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sexta-feira, 14 de julho de 2017


A ASCENSÃO ESPIRITUAL

Na ascensão espiritual surgem dores comuns como perda de amigos, mal-entendidos na família, serem escarnecidos e ridicularizados pela sociedade, mudanças na carreira profissional e, por último a solidão, que é um subproduto natural da ascensão espiritual.

Pode ser bastante traumática a perda de alguns amigos que não entenderão as novas facetas no carácter da pessoa. Conforme a conexão espiritual (entre o nosso Espírito e o Espírito de Deus) for melhor, as mudanças no nosso íntimo são bastante rápidas e isso pode afectar algumas das nossas amizades mais próximas que não compreendem esta mudança súbita no nosso comportamento (nova visão da Criação, o respeito pela Vida, o repúdio de actividades consideradas cruéis no tratamento de outras espécies como a caça, touradas, criação acelerada de seres vivos para consumo, repúdio do aborto e falta de respeito pelo nosso corpo que é o templo de Deus e deve ser respeitado, protecção activa dos animais domésticos, repúdio da violência, respeito das Leis por imposição da própria consciência e não por estarem escritas, repúdio pela comercialização do corpo humano como as “barrigas de aluguer” que implicam forçosamente o pagamento de impostos, etc.).

Sentimo-nos vazios, sem interesse pelas conversas fúteis que costumávamos ter com os amigos, preferindo discutir questões que esses amigos não entendem ou não estão interessados. Chegam ao ponto de nos consideraram loucos, desequilibrados ou deprimidos em último grau.

A verdade é que não temos o poder de converter ninguém para o nosso modo de pensar e nem devemos, sequer, insistir com eles. Nesta caminhada para a Luz muitos ficarão para trás, alienados para os valores materiais presentes sem questionarem se estão certos ou errados. Tudo o que podemos fazer é sermos genuínos, e o Espírito Santo irá conectar-nos com pessoas que estejam em maior sintonia com a nossa vibração conforme formos ascendendo.

Quanto às relações familiares, parte também se afastará por ficarem confusos pela nossa mudança de perspectiva e nos encararem como “outra” pessoa, talvez mal influenciada ou perdida nos valores a que estão habituados a considerarem como imutáveis. Basta sermos “nós mesmos” e trazermos para cada conversa a energia adequada para os entes mais queridos compreenderem. É melhor sermos mal interpretados por sermos o que somos do que nos escondermos com medo do que a família possa pensar.

Enquanto muitas pessoas estão num caminho espiritual consciente no mundo de hoje, há muitas outras que permanecem na escuridão sobre a sua verdadeira natureza. Essas pessoas, assustadas, tudo farão para nos ridicularizar por sermos diferentes, e zombar, ridicularizar e maltratar é apenas uma parte de estar distante de um mundo que está a “dormir”.

Esta é, provavelmente, a dor de crescimento mais comum na ascensão espiritual. O facto de nos considerarem “fora” do sistema considerado como certo e imutável, pode ser desconfortável de início, mas com o desenvolvimento espiritual e as “certezas” alcançadas será mais fácil de lidar. A partir de dado momento conseguimos “projectar” conforto para o mundo e ser menos julgados como resultado da nossa confiança e influência sobre quem nos rodeia.

O Espírito Santo filtra as experiências que se abatem sobre os nossos pontos fracos e deste modo transforma os pontos fracos em pontos fortes.

Quanto à carreira profissional, quando há mudança de perspectiva sobre determinado trabalho pode não ser uma boa opção continuar nessa situação. De repente, o trabalho que temos pode ficar “pequeno”, desadequado ou insignificante para a perspectiva de Vida que começamos a descobrir, prejudicando a nossa Alma.

Durante o despertar espiritual podemos chegar à conclusão de que o trabalho que temos não funciona como uma extensão da nossa Alma (competitividade gratuita, materialismo puro, ganância, “golpadas” para juntar mais uns tostões, desapego da família para seguir uma carreira materialista atrás do dinheiro, negócios à frente do bem estar das famílias e da comunidade, etc).

Será necessário, nestes casos, uma mudança de carreira que pode ser intencional e planeada ou, por ajuda do Espírito Santo que nos protege, ser demitido repentinamente. (Muita gente, que se vai espiritualizando, foge da competitividade e correria das cidades para irem viver para o campo e terem uma vida mais calma, gozando a companhia da família. Muitos tomam essa decisão e só dizem que querem uma vida calma, mas a verdade é que estão a ser guiados e ajudados pelo Espírito Santo e agiram por impulso.).

 Quando somos incompatíveis vibracionalmente com a forma como gastamos o nosso tempo é uma questão de tempo descobrir que a solução ideal é mudar de trabalho. Pelo avanço espiritual a situação é resolvida por intervenção Divina sem sequer nos apercebermos.

Comigo sucedeu uma situação destas e não me apercebi de nada na altura. Contra todos os cálculos e previsões, o “salto” foi dado por impulso. Ainda hoje me admiro como é que, naquela altura, em início de vida (Vim na ponte aérea de Angola, sem trazer nada de valor comigo, apenas umas mudas de roupa) tive a coragem de abandonar uma situação estável, no Quadro definitivo de uma empresa, com um bom salário (lugar de chefia) para regressar ao Estado - onde trabalhava em Angola e esperei três anos para ser integrado - ganhar menos do que ganhava na empresa onde estava.

Não me sentia confortável no meu trabalho porque como Designer Gráfico preferia trabalhar na profissão do que estar num lugar de Direcção a fazer orçamentos, reuniões desgastantes onde nada se resolvia, coordenar os trabalhos e equipa de vendedores e demais burocracias. Fui sempre um técnico e detestava trabalho administrativo.

Mas ao pensar em mudar de actividade, e regressar inclusivamente ao meu vínculo com o Estado que esperava a sua activação para os ex-assalariados que não pertenciam aos Quadros, metia-se na frente o factor “rendimentos”, ou seja, não interessava ir ganhar menos.

Quando fui integrado no Estado, recebi convite para coordenar uma gráfica de uma Direcção-Geral, cujo Director-Geral conhecia o meu trabalho em Angola, mas o salario era inferior ao que eu usufruía na Empresa particular. As condições eram boas, no campo psicológico, pois teria liberdade e autonomia para organizar o Serviço a meu gosto. Sempre dei mais valor à situação de autonomia laboral e consideração entre as partes (empregador e empregado) do que ganhar muito bem mas estar limitado e não poder ter iniciativa sobre o que fazer.

Numa tarde, sozinho em casa, sentado à varanda, a meditar nos prós e contras, com o desejo do raciocínio intelectual a martelar que devia ficar onde ganhava mais e ocupava um cargo de direcção, se bem que com pouca autonomia, e o desejo do coração a mandar seguir a minha intuição, resolvi aceitar o convite e pedir a demissão na empresa onde trabalhava, tendo consciência que iria atravessar uma fase difícil porque o rendimento seria menor. Ganhava em 1978, 13 000 escudos, limpos, e iria ganhar no Estado apenas 10.000. (Baixaram-me três letras quando ingressei no Estado em Portugal). E a renda de casa eram 5 500 escudos e tinha mulher e filha para sustentar.

Hoje acredito que esta tomada de decisão foi por influência Divina, pois não fiquei prejudicado. Digo isto porque não acredito em coincidências. Foi o reconhecimento do meu trabalho, ou da minha postura como empregado.

Pedi a demissão, o que logo à partida me fazia perder qualquer indemnização a que teria direito, mas a Administração da empresa deu-me o ordenado mais três meses de indemnização e, surpresa das surpresas, pediu-me “um favor”. Um favor!!. Fiquei inquieto.

Propuseram-me que fosse à empresa uma hora por dia para fazer os orçamentos, já que não pretendiam contratar outro Director Técnico mas sim nomear um Encarregado-Geral para coordenar os trabalhos na Oficina. Estipularam uma avença de 6 000 escudos mensais, o que eu aceitei imediatamente. Ainda estive nessa situação mais de um ano até que eu é que me afastei para fazer trabalhos em casa e que rendiam mais.

Na altura pensei que tive sorte. Hoje sei que houve um propósito e nada devemos à sorte. Confiamos em Deus e o Seu Espírito levar-nos-á ao sítio certo.

Desenvolvi uma boa Oficina Gráfica no Ministério onde prestei serviço, acompanhei sempre as novas tecnologias e tive sempre autonomia para fazer o que queria, desde que respondesse às solicitações dos Organismos que recorriam aos nossos serviços. Foi feita uma Oficina Gráfica de raiz, funcional, elogiada por todos os técnicos do ramo que lá iam. O meu chefe directo estava na Praça do Comércio e eu estava em Xabregas, absolutamente à vontade.

E outra “coincidência”. Aquele serviço, com 400 metros quadrados, foi “levantado” obedecendo à planta feita por mim, com as tomadas de corrente, esgotos, canalização e distribuição dos diversos sectores de intervenção. Passei lá toda a minha carreira profissional em Portugal, 25 anos, e quando me reformei foi desmantelado. Devo ser o único funcionário que recebeu um Serviço devidamente equipado que fechou quando passei à reforma. Tive um trabalho só para mim onde tive total liberdade de acção. Hoje não tenho aquela nostalgia, ou “ciúme” de o meu gabinete estar ocupado por outro.

E para finalizar, a última dor do crescimento espiritual, a Solidão. Como os nossos relacionamentos, emprego e estilo de vida, tiveram de mudar, também mudou a nossa capacidade de confiar nas coisas que costumávamos confiar. O Espírito Santo guia-nos e vai-nos preparando para novos cenários e estilo de vida, mas temos também que nos esforçar para conseguirmos isso.

Uma coisa é certa. As pessoas que encontrarmos movidas pela luz do desenvolvimento espiritual irão fornecer-nos amizades e conhecimentos que são genuínos e edificantes. As nossas vibrações atrairão pessoas que sentirão este campo benéfico onde se sentirão bem. Teremos menos amigos mas do tipo certo.

Quando alinhamos as emoções, pensamentos e intenções, conseguimos ser disciplinados, condição para podermos utilizar e usufruir do conhecimento e saber do Espírito de Deus.

R.

terça-feira, 11 de julho de 2017


Política versus Economia

Em 28.3.2008, Mário Soares, no Editorial MM, previa “novos” conflitos referindo que serão “as pessoas contra estados”. Parece que ele tinha razão, pelo que verificamos hoje.

Ele pensava que o mundo iria assistir, nos próximos anos, a grandes conflitos, de natureza diferente daqueles que tivemos até à data em que escreveu. Já não se trataria de estados contra estados, mas de pessoas contra estados.

Segundo a agência noticiosa Lusa, o ex-presidente da Republica transmitiu esta ideia à noite, na Fundação Serralves no Porto, naquela que foi a primeira de quatro conferências sobre “a Política”, promovida por aquela Instituição.

Mário Soares explicou que actualmente a economia sobrepõe-se à política. Pobreza, desemprego crescente e dinheiro sujo, são apenas alguns dos resultados que, na sua análise, foram produzidos por esta ideologia de matriz economicista.

O Mundo vive uma crise seríssima (isto em 2008) e, segundo ele, os estados têm sido forçados a intervir. Para ele, seria preciso fazer reformas a sério se quiséssemos evitar tumultos e revoltas.

A política, com P grande, estaria de volta e Soares revelou que pretendia contribuir para a sua revitalização com um livro dedicado aos jovens, que intitulou “o Elogio da Política”.

A sua atenção encaminhou-se depois para a Democracia, que já não é só o direito ao voto, sendo também social, ambiental e muito mais, tanto que considerou a Democracia como a grande utopia do nosso século. Ou seja, os Governos não nos governam, mas… governam-se e governam o grande capital (principalmente a Banca).

No meio da crise, de tanto desempregado, os ricos são cada vez mais ricos e os pobres cada vez mais pobres. A classe média está em vias de desaparecer, todos (trabalhadores por conta de outrem) pagam cada vez mais impostos (IRS), descontam mais para a Segurança Social, pagam taxas moderadoras para uma consulta médica, pagam portagens nas estradas e pontes, pagam impostos indirectos (como o IVA, taxa de circulação, imposto automóvel, imposto sobre os combustíveis), pagam uma taxa maior quando vão às urgências num hospital, pagam taxas camufladas para as empresas estatais investirem (o maior exemplo é a EDP), são explorados pelos autênticos cartéis (combustível, comunicações) onde fingem haver concorrência mas os preços são semelhantes, entre eles, descontam para a ADSE além de descontarem para a CNP, Têm de “ajudar”, alimentar e doar géneros, vestuário e outros, em casos de catástrofe, em que o Estado deveria estar devidamente organizado, dar para o Banco Alimentar, para os bombeiros (Quando criam “tachos” para chefias da Defesa Civil e coordenação que nada coordenam),etc, etc.  Pergunto: para onde vão os impostos se ao fim e ao cabo temos de pagar tantas taxas e impostos indirectos.

E os Bancos têm lucros cada vez maiores e quando fazem asneira, os accionistas não assumem. O povo tem de contribuir, com os seus impostos, para a estabilização desses Bancos.

Mais tarde, ou mais cedo, o povo vai reagir. Como dizia o Dr. Mário Soares: a economia não pode sobrepor-se à política. Actualmente os políticos não mandam nada. A alta finança é que manda. Na reunião do G20 deste ano os tumultos foram enormes. Houve mortos e feridos.

O Povo “acordou” e o melhor é estarmos preparados porque a tormenta aproxima-se.

R.

domingo, 9 de julho de 2017


O SANTUÁRIO NA VIA LÁCTEA

Aquilo que está perante os nossos olhos não corresponde à realidade. A realidade é muito mais profunda e é preciso acordar para a perceber.

Está tudo “invertido” precisamente para a humanidade não reagir e “acabar” com a influência nefasta desses “senhores” que continuam a escravizá-la e explorá-la. O sistema foi concebido para que o ser humano seja logo instruído a aceitar este mundo manipulado e preparado para o manter adormecido sem permitir que ele desenvolva as capacidades e dons que Deus lhe deu quando o “criou” para concretizar o Seu plano neste quadrante da galáxia.

Na nossa galáxia, a Via Láctea, foi preparada uma área “intocável” um “santuário” para a criação de um novo ser inteligente que reunia em si os genes de 12 raças humanóides. Esse quadrante da galáxia é o verdadeiro Éden que, pelas deturpações frequentes e misturas de tradições, acabou por ser restrita àquela pequena área da Terra porque esta nova raça só conhecia aquele cantinho o pequeno Éden que, confirma a velha regra de que o que está em cima está em baixo, o microcosmos é como o macrocosmos.

É difícil de acreditar, mas há quem esteja bem informado sobre isto, com provas evidentes e contactos que seres muito superiores ao humano. Até há pouco tempo havia alguns “extraterrestres” que tomaram partido nos assuntos da Terra e aconselhavam os humanos das nações mais fortes do mundo, dando origem ao forte impulso de novas tecnologias que surgiram de um momento para o outro, principalmente no campo militar. Lá tinham os seus interesses, contrariando e não cumprindo as “ordens” do Criador para não se intrometerem no “santuário”.

Quem quiser tirar dúvidas veja este vídeo com Bob O. Dean Comandante Sargento Mor do Exército dos EUA: https://www.youtube.com/watch?x-yt-cl=84359240&v=eh6_zl4G9Ew&x-yt-ts=1421782837&feature=player_detailpage

A verdade é que (nada foi revelado pelas autoridades dos Estados atingidos) quando na cimeira de Reagan com Gorbachev, quando da guerra fria e implemento da “guerra das estrelas” pelos americanos, OVNIs sobrevoaram TODOS os silos onde estes Estados tinham o seu poderio nuclear e “derreteram” as ogivas nucleares da altura. Todo o poder nuclear dos EUA e ex-União Soviética foi desativado.

A partir deste momento a “guerra fria” terminou. Seres muito mais evoluídos do que aqueles que deambulavam e se intrometeram na História da Terra, vieram repor a ordem e uma guerra espacial travou-se sem nos apercebermos a não ser de alguns fenómenos de meteoros que explodiam na nossa atmosfera e sismos inesperados em determinadas zonas do Globo (onde se baseavam esses extraterrestres malignos).

É difícil de acreditar? Muito difícil mesmo, mas fotos revelantes têm sido publicadas onde se vêm os “discos voadores” a serem abatidos por naves muito diferentes dos OVNIs reconhecidos que normalmente são discóides. O Grande sismo nas profundezas do mar da Indonésia também é reconhecido como provocado por uma grande explosão nuclear. Seria para abrir poços de petróleo a tão grande profundidade ou para destruir uma base submarina?

 

 
UFOs são abatidos e a caiem dos céus como moscas. O caso recente acima é bastante expressivo: - "objecto misterioso" cai do céu cambaleando e em chamas, na Índia, e os seus fragmentos chegaram a ferir duas mulheres, sem gravidade. Especialistas dizem que NÃO ERA UM METEORO. E se não era um meteoro, o que era, então? A resposta parece-nos bem simples; - OPERAÇÃO LIMPEZA LÁ POR CIMA! Há gente diferente, com naves diferentes, a fazer JUSTIÇA contra os inimigos da humanidade. É tudo o que as evidências parecem indicar-nos - enfim, é tudo aquilo que esperamos que se cumpra e que, por fim, Assim Seja!
 

Curiosamente, ou não, e desde que tais naves diferentes chegaram, UFOs discóides que há muito nos assolam são abatidos como moscas desde o espaço da órbita terrestre, de onde de lá se precipitam em chamas, desintegrando-se logo a seguir. Este da foto, por exemplo, precipitou-se recentemente sobre Moscovo, a capital da Rússia!...

 
 
 
 
Uma trajectória que vinha desde as camadas mais altas da nossa atmosfera e, quiçá, de muito mais longe! E isto não se tratou de um asteróide, meteorito, ou qualquer outro fenómeno de idêntica natureza. Pois, não houve quaisquer vestígios no solo - o objecto abatido desintegrou-se literalmente no ar! Uma "operação limpeza" lá por cima em andamento? Tudo nos faz crer que.... SIM!

Para concluir. Acredita quem quiser. O nosso mundo é um palco manipulado pelos “senhores”, Illuminatis ou lá o que seja, em que os atores entram em palco, representam uma história fictícia, e o público, contente e feliz no seu casulo onde se sente bem porque não conhece outra realidade, aplaude mecanicamente e levanta-se numa forma de elogio aos atores, se alguém se levanta ao seu lado. É fácil de influenciar a plateia, neste caso os humanos adormecidos, e eles aplaudem quando “alguém” aplaude, levantam-se quando “alguém” se levanta, gritam “bis” quando alguém grita “bis”.

Os atores saem pelo outro lado do palco e o público não faz a mínima ideia do rebuliço, da correria, dos preparativos, nos bastidores, por trás do palco, para que a história seja apresentada à plateia com coerência e credibilidade.

R.

terça-feira, 4 de julho de 2017


GUERRA DAS ESTRELAS

Encontrei um relatório de um oficial militar de informações dos Estados Unidos. Daremos sempre o benefício da dúvida, já que este relatório estava muito bem documentado, só que, quando o imprimi em 2004, do site UFOGENESIS, tinha uma relação de websites com documentos oficiais em Inglês. Este site desapareceu da Internet por um largo período após ter sido muitas vezes vítima de piratas informáticos (quem sabe?) e reapareceu mais tarde, mas sem os arquivos antigos.

Este arquivo da Guerra das Estrelas e os documentos oficiais comprovativos desapareceram pura e simplesmente. Devem ter incomodado alguém.

Como o artigo é muito extenso e está escrito na primeira pessoa, vou fazer apenas um pequeno resumo, com termos portugueses, tentando não deturpar o sentido da informação.

21.12.2004 – Coronel Philip J. Corso e William Birnes

(…) “Estávamos convencidos de que, fossem quem fossem, os extraterrestres dos OVNIs estavam a intrometer-se no planeta, imprudentemente, manipulando-nos secretamente. Mas trata-se de um segredo, com a nossa total cumplicidade, porque não estávamos dispostos a admitir a verdade e travar uma guerra. Os militares achavam que se tratava de mais uma invasão do que uma infiltração. Eu achava que estavam a comprometer o nosso sistema de segurança e de governo e, quando chegasse o momento do conflito aberto, já estaríamos completamente vulneráveis.

(…) Em 1962, Arthur Sylvester, um dos assistentes do Secretário de Defesa, disse à imprensa, numa entrevista, que se o governo julgasse necessário, por motivos de segurança nacional, ele não forneceria informações sobre OVNIs nem mesmo ao Congresso, quanto mais ao público americano. Agora que eu me encontrava no Pentágono, entendia perfeitamente de que modo a Força Aérea agia para assumir o controlo de todo o problema OVNI.

A NASA tinha autorização do Presidente para conduzir a exploração espacial, mas os militares precisavam de se defenderem contra a ameaça OVNI. Os projectos “Saint” e “Blue Gemini” da Força Aérea, anos depois, foram consequência do “USAF 7795”, o número de código do primeiro programa anti-satélite da USAF, uma operação agressiva imaginada para localizar, seguir e destruir satélites de vigilância inimigos, ou, mais importante ainda, OVNIs em órbita.

O “Saint” era um satélite vigia orbital com uma câmara de TV e um sistema de radar para reconhecimento e localização do alvo. Assim que localizasse um satélite inimigo, ou um OVNI, o “Blue Gemini”, um satélite “matador”, entraria em acção.

Estes satélites foram importantes nos primeiros passos na nossa guerra contra os OVNIs. A tecnologia utilizada nos anos sessenta foi retirada dos próprios alienígenas. Do mesmo modo que essa tecnologia foi utilizada para fins militares, também tiveram utilidade para o consumidor, como a pequena antena parabólica, por exemplo.

(…) Durante os últimos 50 anos, a guerra contra os OVNIs tem prosseguido enquanto nos tentamos defender das suas intromissões. Os primeiros passos para o desenvolvimento de um sistema de defesa planetário, foram dados com os satélites “caçadores-matadores” Hughes, na década de 70, capazes de oferecerem uma ameaça aos EBEs (Entidades Biológicas Extraterrestres).

Quando nos apercebemos que a arma de energia direccionada a laser de alta energia era mais eficiente do que os satélites demolidores e que, aplicando igualmente a tecnologia que encontramos em Rosweel e a percepção de Tesla (Nicola Tesla, criador do “raio da morte”), reconhecemos que a nossa habilidade de defesa foi aumentada.

Nos anos 80, o Presidente Reagan e Gorbachev concordaram sobre a necessida de cooperação entre os EUA e a URSS contra um inimigo comum. Embora nenhum dos dois admitisse francamente a ameaça alienígena, reconheceram que, se os Estados Unidos e a União Soviética conseguissem pôr de lado as suas diferenças e partilhassem uma política de defesa do espaço à volta da Terra, ficariam a beneficiar.

Pelo seu lado, Reagan impulsionou um rápido desenvolvimento e utilização de uma tecnologia de defesa chamada “Iniciativa de Defesa Estratégica) e apelidada zombeteiramente de STAR WARS pela impressa. Foi descrita pelo próprio Presidente como um “Escudo Defensivo que não causará danos às pessoas, mas eliminará as armas nucleares antes que elas possam chegar às pessoas”.

(…) Os dois governos sabiam quais eram os verdadeiros alvos. Eles estavam na nossa atmosfera, os OVNIs, espaçonaves alienígenas que se achavam invulneráveis e invisíveis, enquanto pairavam no nosso espaço, arremetiam velozmente, à vontade, para destruir as nossas comunicações com rajadas magnéticas, colonizavam a superfície lunar, mutilavam o nosso gado para as suas horríveis experiências biológicas e, inclusivamente, abduziam seres humanos para experiências médicas e cruzamento de espécies.

E o pior de tudo é que tínhamos de permitir tudo isto porque não possuíamos armas para nos defendermos.

Tínhamos negociado um acordo de colaboração com essas criaturas, como que uma rendição, já que não os podíamos combater. Eles ditaram os termos, porque sabiam que o mais que temíamos era a revelação. Esconda-se a verdade e a verdade torna-se nossa inimiga. Revele-se a verdade e ela torna-se a sua arma.

Escondemos a verdade e os alienígenas usaram-na contra nós, até 1974, quando realmente abatemos uma nave deles sobre a base, da Força Aérea, de Ramstein, na Alemanha.

Ao criarmos a nossa arma avançada de raio de partículas e a testarmos em órbita, os alienígenas souberam que tínhamos estabelecido a defesa do nosso planeta.

Gorbachev, acredite se quiser, ficou contente, pois o Presidente Reagan garantiu que os Estados Unidos também estenderiam o seu escudo protector à volta da URSS. Os dois líderes apertaram as mãos e abraçaram-se em público. O que os dois conseguiram juntos, cooperando em vez de se combaterem, não foi uma espécie de milagre. As coisas pelas quais lutavam passaram a ter um interesse reduzido diante das ameaças de criaturas tão superiores em tecnologia, que nos consideravam como seus animais domésticos para serem utilizados a seu bel-prazer. Quando os Estados Unidos e a URSS concordaram em não se digladiarem por causa da posse deste ou daquele território, tornamo-nos imbatíveis.

(Nota: Aqui tenho as minhas dúvidas. A ser verdade a existência desses extraterrestres, a nossa capacidade de defesa, mesmo assim, só com esta arma, deve ser fraca para a capacidade tecnológica e científica de uma raça que viaja pelas estrelas. Mesmo que hajam mais armas conseguidas pela “engenharia reversa” são sempre não confiáveis, porque os nossos técnicos cientistas limitaram-se a copiar um artefacto com implicações desconhecidas. Portanto estaremos sempre em inferioridade. Além disso, no enquadramento que tenho exposto nos meus textos até aqui, se de facto os Illuminati são controlados por uma raça também vinda das estrelas, interessados na imposição de um Governo Mundial único, e interessados, consequentemente, numa aliança proveitosa com estes alienígenas que apareceram posteriormente, providenciariam a sabotagem desta aliança para a defesa do planeta. Agora sabemos que existem outras raças de alienígenas na Terra (na Antártida) e alguns são benéficos e favoráveis aos humanos, o que equilibrou as coisas.  Bem… a verdade é que a URSS, de repente, entrou em colapso e, muito rapidamente foi desmantelada. Será que há aqui mais qualquer coisa?)

(…) É o que penso a respeito de tudo isto, sobre o que aconteceu e o que fiz? Acredito que, por estar, na época, muito envolvido na rotina de um oficial militar de informações, não parei para pensar nas implicações de OVNIs e alienígenas, Sabia que travávamos uma guerra fria com os soviéticos e uma guerra de escaramuças com os extraterrestres. Acreditava que as intensões deles eram (e são) hostis, e creio que demos os passos necessários para desenvolver o armamento capaz de abrandar a ameaça. Armamento nunca visto nas guerras à superfície do planeta.

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R.

sábado, 1 de julho de 2017


O MASSACRE DO COLMEAL

 
 
 

O Massacre do Colmeal (Kolmenari em língua lusitânica reconstruída) é uma das páginas mais negras da História da Lusitânia moderna sob jugo e ocupação portuguesa. Muito embora esta tragédia recente para o povo nativo Lusitano que habitava a aldeia do Colmeal (hoje aldeia fantasma mas que antes do massacre em 1956 tinha 14 famílias com no mínimo de 60 habitantes e que também era sede de freguesia com 338 habitantes, englobava mais algumas aldeias menores como Bizarril, Luzelos e Milheiro, no concelho de Figueira da Castelo Rodrigo no distrito da Guarda) tenha acontecido a uma escala muito menor dos primeiros massacres perpetrados por portugueses e espanhóis mais os mercenários estrangeiros ao seu serviço que estão hoje na origem da maioria das elites locais portuguesas, quando estes nos primeiros tempos da "reconquista" cristã e (também) depois da fundação de Portucale (ou condado Portucalense, hoje Portugal) por uma elite astur-leonesa de sangue maioritariamente franco-germânico, e portanto de origem estrangeira, este cobarde crime e massacre português cometido durante o regime fascista português contra o nosso povo nativo lusitano (que na época dos acontecimentos foi censurado e silenciado por toda a comunicação social portuguesa, onde jornais e rádios nacionais e regionais nunca escreveram uma única linha sobre este crime), ele também indicia que outros crimes semelhantes terão ocorrido durante o fascismo e durante os últimos anos da monarquia portuguesa ou após as guerras que opuseram miguelistas contra "liberais", cujos vencedores "liberais" levaram depois a uma reforma administrativa que levou à extinção de centenas de concelhos na Lusitânia e noutras regiões de Portugal, contra a vontade das populações locais.

Após a invenção de Portugal (ou a fundação do condado de Portucale por uma elite de origem estrangeira, cujas etapas teriam ocorrido em dois séculos diferentes) no século X quando os "cristãos" portugueses e espanhóis (cujos estados após a sua consolidação no plano económico e no terreno militar estão na formação e institucionalização de ambos estes dois "povos" elitistas) invadiram as terras ao sul do rio Douro que embora sob administração militar muçulmana pertenciam aos povos nativos que teriam a posse das terras conseguidas graças a uma reforma agrária, após ferozes lutas, batalhas e guerras contra mouro-berberes islamizados que teriam o apoio dos lusitanos e de todos os outros povos nativos ibéricos, porque os conquistadores islâmicos ou islamizados teriam devolvido as terras aos povos nativos, tanto os estrangeiros portugueses como os espanhóis (astur-leoneses, castelhanos e elites galegas) teriam cometidos muitos massacres contra os nativos lusitanos durante a conquista das suas terras, não só do ponto de vista militar, como durante os tempos posteriores de imposição da nova "ordem" e das leis dos novos conquistadores portugueses que terá levado à expulsão das suas terras e casas que foram roubadas aos nativos lusitanos para serem entregues aos senhores feudais e mercenários estrangeiros que teriam recebido dos reis e da nobreza elitista portuguesa (toda ela de origem estrangeira e não nativa) a "doação" destas terras, hoje os descendentes dos primeiros senhores feudais e mercenários estrangeiros formam as diferentes elites locais portuguesas.

E como é evidente em qualquer parte do mundo, quando um povo ou uma família é expulsa da sua própria terra e casa isso levará à sua resistência contra a injustiça cometida. Não surpreende pois que os primeiros estrangeiros portugueses que se estabeleceram na Lusitânia e nas terras a sul do rio Douro, tenham cometido inúmeros e grandes massacres contra os povos nativos que defendiam as suas próprias terras. O facto de não haver registos históricos nem documentos oficiais portugueses a comprovarem estes massacres não invalida nem poderá negar a sua existência.

Massacres como os do Colmeal contra o povo nativo Lusitano e contra os outros povos nativos de Portugal, cometidos pelas "autoridades" portuguesas de forma a defenderem as elites locais, terão sido centenas e não apenas algumas dezenas, evidentemente que a grande maioria terá ocorrido nos primeiros anos da ocupação portuguesa quando atravessaram a margem norte do rio Douro e invadiram a Lusitânia e outras terras a sul.

A vida quase sempre decorreu calma e bucólica na isolada e recôndita aldeia do Colmeal, localizada num paradisíaco vale de difícil acesso nas faldas da Serra da Marofa. A pequena comunidade terá sido fundada por pastores lusitanos desde tempos pré-históricos, pré-romanos, pré-cristãos e pré-portugueses. A confirmar este facto local, existe um outro ponto de interesse junto á localidade e que apenas recentemente foi descoberto: as pinturas rupestres. Situam-se junto à povoação nos enormes penedos que ladeiam a ribeira do Colmeal e tratam-se de representações esquemáticas de antropomorfos, datado do 3º Milénio a.C., contudo, a história escrita da aldeia lusitana do Colmeal, a partir da ocupação portuguesa da Lusitânia, transporta-nos para tempos mais recentes, pelo menos ao século XII (1183 é a referência mais antiga que se conhece do local em documentos papais e leoneses antes da referência portuguesa, o rei de Leão D. Fernando II "doou" esta aldeia e outras à Ordem de S. Julião do Pereiro, que seriam por muito tempo sua proprietária).

A história do Colmeal não se faz, no entanto, apenas de laboriosos camponeses. Esta é também uma terra de pergaminhos fidalgos da elite local portuguesa, já que aqui terá vivido Pedro Álvares Cabral, o famoso descobridor do Brasil. O “solar” brasonado da família, não obstante a ruína, ainda é visível em lugar de destaque na aldeia. Após o Tratado de Alcanizes, os bens desta Ordem passam para a Ordem de Alcântara, em 1297, e as terras de Riba Côa são integradas na Coroa Portuguesa.

 As disputas com os espanhóis despovoaram os lugares da serra, e D.Afonso V deu-lhe carta de Couto - terra que não pagava impostos por pertencer a um nobre, com o nome de Colmeal das Donas em 1540. Era senhorio deste povo João Gouveia. Com a morte deste fidalgo o Colmeal das Donas passa a pertencer a Vasco Fernandes de Gouveia (1476), e, com a morte deste, a Fernão Álvares Cabral e D.Isabel de Gouveia. Pais de Pedro Álvares Cabral.

Mudanças sucessivas levaram a que a burguesia endinheirada, saída da República, se fosse apoderando dos domínios da nobreza. Os Condes de Belmonte não escaparam e venderam o foro do Colmeal das Donas. Os novos proprietários e as novas elites locais mantinham direitos que remontavam ao tempo das sesmarias, ao mesmo tempo que lavravam à pressa escrituras e delimitavam terrenos. As gentes do Colmeal, os nativos de sempre, por sua vez, habituadas à servidão, continuavam a pagar foro. Desta feita, aos feitores dos novos senhorios. O triste fado da aldeia foi ditado no início da década de 40 com a chegada de um novo rendeiro, que subia as rendas a seu bel-prazer. Valores que atingiram níveis quase impossíveis de suportar. Durante anos os habitantes "mataram-se" a trabalhar para pagar as rendas. Muitos dos ainda sobreviventes desse tempo recordam esses tempos sem saudade, mas lá vão dizendo que, embora as terras «fossem más», «uns lavravam, outros tinham cabras, outros tinham vacas», e a agricultura lá ia dando para viver e pagar aos rendeiros.

Mas cada vez mais revoltados com a situação, os habitantes do Colmeal recusaram-se a pagar e, como resultado, tiveram de travar uma longa batalha jurídica que de nada lhes valeu. O processo começou com a acção de despejo para o caseiro da casa dos Cabrais, acusado de deixar de pagar renda ao senhorio, mas anos depois os aldeões passaram à categoria de subarrendatários do mesmo e tratados de igual modo. Por altura das colheitas dois oficiais da justiça chegaram com a sentença final. Mais 25 soldados da GNR fascista. E uma acção de despejo. Estava-se no dia 8 de Julho de 1957.

Em 1527 no primeiro censo oficial a aldeia teria 15 moradores oficiais, não contando com os camponeses e pastores das áreas envolventes nos arredores. No século XVII a aldeia teria 50 habitantes, no início do século XVII teria 80, no século XIX teria 90 habitantes. No início do século XX, inverterá contudo a sua tendência populacional, em 1940 teria só 62 habitantes pertencentes a 14 famílias distribuídas por 12 fogos ou residências. Se é verdade, como já referimos, que inicialmente a posse do Colmeal pertenceu à Ordem Militar de Cavalaria de São Julião do Pereiro, sabe-se, igualmente, que séculos mais tarde o senhorio da povoação passou para as mãos da família dos Cabrais, da Casa de Belmonte.

O avô materno de Pedro Álvares Cabral, Vasco Fernandes de Gouveia, possuía mesmo o título de Senhor do Colmeal e, durante gerações, a presença dos donatários e seus familiares seria constante no “solar” dos Cabrais existente na povoação. Não é, por isso, difícil de acreditar que o famoso navegante aqui também tenha residido. Não há, no entanto, qualquer prova quanto à possibilidade desta personalidade aqui ter nascido, como defende alguma da tradição oral na região. A historiografia oficial refere, de resto, que terá nascido em Belmonte entre 1460 e 1470. Foi D. Afonso V quem lhe deu carta de Couto em 1540, era senhor desse povo João Gouveia. Com a morte do fidalgo andou aquela terra de senhor para senhor até acabar nas mãos de Pedro Álvares Cabral.

Curiosamente terá sido também por essa altura que é construída a igreja do Colmeal. Da presença dos Cabrais (ou de outros pretendentes e senhores feudais vindos de outras paragens que trocavam ou compravam o feudo, só o povo nativo era local) na aldeia ficou o seu “solar” e o brasão, lavrado numa pedra avermelhada, representando duas cabras. A presença desta família e dos seus símbolos terá sido tão marcante que, sintomaticamente, a lenda que explica a origem da aldeia recorre de uma forma frequente a elementos que se relacionam de forma inegável com os Cabrais e a sua pedra de armas esculpida na aldeia. Para os portugueses e as autoridades, a aldeia foi apenas um feudo da elite local portuguesa, dos Cabrais, porque os seus habitantes mais pobres, camponeses e analfabetos, não tinham história nem direitos, eram pouco mais do que escravos do trabalho, do tempo e da injustiça de um país ainda hoje (no século XXI) medieval e feudalista. E só este facto histórico-social interfere com a existência que tem tanto de milenária como de comunitária, pastoral, camponesa e despretensiosa do povo local.

Até ao dia em que as "autoridades" portuguesas ao serviço duma elite local, condenaram a povoação e os seus habitantes à morte. A paz, as tradições, o silêncio e a tranquilidade em que vivem os seus habitantes estava prestes a desaparecer, brutalmente...

O princípio do fim da aldeia do Colmeal, que daria origem à destruição da aldeia, à expulsão dos aldeões das suas casas e terras e ao massacre com algumas dezenas de mortes dos seus habitantes nativos mais resistentes contra a injustiça portuguesa tivera início já antes de 1956. Mas a 8 de Julho de 1957, eram pouco mais das dez horas da manhã, um destacamento da Guarda Nacional Republicana (GNR) composto por 25 praças e 3 oficiais (um militar para cada dois habitantes, isto só podia acontecer se toda a aldeia resistisse e estivesse a lutar pelas suas casas e terras) decididos e fortemente armados (os aldeões, pastores e camponeses inocentes não tinham armas) com metralhadoras e preparados para o pior cenário, irrompem pela aldeia e, em poucas horas, surpreende e expulsa as 14 famílias de cerca de 60 aldeões e camponeses pobres que ali viviam, descendentes de gerações e gerações de lavradores e pastores que desde sempre, desde tempos longínquos e pré-históricos tal como os seus ancestrais mais antigos, aí viveram, habitaram, trabalharam e morreram, naturalmente.

Nada impediu as autoridades de rebentarem com as portas das casas e levarem os poucos haveres desta gente simples que se refugiou na maioria nos montes e aldeias em redor. Os populares não aceitaram e a GNR viu-se obrigada a intervir para expulsar os resistentes no dia 10 de Julho de 1957. Segundo os populares houve casas queimadas e registaram-se mesmo alguns mortos entre os populares da localidade. Foi a primeira vez que tal sucedeu em Portugal, uma população a ser expulsa colectivamente de uma localidade inteira. Da localidade restam as casas que se encontram abandonadas. Inclusive, na velha igreja quinhentista, se batizaram, casaram e enterraram.

 Uma mais que discutível e injusta decisão judicial, só possível sob o autoritarismo do regime fascista de então e pela impunidade de uma elite local, transformava o Colmeal numa aldeia fantasma. E toda a povoação desapareceu. E a maioria dos seus habitantes fugiu e refugiou-se nas aldeias vizinhas ao cobarde massacre perpetrado pelas autoridades portuguesas. Hoje, só as ruínas patrimoniais e a memória colectiva das gentes, dos poucos habitantes ainda sobreviventes e dos lugares resiste, ainda e sempre, ao invasor. Para nos contarem o pouco que se conhece. Para que o massacre nunca seja esquecido pelas gerações vindouras, para que o silêncio nunca nos esmague.

Como foi possível acontecer? Como foi possível na segunda metade do século XX, em plena Europa e num país europeu, como Portugal, acontecer um Massacre contra um povo nativo, inocente e indefeso como este? Cerca de cinquenta anos depois a interrogação (a vergonha para as elites tugas e a indignação para o povo nativo lusitano) continua a incomodar os sobreviventes deste dramático acontecimento ou "episódio" ocorrido em Portugal, mais exactamente no interior da região da Lusitânia amordaçada.

Ainda hoje o povo nativo Lusitano mais consciente da sua verdadeira identidade étnico-cultural lusitana e não portuguesa, espera um pedido de desculpas das autoridades e dos governantes portugueses, em vão... Como é possível alguém ser expulso da sua terra, da terra onde nasceram e viveram os pais, os avós, os trisavós, os seus directos ancestrais mais antigos vindos de tempos pré-históricos que já habitavam este lugar antes do aparecimento dos portugueses... Alguns deles, de resto, enterrados no cemitério que se desenvolve em torno da igreja paroquial, também ela bem no centro na aldeia.

Como foi possível um particular (membro duma elite local tuga) reivindicar para si a posse de uma antiquíssima e histórica aldeia que albergou sucessivas gerações de pastores e camponeses? Reivindicar a posse dos terrenos que a circundavam, ainda se poderá compreender. Mas a aldeia!? Uma aldeia antiquíssima que existia há séculos e que era, de resto, sede de freguesia... Reivindicar a posse de uma povoação, das suas casas, ruas, do cemitério e da velha igreja edificada há mais de quinhentos anos, é de facto incompreensível nos dias de hoje. Mas não o foi, durante o regime autoritário, ditatorial e fascista de Salazar, há menos de cinquenta anos.

Um pouco sobre as causas da história. Os factos remontam aos anos iniciais do século XX antes dos anos '40 do século XX, quando um novo "feitor" anunciava já a desgraça, que afinal a aldeia já não era foro mas que pagavam renda. E todos passavam a andar endividados. Porque o feitor subarrendatário não pagava a renda há quatro anos àquela que era, de acordo com uma escritura de 1912, à nova e legítima proprietária dos terrenos dos herdeiros dos condes de Belmonte.

A colheita mal dava para comer quanto mais pagar ao arrendatário: eram impostos da burra, dos cães e da carroça dos machos, mas a côngrua, um alqueire de trigo... Com efeito, em meados dos anos 50 do século XX, começa a construção da tramoia, Rosa Cunha e Silva a nova herdeira das terras onde se situava a aldeia, queria-se dona de todo o Colmeal, e sob o pretexto de que os habitantes do Colmeal, ao contrário do que até então haviam feito, se recusavam agora a pagar os foros e rendas devidos pelos trabalhos agrícolas que aí desenvolviam, moveu um processo judicial contra aquela comunidade. E foi consultar o seu advogado, um burguês "opositor" do regime com passado, um "socialista" que entre os seus vícios burgueses e hipócritas meditava em "part-time" nos dramas dos pobres, Manuel Vilhena, que baralhou as leis e transformou a povoação anterior à nacionalidade numa quinta privada.

O pleito correu durante três anos no Tribunal de Figueira de Castelo Rodrigo. Analfabetos na sua esmagadora maioria, incapazes de perceber verdadeiramente o que estava em causa (afinal não era a “sua” aldeia?), impossibilitados de se socorrer de bons advogados, os pouco mais de cinquenta habitantes do Colmeal são obrigados, por ordem judicial, a ser expulsos da sua terra. O mandato de despejo é rapidamente e em força posto em pratica pela Guarda Nacional Republicana com 28 militares armados até aos dentes às coronhadas e aos tiros que, em poucas horas, forçou a saída dos habitantes das suas casas dando-lhes apenas tempo para reunirem os seus poucos e parcos haveres.

Mas houve muitos que resistiram contra a injustiça de lhes quererem roubar a sua aldeia, as suas terras, as suas casas, a sua família, a sua história, as suas vidas... E pagaram por isso. Foram assassinados e esquecidos pelo poder instalado em Portugal.

Durante os anos seguintes, após a expulsão e o massacre, a muito custo, a maioria dos antigos habitantes do Colmeal foram refazendo a sua vida. Uns emigraram para o estrangeiro (Brasil e França) ou para as grandes cidades do litoral português como Porto e Lisboa. Outros optaram por permanecer no concelho, nomeadamente noutros lugares da freguesia como Luzelos e Bizarril (onde hoje se encontra a Junta de Freguesia, a igreja paroquial e o novo cemitério).

A pergunta, essa no entanto, persiste: como foi possível ter acontecido tudo isto? Estranhamente, ou talvez não, ou talvez sintomaticamente, quando entra no jogo toda a especulação imobiliária e financeira envolvente, a alterarem, a baralharem e a deturparem ainda mais as "regras" do jogo, a história deste episódio judicial teve um curioso desenlace. A dona e senhora, agora única, do Colmeal acabou por ter que vender, como forma de pagamento, estes seus domínios ao próprio advogado do diabo! Um de tal elitista local com o nome de Manuel Vilhena. Hoje o Colmeal não passa de uma grande quinta agrícola que engloba a arruinada aldeia fantasma, coberta de vegetação, e na qual se destaca a velha igreja medieval, dedicada a S. Miguel, que vem sendo objecto de contínuos e profundos atentados ao longo dos anos tendo-se transformando, também ela, numa triste ruína.

Ainda hoje considerado sede de freguesia (a freguesia devido à desertificação humana das terras do interior patrocinada por sucessivos governos anti-regionalistas e anti-populares portugueses tem hoje apenas 58 habitantes distribuídos por 4 aldeias, mas a do Colmeal tem 0 habitante), o Colmeal foi, por despacho governamental datado de 1985, elevado ao estatuto de Imóvel Classificado. De nada lhe valeu. O saque e as delapidações ao património edificado (nomeadamente à igreja) prosseguiram. Só a decadência e a ruína acompanham o silêncio absoluto e sepulcral que se vive neste bucólico vale encaixado no sopé da Serra da Marofa. Mas nem sempre foi assim. Apesar de nunca ter sido uma grande aldeia, o Colmeal conviveu durante séculos e milénios com os gritos das crianças, o ruído dos carros de bois, o bulício da deslocação dos rebanhos e os tradicionais cantares dos homens e mulheres envolvidos nos trabalhos agrícolas e tradições milenárias.

À data dos acontecimentos, as características topográficas e naturais do Colmeal contribuíram para que do ponto de vista económico-agrícola, fosse considerada, pelo menos em comparação com a generalidade da vizinhança, como uma zona bastante produtiva. Nestes terrenos se produzia imenso centeio e trigo. A abundância de água, nem sempre habitual nesta região, permitia igualmente uma assinalável produção hortícola e alguma vocação para a pastorícia de ovinos e caprinos. As amendoeiras e as oliveiras tão características desta paisagem, estavam também aqui presentes (hoje cada vez mais substituídas pelo eucalipto). Contudo as mais afamadas produções do Colmeal foram, durante séculos, o mel (que estará, de resto, na origem do próprio nome da povoação), os pimentos, as rolas e as cebolas. Estas duas últimas chegaram, aliás, a fazer parte da própria designação da aldeia já que esta era, muitas vezes, designada por Colmeal das rolas ou Colmeal das cebolas.

 A generalidade das ruínas corresponde a antigas e tradicionais habitações de piso térreo, predominando a tradicional arquitectura de alvenaria em xisto sem revestimento, com o esporádico recurso ao granito nalgumas componentes estruturais, como é o caso das padieiras, ombreiras e esquinas dos edifícios. Os palheiros e cortes apresentam características semelhantes, embora nestes últimos a cobertura fosse através de materiais perecíveis e não de telha, ao contrário do que acontecia nas habitações onde, apesar do abatimento dos telhados, se detecta ainda essa solução.

Do conjunto da povoação salientam-se dois edifícios: a igreja e o “solar” dos Cabrais. A igreja, belíssimo imóvel que terá tido a sua provável origem no século XV e denota uma clara inspiração românico-gótica, não obstante a ruína, a falta de cobertura e a invasão da vegetação, brinda-nos ainda com alguns dos frescos que decoravam originalmente as suas paredes, como é o caso de uma cena de Adão e Eva no paraíso.

Revendo e explorando as memórias e lamentações dos seus antigos habitantes que viveram os acontecimentos e expõem toda a verdade nua e crua da história desta aldeia "abandonada" ou "fantasma" como dizem alguns portugueses, cujo povo nativo foi vítima de um cobarde massacre, com um grande número de mortos, segundo testemunhos da maioria dos populares que viveram os trágicos acontecimentos em 1957. Entre os testemunhos (e testemunhas) daqueles que viveram a tragédia ou o Massacre do Colmeal, sabemos que ainda hoje há 20 famílias de descendentes dos antigos habitantes do Colmeal que procuram recuperar a propriedade das casas que foram roubadas aos seus antepassados Lusitanos, para eles A ALDEIA DO COLMEAL NÃO É A QUINTA DADA AOS QUIRINOS! Para eles aquele massacre e aquela vergonha contra um povo não pode ficar impune. Porque "aquilo não se fazia!".



Esta página é dedicada aos Lusitanos que tombaram e aos que continuam.

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