu, de uma moeda global,
a genética e o desmantelamento do Estado-Providência. Em total sossego, em total secretismo, em total inimputabilidade, os encontros de Bilderberg têm formado a base de toda a política internacional durante as últimas décadas.

No ano passado, o jornalista free-lancer Campbell Thomas foi preso apenas por andar a bater a algumas portas nas imediações da reunião clandestina do grupo, em Turnberry, na Escócia. Permaneceu sob custódia durante oito horas. A respeito da mesma reunião, outros jornalistas foram informados de que até o menu do jantar era confidencial. Segundo um agente da polícia,
«unidades das Operações Especiais e a C.I.A. estavam por todo o lado — eram eles que controlavam tudo».

Todos os anos, desde 1954, a cimeira clandestina tem juntado as pessoas mais poderosas do mundo. Os resultados destas reuniões — onde não se decidem políticas mas onde se influenciam as decisões dos líderes mundiais — têm sido mantidos em rigoroso segredo. De tal maneira que, quando perguntaram, na Câmara dos Comuns, ao primeiro-ministro britânico, Tony Blair, se tinha estado presente na reunião do Grupo de Bilderberg de Atenas, em 1993, ele negou.

Nunca, nos seus quarenta e sete anos de história, o conteúdo das discussões da organização foi tornado público. Até agora.

Pela primeira vez, os Documentos de Bilderberg — os memorandos secretos da reunião deste ano, em Portugal — foram revelados. Do que se disse no encontro, algumas coisas são banais, outras são sensacionais. De qualquer forma, os documentos levantam o véu sobre os pensamentos de presidentes, directores de multinacionais, banqueiros mundiais, chefes da NATO e ministros da Defesa.




Apesar de catorze patrões dos mídea e jornalistas (Pinto Balsemão é um dos poucos portugueses que pertence ao clube) de oito países terem participado este ano na reunião, nenhum deles optou por contar aos seus leitores o que se passou na Penha Longa. Não seria nada favorável aos seus interesses ser cortado da lista da elite.

Com uma lista de convidados altamente exclusiva, operações secretas e um silêncio tão rigoroso, não é de surpreender que se tenham multiplicado as teorias conspirativas em torno do Clube de Bilderberg. Desde os anti-semitas que acreditam numa elite global judaica, até às ilusões paranóicas da esquerda radical. O efeito foi a subestimação da importância das reuniões, devido à associação com estas teorias — o que vai perfeitamente de encontro aos objectivos dos membros da organização.

Os encontros de Bilderberg começaram em 29 de Maio de 1954 num hotel holandês, do qual receberam o nome. A revista The Economist, numa rara referência à organização, em 1987, afirmou que a importância das reuniões era frequentemente sobrestimada, mas admitiu: «
Quando alguém faz escala em Bilderberg, é porque já chegou».

Na reunião do ano passado, o antigo ministro da Defesa britânico George Robertson, que é agora secretário-geral da NATO, planeou estratégias com o presidente de Bilderberg e antigo chefe da NATO Lord Carrington.





O editor-chefe da Observer Will Hutton participou no encontro de Bilderberg em 1997. Ele acredita que se trata da casa dos «altos sacerdotes da globalização».
«Aqui, não é feita política», diz ele. «É só conversa. Mas os consensos a que se chega estabelecem o quadro de referência no qual se inscrevem todas as políticas, por todo o mundo».

De que falaram, então, a mais de uma centena de homens poderosos na estância da Penha Longa? Antes de mais, sobre a guerra. A do Kosovo e a da Chechénia, com surpreendente displicência.

O documento revela que o grupo foi avisado de que, depois do Kosovo, seria dada carta branca à Rússia para intervir na Chechénia. A NATO não bombardeará Moscovo se a Rússia invadir a Chechénia. Mais de duas centenas de milhares de chechenos foram forçados a sair das suas casas desde que a Rússia começou os bombardeamentos, no mês passado. Nas últimas semanas, a Administração Clinton acusou a Rússia de violar a Lei internacional. Mas os memorandos de Bilderberg tornam claro que os líderes mundiais operam num ambiente onde a Lei internacional se tornou obsoleta
(como acontece hoje com a invasão da Ucrânia. R) e a NATO está em risco de se transformar efectivamente numa potência colonial.

Apesar das posições oficiais de Tony Blair sobre o Kosovo, a histórica guerra da NATO foi menosprezada em Bilderberg.
«O estado de espírito na reunião foi surpreendentemente brando, com as atenções voltadas mais para o dia seguinte do conflito», é assim que começa a discussão sobre o Kosovo. Henry Kissinger, antigo secretário de Estado norte-americano, entra na conversa, afirmando que o Kosovo «pode muito bem ser o Vietname desta geração». A NATO está em risco de substituir o império otomano e os impérios dos Habsburgos, com a sua série de protectorados permanentes, acrescentou, Kissinger.

Outro participante avisou que, no caso do Kosovo, as tropas poderiam ter de ficar no território por mais 25 anos. Kissinger, por seu lado, disse sentir que essa possibilidade abria as portas à acusação de colonialismo.
«Como é que se convence países como a China, a Rússia ou a Índia de que o novo mandato da NATO não é apenas uma nova versão da ameaça do homem branco — o colonialismo?», interrogou Kissinger. Charles D. Boyd, executivo do US National Study Group, disse que o Kosovo não passa agora de uma terra devastada, um desastre humanitário comparável ao Cambodja. «A NATO usou a força como um substituto para a diplomacia, e não apenas para a apoiar. Usou a força de forma a minimizar o perigo para si própria, mas de forma a maximizar o perigo para as pessoas que era suposto proteger».

Um político britânico não identificado pôs em questão «a capacidade da NATO continuar a trabalhar em conjunto depois do fim da guerra». Avisou que «haveria pouco entusiasmo popular quando se tratasse de reunir recursos imensos para resolver os gigantescos problemas da região».

Peter Mandelson disse ao grupo que
«dois caminhos se abrem em frente da NATO. Um leva a uma nova divisão da Europa, com o continente a regressar aos seus velhos métodos etnocêntricos. Neste cenário, a ONU não teria praticamente poderes, a Rússia e China ficariam excluídas e a NATO seria pouco mais do que uma força de polícia. O segundo caminho é algo próximo da Europa do século XIX, com todas as grandes potências — não apenas os EUA e a UE mas também a Rússia, China e Japão cooperando».

Gigantes do mundo banqueiro global, num debate intitulado «Redesenhando a Arquitectura Financeira Internacional», discutiram o conceito de dolarização, que irá certamente pôr os eurocépticos numa roda-viva. À volta da mesa estavam o deputado britânico Kenneth Clarke, Martin S. Feldstein, presidente do National Bureau of National Research, Stanley Fisher, vice-director do Fundo Monetário Internacional (FMI), Ottmar Issing, membro da direcção do Banco Central Europeu, e Jean Claude Trichet, governador do Banco de França.

Bilderberg é tido por ser o berço da moeda única europeia. O vice-director do FMI abriu a discussão:
«Vale a pena assinalar que esta é a primeira reunião de Bilderberg em que o Euro é já um facto, e não um mero tópico de discussão».

Durante a conversa, um dos membros do painel tinha a certeza de que, se o Euro funcionasse, outras moedas regionais surgiriam. Outros levantaram a questão da dolarização (transformar o dólar na única moeda mundial) como uma cura possível.

Houve uma voz dissonante:
«A única razão possível para que alguém submeta o controlo das suas políticas monetárias a Washington (onde ninguém tomará decerto decisões com base no que interessa a Buenos Aires) seria as miseráveis performances financeiras dos governos em questão».

Recentemente tornado no maior mercado de consumo do mundo, a China foi discutida na reunião, onde se estabeleceram as bases para um acordo promovido pelos EUA nas vésperas da cimeira da Organização Mundial do Comércio (OMC) em Seattle. Segundo este acordo, Pequim vê ser-lhe reconhecido o estatuto da Nação Mais Favorecida no comércio com a América, o que significa que as críticas aos abusos dos direitos humanos ficam de fora da agenda das reuniões do OMC para sempre.

Em Bilderberg, o acesso da China ao clube do grande comércio mundial dominou várias discussões. Mas o tema das relações entre os países ficou um pouco esquecido, perante o caso da aquisição, pela China, de tecnologia nuclear americana roubada e a morte de três chineses no bombardeamento da embaixada em Belgrado.

Um participante americano estava
«particularmente aborrecido com a forma como o governo chinês permitiu que manifestantes apedrejassem a embaixada americana», em resposta. «Isso foi ainda pior do que espionagem».

Outro americano apontou o problema das altamente ineficientes indústrias detidas pelo Estado. Disse:
«As lideranças parecem estar decididas a resolver este problema, mas não poderão tolerar mais de 20 milhões de desempregados».

Mas ser membro da OMC levará ao surgimento em massa do desemprego na China. O membro do Clube de Bilderberg, James D. Wolfenshon, que preside ao Banco Mundial, estimou que cerca de 50 milhões de trabalhadores em empresas do Estado precisam de ser dispensados nos próximos cinco anos, para tornar a China eficiente.

Um «participante internacional» levantou a questão dos direitos humanos e «avisou sobre um certo burburinho vago a respeito do Tibete». Mas, com o estatuto de Nação Mais Favorecida, o mais provável é que esse burburinho continue sem ser ouvido, uma vez que qualquer embargo comercial seria ilegal, segundo as regras do livre comércio.

Os gigantes da biotecnologia global encontraram-se à porta fechada, na reunião de Bilderberg, com um dos mais proeminentes ambientalistas britânicos. Isto durante o auge dos protestos contra a comida geneticamente modificada, que rebentaram este Verão.

O facto de a genética ter sido trazida para a agenda da «peso pesada» cimeira de Bilderberg relaciona-se com uma campanha que está em curso, em grande medida na Grã-Bretanha, de destruição dos cereais geneticamente modificados, e a batalha das organizações de defesa do consumidor.

O debate, intitulado «Controvérsias actuais: a genética e as ciências da vida», foi presidido por Jan Leschly, da Smithkline Beecham Co., empresa baseada na Grã-Bretanha e que vale 75 mil milhões de dólares. Leschly disse que, no futuro, haverá apenas seis multinacionais farmacêuticas, em oposição às centenas que hoje operam.

Os relatores do grupo de trabalho foram o ambientalista Jonathon Porritt e Robert B. Shapiro, presidente da empresa-pária da genética industrial mundial Monsanto. Entre os participantes encontrava-se Daniel L. Vasella, presidente da firma de biotecnologia Novartis (valor de mercado de 103 milhões de dólares).

Neste momento, disse Leschly, «
o debate político tem-se centrado não nas biotecnologias humanas vermelhas, mas nas verdes, ou seja, na produção agrícola e particularmente na comida geneticamente modificada».

Houve algumas admissões surpreendentes. Shapiro reconheceu que
«há genuínas e legítimas preocupações ambientais no que respeita à forma como as novas sementes afectarão os ecossistemas». Enquanto o ambientalista Porritt, antigo chefe dos Amigos da Terra, concordava que Shapiro «pode ter razão ao dizer que muitos benefícios virão da comida geneticamente modificada, como já aconteceu com a manipulação genética aplicada à indústria farmacêutica».

«Desde a descoberta do DNA que os cientistas têm vindo a criar toda uma nova série de instrumentos para fazer avançar o nosso domínio sobre a Natureza», argumentou Shapiro. Porrit contrapôs que as empresas gastam fortunas a tentar persuadir os governos a impor as menos rigorosas regulamentações. E no entanto os efeitos dos procedimentos errados serão incomensuráveis. A modificação genética será a luz de aviso de toda a espécie de ansiedades sobre o mundo industrial e a arrogância do Homem.

Foram referidos os protestos crescentes em todo o mundo sobre a comida geneticamente modificada, e um sueco argumentou que a situação assemelha-se à da energia nuclear há vinte e cinco anos — «uma batalha que os interesses empresariais perderam».

Um americano fez notar que
«toda a actividade científica produz-se no mundo rico, mas 95% dos genes com os quais se trabalha vêm do mundo em desenvolvimento».

Num outro debate, «Que duração terá a actual compleição cor-de-rosa da política europeia», os cortes da Grã-Bretanha na segurança social foram postos num contexto mais amplo. A Nova Esquerda, argumentou um britânico, estava a consolidar as vitórias da Direita. Os fracassos eleitorais da Direita tinham sido em larga medida auto-infligidos e a Esquerda ainda poderia provar ser mais competente para reformar o Estado-Providência. Com 17 milhões de desempregados, seria mais fácil para alguém que se proclama socialista impor a mudança. A reformulação da segurança social, disse um elemento do painel, seria o «encargo dos esquerdistas». Os governos teriam de pensar como homens de negócios. Mas nem todos os governos socialistas da Europa tinham compreendido isso. O grupo considerou que à Alemanha, à França e à Itália faltava coragem para os «
necessários cortes na segurança social».

O medo que os governos têm dos tumultos sociais foi a principal razão apontada para a falta de acção neste campo. Como notou um participante britânico, «as coisas só mudarão quando o preço de não fazer nada surja como verdadeiramente mais elevado do que o de fazer alguma coisa.»

A maioria do grupo considerou que a Nova Esquerda europeia não passava de «uma versão geneticamente modificada» da velha esquerda. «Hoje, o que existe é apenas uma rotação de poder» observou um alemão. «Geralmente, o verdadeiro poder reside nos bancos centrais». A esta ideia foi dada grande ênfase nas discussões sobre a introdução da dolarização.



Consequências: Guerra da Ucrânia e grito de revolta contra a Nova Ordem Mundial Ocidental (Illuminati). A luta começou, liderada pela Rússia, e fundação do BRICS, que pretende outra Ordem Mundial. Qual será o resultado? R.

segunda-feira, 29 de agosto de 2022

 

A LUTA DOS JUSTOS

 

Parece-me que, por vezes, com o entusiasmo e revolta pela autêntica censura e contra-informação de que somos constantemente bombardeados, para sublinhar mais as acções perniciosas do homem, entro por campos que muitos não aceitam, ou porque estão de tal maneira condicionados ao status quo e condicionamento religioso, ou porque têm medo, ou porque são realmente cépticos. 

Todas as acções do homem, na vida social, política, civil e militar, depois de analisada, aponta com grande certeza que os seus motivos profundos, os seus anseios, são mais egoístas do que altruístas, nomeadamente a ostentação, o luxo, a riqueza, a vaidade, e muito pouco de humildade e desejo de compartilhar com o próximo.

Por isso, também tento denunciar as acções perniciosas do homem, englobando tudo, desde o historial convencional, o dia-a-dia dos jornais e noticiários, até o campo, ultra sensível, das organizações que agem na sombra e influenciam a humanidade, o que a grande maioria desconhece.

Assim, vou mantendo a informação convencional, a informação que depois de filtrada e censurada (sem o conhecimento do grande público – é claro) é permitida chegar até nós, e irei desvendando o que fica escondido, para os mais curiosos que não estejam satisfeitos e que "sentem" que há algo que não está bem, que já conseguem compreender que o comportamento da grande maioria dos políticos, oficiais de justiça e governantes, foge dos padrões que sempre consideramos correctos, e a insistência em se justificarem com o que está escrito na Lei, sem "pensarem" na sua "bondade" e nos direitos consuetudinários que são Leis que não precisam de serem escritas, pela sua justiça e rectidão.

Porque será que a justiça, cumprindo essas Leis mal feitas, insiste, por exemplo, em deslocar menores, de lares onde se sentem bem e são acarinhados, para lares desfeitos, não estruturados, sem se importar em proteger os interesses do menor, só porque a Lei assim o determina?

Onde está o bom senso?

Porque será que os detentores do poder, por intermédio dos seus apaniguados adormecidos e sem o menor sentido de ética, obrigam trabalhadores doentes, sem se poderem mover, alguns com doenças terminais, a apresentarem-se ao serviço porque entendem, contra as recomendações dos médicos assistentes, que "podem trabalhar", seguindo critérios que ninguém entende?

Hoje, para alguém ter um comportamento ético e digno tem que haver uma lei "escrita". Se não estiver escrito no papel não é para cumprir, o que é absurdo. Por exemplo, qualquer indivíduo sabe que não deve violar uma criança. Qual a necessidade de uma Lei escrita a criminalizar essa acção para ser cumprida? É um facto que não devia precisar de uma Lei escrita. É uma Lei natural que faz parte da nossa evolução, que todos "sabem" que não deve ser violada.

O povo português deu o SIM em referendo para a despenalização do aborto.

Independentemente de sermos a favor ou contra o aborto temos de raciocinar e aceitar que o povo concordou com a DESPENALIZAÇÃO e não com a AUTORIZAÇÃO descontrolada da prática de aborto.

Porque será, então, que o governo quis que a ordem dos médicos mudassem o seu Estatuto, indo contra a ética da maioria dos médicos, para satisfazer as suas pretensões?

Encontram-se explicações para estes comportamentos na Informação não convencional, fora da censura do sistema, que os manipuladores da humanidade não conseguem travar desde que apareceu a Internet.

Conforme a evolução de cada um, vão surgindo no seu íntimo a consciência dos actos correctos que deve praticar. Teoricamente com o avanço espiritual e tecnológico da humanidade deveriam haver menos Leis porque o indivíduo, mais evoluído, mais avançado, tem uma melhor percepção daquilo que está correcto e do que é incorrecto. Para isso mesmo Deus nos deu a capacidade do livre arbítrio.

Grande parte da humanidade já alcançou esse estatuto superior de evolução, só que, como sempre foi em toda a História da humanidade, os que continuam acomodados nos seus privilégios e mordomias fazem tudo para que tudo continue na mesma, e a seu favor.

Temos de reagir. Temos de acordar. O Mundo pode ser melhor. Nós temos poder para o melhorar.

quarta-feira, 24 de agosto de 2022

 

HISTÓRIA ESCONDIDA DA HUMANIDADE

 

Estive a ler um livro de Marco António Petit, intitulado “Os Discos Voadores e a Origem da Humanidade” que relata descobertas verdadeiramente desconcertantes que, no entanto, o sistema não deixa chegar ao conhecimento do público.

Ou seja: W.J.Meister descobriu nas proximidades de Antelope Springs, no Estado de Utha, nos EUA, duas pegadas de pés calçados, solidificadas numa camada geológica de 500 milhões de anos. Teriam sido produzidas por sapatos ou botas semelhantes aos nossos actuais, que levaram a supor que a criatura que as deixou devia ser muito semelhante ao homem que está na Terra. Uma destas, inclusivamente, esmagou um animal típico daquele período, um trilobita, encontrado fossilizado.

    Trilobita fossilizado

Este achado não comprova apenas a presença de uma única criatura extraplanetária no nosso planeta, pois o processo que permite a preservação deste tipo é difícil de acontecer. Eu, por exemplo, até acrescento a hipótese de essa pegada ser de um humano terrestre pois os cientistas acham viável a viagem no Tempo e nada nos impede de supor que seja possível uma deslocação ao passado quando a tecnologia humana o permitir.

Portanto, já que foram encontradas aquelas pegadas, deveriam logicamente existir mais outras deixadas pela actividade no planeta de outros membros daquelas civilizações extraplanetárias, ou de viagens através do Tempo de humanos terrestres mais evoluídos do que hoje.

O registo fóssil da vida no nosso mundo não comprova, de modo algum, uma evolução gradual desta. Os registos comprovam o oposto, ou seja, poucas transições suaves de espécie para espécie. Novos organismos surgem de maneira totalmente repentina. Estes “saltos” evolutivos  incomodaram o próprio Darwin que acabou por declarar na sua obra “A Origem das Espécies“Porque então todas as formações geológicas e todos os estratos não são ricos em formas intermediárias? Por certo a geologia não revela nenhuma cadeia orgânica perfeitamente graduada: e talvez seja esta a mais grave objecção que possa ser anteposta à minha teoria”.

Em 1948, na Ásia Central Soviética, paleontólogos acompanhavam as operações de terraplanagem que estavam a ser feitas para fins hidroeléctricos em vales dos Montes Tian-chan. As perfurações acabaram por superar as previsões mais optimistas. As escavadoras puseram a descoberto um imenso “cemitério” de dinossauros. Um facto estranho deixou os especialistas estupefactos: Todos os crânios e omoplatas tinham perfurações semelhantes às que seriam produzidas por armas de fogo.



O especialista soviético em “cemitérios” de dinossauros, professor Efremov, já havia sido chamado a  Sikiang, na China, em 1939, onde operários de construção haviam descoberto um crânio de dinossauro que trazia também uma misteriosa perfuração. Este cientista, que teve oportunidade de estudar estes fósseis, acredita que seres extraplanetários exterminaram aqueles gigantes com armas idênticas às nossas mais modernas, ou com armas “Laser”. Teria sido mais um passo para permitir a implantação da vida humana moderna? Creio que humanóides primitivos tenham coexistido com os dinossauros.

Dá-se como certo que os dinossauros tenham dominado o planeta por cerca de 150 milhões de anos, até cerca de 70 milhões de anos do passado da nossa era, que desapareceram misteriosamente da face da Terra.

Ao mesmo tempo que aqueles gigantes desapareciam, surgia na Terra a primeira flor. Um salto evolutivo da vida vegetal, que na opinião de muitos investigadores, ocorreu mediante uma nova semeadura, ou através de mutação genética dirigida artificialmente.

A simultaneidade destes acontecimentos não foi obra do acaso. Talvez tenham sido as duas últimas intervenções (de quem? Ou de quê?) antes da implantação da vida humana.

A descoberta mais sensacional, porém, ainda não recebeu, pelas suas próprias dimensões, o reconhecimento que lhe é devido. Falamos das “pedras gravadas de Ica”, desenterradas em Ocucaje, zona rica em restos arqueológicos, no Peru. Nas gravuras poderemos ver homens que, com telescópios, observam as estrelas.



Outras pedras mostram homens a conviver com animais extintos há milhões de anos, incluindo dinossauros. Outras mostram transplantes de corações, operações cranianas, e desenhos com as configurações primitivas dos continentes

    Transplante do coração


América do Norte e Sul (há milhares de anos), e o desaparecido continente Mu. A Atlântida à direita. Cada continente tem símbolos, figuras humanas e animais.

 

As pedras de Ica confirmam o contacto e o convívio de povos planetários com a Terra e sua vida, desde o período Devoniano (405 a 345 milhões de anos atrás).

Foram achadas 205 pedras a descrever o ciclo reprodutivo do ágnato, um tipo de peixe primitivo sem maxilares que viveu nesse tempo, como também a presença destas criaturas, civilizações em alto grau de desenvolvimento, até poucos milhões de anos atrás, pois outras pedras representam, nos seus desenhos, animais que viveram há poucos milhões de anos.

    Ágnato. Viveu em plena era paleozóica ou primária, há mais de 300 milhões de anos. Esta pedra é uma das 100 que    existem sobre o ciclo biológico deste ser. Como foi possível ser gravado todo o ciclo biológico deste peixe, sem o homem o conhecer e sem dispor de conhecimento científico?

De ressaltar que os desenhos de uma das milhares de milhares de pedras já descobertas, representa justamente o extermínio dos dinossauros por criaturas semelhantes a nós. Tanto os desenhos como as partes não gravadas das pedras estão cobertas com uma camada de oxidação natural, que garante o carácter arqueológico dos desenhos. As “pedras de Ica” trazem conhecimentos das diferentes áreas do saber, formando em conjunto uma verdadeira biblioteca, capaz de obrigar a nossa humanidade a reescrever a sua História no planeta.

 

sábado, 20 de agosto de 2022

 

COMO APARECEU O NOSSO SISTEMA SOLAR


Segundo declarações do cientista Edward Stone, do Instituto de Tecnologia da Califórnia, chefe do programa Voyager, os escultores do Sistema Solar foram os choques cósmicos, uma teoria que já se conhecia pelos Sumérios terem esclarecido esse facto, há seis mil anos.

O ponto central da cosmogonia suméria, visão do mundo e religião, foi o cataclismo chamado de Batalha Celeste, e o texto mais completo que chegou até nós trata da formação do Sistema Solar antes da Batalha Celeste e explica enigmas que ainda preocupam os nossos astrónomos e astrofísicos.

E o que é mais importante: sempre que os cientistas chegam a uma resposta satisfatória, ela adapta-se à realidade Suméria que a corrobora.

Num estudo feito aos planetas do nosso Sistema, a probalidade de uma colisão celeste surgiu como a única resposta plausível. As luas de Úrano, bem como a sua posição, levaram os cientistas da NASA à conclusão de que uma colisão com algo do tamanho da Terra, viajando a mais de 60 mil quilómetros por hora, poderia ter causado isso, provavelmente há cerca de 4 milhões de anos.

Os Sumérios falam de um único acontecimento global. Os seus textos são mais esclarecedores do que os astrónomos modernos. Os documentos antigos também explicam assuntos mais próximos de nós, como a origem da Terra e da Lua, do Cinturão de Asteróides e dos Cometas.

     Imagem: Starsider Refugee Camp. WordPress.com

Os textos Sumérios relatam que tudo começou quando o Sistema Solar ainda era jovem. O Sol e Tiamat foram os primeiros membros do Sistema Solar que, gradualmente, se foi expandindo com o nascimento de mais três pares planetários – Vénus, Marte e Mercúrio – e depois Júpiter e Saturno e, além de Tiamat, Úrano e Neptuno mais afastados ainda.

Nesse Sistema Solar inicial, ainda instável logo após a formação, surgiu um invasor. Os Sumérios deram-lhe o nome de NIBIRU. Os Babilónios chamaram-lhe Marduke em homenagem ao seu deus nacional, e mais recentemente é o planeta X ou 12º planeta. Este intruso surgiu do espaço sideral exterior mas, ao aproximar-se dos planetas exteriores do Sistema Solar, começou a ser atraído para dentro dele.

O primeiro planeta a atrair NIBIRU, com a sua força gravitacional, foi Neptuno. Faíscas e raios foram arremessados por ele, quando passou por Neptuno e Úrano. Pode ter chegado com os seus próprios satélites a orbitar à sua volta, ou adquirir alguns pela força gravitacional dos planetas exteriores.

Os textos antigos falam dos seus membros perfeitos… difíceis de distinguir. Quando passou próximo de Neptuno, um pedaço de NIBIRU soltou-se e tudo leva a crer que se transformou na lua de Neptuno chamada Tritão. Um aspecto que reforça essa possibilidade é que NIBIRU entrou no Sistema Solar numa órbita retrógrada (no sentido dos ponteiros do relógio), ao contrário do movimento dos outros planetas. Apenas este detalhe Sumério de que o planeta invasor tinha um movimento contrário ao dos outros planetas pode explicar o movimento, também retrógrado, de Tritão, as órbitas muito elípticas dos outros satélites e cometas. Tritão é o único satélite maior do Sistema Solar que orbita o planeta-mãe em sentido retrógrado, o que implica que não pode ter sido formado por condensação a partir da mesma nebulosa primordial. Esta órbita tem como consequência que as interacções gravitacionais com Neptuno removem energia de Tritão, aproximando-o a pouco e pouco. Num futuro distante, uma de duas coisas poderá acontecer: ou Tritão cairá sobre Neptuno ou, antes de isso acontecer, as forças gravitacionais destrui-lo-ão, transformando-o em mais uma série de satélites e anéis neptunianos. Depois, pela temperatura: Tritão é o corpo mais frio do Sistema Solar (mesmo mais que Plutão e Caronte) – com -235ºC está apenas 38ºC acima do zero absoluto. Isto deve-se ao seu alto albedo (coeficiente de reflexão) (0.7), que faz com que a maior parte da pouca energia que recebe do Sol seja reflectida, ao contrário de Plutão, que é muito escuro.

    Imagem: Quora

A inclinação do eixo de rotação, de 157º em relação ao eixo de Neptuno, faz com que a orientação de Tritão em relação ao Sol seja de modo a virar alternadamente as regiões polares e as equatoriais para o Sol. A sua densidade também é invulgar para esta zona do espaço: com 2.05 g/cm3 é o corpo importante mais denso para lá da órbita de Júpiter (depois de Marte, apenas Io e Europa são mais densos). Esta densidade comparativamente alta implica que Tritão deverá ser composto por cerca de 75% de rocha. A Voyager 2 verificou que Tritão possui uma ténue atmosfera, da ordem de 0.02 mbar, composta essencialmente de azoto e algum metano, sublimados dos gelos superficiais. Mas a característica mais estranha de Tritão é o vulcanismo. Só existe vulcanismo activo, confirmado, em três planetas do Sistema Solar: a Terra, Io e Tritão, mas o vulcanismo de Tritão é dificilmente comparável com os outros dois, dado que aqui a “crosta” de gelo sólido é atravessada por “lavas” de uma mistura de gelos pastosos, azoto e metano líquidos e poeiras líticas, mistura que se vaporiza à baixa pressão superficial produzindo plumas por vezes com mais de 100 km de altura.

Os textos Sumérios referem-se à formação das quatro Luas principais de Úrano, que aconteceu durante a colisão que inclinou este planeta. Numa passagem posterior do texto, é dito que NIBIRU ganhou mais três satélites como resultado deste encontro.

NIBIRU penetrou ainda mais no Sistema Solar e alcançou a imensa força gravitacional de Saturno, que mudou para sempre a órbita do intruso. Foi quando Plutão (que era satélite de Saturno) foi afastado em direcção a Marte e Vénus, fazendo uma vasta órbita elíptica e retornou para os confins do Sistema Solar.

    Imagem: Mega Curioso

O novo trajecto orbital de NIBIRU/Marduke, estava irrevogavelmente traçado na direcção do planeta Tiamat. Apesar de estarem em rota de colisão, Tiamat a orbitar no sentido anti-horário e NIBIRU em sentido horário, acabaram por colidir um com o outro.

NIBIRU, sobrevivente, continuou a seguir o seu novo destino em volta do Sol e, no seu retorno, voltou ao que restava de Tiamat. O acto de criação dos céus atingiu o seu estágio final e iniciou-se a criação da Terra e sua Lua.

Primeiro, os novos impactos partiram, por completo, Tiamat ao meio. A parte superior foi golpeada por um dos satélites de NIBIRU que a levou, juntamente com o seu satélite Kingu, a locais antes desconhecidos, a uma órbita inteiramente nova onde antes não havia nenhum planeta. A Terra e a Lua estavam criadas. A outra metade de Tiamat partiu-se com os impactos em pequenos pedaços, formando o Cinturão de Asteróides.

Depois disso, NIBIRU cruzou os céus e avaliou as regiões e, segundo o texto antigo, também deu a Plutão o seu destino final, designando-lhe um lugar oculto, uma parte ainda desconhecida do Céu. Era para além da posição de Neptuno. Pelo que dizem, era no abismo distante no espaço. Deste modo, Plutão foi localizado na órbita que hoje ocupa.

Diz o texto que, ao construir as estações para os planetas, NIBIRU fez para si duas moradas. Uma ficava no firmamento (Como também é chamado o Cinturão de Asteróides nos textos antigos) e a outra distante no abismo que que era chamada a grande morada. Os astrónomos modernos chamam essas duas posições planetárias de perigeu (ponto orbital mais próximo do Sol) e apogeu (o ponto mais distante).

Assim chegou o invasor do espaço exterior – NIBIRU – para se transformar em mais um membro do Sistema Solar, com uma órbita que leva 3600 anos para se completar.

     Imagem: Enciclopédia Global

Entre Marte e Júpiter o grande Cinturão de Asteróides. Depois de Neptuno existe outro cinturão de asteróides maior a que deram o nome de Cinturão de Kuiper, e finalmente a grande nuvem de Oort que envolve todo o Sistema Solar.

Portanto, o Sistema Solar está escondido e não é fácil de identificar no braço da Galáxia, o que até pode ser bom para todos nós.

     Imagem: Meio Ambiente – Cultura Mix

 

Nota - Obra consultada: Génesis Revisto, de Zecharia Sitchin

quinta-feira, 18 de agosto de 2022

 

A OBSESSÃO

 

Já publiquei neste blogue um texto sobre a “Possessão Demoníaca” e a acção de Jesus sobre os demónios quando tal fenómeno acontecia. Ele expulsou todos os demónios que, como tais, se manifestaram diante Dele mas falou pouco a respeito da possessão demoníaca explícita. Tratou as possessões subtis, que são as piores que na generalidade podem ser mais “culturas espirituais” do que demónios que se “manifestem” como tais. Neste caso, pela ciência actual, são as "doenças" do foro psiquiátrico que não são necessariamente manifestações de um demónio mas sim influências demoníacas.

 


Nos primórdios, as doenças mentais eram consideradas fruto de possessão demoníaca. Essa ideia foi abandonada já no século 5 a.C. Hipócrates foi o primeiro a descartar a influência dos espíritos nos problemas mentais. Ainda assim, os hospícios surgiram apenas na Idade Média. A sua função não era tratar. O facto é que as "terapias" da época não serviam para nada. Eram apenas para tirar os loucos das ruas.

Quanto à Obsessão, é a chamada acção de “Personalidades Intrusas”. A civilização contemporânea é, sem dúvida nenhuma, baseada no choque de identidades individuais e colectivas. A luta, em de acalmar os espíritos tende a excitá-los, gerando vários conflitos. Até o “desporto”, arenas de grande competição e via de escape da raiva, frustrações e agressividade, canaliza estes instintos, permitindo descargas “benéficas”.


Só que os campeonatos e competições acabam por reforçar os instintos de agressividade, principalmente quando associados a interesses financeiros, e passam a verdadeiros conflitos onde vale tudo, pela ganância dos prémios cada vez mais chorudos. O Homem torna-se facilmente num “exterminador implacável”.

Movimentando-se neste terreno de competição, como é o terreno da vida diária, cada um manifesta violência de modo diferente devido a diversos factores, como o grau evolutivo de cada um, o momento que atravessa, etc. Os menos prevenidos, os menos conhecedores das forças que governam a vida, poderão funcionar como receptores passivos e manifestarem-se até de maneira explosiva.

A cólera provoca uma verdadeira anestesia do espírito. A sabedoria popular fala, e com razão, em “estar fora de si” ou “estava cego pela cólera”, etc. Nestas situações a pessoa passa a agir como se fosse outra, pelo que é normal perguntar se alguém pode agir independentemente da sua própria vontade. Conhecem-se casos de pessoas que apresentam, em alturas diversas, personalidades distintas que lhes controlavam, alternadamente, o corpo. É uma perturbação de espírito a que se chama OBSESSÃO.


Antigamente, estas perturbações mentais eram consideradas como forma de inspiração divina ou de possessão diabólica. Hoje, a tendência é para relacionar com factores físicos, químicos e emocionais. No mundo oriental, a convivência com a ideia das possessões é ponto assente. Não se discute. No mundo ocidental, devido ao avanço e imposições da Ciência, que só reconhece como verdadeiros os fenómenos devidamente estudados e considerados como verdadeiros à face das determinativas que regulamentam a própria Ciência, este fenómeno, só pelo facto de não ser estudado, sendo apenas teóricos, torna mais fácil os “cientistas” dizerem que ele não existe, ou que se trata de manifestações do inconsciente.

Mas, na realidade, se a experimentação vale alguma coisa, nada mais fácil do que o fenómeno da obsessão. Mediante o estudo de alguns tipos de energia e das suas leis, nos mundos ocultos, seria mais simples entender alguns mistérios do misticismo. Chegaríamos mais perto da natureza íntima das coisas e desvendaríamos mais alguns sectores do chamado mundo invisível, intangível ou “oculto”.

De acordo com o apurado nos casos observados, e segundo os conhecimentos actuais, há quatro formas distintas e frequentes da manifestação de “personalidades intrusas”.

As religiões identificam-nas como entidades demoníacas capazes de provocar a obsessão. No mundo científico, esta forma de intromissão na privacidade da pessoa tem recebido vários nomes consoante o grau da intrusão. São as “crises depressivas”, “episódios neuróticos” etc. Em casos extremos, há a perda total do autodomínio. Essa personalidade intrusa, que nem sempre é um espírito dos planos suprafísicos, entra em conflito com a personalidade “actual”, impondo-se gerando perturbações e fenómenos diversos.

Alguns “cientistas” ou “investigadores” insistem em atribuir todos estes fenómenos aos poderes da Mente e do Subconsciente, cuja natureza é demonstrável por causa dos seus preconceitos científicos ou religiosos. Nada mais conseguem senão bloquear as pesquisas sobre o assunto.

Valorizam em excesso o poder da Mente, tornada produto secundário de um órgão físico, o Cérebro, em vez de procurarem entender o “homem real” que, sendo tão invisível como o “Sol real” actua noutros planos vibratórios.


A primeira forma de obsessão resulta da intromissão de um espírito que mantém a sua consciência e vive nos planos suprafísicos na consciência de uma pessoa “viva”. Esta última assume então uma personalidade diversa da habitual. Chega a um verdadeiro processo de ruptura com a personalidade normal, devido ao fenómeno de substituição operado pela personalidade exterior, que passa a actuar como agente interno. O comportamento é determinado por esta segunda personalidade, totalmente assumida como novo centro de consciência. É capaz de controlar a linguagem e todas as reacções do corpo (excepto as reacções da Iris aos estímulos luminosos) que utiliza facilmente para descarga de ódios antigos e satisfação pessoal, às vezes de modo desconcertante e escandaloso.

A pessoa obcecada pode exibir sinais mais ou menos nítidos de transe. É a “incorporação”. A expressão facial é modificada, os gestos parecem estranhos e a voz é dramaticamente alterada. Pode falar uma língua estrangeira, escrever textos ininteligíveis, fazer desenhos obscuros, tornar-se alcoólico, etc. Como a morte não altera os hábitos, arreigados na própria estrutura espiritual, os hábitos transcendem a vida física e o espírito mantém, no mundo invisível, a necessidade instintiva de usar, por exemplo, o álcool ou o tabaco, o que faz procurar pessoas sensíveis que interpenetra para aproveitar, por indução, as vibrações do vício, e estimula por outro lado a repetição do hábito no ser “incorporado”.

A pessoa “viva” passa a agir como se fosse uma marioneta, servindo passivamente às ordens do obsessor, degradando-se física e moralmente.

A segunda forma de obsessão é estudada em pormenor pelo Rosacruciano Max Heindel na sua obra “O Véu do Destino”. Deu-lhe o nome de autopossessão e relaciona-se com a acção do Guardião do Umbral e do corpo-de-pecado. Resumindo muito sinteticamente, teremos de abordar o Mundo do Desejo: simbolicamente falando, a água significa as emoções e o mar é, normalmente, usado para indicar o Mundo do Desejo. Esse Mundo é que contém material para construção do nosso Corpo de Desejos, bem como para o Corpo de Desejos do animal. É também o Mundo que fornece material para termos as nossas emoções, aspirações, desejos e sentimentos.

Desde a última parte da Época Lemúrica, para alguns, e início da Época Atlante para todos, os Espíritos Luciferinos começaram a chamar a nossa atenção para a existência do Mundo Físico, ajudando-nos a perceber a forma exterior do nosso Corpo Denso. E, também, começaram a instigar-nos a usar a nossa Mente para distinguir as formas externas, dar-lhe nomes, dominá-las e colocá-las ao nosso dispor. A partir desses dois movimentos temos gerados muitos desejos inferiores, muita paixão, muita ambição, muito egoísmo, muito mal, sendo o mal uma acção contrária as Leis de Deus. Inicialmente o fizemos por inocência, depois o fazemos por ignorância.

A todo esse conjunto de desejos inferiores somado aos pensamentos inferiores que resultam em todo o mal que já cometemos em todas as nossas vidas passadas constitui a “besta que saiu do mar”, ou como é conhecido na ciência oculta: o Guardião do Umbral.

     Imagem: Rosacruz revelada

Esse ser é, portanto, a encarnação de todo o nosso mal gerado em vidas passadas, mal esse ainda não expiado e que espera a expiação em vidas futuras, até completarmos toda a roda de nascimentos e mortes necessários para tal.

E o Guardião do Umbral, a Besta, está muito ligado ao dragão, ao diabo, também conhecido como a Serpente ou os Espíritos Luciferinos, que nos incita ao egoísmo, a gratificação dos prazeres e a maldade, pois como lemos nesse trecho do Apocalipse: “O dragão lhe deu poder e trono e uma grande autoridade“.

Essa entidade monstruosa encontra-se nas Regiões Inferiores do Mundo do Desejo. Entretanto é invisível entre a morte e um novo Nascimento, se bem que está ali presente. Ela só se torna visível quando os iniciados, como Aspirantes à vida superior, entram conscientemente no Mundo do Desejo, deixando o nosso Corpo Denso a dormir no leito. Portanto, esse é o momento que nós temos que passar por essa entidade criada por nós mesmos. Devemos reconhecer e admitir essa entidade como parte de nós, prometendo liquidar todas as dívidas, todo o mal, representado por essa forma, o mais cedo possível.

A terceira forma de obsessão poderíamos chamar também “autopossessão”, para a enquadrar na terminologia utilizada por Max Heindel, embora não assuma a gravidade dos casos relatados sob esta designação. Está associada à Mente supraconsciente, que é onde se guardam todas as aquisições do passado, isto é, o depósito onde se arquivam os registos de todas as recordações e experiências adquiridas durante a vida na matéria (a memória consciente e subconsciente apenas dizem respeito ao que se passa durante a vida actual). Aí permanecem diversas personalidades, vivas e dinâmicas que o espírito desenvolveu durante a sua evolução.

    O Corpo do Pecado – A autopossessão. Imagem: AUM MAGIC

Finalmente, a quarta forma de actuação de “personalidades intrusas”. É uma das mais comuns, embora se lhe dê pouca atenção. Está muito ligada, por exemplo, ao tabagismo e alcoolismo. Este tipo de intromissão manifesta-se mesmo entre os vivos. De facto as pessoas sensitivas podem incorporar, mesmo sem o saberem, através do mecanismo telepático, o condicionamento de hábitos alheios e apresentar um quadro clínico complicado, com doenças estranhas que resistem aos tratamentos habituais. Nestes casos, a única forma de resolver o caso definitivamente é necessário recorrer a um “serviço de cura e auxílio espiritual” e o paciente ser esclarecido da causa da sua “enfermidade”.

    Cientistas investigam como a espiritualidade pode ajudar a saúde do corpo – BBC News Brasil

Quem for mais resistente, ou menos sensível, poderá somatizar este tipo de influências sob a forma de dores de cabeça, tonturas, astenias, etc. A doença é associada à debilidade do corpo energético, o Corpo Vital. Em certos casos, os sintomas físicos podem ser resultantes de vibrações projectadas por outras pessoas “vivas”. Estes eventos, devidamente observados, mostram-nos até que ponto somos vulneráveis à influência de personalidades que, embora invisíveis, se encontram presentes no mundo oculto, o que nos leva a pensar na existência de um “Síndroma da imunodeficiência espiritual” e nas suas causas.

O melhor remédio contra este tipo de influência é, por um lado, aumentar o autodomínio e, por outro, “educar as pessoas acerca da verdade do facto de que a morte, da mesma forma que a vida, é uma coisa natural, comum e corrente, na eterna vida do espírito imortal, fazendo tudo quanto esteja ao nosso alcance para divulgar o mais possível este evangelho da vida”. (Max Heindel, em o Véu do Destino).