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sexta-feira, 20 de janeiro de 2023

 

O Mundo Está em Chamas no "Vão dos Países Não-Integrados"



O Pentágono dividiu o mundo em dois segmentos: "o Vão Funcional" e o "Vão dos Países Não-Integrados". Desde os ataques de 11/9/2001, guerras, rumores de guerras, terramotos, vulcões e pestes atingiram os países do "Vão Não-Integrado". Os eventos mostram um padrão e um propósito, e não ocorreram por acidente ou aleatoriamente. Milhões de pessoas tiveram as suas vidas afetadas ou morrem. Mas, o pior ainda está por vir. Este artigo ainda está ainda muito atual e até podemos ver quão certa está esta análise e observar as transformações já conseguidas e a situação de impasse em que a agenda illuminati (O plano global da Grande Fraternidade Branca que tenta avançar, liderado pela Europa/NATO e pelos EUA) se encontra semi-emperrada. Motivo porque não devemos julgar NINGUÉM sem sabermos esta história dos bastidores e compreendermos as verdadeiras causas que levaram à reação dos “não Integrados” que liderados pelos dois principais líderes dos BRICS (Rússia e China) tentam fazer vingar o novo bloco de poder para fazer frente aos verdadeiros “desmandos” que os Illuminati levam a cabo depois de serem reveladas ao público as suas intenções para a implantação da Nova Ordem Mundial. R.


"THE CUTTING EDGE"


Tradução minha para português de Portugal, de mais um artigo de A Espada do Espírito, publicado em 2010: O Mundo Está em Chamas no "Vão dos Países Não-Integrados" (espada.eti.br) .

Vejamos o artigo, que pode ser consultado no link posto atrás:

Quando se entender a realidade de que alguns países e regiões ficam atrasados em relação ao resto do mundo na incorporação à economia e governos globalizados e precisam de ser forçados aos pontapés para que ingressem plenamente no sistema mundial, compreenderá por que os EUA estão agora em guerra, e por que continuarão a ir à guerra no Médio Oriente, na Península Coreana, na Indonésia, no Paquistão, em Cuba, na Somália e em Timor Leste.


Todo esse pensamento estratégico do Pentágono está delineado num livro intitulado The Pentagon's New Map, de Thomas P. M. Barnett, que leciona no Colégio de Guerra Naval dos EUA e é um pesquisador estratégico sénior. De acordo com o pensamento iluminista existem somente dois tipos de países no mundo hoje:


1. Países que já estão a funcionar no novo sistema global, ou que estão a caminhar clara e firmemente nessa direção — o chamado "Núcleo Funcional".

    2. Países que não estão atualmente a funcionar no sistema global e provavelmente não farão isso num futuro previsível, a não ser que sejam forçados pelas tropas dos EUA ou da Europa, ou pela ameaça de uma invasão. Esses países são chamados de "Vão Não-Integrado".

A estratégia que é seguida pelos EUA e pela União Europeia é a de "encurtar o vão". A aba da capa desse livro diz de forma bem clara: "O Novo Mapa do Pentágono é uma abordagem sofisticada sobre a globalização e combina fatores de segurança, económicos, políticos e culturais para prever e explicar a natureza da guerra e da paz no século 21... O livro cristaliza a história e estratégia militares americanas recentes, define os parâmetros onde as nossas forças provavelmente serão enviadas no futuro, delineia o papel singular que os EUA certamente exercerão para estabelecer a estabilidade internacional... Para qualquer pessoa que procure entender os Iraques, Afeganistões e Libérias do presente e do futuro, os novos vínculos íntimos entre política externa e segurança nacional, as realidades operacionais do mundo atual, O Novo Mapa do Pentágono é um gabarito, uma Pedra de Roseta... Não existe livro mais essencial para estes tempos atuais."

Em outras palavras, o Pentágono desenvolveu uma estratégia global, que irá:

    - Explicar a natureza da guerra e da paz no século 21.

    - Definir os parâmetros de onde as forças militares norte-americanas provavelmente serão enviadas no futuro.

    - Delinear o papel singular que os EUA podem exercer para estabelecer a estabilidade internacional.

Ou seja: essa nova estratégia do Pentágono determina onde os EUA foram à guerra, contra quem, e com que propósito, desde os ataques de 11/9/2001! Há muito tempo que afirmamos nos nossos artigos que as áreas do mundo atacadas pelas forças norte-americanas durante o governo Bush foram muito bem estudadas anos antes daquele evento. O livro O Novo Mapa do Pentágono simplesmente confirma a nossa crença original.


Com este pano de fundo, vamos agora examinar o livro em detalhes. Lembre-se do seguinte: o autor trabalha no Colégio de Guerra Naval dos EUA, um centro de debates iluminista (Illuminati. R.). Ninguém precisa de saber que esse esforço da globalização foi planeado no Macrocosmo 227 anos atrás, e no Microcosmo logo após a Segunda Guerra Mundial; portanto, o autor escreve esse plano como uma "nova estratégia" concebida após aqueles cobardes ataques dos terroristas islâmicos em 11/9/2001. Assim sendo, essa parte do livro é pura desinformação; entretanto, o restante dele é uma pepita de ouro, pois diz-nos exatamente onde as próximas "mudanças de regime" ocorrerão, do Médio Oriente à Coreia do Norte, passando pela Indonésia, e por muitos outros países. Embora as principais guerras sejam no Médio Oriente e na Coreia do Norte, como já dissemos em outros artigos, muitas guerras menores, e muitas outras ameaças de guerra em todo o mundo estão planeadas de forma a forçar esses países a ingressarem na Nova Ordem Mundial.


Resumo da Notícia: "O Novo Mapa do Pentágono", Thomas P. M. Barnett, Colégio de Guerra Naval dos EUA, Esquire Magazine, Março de 2003, pág. 174-79, 227-29.

"A nossa próxima guerra no Golfo marcará um ponto histórico — o momento quando Washington tomará posse real da segurança estratégica na era da globalização". [pág. 174].


Poderemos imaginar a arrogância desta afirmação? O governo de Washington planeia "tomar posse real da segurança estratégica" quando invade, ou ameaça invadir, países individuais! Essa soberba afirmação revela que os líderes militares e políticos dos EUA vêm o país literalmente como o King Kong do mundo, e todos os outros países como macaquinhos com os quais podem fazer o que quiserem!


Vamos parar aqui para digerir o que esse autor acaba de dizer. Usando 11/9 como desculpa, o presidente Bush usou a força militar dos EUA como um potente aríete para nocautear os países que realmente se colocam como obstáculos para a plena implementação da Nova Ordem Mundial. Sabemos que o temor do Bug do Milénio foi criado para forçar os governos em todo o mundo - tanto nos países ricos como nos pobres - a atualizar os seus sistemas de informática para que todos pudessem conectar-se na economia do vindouro sistema global.


Entretanto, o autor Barnett identifica outras razões, não-técnicas, por que certos países ainda estão terrivelmente atrasados em relação ao resto do mundo na integração na Nova Ordem Mundial. As razões são simples, mas tão profundas e entranhadas que uma invasão, ou uma ameaça de invasão, é necessária para mudar o regime para que líderes dispostos a cooperar e adaptáveis possam ser instalados nesses países. Quais são esses fatores não-técnicos?

    - Ditadura repressiva por um único líder.

    - Religiões repressivas que se agarram às "tradições" a todo custo e, desse modo, resistem aos novos paradigmas.

    - A pobreza abjeta é mencionada como uma razão para um país não estar "conectado" ao sistema global, mas a pobreza normalmente é consequência de uma ditadura repressiva que suga enormes recursos da economia ou é tão repressiva que não permite as liberdades individuais necessárias para a produção de riqueza na economia.

    - As guerras civis também impedem os países de poderem aderir ao "Núcleo Funcional". Assim, as tropas da União Europeia (NATO. R) já estão no Congo para dar fim à guerra civil e as tropas americanas estão a caminho da Libéria.


Destarte, os EUA estão "a tomar posse real da segurança estratégica" desses tipos de países. Os EUA tomaram o controlo da "segurança estratégica" do Iraque, não é mesmo? Além disso, as forças americanas, segundo se informa, já estão concentradas nas fronteiras do Iraque com a Síria e o Irão, e os EUA ameaçam esses países com a força militar que consideram necessária para tomar o controlo da "segurança estratégica" deles também!


Usar os EUA dessa maneira é coerente com o princípio dos espíritos-guia iluministas enunciados inicialmente durante a Guerra Revolucionária e nos anos seguintes. Os espíritos-guia dos Pais Fundadores maçónicos e Rosa-cruzes disseram-lhes que os EUA seriam estabelecidos como a "Nova Atlântida " ocultista que gradualmente moveria todas as nações do mundo para o sistema satânico conhecido como Nova Ordem Mundial [DVD Secret Mysteries of America's Beginnings] Assim, os EUA foram um instrumento em todas as guerras do século 20 e estão agora a agir para forçar todos os demais países do mundo a aderirem a esse novo sistema.


Voltemos ao livro de Barnett:


"O potencial de um país em garantir uma resposta militar americana é inversamente proporcional à sua conectividade na globalização." [pág. 227].

Na página 176, o autor coloca a questão de uma forma diferente: "Sempre que as tropas americanas aparecem — seja em combate, um grupo de batalha naval aproximando-se da costa como um 'lembrete', ou uma missão de paz — normalmente é em um local que está relativamente desconectado do mundo, onde a globalização ainda não fincou raízes por causa de um regime repressivo, da abjeta pobreza, ou devido à falta de um sistema jurídico sólido. São nesses lugares que o terrorismo global é incubado. Trace uma linha em torno desses envolvimentos militares e você terá aquilo a que chamo de "Vão dos Países Ainda Não Integrados".


Esses países que não estão adequadamente "conectados" ao sistema global económica ou politicamente deverão "garantir uma resposta militar americana", isto é, uma invasão, ou ameaça de invasão, e certamente uma exigência do público para uma "mudança de regime". Esses países desconectados são chamados de "Vão dos Países Não-Integrados" e, de uma forma realmente arrogante e petulante, esse autor ameaça invadir esses países. Veja:

"Assim, onde programamos a próxima rodada de jogos distantes para as forças armadas dos EUA? O padrão que emergiu desde o fim da Guerra Fria sugere uma única resposta: no Vão". [pág. 174].


A invasão americana a países como o Iraque nas Guerras do Golfo 1 e 2, com as consequentes mortes de civis e destruição da infraestrutura é arrogantemente referida como "jogos distantes"! Você pode começar a entender por que as pessoas que vivem nesses países do "Vão Não-Integrado" odeiam os EUA?


Em seguida, o autor relaciona os países que os EUA consideram "Não Integrados". Falando em termos genéricos, esses países estão nas seguintes regiões: o Caribe, virtualmente toda a África, os Balcãs, o Cáucaso, a Ásia Central, o Médio Oriente — com a exceção de Israel — o Sudeste Asiático e grande parte do Sudoeste Asiático. A população desses países é de dois mil milhões de pessoas, ou um terço da humanidade.


Vejamos agora alguns países específicos:



1. Haiti — Os esforços de construir um país em 1990 foram desapontadores. Espere uma intervenção dentro de pouco tempo.

2. Colômbia — O país está dividido em regiões rebeldes e os esforços realizados para solucionar o problema e unificar o país não foram bem sucedidos.

3. A Ex-Iugoslávia — Agora você sabe a razão por que o presidente Clinton foi à guerra em 1999 contra essa região. A ex-Iugoslávia não estava a aderir ao "Núcleo Funcional"!

4. Congo, Ruanda e Burundi — "De dois a três milhões de mortos na década passada. O Congo é um país agonizante — não exatamente vivo nem morto, mas todos se aproveitam dele. E há também o problema da SIDA." [pág. 177].

5. Angola — Nunca solucionou a sua guerra civil permanente (1,5 milhão de mortos nos últimos vinte e cinco anos).

6. África do Sul — O único país do "Núcleo Funcional" da África, mas agora está a descambar (Passaram a integrar, mais tarde, os BRICS, por não aceitarem a política Illuminati. R). A África do Sul pode ser uma porta de entrada para elementos rebeldes. A criminalidade e a SIDA são uma preocupação. As políticas socialistas do ex-presidente Nelson Mandela e a reversão da discriminação em grande parte reduziram o funcionamento do país dentro do Núcleo.

7 . Israel — Estado Palestino"O terror não se abaterá — não há uma geração na Margem Ocidental que queira algo mais do que mais violência" [pág. 177] "A única coisa que mudará esse ambiente repugnante e abrirá as comportas para mudança é se alguma potência externa intervier e fizer o papel de Leviatã em tempo integral." [pág. 228] O autor afirma que o Iraque foi fundamental para os EUA fazerem o papel de Leviatã em Israel, intervindo para forçar grandes mudanças.

Entretanto, o problema com esse ponto de vista é que o único lado que os EUA estão a forçar a mudar é Israel, enquanto afaga e dispensa todos os terroristas palestinianos de fazerem qualquer mudança significativa; na verdade, essas políticas podem somente ser chamadas de apaziguamento do terror, garantindo assim que a maior explosão imaginável esteja prestes a ocorrer! Mas, novamente, esse é o plano!

8. Arábia Saudita — O autor observa a instabilidade da população jovem e da família governante, mas afirma que os EUA impedirão que esse país realmente entre em colapso. Acho altamente instrutivo que esse professor do Colégio de Guerra Naval não mencione o arsenal nuclear saudita que está instalado nos mísseis táticos de fabricação chinesa, nem o fundamentalismo islâmico extremamente militante que emana desse reino. A falta de consideração desses fatores realmente causará surpresas desagradáveis no momento da maior turbulência - o que indubitavelmente envolverá a guerra de Israel com os países árabes vizinhos!

9. Iraque — A invasão deste país ocorreu após a publicação do livro; entretanto, hoje, os EUA encontram-se mais e mais comprometidos numa guerra que não saiu conforme se esperava! O povo local odeia os americanos; além disso, a guerrilha, com o lado iraquiano portando armamentos cada vez mais sofisticados, parece estar no futuro próximo. Logicamente, quando Israel iniciar a sua guerra contra os palestinianos, sírios e egípcios, todo o Médio Oriente provavelmente explodirá na planeada Terceira Guerra Mundial.

Mas, de igual importância, é a morte pela contaminação pelo urânio empobrecido, que as forças norte-americanas espalharam durante os sete anos de guerra. O urânio empobrecido é o tipo mais importante de arma que as Forças da Coligação usaram durante a guerra. Por volta de 2020, O Iraque e o Afeganistão estarão virtualmente impróprios para a vida, e as pessoas começarão a morrer a uma taxa inacreditável. O urânio empobrecido tem o potencial de matar toda a população de um país, ou até de uma região do globo. Para saber os detalhes, leia os artigos sobre o urânio empobrecido na secção Terceira Guerra Mundial. (Estranhamente ninguém fala sobre o flagelo do Urânio empobrecido, não levantando, inclusivamente, suspeitas sobre a Rússia ter possibilidade de o utilizar nas suas munições, e envenenar lentamente toda a população ucraniana, ou as munições fornecidas à Ucrânia terem também urânio empobrecido. R).

Depois que você compreender o tipo de morte que as Forças da coligação levaram ao Iraque, ao Afeganistão e a muitos outros países do "Vão Não-Integrado" no Médio Oriente, compreenderá o tipo de guerra total que foi declarada contra o Islão. (Leia o artigo N2063, "As Tempestades de Areia: Como a Contaminação Pelo Urânio Empobrecido Poderá Matar Populações Inteiras no Médio Oriente e na Ásia").

10. Somália — "O Vietname do pobre" [pág. 177].

11. Irão"A contra-revolução começou: desta vez os estudantes querem o derrube dos aiatolás. O Irão quer amizade com os EUA, mas a ressurgência do fundamentalismo islâmico pode ser o preço a pagar pela invasão do Iraque. Os aiatolás apoiam o terror e o interesse deles pelas armas de destruição em massa é real. Isso fará deles o alvo inevitável uma vez que os problemas com o Iraque e com a Coreia do Norte estiverem resolvidos?" [págs. 177-9].

O autor Barnett não tem a menor ideia do papel da profecia bíblica em todo este cenário. Achamos difícil acreditar que os EUA realmente conseguirão derrubar o governo islâmico fundamentalista do Irão, que odeia Israel, e substituí-lo por um governo pró-Israel, pró-Ocidente e liberal. Veja: o Irão (Pérsia) será uma das nações que acompanhará a invasão liderada pela Rússia a Israel, descrita em Ezequiel 38 e 39. Assim, o Irão agora tem exatamente o tipo de regime contrário a Israel que precisa de ter para marchar juntamente com a Rússia. A profecia bíblica deverá impedir a conquista americana do Irão. (Está tudo a confirmar-se, com a nova atitude de Putin ao invadir a Ucrânia e estar a ficar dependente do Irão para conseguir ajuda militar, que terá de ser paga. R).

Em meados de 2003, logo após as forças norte-americanas tomarem o controlo do Iraque, políticos americanos começaram a ameaçar o Irão, dizendo: "Vocês serão os próximos!" As forças que tinham conquistado o Iraque poderiam ser usadas para lançar um ataque ao Irão, afinal, dizia-se que o Irão preparava-se para desenvolver as suas próprias armas nucleares, uma situação que era vista como intolerável pelos líderes mundiais.

Entretanto, após muitas ameaças, o presidente Bush discretamente dispersou as forças militares, sem disparar um único tiro contra o Irão. Naquele ponto, soubemos que o Ocidente nunca atacaria. Todos os comandantes militares que recebem a incumbência de atacar um alvo procuram acumular uma disparidade de forças contra o inimigo. Essa disparidade era enorme em meados de 2003, e nunca mais será tão grande. Portanto, o ataque não ocorrerá.

Além disso, o presidente russo Putin declarou dois anos atrás que um ataque ao Irão seria considerado um ataque à Rússia. Portanto, tanto Israel quanto os EUA sabem que um ataque contra o Irão dispararia uma guerra contra a Rússia. Como a Rússia possui um sistema avançado de armamentos escalares - sabemos que os EUA e nem Israel atacarão a Antiga Pérsia. (Tal poder ainda não foi utilizado na guerra da Ucrânia onde a Rússia está a mostrar a sua fraquesa no terreno. O seu “poder” será um embuste? R.)

Por que, então, o Ocidente tem criticado publicamente os líderes iranianos nos últimos sete anos por causa do desenvolvimento de armas nucleares? Publicamos um artigo sobre esse assunto e incentivamos você a ler. O artigo é o N2200, intitulado "Western Intelligence Is Reporting That Russia Is Deliberating Stoking a Propaganda Campaing Designed To Scare Iran Into The Arms of The Russian Bear" (não traduzido).

O propósito verdadeiro dessa campanha incessante contra o Irão é forçá-lo a entrar firmemente na órbita da Rússia. Assim, o cenário previsto na profecia de Gogue e Magogue, de Ezequiel 38-39 poderá cumprir-se.

Analise a campanha ridícula de propaganda contra o Irão. Durante sete longos anos, os serviços de Inteligência ocidentais e israelitas reportaram que o Irão estava "perto de adquirir a capacidade de desenvolver as suas próprias armas nucleares nos próximos 12-15 meses"! Aqui estamos nós, sete anos depois, e o presidente Obama e o primeiro-ministro israelita Netanyahu repetem as mesmas coisas que eram ditas por Bush e Ariel Sharon! Qualquer pessoa de bom senso pode ver que é tudo uma armação e sente vontade de gritar: "Já basta, mudem o pretexto!".

Além disso, o Irão sofreu grandemente com vários terramotos poderosos durante os últimos anos. Embora o livro O Novo Mapa do Pentágono não discuta a questão dos desastres naturais que criam as condições que resultam em "mudança de regime", sabemos que os Illuminati globais podem produzir terramotos com as ondas escalares. Para convencer as pessoas que os cientistas podem causar terramotos e vulcões usando ondas eletromagnéticas, a seguinte citação do ex-Secretário da Defesa William Cohen é inestimável:

Num discurso em 28 de Abril de 1997, na Universidade da Geórgia, o secretário Cohen falou sobre "Terrorismo, Armas de Destruição Maciça e Estratégia dos EUA", no Foro de Políticas Sam Nunn. No seu discurso, afirmou que os inimigos dos EUA possuíam uma tecnologia eletromagnética que "podia alterar o clima, produzir terramotos e vulcões remotamente" ("Cohen Address 4/28 at Conference on Terrorism".)

Publicamos um artigo sobre o forte terramoto que ocorreu no Irão, em Dezembro de 2003, e o tsunami, na Indonésia, em Dezembro de 2004:

N1992"O terramoto no Irão em 26/12/2003 e o Maremoto no Sudoeste Asiático em 26/12/2004 Contêm Assinaturas Ocultistas: Teriam Ambos Sido Provocados Pela Tecnologia dos Armamentos HAARP e/ou Escalares?"

12. Afeganistão — Após observar a extrema criminalidade que predomina nesse país, o autor observa que os EUA estarão envolvidos ali por um longo tempo. Como já observamos anteriormente num outro artigo (N1794, não traduzido), o Irão planeou uma contra-estratégia para derrotar os EUA no seu plano de intervenção no Médio Oriente. Esse plano iraniano foi chamado de "Acender Muitas Fogueiras", e consiste de uma guerra grandemente aumentada no Afeganistão, após os EUA estarem devidamente atolados no Iraque! Você já observou os crescentes níveis de luta no Afeganistão nas últimas semanas?

Hoje, a presença norte-americana está um pouco mais discreta, pois as forças da NATO assumiram o esforço de guerra. Entretanto, a realidade é que essa guerra corre o risco de ser perdida. O Talibã mudou de tática, tendo aprendido muito com os seus irmãos iraquianos insurgentes. O Talibã controla efetivamente grande parte do Afeganistão e do vizinho Paquistão. A fronteira foi praticamente apagada, tornando muito mais fácil para os insurgentes do Talibã lutarem contras as forças da NATO. (Os EUA abandonaram atabalhoadamente o Afeganistão, entregando-o aos talibãs, deixando os seus colaboradores completamente desprotegidos. R).

13. Paquistão"Existe sempre perigo pelo facto de possuir a bomba nuclear e, sentindo-se fraco, usá-la no conflito com a Índia... Temendo que o Paquistão caísse nas mãos dos muçulmanos radicais, acabamos por apoiar militares da linha-dura em quem realmente não confiamos... Parece que o Paquistão não controla muito o seu próprio território." [pág. 179].

O Paquistão está claramente sob o domínio dos extremistas muçulmanos radicais, um grupo que trabalha em total sincronia com os militantes que controlam o Serviço de Inteligência Paquistanês e com muitos oficiais militares de alta patente. Se esses militantes derrubarem o governo pró-Ocidente do Paquistão, todo o Médio Oriente poderá incendiar-se numa guerra nuclear à escala total. Na verdade, os muçulmanos radicais parecem estar na iminência de derrubar o governo pró-Ocidente do Paquistão.

As forças norte-americanas são lentamente levadas cada vez mais à luta no Paquistão, um país no qual não deveriam estar a lutar. Aviões não tripulados são usados diariamente contra os "extremistas radicais" e suas famílias, de modo que crianças inocentes são apanhadas na linha de fogo.

14. Coreia do Norte — A Coreia do Norte comporta-se certamente como se fosse o próximo país a ser invadido. Entretanto, como o desempenho dos EUA foi desapontador nas duas primeiras semanas de luta no Iraque, o Serviço de Inteligência Russo concluiu que os EUA não poderão derrotar a Coreia do Norte sem recorrer ao uso de armas nucleares ("Progress of War Shows US Cannot Defeat North Korea Without Nuclear Weapons!", Russian Intel, 3 de Abril de 2003].

Todavia, os Illuminati têm um plano para a Coreia do Norte representar no vindouro cenário para preparar o caminho para o Anticristo. Qual é o plano de batalha da Nova Ordem Mundial para a Coreia do Norte?

"Uma confrontação de arrepiar os cabelos na Península Coreana poderá... ameaçar a sobrevivência humana". [The Armageddon Script, pág. 223, leia a resenha].

15. Indonésia"Temores usuais sobre a divisão do país, bem como o facto de ter a maior população islâmica do mundo" [pág. 179]. Se você tem acompanhado a nossa secção Daily News Updates, sabe que, por razões desconhecidas, o governo indonésio lançou uma poderosa campanha militar contra os terroristas militantes na região de Aceh, em 19 de Maio de 2003. [veja a matéria "23 Killed in Indonesia's Aceh Province", publicada em 23 de Maio na secção Daily News Update do site Cutting Edge.].

Agora você sabe por que o governo indonésio ordenou a invasão da província de Aceh! Ele está a tentar levar a Indonésia para dentro do "Núcleo Funcional" de países!

Entretanto, a Indonésia tem sido afetada de forma muito singular por fortes terramotos! Referencie a secção sobre terramotos na discussão anterior sobre o Irão.

O período de reconstrução após um forte terramoto pode ser muito valioso para a Comunidade Internacional que deseja levar esses países à força para o século 21. A ajuda oferecida é sempre acompanhada por rígidos controlos financeiros e políticos, garantindo praticamente que o país aceitará as reformas modernizadoras, mesmo que a contragosto.

16. Índia — "... sempre existe o perigo de um confronto nuclear com o Paquistão... A Caxemira é a razão do conflito com o Paquistão e isso envolve agora os EUA de um modo que nunca envolveu antes, devido à guerra contra o terrorismo." [Ibidem]. O que o autor não percebe é que o conflito na Caxemira, que ameaça colocar a Índia e o Paquistão em guerra nuclear — com a China na fronteira pronta para apoiar o Paquistão, tem implicações proféticas dramáticas! Como detalhamos no artigo N1602, a estrada que permitirá o deslocamento do Exército chinês para o Médio Oriente, cruzando o rio Eufrates, que ficará seco, em cumprimento a Apocalipse 16:12, passa pela secção paquistanesa da Caxemira! A Índia sabe que essa estrada foi construída e sabe por que a China dedicou tanto tempo e recursos para construí-la; a Índia sente-se muito ameaçada pela proximidade dessa estrada com a sua fronteira e tenta poderosamente tomar o controlo da região da Caxemira perto de onde passa essa estrada, uma região que ela precisa de tomar ao Paquistão à força.

Essa é a VERDADEIRA razão por que o conflito indo-paquistanês é tão importante.


Esses são os países que constituem o "Vão dos Países Não-Integrados". Os EUA esperam claramente que, fazendo de alguns países já visados anteriormente um exemplo, os outros rapidamente caíam uma vez que uma ameaça pública seja feita contra eles. O presidente da Libéria não perdeu tempo e declarou que irá voluntariamente renunciar assim que as tropas de paz da ONU desembarcarem no seu país. Entretanto, o ditador do Zimbabwe disse ao presidente Bush para não "interferir" nos assuntos internos de seu país; o Zimbabwe provavelmente precisará de ser invadido - por razões humanitárias, é claro - para que o seu ditador seja removido. (Não precisou de ser “invadido” diretamente. O exército do Zimbabwe encarregou-se de derrubar o ditador, a troco de algo. R)


O perigo é que esse cenário subitamente dê errado no pior momento possível, levando o mundo para uma queda livre causada por uma Terceira Guerra Mundial. Sabemos que os Illuminati planeiam essa guerra desde 22 de Janeiro de 1870 [leia os detalhes no artigo N1015], de modo que essa "nova" estratégia do Pentágono parece condenada a fracassar e a afundar o mundo na guerra final que produzirá o Anticristo. Logicamente, durante o curso dessa Terceira Guerra Mundial, os Illuminati poderão destruir muitas das nações do "Vão Não-Funcional", que não poderão ser integradas rapidamente ao sistema mundial, usando armas de destruição maciça. Ex-satanistas já me disseram que mais pessoas morrerão nessa guerra, que está planeada para durar treze semanas, ou 91 dias, do que em todas as guerras que ocorreram no século 20 juntas. Com toda a destruição e ataques terroristas planeados nessa conflagração global, dificilmente as pessoas observarão que certas nações "não-funcionais" foram simplesmente destruídas. Falaremos um pouco mais sobre isso na nossa conclusão, a seguir.


Este é o plano, para que os Illuminati tenham o restante do mundo pronto para "funcionar" dentro do sistema globalista e sem a existência de papel-moeda do Cristo maçónico — o sistema predito em Apocalipse 13:16-18, que fala sobre a marca da besta. (O problema é que a Agenda Illuminati talvez não tenha contado com o novo bloco – BRICS - que se levantou contra a sua Nova Ordem Mundial e possa precipitar o mundo para uma guerra não controlada por eles. R)


Conclusão


Podemos ver claramente agora que conhecemos o "Mapa do Mundo do Pentágono"! Percebemos os seguintes factos como verdadeiros:

1. O presidente Clinton iniciou o seu esforço de "encurtar o vão" com a sua guerra sem sentido contra a Jugoslávia em Março de 1999. Assim, vemos o facto demonstrado novamente que os Illuminati tinham essa guerra e essa estratégia já definida anos antes dos ataques de 11/9/2001! Agradecemos a esse professor do Colégio de Guerra Naval por tornar esse ponto extremamente claro!

2. Embora a União Europeia tenha publicamente se oposto à invasão do Iraque, está a tomar a iniciativa na invasão a países africanos selecionados! Assim, podemos ver que essa campanha para "encurtar o vão" é uma operação conjunta entre os EUA e a Europa. O plano global da Grande Fraternidade Branca avança, sendo executado pela Europa e pelos EUA.

3. Podemos ver que, a não ser que uma guerra ocorra e que atrase esse plano (A guerra global entre os dois blocos. R), guerras continuarão a serem deflagradas até que os governos de todos os países do "Vão dos Não-Integrados" sejam derrubados para que possam ser integrados no "Núcleo Funcional" da Nova Ordem Mundial.

4. Como Israel foi identificado por esse autor como um país do "Núcleo Funcional" no meio de países do "Vão dos Não-Integrados", sabemos que os Illuminati planeiam proteger a sobrevivência de Israel. Verdadeiramente, os EUA parecem decididos a lutar as batalhas de Israel em favor do Estado judaico!

Todavia, esse autor não menciona uma estrutura de tempo, ou prazos para que essas mudanças ocorram! Sabemos que os Illuminati marcham de acordo com o calendário de Deus e, como indicamos em muitos artigos anteriores, eles operam de acordo com o seu próprio calendário desde a véspera do Ano Novo de 1999.

O que acontecerá se alguns desses países conseguirem resistir à estratégia iluminista de "integrá-los" no Sistema Mundial? O que acontecerá se o calendário oculto se estiver a aproximar e vários países não cooperarem? Acredito que os eventos de guerra preditos nas Escrituras e ameaçados na literatura da Nova Ordem Mundial ocorrerão. Veja:

Guerra total

"... uma guerra global curta, mas muito mortal, usando-se armas nucleares contra centros populacionais seleccionados foi contemplada, e... não foi descartada." [Behold a Pale Horse", autor de Nova Era Bill Cooper, pág. 167, leia a resenha].

"Como um recurso nas mãos das Nações Unidas para impor as formas exteriores de paz e dar tempo para o ensino da paz e permitir o crescimento da boa vontade, a bomba atómica... pertence às Nações Unidas para uso (ou simples ameaça de uso) quando uma acção agressiva por parte de qualquer país levantar a sua horrenda cabeça." [The Externalization of the Hierarchy, Alice Bailey, canalizando o espírito-guia demoníaco Mestre Djwahl Kuhl, pág. 548].


Os Illuminati planeiam lançar a bomba atómica contra qualquer país que se oponha à vontade da Fraternidade Branca Global! Os países que não estiverem alinhados quando o prazo oculto tiver sido atingido correrão o risco de serem aniquilados!

Profecia Bíblica:

"E, havendo aberto o segundo selo, ouvi o segundo animal, dizendo: Vem, e vê. E saiu outro cavalo, vermelho; e ao que estava assentado sobre ele foi dado que tirasse a paz da terra, e que se matassem uns aos outros; e foi-lhe dada uma grande espada." [Apocalipse 6:3-4].


Estamos convencidos que essa "grande espada" representa as armas nucleares, as pragas e, possivelmente, as armas químicas, em outras palavras, armas de destruição maciça.


"E mostrarei prodígios no céu, e na terra, sangue e fogo, e colunas de fumaça. O sol se converterá em trevas, e a lua em sangue, antes que venha o grande e terrível dia do SENHOR." [Joel 2:30-31].


O "grande e terrível dia do SENHOR" começará no momento em que o Anticristo confirmar o seu pacto com Israel [Daniel 9:27]. Portanto, devemos esperar ver "sangue, fogo e colunas de fumaça" no Médio Oriente antes do aparecimento do Anticristo! Estes são tempos muito difíceis.

terça-feira, 17 de janeiro de 2023

 

QUANDO A AGENDA ILLUMINATI AVANÇAVA EM RODA LIVRE



Os líderes do Mundo aceleraram o seu plano para a implantação da Nova Ordem Mundial porque, com o avanço das novas tecnologias e a dificuldade de controlarem a informação, muita gente começou a “acordar”, a organizar-se e a oferecer resistência a este poder genocida para transformar o mundo em Senhores e escravos, eliminando noventa por cento da população mundial. Para isso procuram criar, de vez, a globalização total, com um governo único (deles), uma única religião e uma única moeda virtual em que os escravos só podem sobreviver se tiverem o chip implantado no corpo. Quem não aceitar o chip não terá acesso a nada, a não ser que consiga sobreviver pela troca direta de produtos. Mas isso não chega porque mergulhariam ainda mais na ignorância porque não teriam acesso às Escolas e Universidades em que o ensino será rigorosamente vigiado e manipulado apenas para as tarefas de servidão e mão-de-obra necessária para manter o Império a funcionar com todas as mordomias para a classe privilegiada.

Felizmente, nações fora do círculo privilegiado da sociedade dominante Ocidental, com recursos e riqueza e, principalmente, muita população, estão a reagir e começaram já há uns anos a “espelhar” os órgãos económicos que têm dominado o mundo com a imposição das suas condições monetárias (FMI, Banco Mundial, Federal Reserve, a força do Petrodólar e etc.).

Depois de um Illuminati confesso, da Skull and Bones, ter revelado o jogo declarando abertamente que o mundo iria entrar na Nova Ordem Mundial (Ocidental Illuminati, poder branco), julgando que já dominavam o mundo, o grupo opositor, de nações com grandes mercados emergentes, abriu também o jogo, revelando as intenções da sua coligação, os BRICS (China, Rússia, África do Sul, Brasil e India), em criar Uma Nova Ordem Mundial fora da liderança dos Illuminatis sediados no grande país que fundaram para dar cumprimento à sua Agenda, os EUA.

Este artigo que transcrevo aqui, traduzido para português de Portugal, sem tirar o sentido do texto, que pode ser lido em: A Espada do Espírito: http://www.espada.eti.br/govglobalvat.asp revela os esforços do Vaticano para que a Nova Ordem Mundial Illuminati se concretize.



Lançando as Sementes do Governo Global: A Busca do Vaticano por uma Autoridade Política Mundial

Autor: Carl Teichrib

Forcing Change, Volume 3, Edição 8. Setembro de 2009.

"A maioria de nós não é competidor... Somos os prémios. A competição é sobre quem estabelecerá o primeiro sistema de governo mundial... Ninguém conseguirá ficar isento dos seus efeitos. Nenhum sector de nossas vidas deixará de ser afetado." [1; Malachi Martin].

Em 1990, um ex-integrante do Vaticano alegou que uma luta titânica era travada para produzir um sistema político mundial. Essa disputa, o agora falecido jesuíta explicou, era originalmente entre três competidores: o Leninismo internacional, as elites empresariais transnacionais e a mão do Vaticano.

Quase vinte anos se passaram desde que Malachi Martin chamou a atenção para essa busca de três vias. Naquela época, as suas declarações pareceram ultrajantes. Claro, a ideia de um governo mundial por meio do comunismo não era nova, pois as décadas da Guerra Fria ainda estavam frescas nas nossas mentes. E a escrita estava na parede a respeito do crescente poder das elites internacionais empresariais e financeiras, exemplificada por tipos como David Rockefeller e pela Comissão Trilateral. Mas, e o Vaticano?

Para muitos, a crença de que a Santa Sé perseguia uma visão de governo mundial era simplesmente exagerada. Afinal, esse antigo centro do catolicismo romano tinha a reputação — principalmente entre os jovens agnósticos da Europa — de ser uma instituição de homens velhos, mergulhada em tradições, procissões e cerimoniais. E isto, apesar de a história do continente quase sempre girar em torno da força política do Vaticano.

No Verão de 2009, as cartas políticas da Santa Sé foram reveladas num importante documento papal. Voltando à declaração de Malachi Martin sobre o governo mundial, o cargo religioso mais poderoso do planeta propôs uma autoridade política mundial para administrar a economia global. A segurança alimentar, o desarmamento e a paz viriam em seguida.

Uma economia global sólida e a paz mundial são objetivos que soam bastante nobres. Mas, o perigo esconde-se no facto de que as sementes da tirania muitas vezes são enterradas no solo das boas intenções.

Em 7 de Julho, o papa Bento XVI lançou a sua nova encíclica intitulada Caritas in Veritate, ou Caridade na Verdade. Após dois anos em elaboração, esse documento foi divulgado na véspera do Encontro de Cúpula do G-8 em Itália e da reunião do papa com o presidente dos EUA Barack Obama. Com cerca de 30.000 palavras, a encíclica descreveu as preocupações do papa a respeito da globalização e da economia, ética empresarial e o papel da Igreja Católica na promoção da doutrina social.

Comentando a encíclica, o jornal The New York Times observou que "às vezes, Bento soa como um socialista europeu da velha escola..." [2] e o San Francisco Chronicle explicou que:

"Caridade na Verdade aborda questões muito modernas, como a globalização, a economia de mercado, os fundos de hedge, terceirização e energia alternativa, convocando as pessoas a deixarem de lado a ganância e permitir que as suas consciências as orientem nas decisões económicas e ambientais. Muitas das ideias apresentadas provavelmente poderão irritar os conservadores..." [3].

E. J. Dionne, colunista do The Washington Post, escreveu que Bento XVI está "bem à esquerda de Obama na economia". [4].

Embora a perspetiva do papa Bento sobre a economia global seja uma combinação desconcertante de livre mercado e ideais de bem-estar social, o que causou surpresa foram os seus pensamentos sobre a política internacional. Na secção 67 de Caridade na Verdade, o papa soltou uma bomba ideológica — uma autoridade mundial para "administrar a economia", realizar o "oportuno desarmamento" e garantir a "segurança alimentar e a paz".

Aqui está a maior parte da secção 67. A referência a uma "autoridade política mundial" está muito clara e o papa Bento explica que deve ser dado a esse organismo internacional o poder de imposição, de se fazer obedecer, isto é, força real.

67. Perante o crescimento incessante da interdependência mundial, sente-se imenso — mesmo no meio de uma recessão igualmente mundial — a urgência de uma reforma quer da Organização das Nações Unidas quer da arquitetura económica e financeira internacional, para que seja possível uma real concretização do conceito de família de nações.

De igual modo sente-se a urgência de encontrar formas inovadoras para atuar o princípio da responsabilidade de proteger e para atribuir também às nações mais pobres uma voz eficaz nas decisões comuns. Isto revela-se necessário precisamente no âmbito de um ordenamento político, jurídico e económico que incremente e guie a colaboração internacional para o desenvolvimento solidário de todos os povos.

Para o governo da economia mundial, para sanar as economias atingidas pela crise de modo a prevenir o agravamento da mesma e em consequência maiores desequilíbrios, para realizar um oportuno e integral desarmamento, a segurança alimentar e a paz, para garantir a salvaguarda do ambiente e para regulamentar os fluxos migratórios urge a presença de uma verdadeira Autoridade política mundial, delineada já pelo meu predecessor, o Beato João XXIII.

A referida Autoridade deverá regular-se pelo direito, ater-se coerentemente aos princípios de subsidiaridade e solidariedade, estar orientada para a consecução do bem comum, comprometer-se na realização de um autêntico desenvolvimento humano integral inspirado nos valores da caridade na verdade. Além disso, uma tal Autoridade deverá ser reconhecida por todos, gozar de poder efetivo para garantir a cada um a segurança, a observância da justiça, o respeito dos direitos. Obviamente, deve gozar da faculdade de fazer com que as partes respeitem as próprias decisões, bem como as medidas coordenadas e adotadas nos diversos fóruns internacionais.

[Fonte: http://wiki.cancaonova.com/index.php/Enc%C3%ADclica_Caridade_na_Verdade].

Uma controvérsia imediata cercou este parágrafo, com alguns católicos tentando afastar rapidamente a ideia de que a Santa Sé apoiava o governo mundial.

Hierarquia de Poder

John-Henry Westen, escrevendo para o LifeSiteNews, afirmou inequivocamente que o papa falava "diretamente contra um governo mundial". A justificação dele para essa posição foi a chamada do papa para uma "autoridade política dispersa", no parágrafo 41 — uma referencia ao papel dos Estados no sistema internacional. Westen também apresenta o uso do termo "subsidiaridade" na secção 57 como um ataque ao governo mundial.

Este é um ponto importante: Subsidiaridade é o ensino social católico de que as questões devem ser tratadas ao nível mais baixo possível. Em muitos aspetos, ele baseia-se no tema da autodeterminação e, neste sentido, mostra-se contrário a uma autoridade mundial.


A Secção 57 da Caridade na Verdade diz:


"Para não se gerar um perigoso poder universal de tipo monocrático, o governo da globalização deve ser de tipo subsidiário, articulado segundo vários e diferenciados níveis que colaborem reciprocamente. A globalização tem necessidade, sem dúvida, de autoridade, enquanto põe o problema de um bem comum global a alcançar; mas tal autoridade deverá ser organizada de modo subsidiário e poliárquico, seja para não lesar a liberdade, seja para resultar concretamente eficaz."

O Sr. Westen, que afirma que o uso da subsidiaridade de Bento se opõe ao governo mundial, diagnosticou incorretamente esta secção. O papa não está a falar contra o governo mundial ao evocar a subsidiaridade, ao contrário, está a oferecer um modelo hierárquico sobre o qual uma autoridade mundial deve ser construída. Essencialmente, onde as questões possam ser tratadas no nível local ou nacional, que sejam tratadas nesses domínios. E onde as questões são globais e não podem ser tratadas adequadamente num nível inferior, então uma autoridade mundial é necessária.

O papa Bento também sugeriu que a subsidiaridade possa ser um valor de segurança que serve como contrapeso para um governo universal não assumir características tirânicas. Mas, propor que a subsidiaridade seja um modo de se contrapor à tirania não é convincente — ela não pode nem mesmo conter a expansão do grande governo de hoje.

John Laughland, autor de The Tainted Source: The Undemocratic Origins of the European Idea (As Origens Antidemocráticas do Pensamento Europeu), observou que: "... a Constituição Alemã tornou-se cada vez mais centralizada como resultado da sua cláusula de subsidiaridade." A União Europeia também incorpora esse conceito; todavia, isso não a impediu de centralizar poder político e acumular uma burocracia inchada. Subsidiaridade, de acordo com Laughland, é um modelo que assume uma "hierarquia piramidal unitária de funções executivas" com uma doutrina decididamente corporativista. [6].

A subsidiaridade pode ser encontrada até no sistema da ONU. O professor Robert Araújo explica que: "o princípio da subsidiaridade é reconhecido como um princípio fundamental da Organização das Nações Unidas". [7] Aqui, o conceito está centrado na autodeterminação no Artigo 1, Parágrafo 2 da Carta da ONU. No entanto, isso não impede a ONU de buscar jurisdição internacional autorizada sob a bandeira de "reforma".

É importante observar que a subsidiaridade permite tomada de decisão e auto-direção ao nível da população, mas isto dentro do contexto de uma perspetiva mais abrangente. O professor Araújo explica que é um "conceito que sintetiza os interesses do indivíduo com os da comunidade". Portanto, não é difícil ver como esse princípio se pode aliar com uma autoridade mundial — você pode exercer controlo político local, mas onde o envolvimento local termina, os outros níveis de governo intervêm em prol do "bem comum".

Dizer que o papa Bento se opõe ao governo mundial porque evocou a subsidiaridade não é a questão: a subsidiaridade desempenha um papel funcional na hierarquia dos poderes políticos crescentes. O que o Parágrafo 57 demonstra não é uma aversão ao governo mundial, mas a ordem da tomada de decisão em que Bento acredita que esse governo se deve basear.

Reforma e Autoridade Mundial

O Parágrafo 67 da Caridade na Verdade é abertamente político por natureza. Aqui está uma análise de alguns pontos-chave:

"Reforma das Nações Unidas" — A reforma das Nações Unidas está centrada em mais do que apenas "alterações na votação" ou "transparência". Pelo contrário, a reforma está conectada com uma tributação mundial, um componente de imposição das leis internacionais e a criação de um parlamento internacional. Uma pequena montanha de relatórios e documentos que suportam essa versão de reforma, já existe, apoiada pelas Nações Unidas, pelos governos nacionais e grupos pró-ONU, como o Movimento Federalista Mundial e o Clube de Roma. [8] De facto, essa plataforma de tributação internacional, imposição das leis e um Parlamento Mundial foram os pontos principais de discussão no Foro do Milénio da ONU — particularmente durante as reuniões organizadas pelo grupo de trabalho sobre "Fortalecimento e Democratização das Nações Unidas". [9].

Cliff Kincaid, editor do site Accuracy in Media, observou as ligações entre a reforma e o governo mundial na Secção 67 do texto papal:

"... a "reforma" da ONU tem o objetivo de fortalecê-la. Por esta razão, a ONU está claramente destinada, do ponto de vista do Vaticano, a tornar-se a Autoridade Política Mundial." [10].

A reforma da ONU vai muito além de trocar a mobília dos escritórios.

"Responsabilidade de proteger" — Conhecido como R2P, este é um ideal federalista mundial que daria à ONU um mandato para intervir internamente quando um país cometer uma violação aos direitos humanos. Aparentemente, parece ser uma boa ideia, mas os críticos — e até mesmo alguns defensores — percebem que esse mandato poderá abrir a Caixa de Pandora.

José E. Alvarez, presidente da Sociedade Americana de Direito Internacional, reconheceu esta situação, ao discursar numa conferência sobre Direito Internacional, em Haia, em 2007. O R2P, sugeriu ele, poderá ser usado como um pretexto para o envolvimento em todos os tipos de ações intervencionistas questionáveis. [11].

Ninguém em sã consciência deseja que um grupo de pessoas sofra genocídio ou injustiças graves. O R2P, no entanto, é um conceito seriamente defeituoso que tem potencial para graves abusos. A partir de uma perspetiva de gestão mundial, o direito de proteger torna-se a justificativa legal para uma autoridade política mundial agir militarmente. O perigo esconde- se no facto de que as sementes da tirania são muitas vezes enterradas no solo das boas intenções.

Para saber mais sobre o conceito R2P, veja o Volume 2, Número 7 de Forcing Change (http://www.forcingchange.org) — Kosovo and the International Community: Just Another Pawn in the Game ("Kosovo e a Comunidade Internacional: Apenas outro Peão no Jogo").

"Para governar a economia global" — Isto já é discutido na comunidade internacional, e parece que a nova ordem financeira mundial será uma estrutura de poder hierárquica que fortalecerá muito as instituições globais existentes:

O Banco de Compensações Internacionais — será o regulador bancário global. O BIS (do inglês Bank for International Settlements) está a posicionar-se rapidamente como o gerente do sistema bancário internacional, um órgão que irá supervisionar os bancos e o sistema financeiro de todo o mundo, incluindo a regulação do capital internacional. Uma entidade deste tipo seria o equivalente para os banqueiros de "O Rei do Pedaço". [NT: Para saber mais sobre o BIS, leia "O Sistema Financeiro Internacional — Parte 3: O Banco de Compensações Internacionais".] O Los Angeles Times escreveu no ano passado que:

"... Esse sistema forçaria os países a abrirem mão de certa medida da sua soberania nacional para os bancos que operam dentro dos seus territórios. Isto também poderá levar burocratas internacionais a tentarem moldar a política financeira e, possivelmente, tomarem medidas punitivas."

Fundo Monetário Internacional — Será o banco da moeda de reserva mundial. Neste esquema, o FMI estará encarregado de regular uma nova moeda global a ser utilizada no comércio internacional, incluindo o sector de energia. Colaborando com o Banco Mundial, o FMI usará, do mesmo modo, essa nova unidade monetária para realizar empréstimos internacionais e cobrar as obrigações da dívida. As moedas nacionais e regionais ainda existirão, pelo menos provisoriamente, mas os valores reagirão e se ajustarão de acordo com os novos critérios e parâmetros globais. [NT: Para saber mais sobre o FMI, leia "O Sistema Financeiro Internacional — Parte 1: O Fundo Monetário Internacional (FMI)".]

Organização Mundial do Comércio — Está a tornar-se a reguladora do comércio global. A OMC estabelecerá as regras para a comercialização de bens e serviços por meio de um conjunto de padrões organizados de forma global, um processo que atualmente está em negociação. As políticas comerciais nacionais alinhar-se-ão depois às práticas mundiais aprovadas. Tudo isto já está a acontecer, mas há outra ligação entre o livre comércio global e um novo sistema financeiro internacional. Richard Cooper, embora defendendo uma única moeda de reserva global, observou o seguinte numa conferência, em 1984, patrocinada pelo Banco da Reserva Federal de Boston:

"Seria lógico se o livre comércio (mundial) seguisse esse regime de moeda única. Isso também seria condizente com o espírito político colaborativo necessário para estabelecer o regime de moeda única. O livre comércio asseguraria um mercado de bens e de instrumentos financeiros." [12].

Organização das Nações Unidas — Está a tornar-se rapidamente a ética global e agência de governança. A ONU oferecerá contribuição moral e orientação política para a recém-gerenciada economia mundial. Essencialmente, esse órgão tornar-se-á a "consciência planetária", definindo as atitudes, valores e comportamentos políticos e do consumidor. Isto também já está a acontecer. No fim de Junho, a ONU organizou uma conferência que delineou uma norma social aceita para a economia global: uma cosmovisão centrada no planeta Terra, socialismo internacional e uma visão de Nova Era da evolução planetária.

Lembre-se, a autoridade política mundial de Bento XVI deverá gerenciar a economia global. Como acontecerá a execução desse mandato? A autoridade mundial irá funcionar como um guarda-chuva para os grupos acima mencionados? A Organização das Nações Unidas poderá reformar-se ao ponto de se tornar esse gerente da economia global?

A encíclica Caridade na Verdade dá-nos um vislumbre das diretrizes da autoridade mundial, mas não fornece os detalhes operacionais. A Santa Sé fez o detalhe, descrevendo o processo num documento interno de operação? Em caso afirmativo, seria uma leitura muito interessante! Ou, oferecendo somente generalidades, o Vaticano espera que outros atores importantes — como as Nações Unidas ou o Movimento Federalista Mundial — elaborem os detalhes? Em caso afirmativo, qual é a função do Vaticano neste sistema de governo mundial? Observador? Consultor? Supervisor?

Muitas perguntas intrigantes surgem, e assim elas devem ser.

Nota: Para informações e análises sobre a conferência citada acima, confira o relatório da Forcing Change (http://www.forcingchange.org) — intitulado Building a New Common Future: Twisting Faith and Finance in a Global Order ("Construindo um Novo Futuro Comum: Torcendo a Fé e as Finanças em uma Ordem Global" (Julho de 2009). Para mais informações sobre a mudança para uma moeda única global, consulte os artigos da Forcing Change One World, One Money ("Um Mundo, Uma Moeda") (Volume 1, Edição 12) e The Joseph Principle and Crisis Economics ("O Princípio de José e a Crise Económica") (Volume 2, Edição 9).

"Uma autoridade... regulada por lei" — Os governos de todo o mundo são regulados por leis internas e exigências de prestação de contas; contudo, isso não impede que os abusos, a corrupção e a tirania entrem em cena. A ideia de que uma autoridade mundial possa ser mantida em xeque por um sistema de leis mundiais não se sustenta.

"Verdadeira autoridade política mundial" — Este não é um ideal moral ou espiritual propagado pela Santa Sé, mas é a visão de um governo mundial real. Isto está evidente no contexto geral da Secção 67 e com as próprias palavras: "uma autoridade política mundial".

Sem dúvida, o ofício papal deseja ver um padrão espiritual incorporado a essa entidade política, baseado em grande parte nos ensinos sociais da Igreja Católica. No entanto, isso não garante de forma alguma que uma autoridade mundial agirá de boa vontade. Como a história confirma, o próprio Vaticano está longe de ser imune nesse aspeto, e "os detentores do poder" tendem a acumular mais e mais poder.

Lembre-se das palavras de Lord Acton, um historiador católico que escreveu o seguinte em resposta à autoridade inquestionável do Vaticano: "O poder corrompe e o poder absoluto corrompe absolutamente." [13].

Seguindo uma Tradição

A promoção de um governo mundial do Papa Bento XVI não ocorreu por acaso. Desde 1950 a Santa Sé tem agido constantemente para apoiar uma ONU fortalecida e uma autoridade política mundial.

Papa Pio XII: Em 6 de Abril de 1951, Pio XII teve um encontro no Vaticano com o Movimento Mundial para um Governo Federal Mundial — um precursor do Movimento Federalista Mundial. Durante esse encontro, Pio XII incentivou a sua audiência pró-governo mundial a continuarem nessa busca.

"O vosso movimento, senhores, tem a tarefa de criar uma organização política eficaz do mundo. Não há nada mais de acordo com as doutrinas tradicionais da Igreja ou melhor adaptada aos seus ensinos sobre guerra justa ou injusta, especialmente na presente situação mundial. Uma organização desta natureza deve, portanto, ser criada..."

O Papa então explicou, com razão, que os "germes mortais do totalitarismo mecânico" podem infetar essa "organização política mundial". No entanto, ao observar essa possibilidade, ele instruiu os participantes a seguirem uma abordagem mundial federalista moralmente firme. Encerrando o encontro, o Papa encorajou os seus ouvintes a seguirem essa grande ideia.

"... Vocês têm a coragem de se entregar a esta causa. Nós os parabenizamos. Gostaríamos de expressar-lhes os nossos votos de total sucesso e de todo o nosso coração rezaremos para que Deus lhes conceda a Sua sabedoria e ajuda no desempenho da sua tarefa." [14].

Papa João XXIII: Na sua encíclica de 1963, Pacem in Terris, João XXIII propôs uma autoridade pública internacional com uma "esfera de atividade mundial" para lidar com os problemas globais. Essa autoridade seria "equipada com poder mundial e meios adequados para realizar o bem comum universal", embora não possa estabelecer-se pela força, "ela deve ser criada com o consentimento de todas as nações."

Ao considerar como este sistema funcionaria, João XXIII recorreu ao princípio da subsidiaridade, dizendo que este deve ser aplicado "às relações entre a autoridade pública da comunidade mundial e as autoridades públicas de cada comunidade política".

Subsidiaridade aqui, como o uso de Bento do termo, não nega uma autoridade mundial — simplesmente impõe uma estrutura hierárquica que reconhece cada nível, de baixo para cima, como uma chave para o processo. [15].

Papa Paulo VI: Ao falar na Organização das Nações Unidas em 1965, a adulação vinda do Papa foi agradável. No seu discurso, ele elogiou o sistema da ONU como "o caminho obrigatório da civilização moderna e da paz mundial".

"O edifício que vocês construíram nunca deve cair; ele precisa de ser aperfeiçoado e deixado à altura das necessidades que a história mundial irá apresentar. Vocês marcam uma etapa no desenvolvimento da humanidade, em que o recuo nunca deve ser admitido... Avancem sempre!... Que a confiança unânime nesta instituição cresça, que a sua autoridade aumente."

Infelizmente, o papa Paulo VI defendeu um governo mundial.

"Há alguém que não veja a necessidade de chegar, assim, progressivamente ao estabelecimento de uma autoridade mundial, apta para agir eficazmente nos níveis jurídico e político?" [16].

Papa João Paulo II: No seu discurso na ONU em 1995, João Paulo refletiu sobre as ligações históricas entre o Vaticano e o organismo internacional.

"A Santa Sé, em virtude da sua missão especificamente espiritual, que a torna interessada no bem integral de cada ser humano, tem apoiado os ideais e metas da Organização das Nações Unidas desde o início. Embora os seus respetivos objetivos e abordagens práticas sejam obviamente diferentes, a Igreja e as Nações Unidas encontram constantemente áreas extensas de cooperação com base na sua preocupação comum pela família humana." [17].

Embora o Papa João Paulo II tenha batido de frente com as Nações Unidas nas questões sobre família, ele depositou enorme importância na obtenção de sistemas políticos de lei internacional. Em 1985, ele discursou para os juízes do Tribunal Internacional de Justiça, dizendo-lhes que:

"A Santa Sé atribui grande importância à colaboração com a Organização das Nações Unidas e com os diversos organismos que são uma parte vital do seu trabalho. O interesse da Igreja no Tribunal Internacional de Justiça remonta aos primórdios deste Tribunal e aos eventos que estiveram ligados à sua criação..."

"A Igreja tem constantemente apoiado o desenvolvimento de uma administração internacional da justiça e arbitragem como um caminho de paz que resolva completamente os conflitos e como parte da evolução de um sistema jurídico mundial..."

"Estritamente falando, o Tribunal presente não é mais — mas também não é menos — que um passo inicial para o que esperamos que um dia seja uma autoridade judicial totalmente eficaz num mundo pacífico." [18] (Itálico no original)

Em outros discursos e escritos, como na sua encíclica Sollicitudo rei Socialis, João Paulo defendeu um fortalecimento da lei mundial e um "grau superior de ordenação internacional". [19]. Nada disso tem a mesma evidência que a recomendação do Papa Bento de uma "autoridade política mundial", mas isto segue um tema político comum — o governo global ampliado e melhorado.

A ideia do Papa Bento de uma "autoridade política mundial" não surgiu do nada. Pelo contrário, ao longo de sucessivos pontificados, remontando a pelo menos Pio XII, a Santa Sé tem nutrido visões de uma política internacional.

Influenciando os Príncipes e os Destituídos

O facto de um líder religioso propor uma autoridade mundial é interessante em si mesmo, mas, como isso emana do ofício papal, uma medida extra de atenção é necessária.

Não podemos negligenciar a influência exercida pela Santa Sé. O Papa é muito diferente em relação às outras figuras religiosas quando se trata de importância mundial. É verdade que alguns líderes protestantes e evangélicos são consultados pelas elites políticas, e membros dos governos muitas vezes procuram líderes de outras religiões, como o Dalai Lama. Mas tudo isso é pequeno em comparação com os poderes históricos e contemporâneos do ofício papal.

Durante séculos, a Santa Sé tem sido a peça central dos assuntos políticos europeus. A sua história está repleta de intrigas geopolíticas, guerras papais, ascensão e queda de potências nacionais. Os membros das famílias reais de todas as partes do continente viajavam a Roma e solicitavam audiência com o Papa, na esperança de obter o seu favor. Além disso, o Vaticano tem sido um centro concentrador para os interesses bancários, espionagem e negociações empresariais transnacionais. [21] Além disso, exatamente como no passado, presidentes e primeiros-ministros curvam-se hoje diante do Papa, buscando o seu conselho e discutindo particularmente as questões de grande importância política, económica e social.

Eric Frattini, o autor de The Entity: Five Centuries of Secret Vatican Espionage ("A Entidade: Cinco Séculos de Espionagem Secreta do Vaticano"), dá-nos uma visão desse mundo geopolítico:

"O papado, a autoridade suprema na liderança da Igreja Católica, é a instituição mais antiga estabelecida no mundo. Foi a única instituição a prosperar durante a Idade Média, um ator influente no Renascimento, um protagonista nas batalhas da Reforma, da Contra-Reforma, na Revolução Francesa, na Era Industrial e na ascensão e queda do comunismo. Durante séculos, fazendo pleno uso de sua famosa 'infalibilidade', os papas fizeram o seu poder centralizado influenciar os resultados sociais dos desdobramentos dos acontecimentos históricos..."

"... Ao longo da história, o papado apresentou sempre duas faces: a da liderança mundial da Igreja Católica e a de uma das melhores organizações políticas do mundo. Enquanto os papas, por um lado, abençoavam os seus fiéis, por outro, recebiam embaixadores estrangeiros e chefes de Estado e despachavam emissários e núncios em missões especiais." [22].

Além disso, por trás do Papa, está uma massa de católicos devotos, que não devem concordar com o governo mundial, mas que estão, apesar disso, comprometidos com a Igreja Católica Romana — e, assim, apoiam o pontífice. Avro Manhattan, um crítico da Santa Sé, fez corretamente a correlação entre o poder do Vaticano e os seus fiéis:

"O que dá ao Vaticano o seu tremendo poder não é sua diplomacia como tal, mas o facto de que por trás de sua diplomacia está a Igreja, com todas as suas múltiplas atividades abraçando o mundo..."

"... A diplomacia do Vaticano é tão influente e pode exercer um poder tão grande no campo diplomático-político porque tem ao seu dispor a tremenda máquina de uma organização espiritual que tem ramificações por todos os países do mundo. Em outras palavras, o Vaticano, como poder político, emprega a Igreja Católica como uma instituição religiosa para auxiliar na obtenção de seus objetivos. Esses objetivos, por sua vez, são procurados principalmente para promover os interesses espirituais da Igreja Católica."

"... a hierarquia católica reage automaticamente de acordo com inúmeras organizações religiosas, culturais, sociais e, finalmente políticas, conectadas com a Igreja Católica, que, embora vinculadas com a Igreja principalmente por motivos religiosos, podem em determinados momentos ser usadas direta ou indiretamente para atingir fins políticos." [23].

A questão é a seguinte: Nenhum outro líder religioso no mundo detém tanta influência política e económica dentro de uma estrutura religiosa. Considere apenas o número de adeptos que compõe a espinha dorsal da Igreja de Roma: Nos EUA, os católicos constituem aproximadamente 22% da população, e 17% do total mundial — ou cerca de 1,14 mil milhões de pessoas. [24] É por isto que o pedido do Papa Bento de uma "autoridade política mundial" é tão significativo; o que ele fala influencia centenas de milhões de líderes e leigos.

Se um pastor baptista ou um pregador menonita, com uma congregação de algumas dezenas ou poucas centenas, fizesse o apelo para a criação de uma "autoridade política mundial" no estilo da ONU — isto não teria muita repercussão além dos bancos dessa igreja em particular. Os fiéis poderiam animar o pastor ou então questionar as suas suposições. Mas, falando em termos gerais, isto não causaria uma reverberação para além da comunidade local. No entanto, quando o "Santo Padre" — um título católico que denota mais que apenas um "líder" — faz essa recomendação e tem o apoio dos apelos dos papas anteriores, as ondas da influência repercutem por todo o mundo.

Conclusões

Há pelo menos seis décadas que a Santa Sé tem apoiado a busca por uma estrutura política global.

O Papa Bento, por meio de sua encíclica recente, apoiou explicitamente a ideia de uma autoridade política mundial; e esse governo mundial deve ser projetado para incorporar o princípio da subsidiaridade. Outro ponto: Que a subsidiaridade em uma estrutura política universal seria semelhante ao chavão: "Pense globalmente, aja localmente."

A influência da Santa Sé sobre a comunidade internacional é substancial e o papado tem o suporte e o apoio geral de centenas de milhões em todo o mundo, acrescentando o apoio "local-para-global" para as visões geopolíticas do Vaticano.

Os defensores do governo mundial — como o Movimento Federalista Mundial — pegarão nas recomendações do Papa Bento e as usarão para promover a ideia de gestão mundial.

Muitos católicos romanos e organizações católicas, subsequentemente, irão endossar a proposta de uma autoridade política mundial e, consequentemente apoiarão vários movimentos pró-governança global.

Indivíduos e organizações dentro e fora da Igreja Católica defenderão a encíclica papal, procurando espiritualizar ou moralizar o texto, tentando desse modo amenizar a controvérsia. No entanto, o intento do Papa de uma autoridade política mundial permanece.

Uma minoria de católicos irá opor-se veementemente ao chamado do Papa para o fortalecimento da ONU e do governo internacional (muitos mais serão indiferentes). A ridicularização e a zombaria poderão ocorrer para aqueles que falarem publicamente contra os ideais políticos de Bento XVI. Espere uma cisão entre aqueles que se opõem e aqueles que defendem o governo global.

Grupos religiosos não-católicos apoiarão a encíclica do Papa Bento. Um documento de resposta evangélico já foi produzido por um grupo de professores e líderes nacionais evangélicos. Intitulado Praticando a Verdade em Amor, o texto reconhece que as novas formas de autoridade global são necessárias, mas que elas "devem garantir a participação crescente, a transparência e a responsabilidade, e ajudar a fortalecer o estado da nação em relação ao poder financeiro global". [25] Esta é uma visão mais utópica do que prática, pois poucos incentivos reais levariam um governo mundial a operar assim abertamente.

Novas alianças e redes serão formadas para aumentar a pressão política e social em apoio à gestão global; essas redes irão incorporar grupos católicos e do Vaticano, organizações não-governamentais (ONGs) e elementos das Nações Unidas.

Quando a Santa Sé erguer o ceptro do governo mundial, isto deverá sacudir tanto os católicos quanto os não católicos. Mesmo se uma autoridade política mundial não se concretizar, essa defesa é impressionante. Aqui temos o ofício religioso mais influente de todo o mundo — ele mesmo politicamente estruturado como uma autoridade hierárquica de cima para baixo — promovendo um sistema também hierárquico de cima para baixo de gestão internacional. A perceção por si só é profundamente preocupante.

Além disso, se uma autoridade política mundial realmente aparecer, o que a impedirá de se transformar em um regime autoritário? Até nisto, admitimos que a autoridade global será introduzida como um governo limitado. A contradição máxima, é claro, é uma autoridade mundial sem força. Sem ter a capacidade de imposição, de se fazer obedecer, ela seria pouco mais do que um conselho consultivo. Portanto, para ser eficaz, ela precisa de ser um poder centralista com influência; qualquer coisa menor do que isto não faria sentido.

Mas é isto que o mundo precisa para garantir a ordem mundial?

Considere por um momento os últimos cem anos, um século repleto de exemplos de governos centralistas "bem-intencionados" — eles foram sempre bem-intencionados para alguém. Em nome da "paz e segurança" esses regimes esmagaram os opositores internos, muitas vezes liquidando os seus próprios apoiantes nesse processo. Do Chile à China, o lema não-oficial "Paz é a destruição de toda a oposição" foi colocado em prática. No caso da Alemanha nazi, o governo chegou ao poder pela via do processo democrático. Infelizmente, em alguns casos o próprio Vaticano esteve de mãos dadas com aqueles que cometeram esses crimes, como na Croácia durante os anos 1940. [26]

Será que tudo isto significa que a Santa Sé apoia um regime ditatorial mundial? Não segundo a encíclica do Papa Bento, onde ele reconheceu abertamente a possibilidade perigosa de um "poder universal de natureza tirânica". A sua esperança, como descrito em Caridade na Verdade, é uma autoridade política mundial colocada em xeque por limites legais para não "violar a liberdade". Os excessos do governo seriam compensados por medidas de prestação de contas e de responsabilização.

Este é um ótimo conceito na teoria, mas que se apoia numa suposição fraca: Que a autoridade política mundial estará satisfeita em permanecer dentro de limitações determinadas, satisfeita em operar dentro de rígidas restrições sociais, económicas e políticas. Aqui está o empecilho: as nossas avançadas nações democráticas — e até mesmo o Vaticano — não têm vivido e não conseguem viver de acordo com essa norma fundamental.

Enquanto o papa Bento tenta subtilmente persuadir os católicos e os líderes nacionais a aceitarem a ideia de governo mundial, as sóbrias palavras de Lord Acton ecoam de um passado quase esquecido: "O poder corrompe..."

Notas Finais

1. Malachi Martin, The Keys of This Blood (Touchstone, 1990), pág.15.

2. The New York Times, "Pope Urges Forming New World Economic Order to Work for the 'Common Good'," 8 de julho de 2009. Edição on-line.

3. David Ian Miller, "The Pope pays the economy some attention," The San Francisco Chronicle, 13 de julho de 2009. Edição on-line.

4. E. J. Dionne Jr. "To the Right of the Pope", The Washington Post, 8 de julho de 2009, edição on-line.

5. John-Henry Westen, "Pope's New Encyclical Speaks Against, not for On-World Government and New World Order," www.LifeSiteNews.com, 8 de julho de 2009.

6. John Laughland, The Tainted Source: The Undemocratic Origins of the European Idea (Little, Brown & Company, 1997), págs.154-155.

7. Robert John Araújo, "International Law Clients: The Wisdom of Natural Law," Fordham Urban Law Journal, agosto de 2001.

8. Para alguns exemplos, dentre muitos, veja os seguintes relatórios: Our Global Neighborhood (The Commission on Global Governance, Oxford University Press, 1995 — apoiada e endossada diretamente pelo Secretário-Geral da ONU); Toward a Rapid Reaction Capability for the United Nations (Governo do Canadá, 1995); Rethinking Basic Assumptions About the United Nations (World Federalist Association, 1992); Reshaping the International Order (Clube de Roma, 1976).

9. Foro do Milénio da ONU, 22-26 de maio de 2000. Veja o documento final, Millennium Forum Declaration and Agenda for Action.

10. Cliff Kincaid, "Who Will Probe the UN-Vatican Connection?" Accuracy in Media, 4 de agosto de 2009. (http://www.aim.org).

11. José E. Alvarez, The Schizophrenias of R2P, Painel de Apresentação na Conferência Conjunta Sobre Questões Contemporâneas do Direito Internacional: Jurisdição Criminal 100 Anos Após a Conferência de Paz de Haia, de 1907. Haia, Holanda, 30 de junho de 2007.

12. Richard N. Cooper, Is There a Need to Reform? The International Monetary System: Forty Years After Bretton Woods (Federal Reserve Bank of Boston, 1984), pág. 33.

13. Reimpresso no livro de Eric Frattini, The Entity: Five Centuries of Secret Vatican Espionage (St. Martin's Press, 2008), pág. 2.

14. Discurso do papa Pio XII durante uma audiência com os delegados do Quarto Congresso do Movimento Mundial para o Governo Federal Mundial, em 6 de abril de 1951. Uma cópia desse discurso está na biblioteca do autor. Ele está reimpresso integralmente em The Power Puzzle: A Compilation of Documents and Resources on Global Governance (2004, pode ser obtido no site da Forcing Change, em http://www.forcingchange.org).

15. Pope John XXIII, Pacem in Terris, parágrafos 137 ao 141.

16. Discurso do papa nas Nações Unidas, 4 de outubro de 1965. Reimpresso integralmente em The Power Puzzle: A Compilation of Documents and Resources on Global Governance (http://www.forcingchange.org).

17. Discurso do papa João Paulo II na sede da ONU, em 5 de outubro de 1995.

18. Discurso de João Paulo II na Corte Internacional de Justiça durante o Encontro no Palácio da Paz, Haia, 13 de maio de 1985.

19. Sollicitudo rei socialis, parágrafo 43.

20. O papa João Paulo I esteve no cargo por somente 33 dias antes de ser assassinado em 1978. Durante esse período de tempo, ele fez diversos discursos, mas não encontrei nenhum que apoie diretamente a governança global.

21. Vários livros já foram escritos sobre o papel da Santa Sé nas negociações globais, incluindo sistema bancário, espionagem e diplomacia internacional. Um dos livros mais recentes sobre este assunto é The Entity: Five Centuries of Secret Vatican Espionage, de Eric Frattini (St. Martin's Press, 2008).

22. Eric Frattini, The Entity: Five Centuries of Secret Vatican Espionage (St. Martin's Press, 2008), pág. 1.

23. Avro Manhattan, The Vatican in World Politics (Gaer Associates, 1949), págs. 28-29.

24. Frequently Requested Catholic Church Statistics, Center for Applied Research in the Apostolate, Georgetown University, as estatísticas são do ano 2009; http://cara.georgetown.edu/bulletin/index.htm.

25. Doing the Truth in Love. Uma cópia do documento, junto com os subscritores, pode ser encontrada em http://www.cpjustice.org/doingthetruth.

26. A matança dos ortodoxos sérvios pelos croatas foi um dos exemplos mais terríveis de genocídio na história moderna. Tão cruéis foram os ataques que até os embrutecidos soldados nazis alemães registaram o horror que sentiram. Veja John Cornwell, Hitler's Pope: The Secret History of Pius XII (Viking, 1999), pág. 248-260. Veja também Unholy Trinity: The Vatican, the Nazis, and the Swiss Banks, de Mark Aarons and John Loftus (St. Martin's Griffin, 1998); e The Vatican's Holocaust, de Avro Manhattan (Ozark Books, 1986). Mark Aarons and John Loftus atestam a credibilidade de Manhattan, explicando "ele estava muito bem informado, pois trabalhou na Inteligência britânica durante a guerra" (Unholy Trinity, pág. 86).


Autor: Carl Teichrib, artigo original em
http://www.crossroad.to/articles2/forcing-change/09/9-vatican.htm
Tradução: Talita S. Mendes
Data da publicação: 22/12/2010
Transferido para a área pública em 26/10/2011
Revisão:
http://www.TextoExato.com
A Espada do Espírito: http://www.espada.eti.br/govglobalvat.asp