Arquivo do blogue

segunda-feira, 2 de outubro de 2017


A QUEM SERVE UM EXÉRCITO EUROPEU?

MIGUEL MATTOS CHAVES - *Doutorado em Estudos Europeus (dominante: Economia) e Auditor de Defesa Nacional

(Por achar actual este artigo, principalmente agora que o Reino Unido se vai retirar da U.E. e o presidente Trump dos EUA não se mostrar interessado em continuar a ser o “chapéu de defesa” da Europa, o tema é de grande interesse para os Europeus que se encontram sob um autêntico “ataque” do seu território, sem falarmos da armadilha em que se meteram quando obedeceram aos EUA para interferirem na Ucrânia. R)

As recentes declarações do presidente da Comissão Europeia, Jean-Claude Juncker, nas quais defende a criação de um exército europeu, merecem uma análise pormenorizada. Esta questão da formação de um exército europeu é uma matéria que tem sido alvo de várias tentativas desde que pelos Acordos de Paris de 1954, assentes no propósito de reformular o Tratado de Bruxelas de 1948, passou a existir uma organização – a UEO – União da Europa Ocidental.

À face destes acordos a República Federal da Alemanha aceitou assumir uma auto-limitação na

sua capacidade militar.

Em face desta posição, e do subsequente acordo, a França retirou o seu veto à participação da Alemanha na NATO e esta foi admitida como aliado, e membro de pleno direito, na organização.

Antecedentes da actual proposta

 


A inclusão da Europa Ocidental no sistema do Atlântico provocou, na altura, a discussão sobre o que é que a Europa deveria fazer para se ver livre da guerra.

Uns propunham a neutralização da Europa, independente dos EUA e da URSS. Estavam neste caso a Itália e a França, onde havia partidos comunistas fortes e alguma simpatia pelas ideias comunistas. Outros defendiam o alinhamento Atlântico com os EUA. Venceu esta tese, como se sabe.

Tais acordos permitiram, posteriormente, à facção federalista dos fundadores das Comunidades avançar em propostas mais profundas que visavam um aprofundamento das mesmas em direcção a matérias reconhecidas como fazendo parte do coração da definição da soberania dos Estados.

Refiro-me à tentativa de criação de uma Comunidade Política Europeia (CPE) e o seu subsequente braço armado, a Comunidade Europeia de Defesa (CED), de forma a tentarem modificar a relação de poderes que começava a estar, ou já estava, desenhada no final da Segunda Guerra Mundial, levando René Pleven, então Presidente do Conselho de França, a apresentar, em 24 de Outubro de 1950, na Assembleia Nacional Francesa, um plano que permitia a integração de unidades militares alemãs no seio de um exército europeu.

Nessa altura, a intenção era a de neutralizar de vez “o perigo alemão” (Sublinhado meu. A Alemanha provocou uma grande guerra europeia e duas grandes guerras mundiais, quase destruindo a Europa, o que pretende fazer agora com o sufoco económico, se não lhes puserem travão novamente. R), constituindo-se um exército europeu, com um comando unificado, que integrasse as forças armadas dos seis países fundadores da CECA.

Para o efeito seria nomeado um Ministro Europeu de Defesa, que teria como órgão de apoio um Conselho dos Ministros da Defesa, dos diversos países.

Este exército, dos seis, seria dotado de orçamento e de um programa de armamento próprio e, no caso de ser necessária a sua intervenção, ficaria subordinado ao Comando Supremo Atlântico na Europa.

Entretanto, em Fevereiro de 1950, o Conselho da NATO, reunido em Lisboa, tinha aprovado a intenção de se formar a CED. Em vista dos acontecimentos, Monnet, Spaak e De Gasperi, e os outros presentes, acharam que era inútil, que era tempo perdido, esperar que o Tratado CED fosse ratificado para se constituir um bloco militar. Resolveram, então, pressionar o avanço de um projecto de União Política (CPE).

Efectivamente no Luxemburgo em 10 de Setembro de 1952, os Ministros dos Negócios Estrangeiros dos Seis criaram uma Assembleia ‘ad hoc’ cuja missão seria a de propor aos respectivos governos um projecto de tratado de uma Comunidade Política Europeia.

Queria-se um exército europeu, mas com uma legitimidade e um controle democrático. O referido artigo 38.º previa ainda a fusão, a prazo, da Assembleia da CECA e da CED. A necessidade desta “invenção” parece óbvia. Destinava-se a tentar legitimar, ou a tornar natural aos olhos da opinião pública, o surgimento das novas entidades, tentando dar-lhes um cunho de inevitáveis.

Os trabalhos da referida comissão começaram em Setembro de 1952 e em Março de 1953 o projecto foi apresentado aos seis. Este plano suscitou dúvidas e reticências em vários europeus, nomeadamente em Paul Van Zeeland, Georges Bidault, Vincent Auriol, (ao tempo Presidente da França), De Gaulle e outros. Tratava-se de um projecto de cariz marcadamente federal, na linha da CECA. Em 9 de Março de1953, o projecto da Comunidade Política Europeia, (CEP), elaborado pela Assembleia CECA é remetido aos Governos dos Seis para apreciação.

É liminarmente recusado. Em 30 de Agosto de 1954, a Assembleia Nacional francesa recusa a ratificação do documento. Nova tentativa surgiu em 1962, da autoria de Christian Fouchet, ao tempo Presidente da República Francesa. O Presidente Fouchet elaborou um documento que continha três propostas, sob a forma de Tratado da União de Estados. A primeira previa a cooperação intergovernamental no domínio de uma política externa unificada; a segunda previa o reforço da segurança dos Estados membros, contra todas as possíveis agressões; a terceira uma coordenação das Políticas de Defesa.

Desapareceu da agenda política, em Abril de 1962, porque dois homens assim o entenderam, apesar de estarem de acordo com o seu conteúdo: Konrad Adenauer e De Gaulle. Nova tentativa, denominada de PESC, surge com o Tratado de Maastricht, tendo a partir daí evoluído em denominações para IESD e outras, mas sem efectivos resultados em matéria de Segurança e Defesa e muito menos na possível criação de um exército europeu.

A proposta de Juncker

 
A proposta do actual Presidente da Comissão Europeia é a terceira tentativa dos defensores da linha federalista de criarem um exército europeu, que na sua génese tinha por base o propósito, enunciado por Eisenhower, de que à Europa ocidental caberia criar mecanismos próprios de Defesa face à ameaça da então URSS, embora sob o “chapéu” da NATO, de forma a aliviar o “esforço” americano neste capítulo e de forma progressiva.

A França, apesar de alguns dos seus governantes de então, terem tido a várias iniciativas, (UEO, Plano Pleven, Plano Fouchet) viu-se confrontada com as suas próprias contradições e linhas de fracturas e ela própria fez cair essas tentativas iniciais. Posteriormente já na década de 1990, com Maastricht, a linha federalista (que se opõe à linha Intergovernamentalista, esta até há poucos anos maioritária nos dirigentes europeus) viu os seus esforços compensados com a introdução do 2º Pilar – a PESC, com o objectivo anunciado de dotar a União Europeia da possibilidade de “afirmar a sua identidade na cena internacional através da execução de uma política externa e de segurança comum, que inclua a definição gradual de uma política de defesa comum, que poderá conduzir a uma defesa comum…”

Mas esta matéria, não obstante a vontade da linha federalista, ficou sempre na esfera da Cooperação Intergovernamental e até hoje nunca avançou (na prática) para a esfera da Integração, leia-se Federação, não obstante o texto do Tratado de Lisboa.

O actual Presidente da Comissão tenta assim formular uma quarta tentativa (desde 1950) propondo muito simplesmente uma das vertentes da Defesa: a criação de um exército europeu, Isto, tentando aproveitar o facto de existirem actualmente ameaças sérias a Leste (Ucrânia e Rússia), bem como situações de grave instabilidade armada verificadas na Síria e a Sul (Estado Islâmico) que se tornaram ameaçadoras para o continente.

A acrescer a estas situações, na minha opinião, o Sr. Juncker tenta também aproveitar-se das novas configurações do Terrorismo Internacional Organizado, e dos seus efeitos, para convencer os líderes dos vários Estados Europeus a avançarem por esse caminho.

Bom, mas esta nova proposta, choca a meu ver, com vários problemas de que destaco apenas três:

1. a constituição na década de 1990 de uma Brigada Mista de Forças Armadas entre a Alemanha e a França;

2. a divergência de interesses, em matérias de Defesa (e noutras) entre a Alemanha e os outros parceiros, facto que levou, por exemplo, ao caso do reconhecimento unilateral, por parte da Alemanha – sem qualquer consulta aos restantes Governos dos Estados da União Europeia – da independência da Croácia o qual provocou uma guerra no interior da ex-Jugoslávia em 1992;

3. o facto de que a esmagadora maioria dos países da UE investem apenas entre 0,9% e 1,2% do seu PIB em matéria de Defesa, por não terem apoio das opiniões públicas e publicadas dos seus respectivos países, o que não deixa margem para grandes e positivas previsões para mais esta tentativa. Isto ao contrário dos EUA que investem cerca de 3,4% (em velocidade de cruzeiro).

Esta nova tentativa provém, é bom lembrar, de um Presidente da União que agora inicia o seu mandato e que precisa de se afirmar por iniciativas que estiveram ausentes da anterior Comissão Europeia e que precisa de recuperar o Poder de Iniciativa para um órgão de Poder da União (a Comissão) que se perdeu em grande parte com o mandato do Dr. Durão Barroso, por instruções da Alemanha.

Vantagens e desvantagens

 
Posto isto, penso sobre esta proposta é uma tentativa da actual Comissão Europeia de:

1. Recuperar o prestígio e a capacidade de autonomia e de iniciativa da Comissão, Poder que deteve, por exemplo, com a Comissão Delors;

2. “Empurrar” a União Europeia para uma Federação neste campo, tentando na sequência arrastar outros campos de acção dos Estados como é o caso da Política Externa;

3. Tentar recuperar algum prestígio da União Europeia no seu todo, face às Opiniões Públicas e publicadas dos diversos países europeus que olham com cada vez mais desconfiança para esta União.

4. Obedecer à proposta da Alemanha sobre este tema.

Por estas e outras variadas razões, não encontro nenhuma vantagem neste projecto.

Isto porque a defesa do Ocidente em geral, e da Europa Ocidental em particular, está assegurada pela NATO. E é no seio desta organização que a União Europeia tem que fazer um esforço adicional de investimento em Defesa por forma a cobrir o crescente desinvestimento dos EUA, dada a reconfiguração dos seus próprios interesses estratégicos.

Se a Alemanha quer sair da “tutela” dos EUA não deve arrastar a União Europeia para tal desiderato.

A que tipo de ameaças futuras sobre a UE poderia fazer face

Assim, na minha opinião prática e não teórica, não vejo nenhumas vantagens nesta iniciativa ou proposta. Aliás ficou patente na presente crise da Ucrânia a disparidade de interesses entre as várias potências europeias e a irresponsabilidade com que provocou a presente crise a que depois não soube (e continua a não saber) responder, dados os interesses em presença. Ou seja, ficou visível de forma clara que os interesses da Alemanha, não são coincidentes com a França e estes não são coincidentes com os do Reino Unido, para já não falar dos outros atores da União. Mas sendo agora uma iniciativa da Alemanha vejo mal como a França e o Reino Unido poderão afirmar o seu acordo. Veremos.

Assim sendo as ameaças reais e potenciais sobre a União devem ser resolvidas no seio da NATO, dada a disponibilidade de meios de armamento e comunicações estratégicas, a sua estabilidade de comando, a sua experiência de funcionamento, as décadas de existência e experiência acumulada, em que a superpotência dominante detém o comando efectivo e os meios necessários e que funciona como agregador de vontades.

Os EUA ficariam sempre como a força mais poderosa do Ocidente

 
Para o futuro não há inevitabilidades, mas por enquanto esta questão é incontornável.

Enquanto os países da União Europeia investirem entre 0,8% e 1,2% do seus PIB neste campo e os EUA investirem, em anos normais fora de conflitos, entre 3,2% e 3,4% do seu PIB, estes continuarão a ser a potência mundial dominante em matéria de Defesa do Ocidente.

Os factos são o que são e os números, neste caso, sobrepõem-se a discursos ou iniciativas mais ou menos pomposas, mais ou menos publicitadas, que não passarão disso mesmo pois não há condições práticas e visíveis para que seja diferente.

Do meu ponto de vista, e tenho-o defendido publicamente, enquanto os países europeus desprezarem, como têm feito, o tema da Defesa, a situação de predomínio dos EUA sobre o Ocidente será um facto inquestionável. E enquanto os dirigentes de diversos países pensarem que a Paz Eterna de Kant foi alcançada e que as ameaças à sua segurança e integridade acabaram com o final da Segunda Guerra Mundial, a situação de degradação das suas condições de defesa continuará a aprofundar-se e a agravar-se.

Esta situação de degradação das condições de defesa dos diversos países da União Europeia, faz-me lembrar o quadro da França, Bélgica, Holanda, da Polónia, da Áustria, dos anos de 1930 o qual possibilitou à Alemanha invadir sem percalços de maior os seus territórios.

As ameaças de hoje são diversas, mais sofisticadas. Mas será que as ameaças clássicas estão completamente postas de parte? Será que as modernas ameaças são menos violentas e intrusivas?

Deus permita que sim, porque em caso de não ser assim os diversos países da União Europeia irão pagar caro os seus erros nesta matéria. Subsistem na racionalidade deste tema, os EUA que percebem que “As Nações não têm amigos… defendem interesses”. E que, seguindo este princípio realista das Relações Internacionais, ainda mantêm o Ocidente europeu na esfera dos seus interesses estratégicos.

Valha-nos isso. Mas deixo uma advertência: os interesses dos EUA estão a deslocar-se para a Ásia. E coloco uma questão: Estarão estes dispostos a continuar a investir o que têm investido na NATO, enquanto “chapéu-de-chuva” da Europa? (Nota: O presidente Trump já advertiu a EU de que não pretende continuar a investir na defesa da Europa, se a Europa não aumentar a sua participação no investimento, já que são os principais interessados. R) O futuro o dirá.

Conclusão

A meu ver, cabe aos Estados europeus decidirem, em primeiro lugar cada um por si, se elegem a defesa dos seus cidadãos, da sua integridade territorial e de defesa dos seus recursos, como tema importante, ou não.

Se sim terão que inverter as suas políticas atuais de desinvestimento em defesa armada (meios humanos, de armamento e comunicações) dos seus territórios e populações, de forma a voltarem a tornar-se credíveis no sistema internacional, desde logo em capacidade de dissuasão das ameaças, reais e potenciais.

Se sim, e após os investimentos necessários, terão que decidir se querem o fortalecimento da NATO ou se querem proceder à sua substituição por outra organização de defesa cooperativa e colectiva.

Uma coisa é certa, a continuar neste quadro, cada um dos países enfraquecerá, tornar-se-á mais vulnerável e menos credível no Sistema Internacional e perderá cada vez mais a capacidade de dissuadir eventuais ataques ou ameaças.

Assim sendo, considero a presente proposta do Sr. Jean-Claude Juncker uma tentativa voluntarista de se afirmar como Presidente da Comissão Europeia, de agradar à Alemanha e uma iniciativa de carácter eminentemente político-administrativa que pretende tentar recuperar prestígio junto dos dirigentes políticos e dos cidadãos das diversas Nações Europeias, para um órgão da União Europeia que está profundamente desacreditado: A Comissão Europeia.

 
E para terminar, este artigo de opinião muito interessante:

Exército Europeu?!

Opinião
Renato Epifânio

27 Mar, 2015 Jornal O Diabo
0 103

Tal como aqueles casais que, na iminência do divórcio, decidem ter um filho, Jean-Claude Juncker, o novo Presidente da Comissão Europeia, considera que, face à tão iminente quanto evidente desagregação europeia, não há nada de mais oportuno do que criar um Exército Europeu (?!). É a vetusta política da “fuga em frente”, em todo o seu esplendor.

Para mais, a motivação exógena consegue ser tão absurda quanto a endógena: supostamente, esse Exército Europeu seria a melhor forma de conter a “ameaça russa” na Ucrânia. Também aqui, na verdade, nos estão a atirar areia para os olhos.

Com efeito, quem promoveu este conflito com a Rússia foi a própria União Europeia (Espicaçada pelos EUA. R), ainda que com o apoio dos EUA, ao fazer um rol de promessas à Ucrânia que não poderia cumprir. Ao ter incentivado uma atitude anti-russa junto das autoridades ucranianas, tudo o que a União Europeia fez foi promover a própria desintegração interna da Ucrânia, por mais que se venha a manter alguma unidade formal, a bem do respeito das aparências diplomáticas.

Façamos uma comparação que só peca por defeito. Imaginemos que a União Europeia, ainda que de novo com o apoio dos EUA, incentivava Portugal a ter uma atitude antiespanhola. Não sendo a desproporção de forças tão grande como a existente entre a Ucrânia e a Rússia, é fácil de perceber que, ainda assim, essa atitude seria suicidária.

Obviamente, Portugal tem que procurar manter sempre uma relação cordial com Espanha. Nalguns casos, de facto, como neste, a geografia é determinante. Já para não falar da extensa comunidade russófona que vive na Ucrânia – em particular, na sua zona leste –, nem sequer da história política que a Ucrânia e a Rússia partilham há séculos. Imaginar que se poderia agora fazer tábua rasa de tudo isso denota bem o estado de alucinação dos nossos governantes, a começar pela Comissão Europeia. A falta de realismo é sempre meio caminho andado para o desastre. O que nos vale é que a própria realidade se encarregará de fazer abortar essa proposta de um Exército Europeu.

Decerto, nunca iremos pois ver um português a combater na Ucrânia em nome de Portugal. E não se trata aqui de considerar que os portugueses devem defender apenas o seu território. Longe disso. Julgamos, por exemplo, como já aconteceu, que é possível e até desejável ver portugueses a defender a integridade territorial e a paz interna de países irmãos lusófonos. Nesses casos, o risco de vida é plenamente justificável. Nesta alucinada guerra com a Rússia é que não. De todo.

quarta-feira, 27 de setembro de 2017


A BIOLOGIA DA CRENÇA

Encontrei nos meus arquivos este artigo da revista Planeta que fala sobre o efeito placebo quando alguém sara devido à sua crença de que um remédio ou procedimento médico vai curá-lo, mesmo se o medicamento for uma pílula de açúcar ou o procedimento for uma impostura. Salienta que a nova biologia ressalta o papel da mente como o factor primordial a influenciar a saúde.


 
A BIOLOGIA DA CRENÇA

"Não se deixe abater por um cepticismo improdutivo." L.Pasteur

Domingo, 13 de Dezembro de 2009

O cientista que ajudou a revolucionar a biologia, ao examinar as reacções químicas nas células apoiado na física quântica, afirma que é a mente que modela a vida das pessoas

Um respeitado pesquisador de células-tronco, o norte-americano Bruce Lipton rompeu as fronteiras da biologia tradicional ao incorporar a ela conceitos da física quântica. Ideias surgidas a partir dessa óptica, como a equivalência da membrana celular ao "cérebro" das células e o controle que o ambiente exerce sobre as células a partir das suas membranas, confirmam a íntima relação mente-corpo e indicam como podemos usar os pensamentos para assumir o controlo da nossa vida. Lipton relata a sua extraordinária trajectória em "A Biologia da Crença" (Ed. Butterfly), tema da entrevista a seguir.

PLANETA - O que é a "nova biologia" a que o senhor se refere no seu livro?

Bruce Lipton - Quando introduzi esses conceitos, em 1980, quase todos os meus colegas cientistas os consideraram inverosímeis. Mas a profunda revisão que a biologia convencional tem feito desde aquela época leva hoje às mesmas conclusões a que cheguei há 25 anos atrás.

Os cientistas sabem que os genes não controlam a vida, mas a maior parte da imprensa ainda informa ao povo o contrário. As pessoas atribuem inicialmente as suas deficiências e doenças a disfunções genéticas. As crenças sobre os genes levam-nas a se ver como "vítimas" da hereditariedade.

Os biólogos convencionais ainda consideram que o núcleo (o componente interno da célula que contém os genes) "controla" a vida, uma ideia que enfatiza os genes como o factor primário desse controle. Já a nova biologia conclui que a membrana celular (a "pele" da célula) é a estrutura que primariamente "controla" o comportamento e a genética de um organismo.

A membrana contém os interruptores moleculares que regulam as funções de uma célula em resposta a sinais do ambiente. Para exemplificar: um interruptor de luz pode ser usado para ligá-la ou desligá-la. O interruptor "controla" a luz? Não, já que ele é controlado pela pessoa que o acciona. Um interruptor de membrana é análogo a um interruptor de luz quando liga ou desliga uma função celular, ou a leitura de um gene - mas ele é, de facto, activado por um sinal do ambiente. A nova biologia enfatiza o ambiente como o controle primordial na biologia.

A sua teoria também está relacionada à física quântica...

Pela medicina convencional, os "mecanismos" físicos que controlam a biologia baseiam-se na mecânica newtoniana, a qual enfatiza o reino material (átomos e moléculas). Já a nova biologia considera que os mecanismos da célula são controlados pela mecânica quântica. Ela concentra-se no papel das forças de energia invisíveis que formam, colectivamente, campos integrados e interdependentes.

Para a mecânica quântica, as forças invisíveis em movimento nos campos são os factores fundamentais que modelam a matéria. Os cientistas também reconhecem que as moléculas do corpo são controladas por frequências de energia vibracional, de forma que a luz, o som e outras energias electromagnéticas influenciam profundamente todas as funções da vida.

Entre as forças energéticas que controlam a vida estão os campos electromagnéticos gerados pela mente. Na biologia convencional, a acção da mente não é incorporada à compreensão da vida. Por isso, é uma surpresa a medicina reconhecer que o efeito placebo responde por pelo menos um terço das curas médicas, incluindo cirurgias. Ele ocorre quando alguém sara devido à sua crença de que um remédio ou procedimento médico vai curá-lo, mesmo se o medicamento for uma pílula de açúcar ou o procedimento for uma impostura.

A nova biologia ressalta o papel da mente como o factor primordial a influenciar a saúde. Nessa realidade, uma vez que controlamos os nossos pensamentos, tornamo-nos mestres de nossa vida, e não vítimas dos genes.

Em que a nova biologia difere do darwinismo?

Ela frisa que a evolução não é conduzida pelos mecanismos sublinhados na biologia darwiniana. A teoria de Darwin oferece dois passos básicos para explicar como a evolução ocorreu: 1) mutação aleatória, a crença de que as mutações genéticas são randômicas e não influenciadas pelo meio ambiente - a evolução é conduzida por "acidentes"; 2) selecção natural, na qual a natureza elimina os organismos mais fracos numa "luta" pela existência, na qual há vencedores e perdedores.

Na Biologia da Crença, Lipton (alto) explica a íntima relação entre mente e corpo e o poder do pensamento na cura.

Novas descobertas oferecem uma imagem diferente. Em 1988, uma pesquisa revelou que, quando stressados, os organismos têm mecanismos de adaptação molecular para seleccionar genes e alterar o seu código genético. Ou seja, eles podem mudar a sua genética em resposta a experiências ambientais. Outros estudos mostram que a biosfera (todos os animais e plantas) é uma gigantesca comunidade integrada que se baseia em uma cooperação das espécies. A natureza não se importa com indivíduos numa espécie, mas com o que a espécie como um todo faz para o ambiente.

Segundo a nova biologia, a evolução: 1) não é um acidente; 2) baseia-se em cooperação. Uma teoria mais recente sobre o tema ressaltaria a natureza da harmonia e da comunidade como uma força motriz por trás da evolução.

Como o senhor concluiu que podemos comandar e mudar nossas células e genes?

Minhas primeiras ideias científicas basearam-se em experiências que comecei em 1967, usando culturas de células-tronco clonadas. Nesses estudos, células geneticamente idênticas foram inoculadas em três placas de cultura, cada qual com um diferente meio de crescimento. Numa placa, as células-tronco tornaram-se músculos; noutra, células ósseas; na terceira, células de gordura. Os meus resultados, publicados em 1977, revelam que o ambiente controlou a actividade genética das células.

Esses estudos mostram que os genes propiciam o surgimento de células com "potenciais", os quais são seleccionados e controlados pela célula a partir de condições ambientais. As células ajustam dinamicamente os seus genes de forma que eles possam adaptar-se às demandas do ambiente.

Mais tarde, descobri que a membrana celular equivalia ao cérebro da célula. No desenvolvimento humano, a pele embrionária é a precursora do cérebro. Nas células e no ser humano, o cérebro lê e interpreta a informação ambiental e então envia sinais para controlar as funções e o comportamento do organismo.

Quem está no comando do nosso corpo?

Nas primeiras semanas do desenvolvimento do embrião, os genes basicamente controlam o desenvolvimento do plano corporal de um humano (criam dois braços, duas pernas, etc.). Uma vez que o embrião toma a forma humana (torna-se um feto), os genes assumem uma posição secundária, controlando o desenvolvimento do corpo pela informação ambiental. Durante esse período, a estrutura e a função do corpo fetal são ajustadas em resposta à percepção do ambiente da mãe, que, via placenta, influencia a genética e a programação comportamental do feto.

A "leitura" dos sinais ambientais (no útero e após o nascimento) capacita as células do corpo e os seus genes a fazer ajustes biológicos para sustentar a vida. Como os sinais ambientais são lidos e interpretados pelas "percepções da mente"
(Nota: Mente = Espírito que foi doado por Deus para dar vida àquele corpo.R), a mente torna-se a força básica que, em última instância, modela a vida de uma pessoa.

Como os campos energéticos controlam a bioquímica do corpo?

As funções do corpo derivam do movimento das moléculas (basicamente proteínas). As moléculas mudam de forma em resposta a cargas electromagnéticas ambientais. Influências físicas tais como hormonas e remédios podem oferecer essas cargas eléctricas indutoras de movimento. Mas campos de energia vibracional harmonicamente ressonantes também fazem as moléculas mudar de forma e activar as suas funções. Enzimas de proteínas podem ser activadas num tubo de ensaio por substâncias químicas e por frequências electromagnéticas, como ondas de luz.

Podemos evitar doenças enviando mensagens positivas para as nossas células?

Só 5% das doenças humanas são relacionadas a defeitos genéticos de nascença. Portanto, 95% de nós nascemos com um genoma adequado a uma vida saudável. Para os doentes dessa maioria, a pergunta é: por que temos problemas de saúde? Reconhece-se hoje que o estilo de vida causa mais de 90% dos problemas de coração, mais de 60% dos casos de câncer e, talvez, todos os casos de diabete tipo 2. Quanto mais olhamos, mais vemos como as nossas emoções, reacções à vida, dieta pobre, falta de exercício e stress modelam a nossa vida. Como temos um controle significativo sobre o nosso organismo, podemos reprogramar a saúde e a vida com as nossas intenções
(Nota: Deus fez-nos perfeitos. As doenças são provocadas pelo nosso comportamento desregrado. R) Se de facto soubessem como o seu organismo funciona, as pessoas poderiam influenciar a sua saúde, e isso seria o melhor preventivo para a doença.

É possível remodelar os nossos pensamentos mais profundos?

O problema é que não entendíamos como a mente trabalha. Temos duas mentes, a consciente e a inconsciente (
Nota: no inconsciente entra a enxurrada de informação que o Espírito Santo nos dá constantemente, e que o nosso espírito tenta “transmitir” para a Mente. Só que os mais avançados na espiritualização conseguem compreender alguma coisa. A maior parte da informação surge-nos como “pressentimentos” ou “intuições”. R). Associamos a primeira à nossa identidade pessoal - é a mente pensante, racional (Nota: No cérebro. R). A mente subconsciente opera sem a supervisão da consciente - é a "mente automática" (Nota: a Mente do Coração. R). Se as crenças da mente subconsciente conflituarem com os desejos da mente consciente, quem ganhará? A resposta é clara: a mente subconsciente, pois ela é uma processadora de informações um milhão de vezes mais poderosa do que a outra e, como os neurocientistas revelam, opera em torno de 95% do tempo.

Pensávamos que se a mente consciente se tornasse cônscia dos nossos problemas, corrigiria automaticamente quaisquer programas negativos descarregados na mente subconsciente. Mas isso não funciona, porque a mente subconsciente é como um gravador - ela grava comportamentos (os fundamentais, na maioria, são armazenados antes dos seis anos de idade) e, ao se apertar um botão, o programa será repetido incontáveis vezes (hábitos). Não existe uma "entidade" na mente subconsciente que "ouça" o que a mente consciente quer. (
Nota: O problema é a conexão entre as duas Mentes, ou seja a conexão entre a Mente consciente, no cérebro, com a Mente do Coração conectada com o nosso Espírito. Quanto mais espiritualizado estiver o ser, melhor recebe as mensagens. Aqueles que mergulham totalmente na matéria, não se importando com assuntos do Espírito, vão perdendo o contacto com o Espírito Santo e só ouvirão ruídos da estática. É como um rádio mal sintonizado. Mais claro se ouve, quanto mais evoluído for o espírito. R).

Pensamentos positivos funcionam quando a meta desejada é apoiada pelas intenções da mente consciente e pelos programas da mente subconsciente. Quanto a isso, existem três maneiras de mudar crenças velhas, limitativas ou sabotadoras na mente subconsciente: a meditação budista mindfulness, a hipnoterapia clínica e a chamada "psicologia da energia". Todos esses métodos são discutidos na secção "Resources" do meu site (www.brucelipton.com). (
Nota: dentro dos vários métodos para ter acesso à Mente inconsciente, há uns melhores que outros, há os que poderão ser altamente perniciosos para a Alma do indivíduo, e há os mais favoráveis porque não permitem o acesso de entidades externas, como espíritos negativos, e demónios, do astral inferior. Para mim, o método mais seguro é o de confiar no Senhor e alimentar o nosso espírito pela oração. Aos poucos, com o desenvolvimento espiritual e melhor acesso ao Espírito Santo, é muito mais fácil atingir esse objectivo. Jesus quando subiu aos Céus deixou o Espírito Santo na Terra para guiar e ajudar o ser humano. R)

Fonte: http://www.terra.com.br/revistaplaneta/edicoes/428/artigo89544-1.htm


Domingo, 6 de Dezembro de 2009

terça-feira, 19 de setembro de 2017


Nova Ordem Mundial Quer Criar um Estado Mundial Único que irá Controlar Tudo na Terra

Pacientemente os Illuminati foram construindo os alicerces para a formação de um Estado Único Mundial, invadindo os países dos mais relutantes e exercendo a sua pressão económica e financeira nos mais fracos, guiando-os, à força, para o objetivo pretendido.

Como dominam praticamente todos os pontos-chave do mundo, as populações adormecidas e "embaladas" pelos programas dos Mídea, muito bem delineados e preparados por técnicos psicólogos das massas, não se apercebem do que se está a passar à sua volta. As massas estão cada vez mais condicionadas e viciadas nesses programas de entretenimento, sem "sumo" nenhum, sem nada de interesse para a sua evolução ou informação útil, num estado artificial de  "felicidade" e "auto-realização" em bisbilhotar o que se passa na vida de uma ou duas dúzias de desgraçados completamente "deslumbrados" pelas luzes da ribalta e promessas de prémios em dinheiro, bem como séries cada vez mais frequentes com zumbis, assassinos em série, seres fantasmagóricos, vampiros, feiticeiros, magos e muito, muito movimento. Não há praticamente enredo nenhum ou uma história bem contada.

Que saudades eu tenho dos filmes antigos em que nos apresentavam uma história bem estruturada e a mensagem de que os bons costumes, honestidade e ética, triunfavam sempre. Mostravam o lado mau da vida, mas sem exagerar como hoje em que o enredo está sempre baseado no masoquismo, no sofrimento gratuito, imagem após imagem, sem uma lição a dar. As próprias telenovelas são pródigas no mesmo sentido: canalhices, ambição, atropelos para subir na vida e nem um pequeno incentivo para que se progrida com o resultado de trabalho honesto, ético, apaixonado, responsável.

Parece que não tem importância, mas o carácter e personalidade são muito influenciados pelo exemplo e pelo que as crianças observam, e nos dias de hoje o convívio é pouco, muito pouco mesmo, ao ponto de os jovens, no mesmo espaço, comunicarem por sms e passarem a maior parte do seu tempo em frente de um computador ou da televisão.

Os seus valores, as suas perspetivas, são diferentes dos valores e perspetivas das gerações anteriores e, logo à partida, verificamos a falta de respeito e desprezo que têm pelos mais velhos (há exceções, é claro, de poucos pais que procuram transmitir  valores e afetos), facto que é fomentado nas séries e novelas da televisão. Os próprios "desenhos animados" são assustadores pela violência que transmitem, muito diferentes dos "desenhos animados" das décadas anteriores.

Poderemos dizer que as novas gerações já estão sobre o domínio do plano Illuminati de degradar a sociedade e um exemplo disso é que até os próprios pais agridem os professores que querem “educar” e permitem a completa degradação do ensino por toda a Europa, com os ideais “implantados” pelos Midia.

O texto a seguir mostra-nos a fase em que o mundo se encontra, no caminho para a Governança Global.

 
Nova Ordem Mundial Quer Criar um Estado Mundial Único que irá Controlar Tudo na Terra

Segunda-feira, 6 de Abril de 2015 |

 

(Nota: Reparem na gravura representativa da UNIÂO NORTEAMERICANA. Os EUA a mandar, o Canadá a organizar e o México a dar a mão-de-obra escrava. Numa coligação há muito planeada, inclusivamente o uso de uma nova moeda comum, o Amero. R)

A Nova Ordem Mundial quer criar o mais rápido possível um estado mundial único (Governo Único Mundial) que pode controlar qualquer ramo da humanidade sob uma única direção. Conheça neste artigo as diferentes iniciativas em andamento.

A fase mais avançada de implementação deste plano pode ser vista no continente europeu, onde a União Europeia (UE) reúne 27 estados, dos quais 16 adotaram a moeda única, o Euro. Há um Parlamento Europeu, a Comissão Europeia, Banco Central Europeu, o Tribunal de Justiça da União Europeia, etc. Outras partes do mundo vão visivelmente na mesma direção através da criação de uma união continental. Olhando para o panorama geral, a UE aparece como uma área de teste de um modelo que está a ser repetido em todo o mundo.

No continente norte-americano, está agendada a constituição da União Norte-Americana (North American Union-NAU), que terá o Amero como moeda única. Foi negociado e decidido sem cidadãos dos EUA, México e Canadá terem conhecimento.

O Congresso dos Estados Unidos não foi consultado, embora isso seja contra a lei dos EUA.

No continente sul-americano já foi estabelecido através da integração das duas uniões económicas regionais, o Mercosul e a Comunidade Andina, a União de Nações Sul-Americanas (UNASUL).

Isso inclui 12 países. A intenção de criar um modelo de Comunidades da América do Sul seguindo o modelo da Comunidade Europeia foi anunciada em Dezembro de 2004, quando foi assinada a Declaração de Cuzco, na ocasião da terceira cimeira sul-americana. O tratado que institui a Unasul foi assinado em 23 de Maio de 2008. Ele prevê a adoção de uma moeda única, a criação de um banco central (Banco do Sul) e a instalação de um Parlamento Sul-americano na capital da nova união em Quito, no Equador. Allan Wagner Tizon, o ex-secretário-geral da Comunidade Andina,

comunica que o prazo para a conclusão do processo de integração é em 2019.

No continente Africano foi criado em Julho de 2002, a União Africana (AU), constituída por 53 estados. A Comissão da União Africana consiste no modelo da Comissão Europeia e está sediada em Addis Abeba, na Etiópia. O Parlamento Pan-Africano (PAP) que estabeleceu o modelo do Parlamento Europeu tem 265 membros e está localizado em Midrand, na África do Sul. E da União Africana nasceu, conforme o previsto, as comunidades económicas regionais, como a Organização de Unidade Africana (Organization of African Unity-OAU) ou a Comunidade Económica Africana.

Elas têm o seu próprio exército (que surgiu como uma força de manutenção da paz na zona de conflito, como em Darfur ou na Somália), um único banco (Banco Africano de Dezvoltare), e o Tribunal de Justiça (Curtea Africana de Justitie). A UA planeia implementar uma moeda única, o AFRO. Alguns países do Norte Africano, como o Marrocos, não fazem parte da UA, mas a sua integração está prevista na União para o Mediterrâneo, que será composta por países da UE, norte da África e do Médio Oriente.

Na Ásia, as coisas estão menos avançadas, mas as medidas tomadas até agora são as mesmas. Em 2002, foi formada pela fusão de vários organismos económicos (ASEAN, SAARC, do Conselho de Cooperação do Golfo), o Asia Cooperation Dialogue-ACD. Ele inclui 30 países e é considerado o precursor da União Asiática.

Os países do Médio Oriente, que são parte da Ásia, mas não manifestaram a sua intenção de entrar no ACD já começaram a constituir a União do Golfo, na qual está prevista uma moeda única após 2008 quando foi criado o Banco Central do Golfo (Gulf Central Bank). O que resta? A Austrália, que é em si um país continente.

Em Junho de 2008, Kevin Rudd, o primeiro-ministro da Austrália, disse que pretende criar em 2020, uma comunidade Ásia-Pacífico seguindo o modelo da União Europeia.

Do ponto de partida dos 195 "estados independentes" que existem em todo o mundo, 125 já estão incluídos numa ou outra das cinco uniões continentais. Da população total mundial (6.760.000.000 de pessoas), 5.880.000.00 já estão incluídas em uma dessas uniões. Veja como passos cruciais foram feitos de forma imperceptível, a fim de constituir um estado único mundial mais fácil, sob uma única direção (governo único global).

quinta-feira, 14 de setembro de 2017



Os jogos de interesses levam o mundo para o caos. Neste caso, a morte de Kaddafi, tem como consequência evidente a “invasão da Europa pelo Islame. O próprio Kaddafi uma vez afirmou que ele é que impede o êxodo dos africanos para a Europa. Ao matarem-no desimpediram a rota de fuga e os Europeus, apesar de já terem compreendido estes erros gigantescos dos americanos, continuam a apoiar a sua política errada, o que é o princípio do fim. Mais uma vez se provou que a propaganda norte-americana para invadir um país está baseada no engano e na mentira. O caos repete-se depois do Iraque, do Afeganistão, da Líbia e agora a Síria.

·        

 
Brutalidade! "Allah u akbar" gritaram os bárbaros

 

O que a Comunicação Social não vai mostrar nem dizer:

I – SEJA KADDAFI O BIZARRO QUE FOR, A ONU CONSTATOU EM 2007 QUE A LÍBIA TINHA:

·         1 – Maior Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) da África ;

·         2 – Ensino gratuito até à Universidade;

·         3 – 10% dos alunos universitários estudavam na Europa, EUA, com tudo pago;

·         4 – Ao casar, o casal recebia até 50.000 dólares para montar casa;

·         5 – Sistema médico gratuito, rivalizando com os europeus. Equipamentos de última geração, etc…;

·         6 – Empréstimos pelo banco estatal sem juros;

·         7 – Inaugurado em 2007,  o maior sistema de irrigação do mundo, vem tornando o deserto (95% da Líbia) em fazendas produtoras de alimentos.;

 

II – PORQUE “DETONAR” A LÍBIA ENTÃO?….

·         Três principais motivos:

·         1 – Tomar o seu petróleo de boa qualidade e com volume superior a 45 mil milhões de barris em reservas;

·         2 – Fazer com que todo o mar Mediterrâneo fique sob o controlo da OTAN. Só falta agora a Síria;

·         3 – E provavelmente o principal:

·         O Banco Central Líbio não é atrelado ao sistema financeiro mundial.

·         – As suas reservas são toneladas de ouro, que dão respaldo ao valor da moeda, o dinar, que desta forma está resguardado das flutuações do dólar.

·         – O sistema financeiro internacional ficou possesso com Kaddafi, após ele propor, e quase conseguir, que os países africanos formassem uma moeda única desligada do dólar.

 

III – O QUE É O ATAQUE HUMANITÁRIO PARA LIVRAR O POVO LÍBIO:

 
·         1 – A OTAN comandada, como se sabe, pelos EUA, já bombardeou as principais cidades Líbias com milhares de bombas e mísseis em que um único projétil é capaz de destruir um quarteirão inteiro. Os prédios e infra estruturas de água, esgotos, gás e luz estão seriamente danificados;

·         2 – As bombas usadas contêm DU (Uranio empobrecido) que tem um tempo de vida de cerca de 3 mil milhões de anos (causa o cancro e deformações genéticas);

·         3 – Metade das crianças líbias estão traumatizadas psicologicamente por causa das explosões que parecem um terramoto e racham as estruturas das casas;

·         4 – Com o bloqueio marítimo e aéreo da OTAN, as crianças sofrem principalmente com a falta de medicamentos e alimentos;

·         5 – A água já não mais é potável em boa parte do país. De novo as crianças são as mais atingidas;

·         6 – Cerca de 150.000 pessoas por dia, deixam o país através das fronteiras com a Tunísia e o Egipto. Vão para o deserto ao relento, sem água nem comida;

·         7 – Se o bombardeio terminasse na altura (2014-2015), cerca de 4 milhões de pessoas estariam a precisar de ajuda humanitária para sobreviver: Água e comida.

 

·         De uma população de 6,5 milhões de pessoas.

·         Em suma: O bombardeio “humanitário”, acabou com a nação Líbia. Nunca mais haverá a “nação” Líbia tal como ela existia.

 
·         SIMPLES ASSIM.

·         Sempre atento:

·         Observer!

segunda-feira, 11 de setembro de 2017


A MÁFIA DE COBARDES QUE DESBARATAM O PATRIMÓNIO NACIONAL. ABUTRES.

Certamente ouviram, em 2015, a notícia de que cerca de 148 pessoas NÃO MEDIÁTICAS foram "executadas por um grupo terrorista islâmico na Universidade de Garissa no Quénia.

Este massacre não deu direito a vinte minutos de "conversa" na abertura dos nossos noticiários nem fez a Comunicação Social andar num frenesim semelhante ao "massacre" dos jornalistas em França que, neste caso, provocaram a situação, porque realmente as suas críticas eram de muito mau gosto.

Aqui os líderes europeus, já não se pronunciaram nem deram o espectáculo que deram em Paris com o "Je Suis Charlie". Porquê?

Porque os de cá eram brancos e dos de lá eram negros e, segundo as intensões dos Illuminati, os negros são para abater. Aqueles presidentes, ministros e figuras públicas que por lá apareceram, em Paris, de mão dada com um ar muito pesaroso, desapareceram e nada dizem. Hipocrisia… e da grande. Desgraçados daqueles que acreditam nessa gente.

O único líder mundial que se pronunciou foi o Papa Francisco.

Cá por Portugal, o país dos gangsters falhados, como li algures, ficamos a saber que os americanos compraram o "resort" de Vila Moura, pelo valor três vezes inferior ao que valia há cinco anos. Deram apenas 200 milhões de euros por um complexo que valia 600 milhões.

Gostava de saber o nome dos portugueses que "cozinharam" este "negócio" e que, consequentemente, não ficaram a perder, a não ser o erário público.

Só para lembrar algumas "negociatas" junto um anexo esclarecedor do que por aí vai.

A MÁFIA DE COBARDES QUE DESBARATAM O PATRIMÓNIO
NACIONAL. ABUTRES.


Abril de 2014

Eu sei que continua a haver pessoas que se recusam a acreditar que existe corrupção em Portugal. Mas certamente ao ver o vídeo, não restarão dúvidas.

Estamos dominados por máfias que sem escrúpulos vendem o património de todos nós ao desbarato, para dar milhões a amigos, para silenciar inimigos, para enriquecer clientes e a eles próprios. E pasme... Sabia que existem empresas que prestam serviços de corrupção? Arranjam clientes para corromper os governantes, arranjam governantes que se querem deixar corromper, arranjam reuniões, vendedores, compradores, bancos mafiosos, perseguem e ameaçam quem tenta sair ou denunciar o esquema... e cobram pelos seus serviços.

Tudo isto ganha contornos arrepiantes quando percebemos a estranha incompetência da policia!!!

A TVI identifica criminosos, moradas, telefones, empresas, bancos, sócios, etc., etc., que a PJ nunca conseguia identificar.

Não sei se já viu a sua sessão de cinema de hoje, ou se já teve o seu momento deprimente da semana, mas acredite quando lhe digo, que esta belíssima reportagem, deixa muitas obras primas pelo caminho. Um filme trágico que roça a comédia, pois aqui os mafiosos são apenas cobardes sem inimigos. Não precisam de temer nem a polícia, nem a justiça, nem as entidades fiscalizadoras... pois ninguém os incomoda. E a vitima, o zé povinho, o que mais deveria queixar-se, não sabe nem quer saber de nada. Não o incomodem que ele detesta gente deprimente que só fala de política.

Além do mais o futebol e os debates de bola, desgastam-lhe muito o cérebro, não sobra tempo nem paciência para mais nada.

Por isso esta máfia prolifera como cogumelos. Impune e destemida, sem predadores que os travem. Para se ser mafioso em Itália, é preciso correr riscos, viver escondido, assustado, ter coragem para a qualquer momento lutar pela vida à força de tiros, facadas, porrada e chantagem. Em Portugal, basta ter acesso ao dinheiro e ao poder público, depois é só facilidades, sem medo, sem risco e, claro, doses elevadas de falta de vergonha para roubar um povo ausente e ingénuo.

Se é daqueles que se interessa, não deixe de ver este video.

AO QUE ESTE PAÍS CHEGOU.... O PATRIMÓNIO NACIONAL DESBARATADO PELA MÁFIA. PARECE SURREAL, MAS É REAL.

VENDER PATRIMÓNIO DOS PORTUGUESES DÁ-LHES A GANHAR MUITOS MILHÕES EM POUCOS MINUTOS. SEM TRABALHO NEM ESFORÇO.

OS FORA DA LEI APOSSARAM-SE DE PORTUGAL

A TVI identificou mafiosos, moradas, telefones, esquemas e nada acontece a ninguém???

Pessoas Envolvidas

Nuno Miguel Ribeiro Ventura da Costa - promotor da reunião entre Luís Oliveira e o Tio de Sócrates, Júlio Monteiro; Júlio Monteiro - o homem que não fala com os sobrinhos; João Filipe Rodrigues de Oliveira Ondas Fernandes - administrador da Estamo; Inspector Rui Barreiros - Unidade Nacional de Combate à Corrupção da PJ;

Arlindo Carvalho - comprou o terreno em causa - antigo ministro da Saúde nos governos de Cavaco Silva;

Descrição do caso

A lista de crimes é longa: corrupção, branqueamento, peculato, tráfico de influência, fraude, gestão danosa, falsificação, participação económica em negócio.

Luís Leal de Oliveira (LO), empresário que estaria interessado em adquirir propriedades à Estamo e enceta os contactos necessário para o conseguir.

- 2007 - A Estamo lança um concurso público para a venda de 6 parcelas de terreno anexas ao Estabelecimento Prisional de Alcoentre e do Convento de São Bernardino em Peniche: O valor interessante e rentável destes terrenos reside no facto de estarem na área de influência do, na altura, previsto aeroporto da Ota.

- LO entra no concurso mas encontra várias irregularidades, quem ganha o concurso é a Sociedade Agrícola da Quinta do Convento da Visitação, SAG. Na reportagem refere-se que esta sociedade está ligada a Arlindo Carvalho (ministro nos governos de Cavaco Silva). LO não desiste, contacta Nuno Costa (NC) pessoa que parece funcionar como facilitador de contactos. NC arranja uma entrevista com Júlio Monteiro (o célebre tio de José Sócrates, envolvido no caso Freeport). Nessa entrevista estarão presentes LO, NC e Júlio Monteiro. LO tentará mover as influências necessárias para contestar o resultado do concurso.

- 2007.05.21 A reunião decorre dentro de um carro junto à praça de toiros de Cascais de uma forma surrealista, mais parecida com o filme "O Padrinho". Júlio Monteiro confirma que houve a entrevista, mas nega ter falado com o sobrinho.

Uma semana depois LO recebe um telefonema da Estamo a marcar uma reunião, isto poderá ter sido produto da entrevista com Júlio Monteiro ou não. A reunião é feita na Estamo com João Filipe Rodrigues de Oliveira Ondas Fernandes – Vogal Executivo. Depois de exercida alguma pressão e depois também da intervenção de Nuno Costa

(que estava presente) este administrador oferece para venda, uma série de terrenos apetecíveis (Antigo Lazareto em Porto Brandão, Convento de Brancanes em Setúbal, Messe de Oficiais em Lagos e o Convento das Mónicas em Lisboa).

Além disto, quando questionado por Luís Oliveira acerca da possibilidade de venda de um determinado imóvel (a casa do director do Estabelecimento Prisional de Alcoentre) este responde de forma enigmática: - Agora é um quarto para o meio dia e neste momento não está à venda, mas se me quiser ligar ao meio dia e um quarto pode ser que já esteja.

Por motivos pessoais LO (assassinato da irmã) alega ter desistido de se envolver nestes negócios menos claros e envia uma carta ao primeiro-ministro a relatar o modo como é desbaratado o património público. Nunca foi contactado acerca deste assunto.

- 2009.04.16 - LO apresenta queixa na Procuradoria-Geral da República. Este assunto é noticiado na comunicação social e imediatamente Luís Oliveira recebe um telefonema de NC e marcam um encontro. Nesse encontro NC deixa bem claro que LO vai ter de pagar alguma coisa porque usou os serviços da rede de corrupção e ainda por cima denunciou o caso à comunicação social. NC faz ameaças de morte. LO propõe o pagamento de 25 mil euros, que é aceite. Entrega a NC um cheque de uma conta que já não existe. Começa então a receber estranhos SMS em código que parecem constituir ameaças.

- 2009.07.10. O telemóvel de LO é entregue À PJ - unidade nacional de combate à corrupção para análise. O Inspector Rui Barreiros apresenta passados quatro dias (a 14 de Julho) um relatório surpreendente, lê-se a certa altura: "Antes de mais, importa referir que o contacto de telemóvel em referência no Exame Forense, que imediatamente antecede, não acusa qualquer identificação junto dos serviços públicos de informações telefónicas da operadora." No entanto os repórteres da TVI telefonam para as informações da Vodafone e imediatamente obtém o subscritor do número de telefone que enviou os SMS: Commerznc Service Provider. Policia eficiente?

Esta empresa foi criada em 2006 por Nuno Costa, o promotor da reunião em Cascais. Notar que quando a reportagem foi feita a morada da sede, em Carcavelos era a de Nuno Costa. NC desmente tudo e não concede entrevistas. Resta saber como foi possível a PJ não descobrir o que os repórteres descobriram tão

facilmente. Na reportagem os autores interrogam-se se terá havido negligência, incapacidade técnica, dolo, todos estes comportamentos são passíveis de acção disciplinar e criminal. Outro aspecto interessante é o facto das ameaças terem parado no exacto momento em que o telemóvel foi entregue na PJ. O tempo passa e as ameaças pararam. Um ano depois o processo é arquivado em 2010.09.29.

- Parpública - Holding de gestão de participações do estado, aparece inúmeras vezes relacionada com casos pouco claros, veja-se por exemplo esta busca.

- Sagestamo - Sociedade Gestora de Participações Sociais Imobiliárias SA. Tem como funções principais: (i) O arrendamento de imóveis ao Estado e outros entes públicos interessados na respectiva utilização; (ii) Alienação do património imobiliário excedentário; Esta sociedade é a accionista única da Estamo (entre outras participadas):

- Estamo - Empresa focada nesta reportagem. Os imóveis para venda estão quase todos listados como em negociação directa (ver screenshot da página anexado a esta análise). Se analisarmos o layout dos sites da Sagestamo e respectivas participadas, constatamos várias coisas: Foram obviamente feitos todos pela mesma empresa;

O anterior indica que há sinergias a laborar dentro deste grupo, isso por princípio é bom. Por outro lado fico com a sensação de que toda esta construção de holdings e sub-holdings não passa de uma forma de aumentar o número de cargos e tornar mais complicada toda a estrutura. Há vastas regiões dos sites que estão em construção.

Partes deste artigo Baseadas em Tretas.org

Veja também neste video, governo Sócrates vende hospitais e outro património nacional, só para ocultar buracos. Há ainda que somar a todo este desbaratar de património, o vídeo que se segue, para perceber a mina de ouro que é vender património nacional. São muito milhões que o país perde e vão para as mãos dos compradores e vendedores.

 


Estes vídeos fazem parte da Grande Reportagem de investigação da TVI, dos verdadeiros e competentes detectives e cidadãos, Rui Araújo, Rui Pereira e Carlos Lopes - «Abutres» retrata a corrupção no seio do Estado. (toda a publicidade dos vídeos reverte para a TVI)

 
html#ixzz3WcsgIJWn