A
ÁRVORE DA VIDA
Gosto muito de Filosofia
e admiro a obra Rosa-Cruz dedicada ao estudo do Cristianismo pela
componente científica, ou seja, o Cristianismo Científico,
designação essa que desagrada à grande parte dos “religiosos”
que ainda não compreenderam o que é “Religião” e não
conseguem visionar a religião a funcionar em estreita colaboração
com a ciência que consideram como um flagelo para a espiritualidade
do ser humano. Não entendem que há “cientistas”, médicos,
engenheiros e demais profissionais que lidam com os fenómenos do
mundo material e ainda acreditam no mundo do Espírito. Hoje, por
exemplo, as faculdades de medicina já têm uma cadeira sobre
espiritualidade.
O objetivo do Homem,
segundo o plano de Deus, é dominar a matéria, para poder ir
evoluindo pelas diversas dimensões espaciais (ou Céus). O
Homem começou a sua caminhada ascensional num mundo de matéria mais
densa para aprender a dominá-la por completo, pelo que, conforme a
sua aprendizagem, vai criando os métodos para o conseguir, para
organizar, coordenar, classificar, criar e manipular, reunindo todo
esse conhecimento no campo a que chamou “Ciência”. Todas essas
etapas do conhecimento não se podem detalhar nem explicar em poucas
palavras. São milhares de anos de evolução, o que logo à partida
os “religiosos” não aceitam porque não admitem que o
criacionismo pode existir “dentro” do evolucionismo. A
própria Bíblia, omite muitas verdades, porque a génese foi
descrita a partir da tradição e transmissão oral e tem “saltos”
difíceis de explicar. Quer dizer: fala genericamente da criação do
Homem sem entrar em muitos pormenores, porque de facto não há
informação. Depois surgem as interrogações como, por exemplo,
quem criou os Homens da terra de Nod, a Leste do Éden, para onde
Caim se foi refugiar. Depois uniu-se à sua mulher (daquela
tribo?) que concebeu e deu à luz o seu filho Henoc. Segundo o
Génesis 4:17, Caim construiu uma cidade (uma cidade
é para ser habitada. Quem seriam os habitantes?). Deu origem a
uma estirpe mais humana mas não tão completa como o Homem modelado
pelo Criador.
Em suma, havia o jardim
do Éden, murado e protegido e havia as outras terras limítrofes que
estavam habitadas. Podemos aceitar que houve a evolução de um ser,
um hominídeo que, na altura propícia Deus aproveitou para “modelar”
o Homem, em ambiente fechado, mais evoluído e escolhido para
espalhar a sua semente pelo mundo e elevar a raça humana.
Quando
o Criador (com
os Seus Administradores celestes)
chegou à conclusão de que uma raça de humanoides já reunia
condições para ser ajudada a evoluir espiritualmente tratou de
criar um ambiente reservado para a desenvolver (talvez
com cruzamentos genéticos no apuramento de uma raça e na instrução
teórica
e prática para a construção de uma sociedade civilizada) num
local abrigado e a salvo dos ataques das outras hordas de humanoides
cujo entretimento era a guerra, a caça e a violência. Deu a esse
local o nome de Éden,
o jardim do paraíso. Geograficamente, entre os rios Tigre e
Eufrates, de defesa fácil, o local ideal, porque já se tinha
tentado noutros dois locais e foram destruídos. Ou seja, o plano de
Deus (que
deve ser o mesmo em todos os planetas onde se
desenvolvem
seres vivos com capacidade para desenvolver a inteligência)
era preparar essa raça tribal, o "povo escolhido", para
mais tarde ser o agente disseminador da civilização e auxiliar o
resto da humanidade a elevar-se espiritualmente. Só que essa tribo,
esse povo, rejeitou todos os mandamentos e o plano fracassou.
Cientistas que trabalhavam no projeto Human
Genome (Projeto
Genoma)
ficaram perplexos diante de uma descoberta: acreditam que 97% das
chamadas "sequências não-codificadas" do DNA humano
correspondem a uma porção de herança genética proveniente de
formas de vida extraterrestre. As sequências foram analisadas por
programadores de computadores, matemáticos e outros estudiosos. O
Professor Chang concluiu que o "DNA-lixo" foi criado por
algum tipo de "programador alienígena". Alguém manipulou
e "aperfeiçoou" a vida e a raça humana, fazendo de um
hominídeo primitivo, como o Homo
Erectus, o
Homo
Sapiens que
originou, já pela evolução, o atual Homo
Sapiens
Sapiens.
Um dos argumentos em que se apoia essa ideia é a improbabilidade do
surgimento do Homo
Sapiens de
maneira súbita, um processo que fere os princípios do darwinismo
ortodoxo. O homem
contemporâneo lembra, em tudo, um ser híbrido, uma combinação
genética de material extraterrestre com a herança do Homo
Erectus.
(Scientists
find Extraterrestrial genes in
Human
DNA por
John Stokes).
Para corroborar tudo isto notícias recentes vieram a lume, ou seja,
sabe-se agora que a teoria de Darwin sobre a evolução do Homem não
está correta. Na revista NATURE – International
Weekly
Journal
of Science de
4.12.2013. vem o seguinte:
"DNA DE HOMINÍDEO
DESCONCERTA ESPECIALISTAS - análise da mais antiga sequência de um
ancestral humano sugere um elo com uma misteriosa população".
Será
inútil, portanto, procurar por um certo Elo Perdido que jamais será
encontrado! Desde muito tempo alguns sabiam a resposta a este enigma
crucial, porém devido às restrições científicas, religiosas e
políticas impostas nas suas épocas jamais a puderam revelar
publicamente. A solução foi buscar por metáforas, para revelar
essa verdade - uma verdade sempre (e
ainda hoje) extremamente perigosa de
pronunciar - Stanley Kubrick e o Cientista e Astrofísico Carl Sagan,
nos anos 60, revelaram-na subtilmente no filme 2001
Uma Odisseia no Espaço,
mediante a alegoria do MONOLITO,
significando que dentre os hominídeos terrestres, APENAS UM TIPO
DELES, o mais propício, foi o escolhido para ser geneticamente
modificado.... À IMAGEM E SEMELHANÇA – para assim forjar e dar
origem ao HOMO SAPIENS que
herdaria a Terra!
Será
que na 1ª Epístola aos Coríntios,
no capítulo 15, versículos 46 a 49,
Paulo nos revela isto só que de uma forma mais compreensível para o
tempo em que desconheciam a manipulação genética e levaram os
factos para o campo eminentemente espiritual? "O
primeiro a ser feito
não foi o corpo espiritual, mas o animal, e depois o espiritual. O
primeiro homem foi tirado da
terra
(homem produto da evolução
material, o Homo Erectus)
e é terrestre; o segundo
homem vem do Céu
(fusão do ADN da raça evoluída
vinda do céu com o ADN do Homo
Erectus gerando o Homo
Sapiens).
O homem feito da terra foi o
modelo dos homens terrestres; o homem do Céu é o modelo dos homens
celestes. E assim como trouxemos a imagem do homem terrestre, assim
também traremos a imagem do homem celeste".
Paulo
não refere o espírito vital, o "sopro de Deus", mas
refere-se concretamente ao
"modelo"
dos
homens celestes. Fala na existência de "outros" homens
vindos do Céu (espaço
sideral,
sendo
o Homo
Sapiens uma
cópia deles).
E na Bíblia não vem em parte nenhuma que o Homem modelado fora
batizado com o nome de Adão. O nome de Adão apareceu subitamente,
na tradução católica (Por
suposição dos “redatores” da época, influenciados pela lista
dos
ascendentes
hebreus, elaborada por Moisés, que vai só até Adão, pressupondo
ser este o
primeiro
homem). Quando
da “falta” de Adão e Eva, havia no Éden mais Homens, que
tratavam da manutenção do complexo e não eram “descendentes”
de Adão. Além disso havia mais homens, ou hominídeos, fora do
complexo, organizados em grupos tribais que até tinham acesso ao
jardim para aprender e serem doutrinados, pois a missão da raça
escolhida era precisamente elevar o resto da humanidade. A expulsão
do Éden, simbolizada em Adão e Eva, abrangia toda a raça escolhida
que fora modelada para elevar a humanidade, que “apanhou” as
culpas dos seus líderes no jardim.
A
raça modelada, expulsa do Éden, misturou-se com os anjos caídos e
com as outras raças elevando-as pela mistura de sangue, mas dando
lugar à corrupção geral do género humano. Só muito depois é que
os Judeus misturaram a sua história da fundação de uma Nação com
a história religiosa conhecida, assumindo o estatuto de “povo
escolhido”, pela sua relação privilegiada com uma facção dos
seres celestes liderados por Javé (e
não com Deus diretamente) que
velavam pela evolução daquele povo que tinha os genes ainda em
estado quase puro, incutindo neles a necessidade de se afastaram por
completo das outras raças. Mas a semente já estava lançada e a
humanidade prosseguiu a sua evolução física e desenvolvimento
intelectual e espiritual. O Deus dos Judeus era um deus guerreiro,
impiedoso, ciumento e castigador, um
deus da
raça, em oposição ao verdadeiro
Deus amoroso, terno e justo de Jesus.
Depois de alcançar o
primeiro objetivo, o de ter Poder sobre a matéria, e de saber que
não reside aí todo o seu fim, a Filosofia Rosa-Cruz defende que o
conhecimento há-de tornar-nos verdadeiramente “religiosos”,
naquela acepção legítima de religar-nos (re-ligare) à
essência espiritual que temos dentro de nós. O conhecimento
desenvolverá, assim, o sentimento de altruísmo e do dever para
estabelecimento da Fraternidade Ideal.
Por isso tenho
acompanhado as obras do Cristão místico Max Heindel, cujos
ensinamentos são divulgados pela Fraternidade Rosa-Cruz de Portugal.
Um dos fatores que me seduziu e me fez confiar nesta Fraternidade foi
o de não aceitarem, no seu seio, pessoas que fazem profissão e que
vivem na exploração da ingenuidade e fraquezas espirituais dos
seres humanos, como hipnotizadores, quiromantes, médiuns ou
astrólogos e não cobram dízimos ou qualquer pagamento daquilo que
ensinam.
Para compreender os
ensinamentos que vêm a seguir, é preciso um estudo básico, muito
completo, pormenorizado, sobre a evolução da Vida na matéria e
para isso seria preciso fazer o “seminário” de estudos, como
fazem os Católicos e Protestantes nos seus próprios Seminários. O
“Seminário” Rosa-Cruz, podemos chamar assim, tem como leitura
básica “O Conceito Rosa-Cruz do Cosmos” ou “Cosmogonia dos
Rosa-Cruzes”. A maioria das pessoas, atentas aos fenómenos
espirituais, têm conhecimento das centenas de obras publicadas sobre
espiritualidade (Se bem que grande parte, infelizmente, estarem
erradas e serem idólatras) já estão mais ou menos
familiarizadas com esta matéria esotérica e podem “aceitar”
estes ensinamentos só pela “crença” e não pelo raciocínio
lógico. É uma questão de fé, porque lidamos com afirmações
muito difíceis (e até impossíveis) de demonstrar a leigos,
sem a formação adequada para poderem perscrutar o mundo invisível.
Mas muitos já se perguntaram como é que essa “evolução”
material se processou no tempo. Quais os órgãos que apareceram em
primeiro lugar e como foi o seu aperfeiçoamento, no tempo. O cérebro
humano, por exemplo, processou-se à semelhança de uma casa à qual
foram adicionadas novas alas e superestruturas no decorrer da
filogénese (A Filogénese estuda a
história da evolução humana, nomeadamente a constituição dos
seres humanos como sujeitos cognitivos. Ou seja, o sentido
filogenético está presente quando a palavra evolução nos remete
para o progresso da espécie humana, ocorrido desde as longínquas
origens da vida até à forma que os Homens assumem na atualidade).
Esta, aparentemente, entregou ao Homem uma herança de três
cérebros. O Homem (o hominídeo)
foi provido de um cérebro mais antigo, semelhante aos dos répteis.
O segundo foi herdado dos mamíferos inferiores e o terceiro é uma
aquisição dos mamíferos superiores, o qual atinge o seu máximo
desenvolvimento dando-lhe o poder da linguagem simbólica.

A
divisão em dois hemisférios processou-se sendo o hemisfério
esquerdo, racional, e o direito, intuitivo e emotivo.
https://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/27/27154/tde-13112008-182154/publico/5Capitul2bevolcereb.pdf
Vejamos, então, uma
carta muito interessante de Max Heindel, sobre “A Árvore da Vida”.
A minha opinião está a cinza.
Os
leitores de obras esotéricas confundem, por vezes, o significado
bíblico e alquímico da expressão “Árvore da Vida”.
Vamos
estudar este assunto. Recuemos na história da humanidade. Houve
tempo em que o ser humano era bissexual. Podia fecundar e ser
fecundado, gerando novos corpos sem auxílio externo. A forma física
era diferente. Não tinha cérebro. Quando foi necessário adquirir
este órgão, para que o espírito exercitasse a capacidade criadora
por meio do pensamento, como já o fazia no mundo físico por meio do
corpo físico, reteve-se-lhe metade da força sexual.
Para
se reproduzir, cada ser humano teve de procurar, depois, o auxílio
de quem possuísse o polo sexual oposto ao que tinha disponível.
Enquanto não tinha cérebro e, consequentemente, os seus olhos “não
tinham sido abertos”, não tinha consciência do mundo material.
Não se podia orientar sozinho.
A
reprodução era conduzida pelos anjos. Juntavam-se em certas épocas,
quando as forças planetárias eram propícias ao acto reprodutor que
se realizava como sacrifício religioso. Por meio deste contacto
íntimo desenvolveu-se um estado primário de consciência e Adão
pode “conhecer” a esposa. Com o tempo a consciência focou-se
cada vez mais no mundo físico. Parte da humanidade adquiriu a
percepção do corpo (do
qual temos, agora, nítida consciência. R).
Converteu-se em pioneira, na pregadora do evangelho do corpo. A outra
parte continuou sem ter a noção deste veículo
(como
nos acontece, ainda, agora, em relação a algum órgão, quando
gozamos de boa saúde. R).
Só
com o auxílio daqueles pioneiros puderam começar a dirigir a
consciência para o corpo.
Os
pioneiros da espécie notaram também que os corpos morriam.
Aprenderam a substituí-los mediante a intervenção duma classe de
espíritos que se tinham atrasado na onda da evolução a que
pertenciam os anjos. Eram, por assim dizer, semi-deuses. São os
espíritos lucíferos: os dadores da luz. Ajudaram o Homem a ganhar
experiência
e
a gerar novos corpos em qualquer altura
(nota:
os anjos caídos, a tentação de Eva, e o pecado que a bíblia
narra.
R).
Os
corpos assim gerados ainda não eram perfeitos (nem
mesmo hoje o são).
Como não tinham em conta as influências planetárias, esses corpos
eram de facto inferiores aos que seria possível obter pela concepção
em condições ideais. Além disso, surgiram “as dores de parto”,
como tinha sido profetizado.
A
ignorante espécie humana começou a exercer a função criadora sem
restrições. Os anjos passaram a utilizar o período entre a morte e
o renascimento para lhes ensinar a construir corpos cada vez mais
eficientes.
Se,
naquele tempo, os nossos antepassados tivessem aprendido a renovar o
corpo vital à vontade, não teriam conhecido a morte. Seriam
imortais como os deuses. Todavia, nessas condições, teriam
imortalizado a própria imperfeição.
O
progresso seria impossível. Até aprender
a reproduzir-se à vontade o Homem era um ser eminentemente
espiritual. Estava cego para o mundo físico. Porém, usando o
segredo de vitalizar o corpo, frustraria a evolução. Vemos, pois,
que a morte natural não é um castigo. Pelo contrário, é a nossa
melhor ajuda para o desenvolvimento (da
espécie. R).
Liberta-nos de um fardo que já não serve para aprender mais nada.
Retira-nos do ambiente de onde colhemos já todos os benefícios,
para aprendermos a construir outro corpo mais perfeito e a usá-lo em
melhores condições. Deste
modo aproximamo-nos cada vez mais da perfeição.
A
peregrinação continuará até ao momento em que estivermos
preparados para dominar o poder
da Vida
(um
dos objetivos principais ao aprender a dominar a matéria. R)
quando
o corpo estiver purificado. Servirá muito melhor e durante muito
mais tempo. Estará, então, em condições para iniciar a busca da
pedra filosofal, o elixir da vida.
Os
alquimistas procuravam obter esse corpo, Santo e Puro. As sua
verdadeiras experiências nada tinham que ver com aspetos físicos,
como podem supor os desconhecedores. Foi a linguagem que usaram que
deu origem a essa crença. Era-lhes impossível exprimirem-se de
outro modo. Viviam numa época em que a Igreja dominadora e apóstata
os teria levado à morte logo que descobrisse as reais intenções.
Deste
ponto de vista, a transmutação dos metais vis em ouro é uma
realidade, não só do ponto de vista físico como espiritual. O ouro
sempre foi o símbolo do espírito e os verdadeiros alquimistas
aspiravam à pureza dos corpos de natureza inferior e convertê-los
noutros, de natureza superior, mais espiritualizados.
A
pureza foi comparada à transparência. No Antigo Testamento fala-se
no Templo de Salomão, que
foi construído sem ruído de pedra nem de cinzel.
O mais formoso dos ornamentos era o “mar de bronze”.
Hirão
Abif, o arquiteto, conseguiu, como última realização, transmutar
todos os metais da Terra e torna-los transparentes, como cristal. O
Novo Testamento também se refere a uma cidade maravilhosa que tinha
um “mar de cristal”. O iniciado, situado no Oriente, aspira a
tornar-se diamantina, pura e
transparente.
No Ocidente, a pedra filosofal é o símbolo da Alma purificada,
extraída dos Corpos que se transmutaram e espiritualizaram. A Alma
que pecar morrerá mas, em contrapartida, a Alma pura será
imortalizada pelo elixir que é a Árvore da Vida. Converter-se-á
num Corpo Vital que durará milénios como veículo do espírito.
Max
Heindel