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sexta-feira, 23 de abril de 2021

 

CIVILIZAÇÃO DO TEMPO

Continuo a rever alguns livros que tenho nas minhas estantes (um catálogo ordenado por assuntos e os livros estão etiquetados para os encontrar rapidamente. Já são tantos que, a dado momento, comecei a comprar livros repetidos) e agora estou novamente a recordar algumas obras de Jacques Bergier sobre temas que passaram a ser permitidos em Portugal, após o 25 de Abril. Como seria de esperar, "devorava" tudo o que encontrava pela frente.

Hoje, o mais difícil é encontrar a informação desejada no meio de tudo o que está à disposição na Internet, porque é tanta e tão variada que só se torna acessível se soubermos muito bem o que procuramos. Esta informação que estou a compartilhar, só é possível porque estou a consultar os meus arquivos. Se não fosse isso nunca mais me lembrava de pormenores e das bases de partida, porque o conhecimento está nas profundezas do subconsciente, arquivado na altura em que tomei conhecimento dele.

Assim, até facilito a vida a muita gente curiosa, e estudiosa, que, mesmo que pesquisem constantemente na rede da Internet, só conseguirão encontrar por acaso ou por ter ouvido falar. Passarão a conhecer novos eventos e a partir daí poderão pesquisar tendo como objectivo algo de concreto.

Encontrei outra obra de Bergier intitulada "Os Mestres Secretos do Tempo, Ed. Hemus, 1974, da qual faço um breve resumo.

O Segredo do Tempo foi queimado em 12 de Julho de 1562 na cidade do México. Diego de Landa, monge franciscano encarregado de reprimir a heresia nas províncias de Yucatan e da Guatemala, recentemente conquistadas pela "Sua Muito Católica Majestade" de Espanha, como sempre faziam nos territórios ocupados, condenou à destruição na fogueira a parte essencial dos manuscritos Maias que continham os Segredos do Tempo.

As testemunhas narram que o fogo negou-se a pegar, de início. Chegou-se a acreditar, por instantes, que a multidão de indígenas reunidos no auto-de-fé, iriam intervir. Os soldados ameaçaram atirar, os índios recuaram e o fogo pegou. Desde então, alguns traços da civilização Maia foram redescobertas pelos pesquisadores modernos, especialmente soviéticos, que puderam lançar alguma luz sobre ela. Mas o principal segredo do tempo desapareceu. Sabemos que os Maias não só consideravam o tempo homogéneo, mas que certas partes do tempo possuíam certas propriedades, e outras não. Um pouco como a superstição popular, que considera determinados dias nefastos e dias favoráveis. Para os Maias, o tempo não possuía dois vectores – o passado e o futuro – mas sim seis. Surgem aqui, de novo, as "ramificações" do tempo notadas por I Ching e que servirão para eliminar os paradoxos temporais das viagens do tempo. Conhecido como o livro das mutações, o I Ching é utilizado como oráculo há mais de três mil anos na China. Ajuda a lidar com as constantes mudanças que ocorrem nas nossas vidas, apontando a essência de cada situação. Consiste em 64 hexagramas cada um deles representando um acontecimento de acordo com as leis da Natureza. O resultado é uma mensagem referente à imagem que compõe o hexagrama e um conselho específico para o seu momento actual.

Só restam três manuscritos para reconstituir os segredos Maias. O primeiro com 64 páginas que se encontra em Dresden. O segundo está em Madrid, com 112 páginas, onde faltam o princípio e o fim. O terceiro são 24 páginas em mau estado redescobertas por Léon de Rouy nos arquivos da Biblioteca Nacional de Paris.

Um jovem russo, Yuri Knorozov, deu os primeiros passos para a decifração. Como é costume, assegurou-lhe a oposição feroz dos "especialistas" oficiais, para os quais os Maias constituíam exclusividade, em especial Eric Thompson. Entretanto o cientista soviético reuniu condições concludentes que mostram que a escrita Maia se compõe de hieróglifos, ou seja, que não é inteiramente alfabética como a escrita egípcia. Apresentou o resultado com muita reserva em 1950 diante de uma comissão universitária para o certificado que corresponde ao mestrado. A comissão era claramente superior ao nível requerido de mestrado, e concedeu-lhe sem qualquer hesitação o título de "doutor" em ciências e ciências humanas.




 Os académicos soviéticos, talvez pela ideologia que professavam sempre independentes dos dogmas e travões do "sistema" ocidental, tiveram sempre o espírito claramente mais aberto do que os seus colegas ocidentais. Os poucos elementos que se conseguiram tirar das decifrações soviéticas e, por outro lado, a leitura de um número de estelas que traziam apenas notações numéricas, muito interessantes, permitiram representar uma civilização que procurava subjugar mais o Tempo do que o Espaço.

      Numeração Maia

Na origem dos tempos, observa-se uma data "zero", data em que o Homem aparece na Terra. Segundo uma inscrição de 3.113 a.C., essa data estabeleceu-se no ano 5.041.7387, número que corresponde de muito perto ao dado pelas mais avançadas pesquisas de antropologia. Durante muito tempo acreditou-se que os Maias dispunham as datas ao acaso, mas mesmo os cientistas oficiais começaram a admitir que os Maias detinham o domínio do Tempo. Assim, utilizando trabalhos soviéticos, o Professor Charles H. Smiley, da Universidade de Brown, publicou no Journal of the Royal Astronomical Society of Canada a decifração de uma parte do manuscrito de Dresden. Essa parte encerra primeiramente a relação dos oitenta eclipses solares observáveis no mundo inteiro durante o primeiro milénio antes da nossa Era. Em seguida, previsões de eclipses que deveriam suceder nos anos 42 a 886 da nossa Era. Tais previsões eram exactas e foram confirmadas pelos factos. Isso implica que os Maias empregavam telescópios (como os confecciovam?) e lidavam com ciências matemáticas avançadas (o que parece não ser o caso) ou que detinham o domínio do Tempo para exploração e observações directas, o que parecia próprio da sua civilização.

É o mesmo domínio do tempo que podemos encontrar no livro sagrado de Chilam Balam, que previu com dez séculos de antecipação, e minuciosamente, a chegada dos espanhóis ao continente americano. Os livros Maias  de Chilam Balam, designados pelos nomes de localidades iucatecas  como Chumayel, Mani e Tizimin, são geralmente colecções de textos díspares nos quais as tradições espanholas e Maias se juntaram, tendo sido encomendados nestas localidades originárias por padres. Os Maias iucateques atribuíram parte dos relatos e poemas constantes nestes livros a um autor lendário chamado Chilam Balam, sendo um chilam um sacerdote que fornecia oráculos.  Alguns dos textos consistem mesmo de oráculos sobre a chegada dos espanhóis ao Iucatão e mencionam um chilam Balam como seu primeiro autor. A tradição colonial espanhola estendeu o título Chilam Balam de forma a abranger todos os textos díspares encontrados num determinado manuscrito.




O Frade Católico Diego de Landa tinha 38 anos quando cometeu os seus crimes, e a sua crueldade atemorizou até mesmo os espanhóis. Foi intimado a comparecer num tribunal da Ordem dos Franciscanos em Espanha. Dizem que a sua defesa foi muito hábil, o que é difícil de acreditar face à crueldade e aos factos relatados na altura, sendo absolvido. Na minha opinião tratou-se de um caso de defesa corporativa, dos mesmos da mesma Ordem, sendo este genocida enviado para o México como Bispo. A influência da Igreja de Roma era fortíssima e cometiam toda a espécie de crimes para enriquecer e dominar ainda mais. A partir de certa altura, para legitimar os seus crimes, o Papa criou a "Santa" Inquisição. O mundo entrou numa fase de trevas, horror e chacinas em nome de Deus.




Diego de Landa deixou as suas memórias escritas em 1616 (redescobertas em 1863). O seu manuscrito contém um alfabeto Maia. Ele afirmou que a escrita Maia era alfabética e forneceu transcrições de letras. Foi este erro, e esta falsa transcrição, que retardou as pesquisas durante muitos séculos. Mais tarde o linguista Benjamin Lee Wort tentou mostrar que a escrita Maia compunha-se de hieróglifos, mas Eric Thompson manteve-o em silêncio. Foi necessário Knorozov demonstrar que a escrita Maia era hieroglífica. Felizmente o poder de Eric Thompson não se estendia até à União Soviética. Embora Eric Thompson seja amplamente reconhecido como um dos pesquisadores mais importantes da cultura Maia, o seu trabalho apresenta erros. O mais notório deles - sem dúvida - foi a concepção errada de que ele tinha sobre a escrita Maia, já que considerava os glifos Maias na sua maioria como notações astronómicas sem nenhum componente fonético, usando uma abordagem ideográfica  para a sua análise . Como Thompson foi a autoridade Maia mais influente do seu tempo, essa abordagem prevaleceu na comunidade científica ocidental por anos, até o advento de uma nova geração de epigrafistas, que começaram a questionar seriamente as ideias de Thompson. Um dos mais famosos foi Michael D. Coe que até menciona porque novas ideias foram rejeitadas por estudiosos fonéticos Maias da época: Acusando Thompson de ser muito inflexível e, portanto, de travar o avanço na decifração, já que qualquer voz contrária à sua, era rapidamente ridicularizada. Com a descoberta da chave para decifrar a escrita Maia pelo estudioso russo Yuri Knorozov , o domínio de Thompson começou a declinar e as suas ideias a esse respeito são agora consideradas obsoletas. É digno de nota que Thompson baseou as suas críticas a Knorozov mais do que qualquer coisa em razões políticas, já que ele era abertamente anticomunista.

Quanto aos Maias, sabe-se que vieram do Norte, não se sabendo quando. Na língua deles, a mesma palavra designa o "Norte" e o "Passado". De acordo com as últimas pesquisas, eram anteriores aos Olmeques e estão situados cronologicamente, mais ou menos, a dez mil anos da nossa Era. Talvez mais.

Por volta do ano 1.000 da nossa Era, abandonaram as suas cidades, não se sabe porquê. Algumas das suas cidades foram descobertas na selva, outras ainda estão por descobrir. A fotografia aérea, e fotos por satélite revelaram no Yucatan e na Guatemala dezenas de milhares de pirâmides, ainda inexploradas. As cidades descobertas, e parcialmente exploradas, colocam estranhos problemas. Palenque, por exemplo: encontraram lá um calendário lunar que atribui ao mês lunar uma duração de 29,53059 dias. Uma precisão fantástica, já que os números mais modernos obtidos, graças a um relógio atómico, apresentam com este número um erro de 0,00027 por dia. E o resultado foi obtido por um povo que se presume que não possuía nem um telescópio nem computador. Depois disso, hesita-se em afirmar que as datas obtidas com tal sistema numérico sejam imaginárias, ou hipotéticas.

No alto de uma grande pirâmide, em Palenque, encontra-se o Templo das inscrições, Uma destas inscrições evoca um painel muito revelador para hoje: com mostradores e botões de accionamento, e até o operador, numa cópia evidente da cabine de pilotagem de uma astronave.


Erich Von Daniken tornou famosa a sua obra com esta hipótese, só possível de ser compreendida na nossa Era científica. Até aqui ninguém tinha conhecimento para entender aquele painel. Num certo número de inscrições, daquele tempo, trata-se de nove mundos subterrâneos. Num deles reina o deus Hun Ahav que, segundo uma inscrição, reina também no planeta Vénus. Como é que os Mais tinham esse conhecimento?

Os Maias empregavam o "zero" (um grande avanço matemático) representado nos seus cálculos por um signo em forma de astronave com vigias. Os seus calendários derivam de um sistema de numeração de base vinte. Nesse calendário, a mesma data não podia repetir-se a não ser de cinquenta e dois em cinquenta e dois anos. O ano começava a 23 de Dezembro, no solstício de Inverno e continha os meses Sol, Novo, Poço, Semeaduras, Branco, Cervo, Extensão de Fogo, Sol Amarelo, Tambor, Grande Chuva, Barulho da Tempestade, Rãs, Deus da Caça, Morcego, Deus Desconhecido, Mês Final. Baseando-se numa extensão média do dia, Os Maias podiam perscrutar longuíssimos períodos de tempo, até sessenta e quatro mil anos atrás. Entretanto o texto diz que não se pode remontar a mais de 5.041.738. É, sem dúvida, porque não se pode explorar o Tempo antes do aparecimento dos homens. O Tempo é marcado pela sua cor, que não é a mesma em cada mês. Uma data retornando cinquenta e dois anos depois não tem forçosamente a mesma cor. Certas cores do Tempo são boas, outras são más.

E quando nos colocamos no fluxo do Tempo para considera-lo, percebemos o passado e o futuro, e mais outras quatro direcções. Os heróis lendários dos Maias, especialmente Quetzalcoatl, que é branco e possuía um nariz semita, não se sabe de onde veio. Os Maias esperavam o regresso de  Quetzalcoatl, motivo porque confundiram outro branco (o espanhol Cortez como o deus esperado).Alguns estudiosos sustentam que a queda do Império Asteca pode ser atribuída em parte à crença em Cortez como o retorno de Quetzalcoatl.




O símbolo de Quetzalcoatl é a serpente emplumada que invadiu o império Maia no ano de 1208 da nossa Era. A sua chegada foi prevista assim como as suas vitórias. Ainda se fala nisso nas tradições Maias, pois a língua Maia ainda é falada nos nossos dias. Transcrições em espanhol dessa tradição são descobertas constantemente, Em 1942, encontrou-se em Marida um fragmento perfeitamente desconhecido do Livro de Chilam Balam. Mas, mesmo nos nossos dias, a gramática Maia permanece extremamente difícil. Os verbos indicam simultaneamente o objecto e o sujeito de uma acção, e a tradução exacta é totalmente impossível. Yuri Knorosov traduziu para russo um dos livros do Chilam Balam, directamente do Maia. Ele afirma que é mais fácil traduzir para o russo do que para a língua ocidental, mas que entretanto essa tradução é apenas aproximativa. Os Maias ainda são vivos e a sua população aumenta. Tiveram a sorte de sobreviver porque entre 1519 e 1605 os espanhóis massacraram mais de 23 milhões de Maias. Os sobreviventes conhecem muitos segredos escondidos ainda pelo receio de repressão dos implicados, mas lentamente vão aparecendo documentos que saem dos seus esconderijos. Locais de cidades vão sendo revelados gradualmente. A cidade mais rica, das que foram descobertas, é Bonampak, que possui um Templo sumptuoso, com três peças imensas cobertas de frescos que já nos ensinaram muito e ainda têm por revelar. Bonampak significa em Maia "paredes cobertas de quadros".




Datou-se a cidade em 800 da nossa Era, portanto relativamente recente. As mesmas razões (desconhecidas) que levaram os Maias a abandonar as outras cidades interromperam a sua construção. Os frescos de Bonampak mostram multidões Maias, a guerra que travavam naquela época, e símbolos do Tempo.

A cidade foi descoberta por acaso em 1946. Dos seus frescos imensos acha-se geralmente que constituem uma obra colectiva, realizada sob a direcção de um homem de génio, semelhantes às obras da Renascença em que esse génio desconhecido parece ter traçado, a preto, os desenhos dos frescos deixando os seus colaboradores em seguida o cuidado de colori-los. É de salientar que tanto nesta cidade, como nas outras, quando os Maias as abandonaram destruíram a maior parte dos frescos, estátuas, estelas, como se não desejassem que os invasores aprendessem demasiado. Quando Quetzalcoatl, vindo do Norte, invadiu o Império Maia, destruiu em nome da "Serpente Emplumada" a primeira civilização Maia para edificar a seguinte. Esse fenómeno foi previsto e depois de se retirar Quetzalcoatl prometeu que voltaria mais tarde. Como Quetzalcoatl tinha todas as características do homem branco, fez com que os Maias hesitassem a fazer uma forte resistência à invasão dos espanhóis, porque supunham ser o regresso prometido e esperado. Se não fosse este erro de avaliação, ou de identificação dos invasores, o Império Maia tinha meios humanos mais do que suficientes para eliminar os expedicionários espanhóis.

Os livros de Chilam Balam falam das previsões dos sacerdotes sobre as invasões e catástrofes naturais como ciclones e correntes violentas das marés. Essas previsões eram marcadas pelo selo da fatalidade e não podiam, em caso algum, mudar o destino. Por isso, os Maias entregaram-se, pura e simplesmente, e foram massacrados sem reagirem, praticamente.

E agora: Em que consistia exactamente a técnica usada pelos sacerdotes Maias para explorar o Tempo?

Jacques Bergier arriscou uma hipótese que resumimos aqui. Por volta de 1965 descobriu-se em Nova Iorque dois gémeos de vinte anos, mentalmente muito equilibrados (os seus coeficientes de inteligência eram inferiores a 50) mas possuíam um dom extraordinário: o domínio total do Tempo aritmético. Quando se perguntava a um deles, por exemplo, que dia foi 4 de Fevereiro de 1648, o outro respondia imediatamente "Quarta-feira". Verificações demonstraram que nunca se enganavam. Várias pesquisas científicas foram efectuadas, e tudo em vão. Um médico eminente acabou por admitir num artigo do jornal Le Monde que a "ciência não dispõe de resposta para esse problema. Mas isso não é razão para apelar para o Despertar dos Mágicos".

Bergier, arriscando contrariar os cientistas oficiais, apelou para o método de "O Despertar dos Mágicos", ou seja para hipóteses intuitivas baseadas em factos verdadeiros, o que chama de "realismo fantástico". Não atribuiu grande importância ao facto de que quando se interrogava um dos gémeos era o outro que respondia. Havia explicações para essa telepatia de curto alcance entre eles. Os gémeos dominavam o Tempo aritmético, mas alguns observadores notaram neles um domínio bastante curto. Também parecia que nunca ouviram falar da exploração do Espaço. No entanto, quando lhes fizeram uma pergunta sobre o "Sputnik" não só responderam com a data de 4 de Outubro de 1957, como recitaram de cor os vários artigos do jornal sobre o satélite, como se pudessem ter voltado ao passado para se informarem.

Os sacerdotes Maias operavam os cérebros de outros sacerdotes. Foram descobertos instrumentos de trepanação e crânios trepanados. Daí podermos supor que os sacerdotes conhecessem uma operação de cirurgia cervical capaz de conceder o domínio do Tempo.




Os cientistas pensaram que essa faculdade particular dos gémeos, fosse devida a uma anomalia nos seus cérebros. Talvez uma mutação no nascimento. Talvez certos sacerdotes em que a operação tivesse obtido êxito total, pudessem mesmo deslocar-se no Tempo. O material escrito é demasiado vago e raro para que se possa ter uma certeza. Esse domínio do tempo podia proporcionar, então, não só o conhecimento do passado e do futuro como também o conhecimento individual da estrutura do Tempo. Parece que esse fenómeno é único na História da humanidade. Do mesmo modo que um homem no deserto, ou no mar, pode olhar o horizonte e explorar os quatro pontos cardeais para tentar vislumbrar uma caravana, uma vela, um sacerdote Maia podia explorar seis direcções do Tempo, para ver a sua cor nesse momento, concluir se era boa ou má e vislumbrar eventos situados à perpendicular do eixo do Tempo.

Aí estava o grande segredo que destruiu o monge Diego de Landa.

Aqueles que conhecem o segredo, guardam-no ciosamente. No início do século XX descobriu-se no Yucatan, dentro de um jarro, um outro manuscrito Maia (o quarto) até então desconhecido. Contudo, antes que pudesse ser copiado ou fotografado, foi incinerado por desconhecidos. Parece que no momento das invasões os sacerdotes davam instruções precisas, e tais instruções são ainda respeitadas. Os espanhóis, destruíram muita coisa e a epidemia de varíola que se seguiu à sua chegada matou mais Maias do que os próprios espanhóis. Mas nem tudo foi destruído. Já para a chegada dos espanhóis, há muito prevista, tinham sido tomadas precauções. Assim, o Templo localizado no alto da pirâmide de Uxmal não dava acesso senão por uma escada com degraus de altura de um homem. Para subir essa escada era necessário um treino especial que só os sacerdotes dispensavam.




O cientista russo Vladimir Alexandrovitch Kuzmitzeff conseguiu subir ao alto da pirâmide de Uxmal. Disse ele: "Sob o efeito da claridade implacável do Sol tropical, a minha visão foi subitamente turvada. O meu coração batia descompassadamente, uma fadiga como jamais experimentei na vida tomava conta de mim. Parecia-me que a escada não tinha fim. Compreendi porque se acreditava que ela conduzia ao céu".

Bem no alto da escada encontrava-se uma figura não humana de pedra que observava com olhar feroz os visitantes. Ao lado, vasos enormes deviam em princípio receber o fogo-de-artifício. Todos os documentos dos templos no alto das pirâmides descobertos por Diego de Landa foram queimados por ele. Entretanto ainda restam as pirâmides e mesmo cidades inteiras desconhecidas. E existem documentos ocultos em galerias subterrâneas. O Governo Mexicano preocupa-se com esta questão e tenta deter ao máximo o contrabando de antiguidades Maias. Nada nos impede de pensar que um dia seja possível encontrar um documento que permitirá conhecer a operação que faculta o domínio do Tempo.

Como é que os sacerdotes Maias eram capazes de executar uma operação ao cérebro que hoje, com o avanço da medicina, é difícil de executar? Com os novos métodos de Anatomia para o estudo do cérebro através de radioisótopos, com os electroencefalogramas e demais avanços científicos ainda não é possível tal operação. Como é que os Maias, que acabavam de emergir do Neolítico, a descobriram? A única hipótese viável é a que sustenta que eles não a descobriram, mas sim aprenderam-na. De quem? Dos Mestres Secretos do Tempo que por ali viajavam e ali faziam as suas experiências. Trata-se de uma hipóteses tão plausível quanto a dos extraterrestres, que aliás não é excluída por ela.

Jacques Bergier, sobre a trepanação dos Maias, acrescentou uma nota sobre um estudo efectuado pelo Professor Marcel Homet, publicado no nº 4 da Revista Kadat consagrada às civilizações desaparecidas. Os Chimus constituíram um Império na costa do Peru, muito estreitamente ligado ao dos Maias. Alguns acham que os Chimus constituíram a base do Império Maia, outros que seria uma colónia dele. Seja como for, as técnicas médicas deviam ser as mesmas. Só que se sabem mais algumas coisas muito arrepiantes, como o massacre de crianças.  Há mais de quinhentos anos, o povo Chimu, que viveu no actual Peru, sacrificou 260 rapazes e raparigas em rituais arrepiantes. As causas deste massacre ainda são um mistério.

O professor Homet relatou o seguinte: "Numa cerâmica, um homem debruça-se sobre um indivíduo de crânio rapado e com uma grande quantidade de folhas na boca que parece adormecido. O homem de pé tem à mão uma faca em forma de T ligeiramente curvo. Pode-se pensar que ele está na iminência de operar aquele que, deitado, foi insensibilizado pelo maço de folhas de coca que mascou. Então o cirurgião abre um orifício na caixa craniana. Delicadamente retita o tumor que sabe que existe ali. Fecha o orifício e cauteriza. Tal coisa pode ser extraordinária, pois para isso é preciso conhecer perfeitamente a anatomia do cérebro. E deste modo os médicos actuais estudaram os crânios trepanados de Cuze, e estão de acordo acerca do seguinte ponte: muitos pacientes dos cirurgiões Chimus foram trepanados diversas vezes e todos eles sobreviveram".

Quanto aos Chimus, muitas crianças e animais tinham marcas visíveis de cortes no esterno e nas costelas. Encontram, nas escavações, outros sacrifícios rituais.




Gabriel Prieto pediu ajuda a John Verano, especialista em antropologia forense da Universidade de Tulane, muito experiente na análise de provas físicas de violência ritual nos Andes, incluindo um massacre perpetrado pelos Chimu no século XIII, de cerca de 200 homens e rapazes no sítio de Punta Lobos. Após exame dos restos mortais de Huanchaquito, confirmou que as crianças e os animais tinham sido propositadamente assassinados da mesma maneira: com um golpe transversal ao esterno, provavelmente seguido da remoção do coração. Sentiu-se impressionado com a localização do corte, bem como com a inexistência de quaisquer “marcas de hesitação” (avanços-recuos da lâmina da faca) sobre os ossos. “Trata-se de uma matança ritual e é muito sistemática”, disse.  Só não se sabe a razão para que esse povo chegou a tais extremos de sacrifícios. Talvez para aplacar algum deus ou "alguma coisa" muito má que tinham pela frente e estavam horrorizados e em pânico.

sábado, 17 de abril de 2021

 

CORRUPÇÃO NA MEDICINA MODERNA

Por: Allan S. Levin

Médicos honestos são pressionados pelos
grandes laboratórios interessados em lucro e não em saúde

Encontrei este artigo nos meus arquivos e transcrevo-o aqui porque me faz lembrar esta guerra entre as marcas das vacinas para o Covid. As pessoas estão completamente confusas e já não sabem em quem confiar e se de facto as vacinas que provocam coágulos no sangue, são seguras ou não. Nunca o saberemos porque está tanto dinheiro em jogo que NUNCA se conseguirá provar ou duvidar abertamente da qualidade de qualquer vacina. As farmacêuticas "pagam" a médicos investigadores (cientistas) para "mostrarem" estudos intensivos sobre a boa qualidade dos seus produtos e as pessoas desavisadas acreditam nas suas mentiras, ou nestes relatórios elaborados para "dourar" a pilula e impedir que o "produto" deixe de vender. Podem crer: o lucro, a ganância, a corrupção, dominam e as pessoas são apenas "cobaias" indefesas. Acabam por afirmar, como se UMA só vida não contasse, que os benefícios superaram os malefícios. Estatísticas. Apenas estatísticas e nós no meio. Além disso, o total de mortes no mundo não está devidamente contabilizado. Há milhares de milhares de mortes não contabilizadas, principalmente em África, incluindo os grandes centros, e nas Américas do Sul e Central. Quem está a beneficiar com isto tudo? É só seguir o rasto do dinheiro.




Hoje, o melhor negócio do que o da saúde só o das armas.

Este link explica muito bem a negociata da saúde em Portugal: https://www.jornaltornado.pt/explosao-do-negocio-privado-da-saude-em-portugal/

Vejamos então:

O Sr. J. é advogado em São Francisco e a Sra. J. é auditora com um escritório próspero em Santa Clara. Têm três filhos, o mais velho com seis anos e o mais novo com onze meses. Como não eram pais inexperientes e histéricos, não ficaram muito preocupados com a diarreia crónica do filho mais novo, até que ela se manteve por mais de seis meses. Procuraram o melhor pediatra das redondezas e ficaram felizes quando conseguiram que o filho fosse examinado pelo professor catedrático da Universidade de Stanford, um médico experiente e muito respeitado, com pouco mais de cinquenta anos e que falava com autoridade. Ele fez o histórico e um exame físico e disse para a Sra. J.: "Olha, querida, o Jimmy está muito bem. A diarreia dele é funcional. Incomoda-a mais a si do que a ele. Ele só precisa de um pouco de Kaomagna e você só precisa de alguns comprimidos de Valium". A Sra. J. ficou ressentida com o modo condescendente do professor e, mais do que isso, não se sentiu bem com o diagnóstico dele. Por intermédio de um amigo, descobriu um médico dedicado ao estudo de doenças causadas por alimentos, pelos factores ambientais, além de bactérias e vírus. Este tipo de médico costuma receitar menos medicamentos e, frequentemente, prescreve mudanças alimentares e ambientais em vez de medicamentos. Ele disse: "Sra. J., pode ser que seu filho seja alérgico ao leite de vaca. Vamos experimentar um simples controlo alimentar por algumas semanas e veremos o que acontece". Dito e feito: dois dias após a suspensão do leite, as fezes do pequeno Jimmy ficaram normais.

A Sra. J. ficou uma fera. Ela veio ter comigo e gritou: "Será que o Dr. da Universidade de Stanford não sabe nada a respeito de alergia a leite?" A minha resposta foi: "Só posso imaginar duas razões por que o doutor não levou em consideração a alergia ao leite. Ou ele ignora a copiosa literatura publicada a respeito do assunto ou  tem um particular interesse na distribuição de grande quantidade de medicamentos".

A saúde tornou-se um negócio arquimilionário e os médicos continuam a ser os principais distribuidores dos produtos da indústria farmacêutica. À medida que aumentavam o custo de desenvolvimento e comercialização dos medicamentos, os laboratórios intensificaram os seus esforços para conquistar os médicos.

Houve um enorme aumento, não apenas dos custos operacionais dos laboratórios, mas também dos lucros. O aumento do lucro atraiu concorrentes, o que provocou um aumento geral da publicidade sobre medicamentos. Anúncios em periódicos médicos e revistas tornaram-se atractivos, porque os noticiários vinham cuidadosamente associados a "descobertas médicas".

Este "esforço de publicidade", que começou com presentes para médicos e estudantes de medicina, tornou-se numa campanha maciça para moldar atitudes, pensamentos e directrizes dos médicos. Os laboratórios empregam representantes para visitar os consultórios médicos e distribuir amostras grátis. Eles descrevem as indicações para esses medicamentos e tentam persuadir os médicos a usar os seus produtos. Como qualquer outro vendedor, falam mal dos produtos dos seus concorrentes, enquanto passam por cima das limitações dos seus próprios produtos. Os representantes não têm nenhuma formação médica ou farmacológica e não são fiscalizados por nenhum órgão estatal ou federal. Este sistema de vendas teve tanto sucesso que, hoje em dia, o médico comum foi virtualmente treinado pelos representantes de laboratórios. Esta prática levou ao uso excessivo de medicamentos por parte dos médicos e por parte da população ignorante. Uma pesquisa recente mostrou que, actualmente, uma em cada três situações de baixa em hospitais é resultado directo do uso indevido de medicamentos vendidos com ou sem receita.

A indústria farmacêutica corteja jovens estudantes de medicina, oferecendo presentes, passagens para participação em "congressos" e "material educativo" gratuito. Jovens médicos recebem de laboratórios verbas para pesquisa. As escolas de medicina recebem grandes somas de dinheiro para experiências clínicas e pesquisas farmacêuticas. Os laboratórios oferecem regularmente jantares de gala e coquetéis para grupos médicos. Fornecem verbas para a construção de hospitais, escolas de medicina e institutos "independentes" de pesquisa.

A indústria farmacêutica, propositadamente, procura exercer uma forte influência dentro das escolas de medicina. Na universidade, o médico é perito em doenças agudas, em doenças terminais e em modelos animais (cobaias) de doenças humanas. O médico tem pouca ou nenhuma experiência quanto às necessidades diárias de um doente crónico ou de um doente com sintomas precoces de doença grave. Como o médico académico não depende da boa vontade do paciente para a sua sobrevivência, o bem-estar do paciente torna-se de pouca importância para ele. Estes factores tornam-no num péssimo juiz da eficácia dos tratamentos, e um simples peão no jogo da indústria da saúde. Com a ajuda de médicos académicos de influência, os laboratórios conseguiram controlar o exercício da medicina nos Estados Unidos. Actualmente, eles estabelecem os padrões, contratando pesquisadores para fazer estudos que mostrem a eficácia de seus produtos ou desmerecem os produtos dos concorrentes.

A indústria alimentícia e a indústria farmacêutica estão intimamente ligadas. Os laboratórios frequentemente produzem os aditivos usados nos produtos alimentícios. Várias indústrias de alimentos foram compradas pela indústria farmacêutica. Esse conglomerado muitas das vezes patrocina pesquisas em universidades de grande prestígio. Um professor de nutrição da Universidade de Harvard publicou vários estudos comprovando que os aditivos químicos na comida não causam hiperactividade nas crianças. Ele fomentou publicamente o consumo de refrigerantes, doces e aditivos químicos na alimentação infantil, argumentando que as crianças hiperactivas não devem ser tratadas com controlo alimentar, mas sim com os medicamentos de rotina. A Nutrition Foundation prestigiou este cientista, fundando um laboratório, com o seu nome, no campus da Universidade de Harvard. A terapia de rotina para crianças hiperactivas implica o uso de Ritalina, uma droga semelhante às anfetaminas. A Ritalina leva à  dependência, pode provocar comportamento psicótico e atinge altos preços no tráfico das drogas.

Estes factos descrevem apenas uma parte do problema. Os médicos são pressionados para adoptar tratamentos que sabem que não funcionam. Um exemplo claro é a quimioterapia, que não funciona para a maioria dos cancros. Há mais de uma década que existem provas a mostrar que a quimioterapia não elimina o cancro da mama, do cólon ou do pulmão. Os estudos que relatam efeitos positivos da quimioterapia nesses tumores foram comprovadamente manipulados. A maior parte de estudos sobre quimioterapia de cancro considera os pacientes que morrem pela toxicidade dos medicamentos como "impossíveis de serem avaliados". Essas mortes não entram nas estatísticas de mortalidade. Num conhecido documento sobre quimioterapia, os pesquisadores ignoraram as estatísticas das mulheres cujos tumores não respondiam. Apesar desta omissão clamorosa, a sobrevivência do grupo das mulheres tratadas foi de apenas 12% superior ao grupo das mulheres não tratadas. Avaliando cuidadosamente o estudo original, fica evidente que a quimioterapia reduz o tempo em que viviam sem tumores.

A maioria dos médicos concorda que a quimioterapia é ineficaz para a maior parte dos tipos de cancro. Apesar deste facto, médicos honestos são forçados a usar esta modalidade de tratamento por grupos de pressão, que têm interesse nos lucros da indústria farmacêutica. Quando um médico da Califórnia prescreve 5-flourouracil para um paciente com cancro no cólon, é recompensado. Isto acontece apesar de muitos artigos em revistas médicas de prestígio terem demonstrado que o medicamento não funciona. O mesmo médico não será recompensado se tratar o paciente com alta dosagem de vitamina C. De facto, ele corre o risco de perder a sua licença médica. Não há nada na literatura médica a indicar que o tratamento nutricional de pacientes com cancro é perigoso. Por outro lado, existe vasta literatura sustentando o raciocínio científico que recomenda o uso deste tipo de tratamento.

Situação semelhante existe no campo da alergia. Médicos académicos — com o apoio da indústria alimentícia e da indústria farmacêutica — tentam desacreditar os pesquisadores que descobriram que a alergia a alimentos é um grande problema médico. Eles citam diversos estudos não controlados, enquanto ignoram a enorme quantidade de estudos científicos que mostram a disseminação de alergias a alimentos.

Estes são apenas alguns factos que mostram a corrupção no campo da medicina. O médico de família deixou de ter a liberdade de escolher o tratamento que julga ser o melhor. Tem de seguir regras estabelecidas por médicos comprometidos, cujas decisões podem não ser do interesse do paciente. O contribuinte, eleitor, consumidor, pode ajudar a enfrentar esta corrupção. Precisa assumir o controlo sobre a sua saúde. Se não entende por que razão o médico prescreve certo medicamento ou tratamento, de fazer perguntas. Se o médico fica impaciente ou zangado, deve procurar cuidados médicos noutro lugar. Dê forças para o médico que usa formas não-convencionais de tratamento, sem usar medicamentos. Ele arrisca o seu ganha-pão e a liberdade pessoal. Ele procura ajudar  e não quer acomodar-se aos mandamentos da indústria da saúde. Com o nosso apoio, ele pode aliar-se a um número crescente de médicos que repudiam a tirania do complexo industrial da saúde.
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Dr. Alan S. Levin é médico catedrático de imunologia e dermatologia na Universidade da Califórnia, São Francisco. Ele é co-autor de dois livros, sendo um deles "A Consumer Guide for the Chemically Sensitive" (Guia do consumidor para as pessoas sensíveis a produtos químicos).

quinta-feira, 15 de abril de 2021

 

FACTOS MUITO ESTRANHOS

 

Estive a reler um livro de Jacques Bergier, intitulado "Os Extraterrestres na História", da Ed. Hemus – 1970, que me entusiasmou sobre factos que acontecem nos bastidores da história oficial numa altura em que o conhecimento passava muito filtrado nas obras impressas ou era transmitido oralmente, não havendo outras vias para poder averiguar melhor os temas. Hoje com a Internet o conhecimento cai em catadupa e a dificuldade é conseguir filtrar o que nos interessa no meio de tanta informação, pelo que é prático, e muito importante, que haja alguém que tenha tempo para ir fazendo umas pesquisas e partilhar com o público.

Neste livro J. Bergier conta-nos algumas histórias muito estranhas e interessantes, que vou partilhar aqui, num breve resumo, só uma pequena parte. Agora, posso fazer alguns complementos, indo averiguar na Internet o que há sobre alguns factos.

Bergier começa sobre um indivíduo a que chamaram Kaspar Hauser, que um autor de ficção científica, Feuerbach (Ludwig Andreas Feuerbach foi um filósofo alemão, reconhecido pelo ateísmo humanista e pela influência que o seu pensamento exerceu sobre Karl Marx. Abandonou os estudos de Teologia para tornar-se aluno do filósofo Hegel, durante dois anos, em Berlim), considerou como "um indivíduo que não era deste mundo. Tinha sido trazido para junto de nós mas era oriundo de outro planeta, talvez de um outro Universo" (talvez paralelo). Feuerbach foi energicamente combatido por Marx e Engels. Esta sua afirmação ainda mais estranha foi, porque viveu antes de Júlio Verne, e não conhecia Edgar Allan Poe, nem tinha a menor noção do que eram os discos voadores.




Em Maio de 1828, em Nuremberga, um agente da polícia prendeu um estranho, por volta de 16 anos de idade, mal vestido, e com grande dificuldade para se exprimir e compreender o que lhe diziam. Na esquadra da Polícia tentaram identifica-lo e não encontraram pista nenhuma sobre a sua identidade. A Polícia decidiu mantê-lo preso por vagabundagem e poder examiná-lo à vontade. Esse exame demonstrou que ele mal sabia andar. Se colocassem um obstáculo à sua frente, ele chocava contra o obstáculo e caía. A sua visão era perfeita, a sua pele branca e pela aparência parecia que nunca trabalhara. A planta dos seus pés tinha a pele muito fina. Quando o encontraram, usava sapatos de mulher, de salto alto, que não lhe serviam bem.

Aprendeu depressa a falar e contou que ficara preso sob a terra, que o alimentavam, davam-lhe brinquedos de criança e que, finalmente, fora retirado do local onde se encontrava e posto dentro de um carro que o levou para o centro de Nuremberga.

A polícia encontrou um pescador que, em 1826, encontrou uma garrafa com uma mensagem no seu interior a pedir socorro, enviada por um prisioneiro fechado numa cela nas margens do rio Reno. A mensagem era assinada por Hares Spranka. Um polícia identificou esse nome como um anagrama de Kaspar Hauser. Procuraram o prisioneiro, mas sem resultado. Foi então que tentaram assassinar o estranho. Um desconhecido entrou na sua cela e apunhalou-o no lado esquerdo do peito. O jovem nada sofreu.

O interesse pelo caso aumentou e encetaram-se várias diligências para descobrir a verdade, sem resultado, adensando-se cada vez mais o mistério.

Kaspar Hauser não conhecia o leite. Uma vez tentou pegar a chama de uma vela. Não percebia a terceira dimensão, e nunca se descobriu o local onde ele disse que esteve sequestrado. Mandou-se fazer, por diversos pintores, retratos de Kaspar Hauser, que foram distribuídos por toda a Europa. Nenhuma identificação foi possível. Imensas obras foram consagradas a Kaspar Hauser, sendo as mais interessantes a de Jacob Wassermann, e a de H.P. Lovecraft.

Talvez seja possível propor uma explicação extraterrestre. Na opinião de J. Bergier, depois do período de simples controlo e registo do que se passou sobre a Terra, veio o período iniciado à séculos em que as Inteligências decidiram fazer experienciais que consistem em introduzir no nosso meio seres susceptíveis de provocar as reacções mais diversas e estudar, a seguir, a maneira pela qual nos comportamos, como se estuda o comportamento de ratos em labirintos de laboratório. Podemos perguntar se a experiência Kaspar Hauser é única. Pelo contrário, ela não é única. Encontram-se, periodicamente, relatos sobre casos de pessoas que não se sabe de onde vieram.

Mais recentemente a história de Taured. Em 1954 houve no Japão distúrbios tão violentos que o representante do Presidente dos Estados Unidos, não pôde desembarcar. Nas investigações sobre os causadores dos distúrbios, encontraram num hotel uma pessoa que possuía um passaporte aparentemente em ordem. Sem rasuras nem palavras acrescentadas. A fotografia coincidia com o dono, assim como as suas impressões digitais. Havia apenas uma dificuldade importante: o passaporte fora concedido por autoridades do país de Taured, que não existe na superfície do globo. Segundo ele, quando foi interrogado, Taured ia, nos nossos mapas, da Mauritânia ao Sudão, incluindo uma boa parte da Argélia. Foi em Taured que se organizou a verdadeira Legião Árabe, destinada a libertar da opressão todos os povos árabes. Ele viera ao Japão comprar armas. Indignado pelo facto de se duvidar da existência do seu país, concedeu uma entrevista à imprensa, depois da qual todos os jornalistas se precipitaram para o Atlas e logo a seguir para os telétipos. Telegrafou-se para as Nações Unidas, à Liga Árabe, à UNESCO, a toda a parte. Ninguém ouvira falar de Taured. Simplesmente não existia!

Periodicamente interrogado pela imprensa, Kaspar Hauser insistia em dizer sempre a mesma coisa. Poder-se-iam encontrar algumas explicações racionais, seja para o que fôr. Nos tempos passados até se explicava que os meteoritos eram pedras inteiramente normais que haviam sido atingidas por um raio. Explicava-se que o raio era provocado pelas corujas que, tendo na toca de uma árvore apodrecida, se haviam impregnado de uma matéria fosforescente. Magnifica imaginação dos que querem negar, e explicar o inexplicável, pois não se compreende muito bem como as corujas podiam entrar na cabine de um avião a oitocentos quilómetros por hora e depois explodir, o que o raio faz frequentemente. Mesmo assim, esta teoria tão inverosímil pareceu satisfatória aos meios científicos até 1965, durante dois séculos.

Por esse motivo, J. Bergier se mostrou extremamente céptico quanto a esta explicação unicamente psicológica de Kaspar Hauser ou da história de Taured. Se as pessoas como Hasper Hauser são introduzidas na nossa civilização para provocar fenómenos psicológicos observáveis, qual será a sua origem? Para Bergier a resposta é simples: Segundo dados estatísticos de diversas autoridades policiais, cerca de dois milhões de pessoas desaparecem (antes de 1970) por ano sem deixar rasto. E alguns desses desaparecimentos são tão estranhos que levam a pensar, imediatamente, numa explicação paranormal. Num caso que ocorreu na Grã-Bretanha, por exemplo, País de Gales, um menino de onze anos, chamado Oliver Thomas, na fazenda da sua família, desapareceu misteriosamente. Em 24 de Dezembro 1909, a família Thomas preparava-se para desfrutar o final de ano e realizar uma celebração familiar. Durante todo o dia, os membros desta família de agricultores da pequena cidade de Brecon, localizado no País de Gales, vinham se preparando para a grande festa, como todos os anos, convidando para a casa os amigos e vizinhos e toda a família. Tudo parecia ideal para uma noite de alegria no espírito de Natalício. Até mesmo o clima parecia participar da comemoração, ao cair da noite começou a nevar na região e o campo estava coberto com uma camada de neve que se transformou a paisagem em um cartão postal. Além dos seus pais estavam reunidos alguns convidados: um Pastor e a sua mulher, o Veterinário da região e um Oficial de Justiça. Tudo pessoas sérias que não se tinham excedido na bebida. Portanto pessoas credíveis. Prestaram declarações mais tarde.


Tudo se passou em 1909, época em que não havia água canalizada na região. À meia-noite Oliver foi ao poço buscar água fresca. Saiu com o balde e dez segundos mais tarde ouviram-se gritos de socorro e toda a gente se precipitou para fora. O Pastor teve a presença de espírito de levar uma lanterna que iluminava perfeitamente o pátio. A criança não estava à vista, mas ouviam-se gritos vindos do alto: "Socorro, estão a levar-me!". Depois, nada mais. Na neve as pegadas de Oliver iam da porta até metade do caminho para o poço e desapareciam bruscamente. Chamaram a polícia, que sondou o poço e revistou todas as casas da região e distribuiu retratos do menino por toda a região. Sessenta anos depois ainda não havia sido encontrada uma explicação racional para o desaparecimento. Em 1909 não havia helicópteros. Supondo que a criança tinha sido apanhada por uma corda pendente de um balão, foram localizados todos os balões. Nenhum sobrevoara a região nem mesmo a Inglaterra, naquela noite. Quanto a discos voadores, nenhum engenho voador não identificado foi observado em Inglaterra naquele ano, nem no ano anterior, nem no ano seguinte.

Casos como estes são muito frequentes do que se possa imaginar, mas no geral são abafados. Todavia repetem-se periodicamente. Neste caso de Oliver Thomas houve um só detalhe suplementar: Durante vários anos, na igreja local, onde pregava o Pastor que assistiu ao desaparecimento da criança, orou-se pela "libertação de Oliver Thomas, mantido prisioneiro por homens ou coisas desconhecidas".

Pelo receio de desaparecer sem deixar rasto, um tema permanente no folclore que determina a proporção de rumores como os que surgiram em Amiens, o "bode expiatório" passou a ser as minorias raciais, ou religiosas. Proporcionalmente, esses desaparecimentos misteriosos são mais frequentes no mar. Navios inteiros desaparecem, ou desaparecem apenas as tripulações ficando os navios à deriva. Também desaparecem aviões no ar ou em terra. Certas regiões do mar, nomeadamente o famoso "triângulo das Bermudas", são teatro de numerosos desaparecimentos.


A sua frequência é superior vinte a trinta vezes da frequência normal noutros pontos do planeta. Ainda não se encontrou a menor explicação e o mais que se pode fazer é imaginar que esses desaparecimentos são submetidos, em algum local, a uma "lavagem cerebral" e reintroduzidos entre nós, a título de experiência, em circunstâncias destinadas a desconcertar-nos. Se imaginarmos técnicas de lavagem cerebral superiores às técnicas humanas, pode-se admitir a possibilidade de uma transformação completa da personalidade, e de uma inserção de falsas memórias para nos confundir. Por outro lado, supondo a existência de seres muito mais evoluídos que nós, podemos admitir que apesar de curiosos o comportamento dos humanos é semelhante ao dos ratos nos seus labirintos, que reproduzem o que faz o experimentador e o mordem sempre que podem.

No entanto, uma teoria que explica, a um elevado nível de raciocínio, alguns acontecimentos por experiências feitas em humanos, ganha mais terreno. Essa teoria foi "proibida" por um matemático inglês, Eving J. Good. Ele não excluía a possibilidade de que essa teoria acabe por chamar a atenção de cientistas que acabarão por fazer teses de doutoramento sobre a intervenção de extraterrestres na História. Então esses desaparecimentos serão estudados de perto, assim como as aparições e as possíveis concordâncias entre eles. Finalmente, a volta de certos desaparecidos que, por outro lado, passaram séculos distantes, mas para os quais apenas alguns meses se escoaram. A história de Enoque merece ser reexaminada.

O Livro de Enoque é um apócrifo, ou seja, foi rejeitado para ser incluído na Bíblia. Não se trata de uma exclusão, mas de uma "não-inclusão". Embora fossem muito populares, esses livros nunca fizeram parte da lista oficial da Bíblia. O principal critério para incluir um livro nessa lista de livros "escolhidos" é o juízo de que tal livro teria sido inspirado por Deus. Embora os cânones bíblicos (bíblia hebraica, igreja protestante e igreja católica) sejam diferentes, todos se baseiam nesse fundamento. A tradição, resumindo, julgou que Enoque não é um livro inspirado e por isso não foi incluído na Bíblia.

Enoque (ou Enoch) – חנוך, Chanoch ou Hanokh) é um dos personagens bíblicos  das Escrituras sagradas. Nasceu, segundo os escritos judeus, na sétima geração depois de Adão, sendo filho de Jared, e pai de Matusalém. A Bíblia é bem clara no Génesis 5:24: "Enoque andou com Deus e desapareceu, porque Deus o arrebatou". Portanto há dois aspectos extraordinários no relato de Enoque, enfocados nesses versículos, que não foram sublinhados nas outras gerações: as indicações do texto de que ele “andou com Deus” e o facto de que, supostamente, ele não teria morrido, pois “Deus para si o tomou”. Estes relatos foram a origem de muitas fábulas e estudos rabínicos mais aprofundados de sábios judeus ao longo de séculos. Muitos deles incomodaram-se muito pelo facto de Enoque "só" ter vivido 365 anos, uma curta duração de vida para a sua época, de acordo com o livro do Génesis. A verdade é que Enoque andou com Deus e foi com Deus para o Paraíso. Isto significa que Enoque chegou à perfeição na sua “breve” vida, não sobrevivendo mais aqui, mas sendo tomado pelo próprio Deus." De acordo com o Targum de Yonatan – tradução para o aramaico das Escrituras hebraicas – Enoque tinha-se elevado ao céu ainda em vida e teria se transformado no anjo Metatron. O versículo “porque andou (Enoque) com Deus” no Targum de Yonatan: E não esteve mais (Enoque) entre os habitantes da terra, pois foi tomado e subiu para os céus, pelo comando do Eterno (se fez isso), e chamou o seu nome de Metatron, o Grande Escriba.

De acordo com outro midrash, Enoque esteve entre o selecto grupo dos que entraram no Paraíso celeste.

 Por que razão a Igreja de Roma não aceitou os seus relatos? Se ele acompanhou Deus e foi "arrebatado, assim como Elias, é porque o mereceu e não era um mentiroso. Será que o seu relato veio comprometer todo o sistema montado pelos sacerdotes, conforme os seus interesses, ou será que os factos eram completamente diferentes, misteriosos, e fora da compreensão das mentalidades da época? Só hoje, com o avanço da Ciência e tecnologia é que esses factos passaram a ser compreensíveis, o que merece uma nova reflexão sobre os escritos de Enoque.


Sobre este personagem bíblico os livros apócrifos: “Livro de Enoque I” e o “Livro de Enoque II", que fazem parte do cânone de alguns grupos religiosos, principalmente dos cristãos ortodoxos da Etiópia” (fora da obediência à Igreja de Roma), foram rejeitados pelos cristãos de Roma (?), por não terem sido inspirados pelo Espírito Santo, e pelos hebreus, por serem particularmente incómodos do ponto de vista político. Todavia, a epístola de Judas, no Novo Testamento bíblico, faz uma menção expressa ao Livro de Enoque, fazendo uma breve citação dos versículos 14 e 15 de seu único capítulo.


Segundo a tradição, as pessoas raptadas por Fadas voltam séculos mais tarde, mas têm a impressão de que se passaram apenas alguns meses, ou talvez até, uns dias. Estas lendas existem há milénios em todos os países e Continentes. Nos tempos modernos, há um caso particularmente chocante: o duplo desaparecimento do soldado Jerry Irvin. Quando estava no gozo de uma licença, foi encontrado inconsciente, em 2 de Maio de 1959. Parecia ter sido submetido a um tratamento psicológico tão estranho que se decidiu suspender a autorização que ele tinha para entrar em certos edifícios militares reservados. Deixou o hospital e só voltou a ser encontrado a 19 de Junho do mesmo ano, sem se lembrar do que fizera nesse intervalo de tempo. Foi submetido a novos exames e internado na ala psiquiátrica de um hospital militar. A 1 de Agosto de 1959 desapareceu do hospital e nunca mais foi visto. Foi considerado desertor e intensamente procurado. Mas tudo em vão.

A Idade Média está cheia de casos deste género. O Arcebispo de Lyon, Agobard (779-840) fez uma pesquisa e descobriu que esses desaparecidos retornados declaravam ter visitado um país a que chamavam Magonia. Como Arcebispo racionalista, recusou-se a aceitar isso e chegou a mandar apedrejar três homens e uma mulher que diziam ter ido a Magonia em naves aéreas.


Naquele tempo, qual a pessoa de "bom senso" que acreditava em naves aéreas? Essas testemunhas infelizes afirmavam que, para eles, decorrera muito pouco tempo durante a viagem enquanto transcorrera muito mais tempo para o mundo exterior. O que é digno de nota, porque actualmente sabe-se que a contracção do tempo para um objecto que se desloca a grande velocidade é um fenómeno de laboratório perfeitamente estabelecido. (Nota: Magonia é o nome do reino das nuvens de onde se diz que os marinheiros aéreos criminosos vieram de acordo com o polémico  tratado do bispo carolíngio Agobard de Lyon  em 815, onde ele argumenta contra a magia do tempo. O tratado é intitulado De Grandine et Tonitruis "On Hail and Thunder". Dizia-se que os habitantes deste reino viajavam pelas nuvens em navios e trabalhavam com os "levantadores de tempestades " ou magos do clima para roubar grãos dos campos).

Certamente que não podemos esperar que todos os desaparecidos acabem por aparecer. Alguns, por motivos desconhecidos para nós, podem ser mantidos no lugar para onde foram levados. O biólogo Inglês J.B.S Haldane reflectia muito sobre essa possibilidade de rapto por seres extraterrestres e publicou, a esse respeito, uma nota de imprensa. Segundo Haldane, os humanos dispõem de capacidades que eles mesmo desconhecem caso não se manifestem na Terra, mas podem interessar alguém. Dá como exemplo as focas que têm a capacidade de manter em equilíbrio sobre o nariz uma bola de futebol. Muito normal para o ser humano, se bem que essa capacidade nunca foi necessária no habitat nos pólos, mas divertes os humanos que "raptam" os seus filhotes que, depois de ensinados, os exibem nos espectáculos. Quer isto dizer que talvez saibamos, sem termos consciência disso, fazer coisas inteiramente incompreensíveis e inexplicáveis, que justifiquem o nosso rapto. É um exemplo apenas. Estamos certos de que algumas coisas nos são impossíveis, mas outros podem saber, sobre nós, mais do que nós mesmos. Podemos citar, por exemplo, a história do espanhol Gil Perez que a 25 de Outubro de 1593, montava guarda diante do palácio do Governador, em Manila, nas Filipinas.


Inesperadamente percebeu que fora transportado para outro local. Correu para os soldados que montavam guarda no local e perguntou, antes de mais nada, onde se encontrava. Não queria acreditar quando lhe disseram que estava no México. Contou a sua história que, como seria óbvio, ninguém quis acreditar. Em seguida apresentou uma prova: "na noite anterior, S. Excelência Dom Gomes Perez das Marinas, Governador das Filipinas, fora assassinado a golpes de Machado. Quando vocês receberem a notícia, serão obrigados a verificar que não estou a mentir".

 Levaram Gil Perez às autoridades eclesiásticas porque, evidentemente, se tratava de um caso de magia (bem aventurados aqueles que sabem distinguir entre magia e as leis naturais). Ao fim de dois meses chegou um navio procedente das Filipinas trazendo a notícia da morte do Governador. Perez foi posto em liberdade mas nunca se teve, na época, nem mais tarde, a explicação desse evento tão estranho.

Teria sido uma experiência de extraterrestres? Ou uma manifestação de poderes humanos inteiramente desconhecidos e que não são normalmente exercidos?

O estudo destes casos malditos, muito estranhos, fugirá um dia do domínio da simples compilação para entrar no domínio da teoria. O interesse do caso de Kaspar Hauser provém do facto de ele ter sido bem estudado, se bem que talvez não tenha sido da maneira mais indicada. Concentraram os estudos sobre a hipótese puramente romântica de uma criança de família raptada em consequência de uma conspiração contra uma dinastia, ou um bastardo de origem nobre que se desejava esconder. É preferível rejeitar esse género de hipóteses que nunca são comprovadas. É mais rentável difundir os factos que se conhecem nos numerosos estudos efectuados e aceitar a probalidade de hipóteses mais fantásticas.

Afirmou-se muitas vezes que o caso Kaspar Hauser constituía um dos grandes enigmas clássicos juntamente com outro, o de Marie-Celeste. Em 15 de Dezembro de 1862, no Oceano Atlântico. O navio Dei Gratia descobriu, completamente abandonado, o navio Marie-Celeste. A sua tripulação, que partira de Nova Iorque, composta de sete homens, o capitão e sua mulher, e um filho de tenra idade, desapareceram. Isto aconteceu a 38º 20' de latitude norte e 17º 15' de longitude oeste, na região dos Açores. Os desaparecidos não levaram nenhum dos seus pertences, nem mesmo dinheiro. Não se descobriu nenhum indício de motim. Inúmeros livros publicados sobre o evento propunham explicações mais ou menos racionais, como um polvo gigante que arrebatou toda a tripulação. Os maiores escritores da época de livros de mistério e ficção científica, Conan Doyle, Henry G. Wells, publicaram novelas que apresentavam explicações engenhosas mas nada concludentes.


Mais recentemente, o escritor Yves Dartois, num romance intitulado "Le démon des Bateaux Sans Vie" (O Demónio dos Barcos sem Vida) propõe como explicação um cogumelo raro que se desenvolve na madeira dos navios e cujos esporos envenenariam os tripulantes e os passageiros que então se lançariam ao mar. Dartois elaborou uma lista de outros navios, todos de madeira, em que ocorreram aventuras semelhantes. O problema é que esta hipótese não pode ser demonstrada.

Além disso, tripulações inteiras desapareceram em navios modernos metálicos. O último caso conhecido ocorreu em 1962, no Pacífico. Depois disso devem ter sido registados outros casos. Enquanto não se derem explicações credíveis, que possam ser demonstradas, "parece" que a tripulação do Marie-Celeste foi raptada. Certa ou errada é a explicação mais aceitável.

Caso igual ocorreu com a tripulação de um balão do exército norte-americano durante a Segunda Guerra Mundial na luta contra os submarinos alemães. O balão, constantemente observado, foi encontrado vazio. Os três tripulantes desapareceram e dispunham de rádio por onde poderiam ter dado sinal de alarme se fossem ameaçados. Outro caso semelhante foi o desaparecimento de trinta e três militares norte-americanos, cujo avião se despenhou nas Montanhas Rochosas. Os destroços foram encontrados mas não encontraram qualquer cadáver ou sobrevivente. Quanto a aviões desaparecidos há muitos casos, com explicações mais ou menos verosímeis. Sabe-se, por exemplo, que o desaparecimento "misteriosos" de Amélia Earhart, no Oceano Pacífico pouco antes da Segunda Guerra Mundial, foi fuzilada pelos Japoneses porque ela era agente dos Serviços Secretos dos Estados Unidos.


Entretanto, um caso perturbador aconteceu: Numa aldeia esquimó junto ao lago Angikuni, Canadá, todos os homens, mulheres e crianças, desapareceram, mas sete cães presos a uma árvore morreram de fome. Um esquimó jamais deixaria um cão morrer de fome. O mais estranho, ainda, é que os túmulos tinham sido abertos e os corpos haviam desaparecido. O exame de algumas groselhas nas cozinhas demonstraram que dois meses antes, da descoberta da aldeia abandonada, estava habitada. As groselhas amadurecem num espaço de tempo muito curto perfeitamente determinado. Os esquimós haviam deixado as suas armas, o que prova que não partiram voluntariamente, pois as armas são o seu bem mais precioso para sobreviverem. Desapareceram cerca trinta e três pessoas (Numa outra pesquisa falam de dois mil desaparecidos, o que acho demasiados). Não se encontrou uma explicação. Outros nativos da região dizem que os habitantes de Angikkuni foram raptados por Wendigo, uma criatura sobrenatural que habita a floresta e que eles se recusam a descrever.


Mas este caso não foi o recorde dos desaparecimentos em massa. Em 1982, um grande navio a vapor ultramoderno para a época, o Iron-Mountain, com rodas de popa, desapareceu quando navegava no rio Mississipi, na América do Norte. Tinha 60 metros de comprimento, onze de largura e levava cinquenta e cinco passageiros e os membros da tripulação. Desapareceu completamente sobre o rio, sem nunca ter sido encontrado qualquer vestígio. Outro caso data de 1928, com o navio escola dinamarquês Kobenhavn. Muito moderno, equipado com rádio, além da tripulação muito bem treinada levava 50 alunos Oficiais da Marinha de Guerra Dinamarquesa. O navio encontrava-se em perfeito estado e fora cuidadosamente inspeccionado por especialistas. Em 14 de Dezembro de 1928 deixou o porto de Montevideu e nunca mais se soube dele.

Mais estranho ainda, foi o caso de um Regimento de três mil homens, na guerra sino-japonesa, comandado pelo coronel Li Fu Sien, que foi enviado para conter o avanço dos japoneses. O Regimento desapareceu inteiramente e os seus rádios deixaram de emitir. Foram encontradas armas e restos de fogueiras de campanha. Os arquivos japoneses que hoje podem ser consultados não mencionam a captura de nenhum Regimento inteiro naquela época. E se o Regimento tivesse desertado em conjunto, as famílias dos soldados teriam sabido ou, pelo menos, ouvido falar disso. Trata-se de uma boa história, mas é preciso, também, ter a certeza de que esse Regimento existiu, pois reinava no exército chinês (na altura) a maior confusão. Mas não há fumo sem fogo, e se os factos se passaram realmente deste modo, o caso bate todos os recordes de desaparecimentos.

Há também casos intrigantes, como exploradores e mineiros. O pesquisador J.C. Brown dizia que em 1904 descobriu na Montanha de La Cascade, Califórnia, um túnel até chegar a uma câmara subterrânea cujos muros eram revestidos de cobre. Lá havia alguns esqueletos humanos, jóias de ouro e, nas paredes, hieróglifos que ele não conseguiu decifrar. Com medo de que o julgassem louco, calou-se, e esperou fazer fortuna para então poder falar. Passaram-se trinta anos, até ele, em 1934, organizar uma expedição na cidade mais próxima do túnel, Stockton. Contratou 80 pessoas quando, na noite de 19 de Junho de 1934, desapareceu. Nunca mais o viram. A polícia investigou e chegou à conclusão de que ele não tinha nenhuma razão para desaparecer, pois não tinha dívidas nem era procurado pelas autoridades. A única hipótese que encontraram é que ele tenha chegado muito perto de certos segredos e que tenha sido eliminado, ou raptado, para que a humanidade não tomasse conhecimento, cedo de mais, de certas observações.

Outro mineiro, Tom Kenny, de Plateau Spring, fez uma descoberta em 1936 muito estranha. Encontrou uma estrada, a quatro metros de profundidade, pavimentada de pequenas placas quadradas com cerca de oito centímetros de lado. Não há exemplo de uma estrada assim em nenhuma civilização conhecida. Mais tarde, em 1960, em Blue Lick Springs, no Kentucky, descobriram outra estrada semelhante. Não escavaram o suficiente para saber se os desenhos dessas estradas teriam semelhanças aos de Nasca ou outras vias desaparecidas, ou mesmo aqueles campos de aterragem ou descolagem.

Nas duas Américas circulam numerosas lendas sobre vastos domínios subterrâneos. Supõe-se que os Incas eram pelo menos dez milhões antes da chegada dos espanhóis. Quarenta anos depois, em 1571, os espanhóis recensearam apenas perto de um milhão. Apesar da grande mortandade que os espanhóis provocaram, é absurdo terem massacrado nove milhões de Incas. A hipótese de um domínio subterrâneo onde eles se tenham refugiado não é, à primeira vista, absurda. Em 1802, Alexandre Von Humbold encontrou descendentes dos Incas que acreditavam nisso. Mesmo nas épocas históricas, desaparecimentos numerosos e inexplicáveis constituem um facto suficientemente estabelecido para que se possa admitir, a título de hipótese, a existência de uma inteligência ou de "experimentadores" que capturam e depois deixam em liberdade, a título experimental, certos seres humanos.

No entanto, o fenómeno Kaspar Hauser é, em si mesmo, suficientemente interessante. Charles Fort, um coleccionador de factos insólitos, e um dos precursores do realismo fantástico, recolheu um grande número de exemplos de desaparecimentos misteriosos, e encontram-se outros em livros mais ou menos sérios.(Foi devido a Fort que eu, por volta de 1965, ainda estudante, comecei a arquivar recortes de jornais e publicações, que conseguia encontrar na época, sobre este assunto tão empolgante que conservei até ter acesso à Internet já depois dos anos oitenta. R)

Parece que casos destes sempre existiram. Evidentemente que no passado eram menos fáceis de reconhecer do que hoje, devido à falta de meios de comunicação e circulação rápida da informação. Em Paris, ou Londres, centros do mundo nos séculos XVIII e XIX, um homem e uma mulher que não se sabia de onde vinham nem para onde iam, chamavam menos a atenção. Hoje, os passaportes, os vistos, as impressões digitais, os impostos e outros tantos meios de controlo tornam mais evidentes, e mais rapidamente, os casos estranhos.

De onde foram afastados Kaspar Hauser e outros? É evidente que vieram de algum lugar, voluntários, por acaso, ou obrigados. Mas onde ficam esses lugares?

Tudo isto dá origem às fantasias de ficção científica sobre "movimentações na Galáxia, Universo ou Mundos Paralelos".