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quarta-feira, 14 de novembro de 2018


HÁ CINCO ANOS ERA ASSIM. COMO SERÀ AGORA?

11 dezembro, 2013

Governo e boys ignoram austeridade. Continua o despesismo.

Governo tem 164 “especialistas” a ganhar até 5775 euros por mês.

Auditoria do Tribunal de Contas revela dúvidas sobre a experiência profissional destes técnicos, até porque 15% têm entre 24 e 29 anos
“Figuras sem limite”: é desta forma que o Tribunal de Contas (TC) se refere aos técnicos especialistas e pessoal técnico-administrativo e auxiliar recrutados pelo governo. As diferentes regras para o recrutamento de especialistas e a ausência de limites impostos para as suas remunerações, aliadas às dúvidas sobre as suas habilitações literárias, representam “risco ao nível da despesa” dos gabinetes governamentais, revela a auditoria do TC.

São três os especialistas que auferem um vencimento-base mensal entre 4615 euros e 5775 euros, mais do que o chefe de gabinete do primeiro-ministro. No topo dos especialistas mais bem remunerados estão também 6% de técnicos que ganham um salário superior ao de chefe de gabinete de membros do governo (3892 euros mensais).


A maioria, 56,7% – ou 93 especialistas –, recebeu, nos últimos dois anos, um vencimento-base mensal igual ao auferido por adjuntos de gabinete de membros do governo (3069 euros por mês).
Para demonstrar a “flexibilidade remuneratória” dos especialistas, o TC constata que a maioria destes técnicos ganha significativamente mais que um técnico superior da função pública, cujo vencimento se situava, em 2011 e 2012, em 1625 euros e 1610 euros, respectivamente.
A auditoria alerta para o facto de, apesar de se tratar de “especialistas”, não ser feita referência às suas “habilitações literárias” nem à sua “origem”.
SUBSÍDIOS
Ainda em matéria de remuneração do pessoal dos gabinetes, o TC refere que o Ministério das Finanças não enviou prova documental de que o pagamento do 13.º e 14.º mês foi suspenso aos membros e trabalhadores dos gabinetes.
A auditoria acusa o governo de, em matéria de transparência e publicidade da informação de gabinetes ministeriais, não divulgar o montante da despesa afectada aos gabinetes. fonte

 

 

Tatiana Filipa Abreu Lopes Canas da Silva, faz parte da lista dos especialistas. 
Esta jovem
começou no gabinete da Secretária de Estado dos Assuntos Parlamentares e da Igualdade, Maria Teresa da Silva Morais. Passado pouco tempo, Tatiana Canas da Silva pediu para ser exonerada. Mas nestes meios, não se dá ponto sem nó,Tatiana saltou para a Presidência do Conselho de Ministros, como se pode ver na imagem. A este ritmo, qual será o seu próximo destino? Na imagem fica ainda bem visível que em 2 dias contrataram mais 3 especialistas de som, imagem, vídeo...  Será que todos os dias se fazem filmes na presidência do Conselho de Ministros?

Governo tem mais de quatro mil novos 'boys'
Em apenas 2 anos o actual Governo nomeou 4463 novos membros para ocuparem cargos nos 14 gabinetes ministeriais. Das quais, revela o DN, 1027 para os gabinetes dos ministérios, 1617 para cargos dirigentes na Administração Pública e 1819 para grupos de trabalho e outras nomeações. fonte

Despesa com governantes e gabinetes aumenta 10%
O Diário de Notícias faz, as contas ao que no próximo ano o Governo prevê gastar com o seu staff, entenda-se salários, aquisição de bens e serviços, deslocações, etc. No total, o Governo prevê uma despesa de 36,7 milhões de euros, ou seja, um aumento de 10% fase a este ano. À cabeça surge, desde logo, a Presidência do Conselho de Ministros, que inclui os gabinetes de Passos e Portas, que prevê gastar 9,4 milhões de euros.
Actualmente, não só é maior o número de ministérios e, consequentemente, de ministros e respectivas equipas e gabinetes, como a despesa prevista para 2014 é, segundo contas feitas pelo DN, 10% superior à deste ano.

Entre os 36,7 milhões de euros previstos (33,3 milhões de euros em 2013) não só para salários de ministros, secretários de Estado, chefes de gabinetes, adjuntos, assessores, técnicos secretários, motoristas e auxiliares, mas também para a aquisição de bens e serviços (12,9 milhões), deslocações e estadas (2,8 milhões), limpeza e higiene (266 mil euros) e comunicações (1,2 milhões).
A única despesa que desce em relação a 2013, salienta o DN, são os gastos com material de escritório, pagamentos de estudos, pareceres e consultoria (menos 6%). fonte

‘Boys’ dominam poder na Segurança Social

Um total de 18 pessoas do PSD e do CDS foram nomeadas para cargos de instituto público. 

As nomeações do ISS, que é liderado pela ex-dirigente do CDS Mariana Ribeiro Ferreira, colocaram em cargos de director e de director-adjunto nos centros distrais da Segurança Social 13 pessoas ligadas ao PSD e cinco associadas ao CDS. Por mês, um director distrital da Segurança Social terá um salário de cerca de três mil euros brutos.

Segundo documentos a que o CM teve acesso, os directores da Segurança Social dos distritos de Aveiro, Braga, Lisboa, Santarém, Viana do Castelo e Vila Real não terão os requisitos exigidos pelo novo Estatuto do Pessoal Dirigente. Como não têm seis anos de experiência na Função Pública, António Santos Sousa, Rui Miguel Barreira, Susana Martins Branco, André Filipe Ferreira, Tiago Sampaio Leite, Paulo Vale e José Augusto Rebelo poderão ter o lugar em causa.
PSD FALHA PROMESSA 

A Proposta de Lei nº 15/XII, apresentada pelo Executivo de Pedro Passos Coelho na Assembleia da República, era categórica na definição das intenções do Executivo: "O Governo assumiu, no seu programa, o estabelecimento de um sistema independente de recrutamento e selecção dos titulares de cargos de direcção superior, com o objectivo de promover o mérito no acesso aos cargos e ‘despartidarizar’ o aparelho do Estado." A realidade revela que, pelo menos no Instituto de Segurança Social, os ‘boys’ dominam os cargos de poder.

MILITANTE DO CDS DIRIGE INSTITUTO DESDE AGOSTO

Mariana Ribeiro Ferreira, casada e com quatro filhos, filiou-se no CDS em 2003. Foi chefe de gabinete de Paulo Portas e candidata a deputada duas vezes. No último congresso foi eleita uma das vice-presidentes. Em Agosto de 2012 passou a dirigir o Instituto de Segurança Social e deixou os cargos no CDS. fonte

Da promessa à realidade do corte nas despesas
O Estado não se tem contido nos gastos e o corte nas suas gorduras não apareceu. Trabalhadores, pensionistas e empresas privadas são os castigados.
Quando se candidatou a primeiro-ministro, Passos Coelho prometeu cortar nas despesas do Estado para assim aliviar a vida às pessoas. Ao fim de um ano e meio, o que aconteceu foi exactamente o contrário.
A redução de salários e pensões, a par do aumento do IRS, empobreceu as famílias. O aumento dos custos de produção, como a energia, penalizou as empresas. O aumento do IVA provocou uma brutal diminuição do consumo, trouxe a recessão, o encerramento de empresas, e um desemprego galopante.
Entretanto, o Estado não se tem contido nos gastos. Continuam intocáveis os institutos públicos, as fundações inúteis ou as empresas públicas falidas. Bem assim como as grandes negociatas, as rendas das parceiras público-privadas ou até os juros agiotas pagos pela dívida pública.
Afinal, a austeridade prometida no Estado não apareceu. Pelo contrário, a receita deste Governo parece ser a de manter os privilégios do Estado à custa da austeridade que castiga os trabalhadores, os pensionistas e as empresas privadas.
opiniao (Paulo Morais)

segunda-feira, 12 de novembro de 2018


ROMPER COM AQUILO QUE JÁ ESTÁ INSTITUÍDO

A fase em que nos encontramos é muito clara, segundo o conceito da criação e posterior evolução em que duas facetas da mesma personalidade (Homem) podem colidir.

O homem físico, o corpo denso que envolve o espírito, desenvolveu-se desordenadamente ao ponto de ser necessária a implementação de normas de comportamento (criação de uma comunidade organizada) de acordo com o processo evolutivo da inteligência humana naquela época.

A Lei Mosaica era uma Lei para ser aplicada no mundo material que, apesar do conhecimento de um mundo do espírito ou supra material povoado pelos deuses, anjos e espíritos dos antepassados, se manteve sempre arredada desse mundo espiritual porque estava fora da sua compreensão e do seu "poder" de dominar.

Cristo veio ensinar que o homem era mais do que aquele ser material e que era na verdade espírito em roupagem adequada para habitar o mundo terreno. Toda a humanidade estava mergulhada na matéria mais densa e todas as suas tradições lhe diziam que aí era o seu mundo de origem sendo o mundo espiritual reservado para os seres celestiais e para aqueles que "morriam".

Os seus antepassados estariam naquele mundo do espirito para os ajudar ou atormentar.

Cristo veio dizer que não era assim. Veio dizer que todos são filhos de Deus e que na altura da sua criação foi-lhes atribuído um espírito vindo do Céu. Veio pôr fim à Lei Mosaica (por ultrapassada e chegar a hora de a humanidade subir mais um degrau na evolução na Terra), muito "terra a terra", olho por olho, dente por dente, que já não se justificava. Do conhecimento de um Deus rígido, da guerra, e ciumento, para o Deus amoroso, justo e protetor dos seus filhos. A humanidade passa a conhecer o Pai e começa a conhecer o Filho, a outra faceta da personalidade de Deus.

Este Filho é a Pessoa indicada para reconhecer os seus "irmãos", filhos de Deus também. Só que, nesta fase em que a humanidade se encontrava, por desconhecimento da sua qualidade de espírito em roupagem física, foram todos cooptados para serem filhos da Terra, filhos do Diabo, como nos diz João em 6:44 "O vosso pai é o Diabo e quereis realizar o desejo do vosso pai…" e em 14:30-31 " Já não tenho muito tempo para falar convosco, pois o príncipe deste mundo vai chegar (O Diabo). Mas ele não tem poder sobre Mim (como também não tem poder sobre o Homem, o Dono do Planeta Terra)…"

De um mundo apenas terreno o homem descobre a sua componente espiritual e a sua condição de filho de Deus e possibilidade de salvação da Alma, essencialmente espiritual e imortal. Mas, para isso terá de sobreviver ao "parto", por vezes doloroso, da morte física (Vide João 8:5 em diante, 5:9-12 e 9:15).

 Portanto, a meu ver, Cristo deu-nos a conhecer o Seu Reino, para onde irá a personalidade humana (Alma e espírito despojados do corpo físico) depois de criada e preparada na Terra. É como se a vida na Terra fosse como a vida no ventre de uma mãe, em que o ser se forma para poder sobreviver no mundo material pós parto (talvez venha daí a tradição de algumas filosofias que falam da mãe Gaia – a Terra).

A Alma humana passa esse período de formação e desenvolvimento no mundo material, pela experiência compartilhada entre o corpo físico e o espírito que foi atribuído ao novo Ser vivo quando da sua criação no ventre materno. Como já disse uma vez, a Terra é um alfobre, um viveiro de Almas.

Ora, esse desenvolvimento processa-se no mundo material, onde se vão formando as comunidades e culturas diferentes, numa riqueza de experiências diversificadas e quanto mais melhor.

Na Bíblia, em João 3:3 vem explicitamente: "… Jesus respondeu: Garanto-te: se alguém não nascer de novo (ressurreição) não poderá ver o Reino de Deus". Em 3:6,7 e 13 "Quem nasce da carne da carne é carne, quem nasce do espírito é espírito. Não te admires de Eu dizer que é preciso renascerdes de novo…". "Ninguém subiu ao Céu, a não ser Aquele que desceu do Céu (Jesus)".

A partir do momento em que o Filho Único de Deus foi entregue ao sacrifício para que todos aqueles que acreditem n'Ele tenham a vida eterna, o pecado dos homens foi lavado para que estes sejam salvos.

Só que, pelo Livre Arbítrio que Deus concedeu ao homem, este pode optar e escolher o seu caminho. Quem acredita n'Ele não está condenado Quem não acredita já está condenado.

Podemos questionar sobre os povos não Cristãos. Todos os povos já tiveram a visita de enviados de Deus, desde a antiguidade e, pela ganância humana e ambição dos sacerdotes que logo se aproveitaram para manipular os ensinamentos a seu favor, a palavra de Deus foi deturpada, como é agora deturpada na última instituição (Igreja de Roma e Igrejas institucionais) que se apropriaram Dela para proveito próprio. A única fonte credível ainda disponível é a Bíblia, apesar de ter sido manipulada por quem "escolheu" os livros que a compõem. Mas são fiáveis, porque nunca se atreveram em alterar os versículos.

Em João 3:19 a 21 o julgamento é este: "A Luz, veio ao mundo, mas os homens preferiram as trevas à Luz, porque as suas ações eram más. Quem pratica o mal odeia a Luz e não se aproxima da Luz, para que as suas ações não sejam desmascaradas. Mas, quem age conforme a verdade aproxima-se da Luz, para que as suas ações sejam vistas, porque são feitas como Deus quer".

Nesta amálgama de seres humanos que habitam a Terra, convivem as tendências mais variadas, numa amostra de independência e liberdade atribuídas ao homem - o Livre Arbítrio.

O Livre Arbítrio é uma dádiva poderosíssima que o homem tem ao seu dispor para poder optar livremente e escolher o que quer (sem acusar o Criador de interferir na gestão do Planeta que lhe foi dado para gerir), principalmente no mais importante que é escolher se quer continuar como filho da Terra ou aceitar a sua condição de filho de Deus e regressar ao mundo espiritual de onde é originária a sua essência depois de terminar a "escolaridade" no planeta e iniciar, sim, a sua evolução pelos "Céus", ou planos dimensionais cada vez mais espiritualizados.

Assim como alguns comportamentos da mãe têm influência no feto a desenvolver-se no seu ventre, podemos afirmar que o mundo espiritual também pode exercer algumas influências no mundo físico em dados momentos.

É por isto que todos os negócios da Terra são da Terra, da plena responsabilidade do seu gestor (o Homem). Ele foi instruído, mas não obrigado, sobre normas de comportamento em sociedade, regras de segurança no campo da saúde, justiça e economia (vem tudo no Velho Testamento) que nunca soube aproveitar porque preferiu sempre guerrear e ocupar terreno que não lhe pertencia e nunca obedeceu às Leis de Deus.

Motivo por que é um pecador. Trilhou sempre o caminho do mal. Muito poucos optaram pela retidão e honestidade. Basta ler o Velho Testamento para compreender isso.

As Leis terrenas, ou Leis do homem, têm de ser impostas, tendo como alvo a pessoa na sua condição na Terra, sujeito a uma liberdade condicionada pela comunidade onde vive.

Neste caso o ser humano terá muita dificuldade em viver numa sociedade em que pretenda impor a sua condição de homem espiritual (no gozo de toda a independência e liberdade como indivíduo no mundo espiritual e agora se encontra "preso" num corpo físico do mundo material) dispensado das Leis que têm como alvo a pessoa humana.

Ao insistir neste ponto, as consequências serão muito graves, como aconteceu com Jesus e os Apóstolos.

Ao não aceitar as Leis do homem, sobrepondo as Leis do Reino de Deus, só resta uma alternativa: a morte física, porque a comunidade, e não o indivíduo, está mandatada para administrar a justiça, como ela é concebida nas sociedades, e pode neutralizar aquilo que consideram uma ameaça para a sua organização.

Temos mais exemplos de tentativas de sobrevivência fora do sistema na história humana, sendo os mais recentes nos Estados Unidos.

Comunidades que se isolaram, repudiando o sistema, que se negam a pagar impostos e a qualquer "dever" imposto (obrigatório) foram apelidados imediatamente de "terroristas" e eliminados pura e simplesmente porque "ofereceram resistência", como foi o caso de Waco no Texas.

 
O que se passa na América com a formação de Milícias, consideradas como grupos desestabilizadores e radicais pelo poder constituído, está mal contado. São cidadãos que já se aperceberam da sociedade opressora e injusta que se vai deteriorando cada vez mais, onde os canalhas, os ladrões e os salteadores da idade moderna (de colarinho branco) lideram em proveito próprio.

E no país da Liberdade, como é hábito classificar os EUA, o país dos paradoxos e das contradições, onde a ofensiva Illuminatti é mais visível, onde os "senhores" do mundo já tomaram as rédeas para utilizarem a enorme potência bélica e económica para dominarem o resto do mundo, os homens "acordaram" e começam a reagir em força.

As autoridades federais bem tentam dominá-los, mas o povo resiste e organiza-se para o combate. Tudo isto se passa no mundo visível, já saíram dos bastidores, mas tudo deturpado pelos meios de comunicação social ao serviço dos Iluminati, dando a ideia de que esses patriotas são "terroristas".

 

Patriotas americanos

Se observarem o que acontece hoje nos Estados Unidos, dentro desta perspetiva, começarão a entender o que se está a passar. Lembrem-se que só temos acesso à versão do lado opressor.

Jesus nunca ensinou a desrespeitar as Leis do homem. Ensinou apenas a agir com retidão e verdade e que a VIDA, a felicidade, seria alcançada no Seu Reino, que não é deste mundo, como o afirmou perante os seus acusadores.

sábado, 10 de novembro de 2018


O OUTRO LADO DA VIDA

(Texto sem adopção às regras do acordo ortográfico de 1990)

Para o ser humano poder compreender os fenómenos da Vida e da Morte, tem primeiramente de saber o que é a “Vida” e tudo o que se relacione com ela.

Os modernos invocadores da ciência pensam na «matéria viva» como se fosse algo caprichoso, irrelevante para a natureza do universo, não reconhecendo o mundo do espírito e sua conexão com o mundo da matéria. Sabem apenas que a base física dos objectos inertes, como os corpos celestes, é igual à das criaturas que neles venham a viver e formadas das suas substâncias, em que a diferença não está na matéria-prima mas sim na sua organização, onde as partículas mais humildes podem assumir as mais altas formas de vida porque uma coisa viva é uma organização de coisas não vivas.

Mas se essas «coisas» são inanimadas e no conjunto formam uma «coisa» animada, onde estarão as fronteiras da vida?

Sabemos que todos os objectos animados e inanimados são constituídos pelos mesmos elementos: os átomos, sempre os mesmos, que variam apenas no seu arranjo como, por exemplo, o diamante que é carbono puro cristalizado, e a grafite, do lápis de escrever, que também é carbono cristalizado.

A constituição é a mesma, só mudando a forma de associação das moléculas.

Depreende-se logicamente que a partir de um certo momento essas moléculas agrupadas, pela união e necessidade de orientação mais capaz, se revistam de uma forma desconhecida de energia mais forte e reconhecível, a que chamamos «Vida», e que em certos casos, por uma perfeição ainda maior num rumo determinado e racional, lhe damos o nome de «espírito» ou «alma».

Só assim podemos compreender a diferença de ser vivo e ser não vivo, tendo, tanto um como o outro, energia, a mesma constituição básica, os mesmos elementos, só se verificando uma diferença quando essa energia passa a ser detectável para nós. E isto não quer dizer que os outros não tenham vida. Eles têm-na certamente, mas nós é que ainda a não conseguimos detectar excepto, talvez, os muito avançados em ciências chamadas ocultas.

Depois de tudo isto, não sabemos como se originou a Vida - por nós entendida - e uma das maneiras de compreender a natureza de qualquer coisa é descobrir como ela se originou.

O êxito de Darwin em estabelecer a validade da teoria da evolução levantou simultaneamente o problema de saber de onde teria vindo a forma mais primitiva de vida. A princípio acreditava-se que se tinha gerado espontaneamente no fundo do mar. Hoje crê-se que pode surgir sob certas condições químicas que após averiguadas podem ser aplicadas na prática.

Surgiu uma teoria sobre a maneira como teria aparecido a vida no globo e realmente alcançou, na prática, um êxito nunca esperado. Nos princípios de 1950, Harold Urey, professor na Universidade de Chicago, concluiu que a atmosfera original da Terra deveria ser desprovida de oxigénio, contendo apenas gases simples como hidrogénio, amoníaco, vapor de água e metano, tendo mais tarde se lhes juntado, talvez, monóxido de carbono, anidrido carbónico e azoto, o que sugere ser esta atmosfera mais diáfana à luz ultravioleta do que a nossa.

Esta teoria coincide com o conhecimento do papel universal das proteínas nos sistemas vivos, e maneira como eram constituídos os aminoácidos, à volta das moléculas de amoníaco, o que provocou logicamente a curiosidade de verificar se se formariam espontaneamente em tal atmosfera.

Urey sugeriu, deste modo, a experiência que Stanley Miller, um seu colega, realizou em 1953: um globo cheio de água até metade representava o oceano imaginário, quando a superfície terrestre acabava de formar-se, e o resto cheio de metano e amoníaco representava o que podia ter sido a atmosfera primitiva. Vários eléctrodos, potentes, de tungsténio imitavam o Sol que lançava sobre a Terra as suas radiações ultravioletas. Depois de a água aquecida e o vapor desta se misturar com o metano e o amoníaco, os eléctrodos começaram a descarregar relâmpagos constantes sobre a atmosfera do globo, até que, ao cabo de uma semana, começaram a formar-se substâncias não voláteis que se acumulavam na água, constando de vários aminoácidos. Quinze por cento do carbono que estava presente no metano tinha passado a constituir as novas substâncias.


O professor Leslie Orgel, do Instituto Salk, continuou estas investigações conseguindo criar cadeias de nucleótidos que se retorcem sobre si mesmas de um modo que recorda a estrutura das moléculas fundamentais dos cromossomas.

Todas estas experiências baseavam-se em duas grandes hipóteses: a matéria viva primitiva tinha-se formado na atmosfera, ou em águas pouco profundas, e a energia que desencadeou a formação dessas substâncias foi eléctrica. Entretanto, em 1977, uma expedição científica norte-americana descendo a dois mil e quinhentos metros abaixo do nível do mar, nas proximidades das ilhas Galápagos, encontrou grandes colónias de animais até então completamente ignorados: vermes com dois metros de comprimento, caranguejos gigantes e peixes avermelhados que se juntavam em volta de fontes de água sulfurosa muito quentes.

Esta descoberta tem uma importância excepcional, pois a vida nos mares vai escasseando à medida que a profundidade aumenta, e era considerado como certo que a vida dependia apenas da formação de substâncias orgânicas por meio da fotossíntese que, por sua vez, depende da luz solar. Por isso não podia existir vida onde reina a mais completa escuridão. E, no entanto, a mais de dois mil e quinhentos metros de profundidade, onde não chegam os raios solares ou substâncias orgânicas formadas na superfície, há vida animal, se bem que com formas extraordinárias: os vermes brancos gigantes não possuem boca ou tubo digestivo mas sim um órgão cheio de bactérias que vivem em simbiose com o verme e o alimentam.

Certamente que essas bactérias podem sintetizar em águas muito quentes compostos orgânicos a partir dos minerais de enxofre expulsos pelos vulcões submarinos, o que significa que existem seres vivos que não dependem da fotossíntese mas da quimiossíntese, utilizando como materiais primários as substâncias provenientes do magma submarino em vez de elementos da atmosfera primitiva.

Esta descoberta põe-nos na presença de um novo reino animal, qualquer coisa que pode apenas ser ultrapassada pelo achado de outras faunas noutros planetas.

Já nos anos trinta os biólogos tentavam descobrir o que era o vírus na realidade e a maneira de criarem um artificialmente. Verificavam que era possível levar grandes massas deles a cristalizarem, como faz o açúcar, dando a entender que seriam inanimados, enquanto o seu poder de multiplicação parecia provar o contrário.

Alguns cientistas crêem que o vírus provém de bactérias que largaram o seu equipamento celular e se tornaram, por assim dizer, parasitas. Outros pensam que pode ter-se formado espontaneamente.

Serão seres vivos na via descendente, ou seres inanimados na via ascendente?

Talvez nunca o saibamos. A verdade é que, vivos ou não vivos, o homem já arranjou maneira de os reproduzir. Em 1965 uma equipa da Universidade de Illinois, sob a direcção do professor Sol Spielgeman, conseguiu sintetizar uma mensagem não viva de ácido nucleico produzindo um vírus que continuará a multiplicar-se indefinidamente.

Em conclusão: após milhares de experiências os biólogos conseguiram criar produtos componentes da matéria viva. O problema é que, daí para a frente, criar «Vida» com as suas características já é mais difícil. Eles sabem os princípios básicos para a constituição da vida conhecida. Só não sabem é como criar ou conseguir o «sopro vital».

E para finalizar, vamos fazer uma análise resumida do que se conhece sobre os seres animados e inanimados:

Segundo a ciência, e pelo que podemos deduzir, as manifestações de vida foram detectadas a partir de um dado ponto, não havendo porém uma certeza nessa fronteira de divisão de vivo e não vivo. Seguidamente surge a bactéria, e outros seres, já considerados como seres vivos, mas que ficam também num campo intermédio entre o vivo animal e o vivo vegetal.

A partir daí, as manifestações de vida conhecida são absolutamente definidas, até ao mais alto expoente no planeta, o Homem. Para além do homem, também nada se sabe, o que não quer dizer que não haja outras formas de vida desconhecidas para nós.

Assim, podemos representar o nosso conhecimento com o seguinte esquema, que nos elucida melhor sobre as incertezas da ciência:


NÃO VIVOS
?
 
VIVOS
 
 
VIDA SUPERIOR
?
 
 
 
?
?
Animais
Homem
 
Minerais
Vírus
?
Bactérias
?
Vegetais
?
Outras formas de Vida
Todos
Constituídos por
matéria inerte
 

 
Todos os seres são constituídos por matéria inerte. Como atrás vimos, os modernos invocadores da  ciência afirmam que as «coisas» vivas são formadas por um conjunto de «coisas» não vivas, e que a diferença não está na matéria prima, mas sim na sua organização.

Perguntamos novamente: Onde estarão as fronteiras da vida?

E só a partir daí, depois de identificarmos o ser vivo, neste caso o Homem, é que poderemos abordar as várias hipóteses sobre a “energia” misteriosa que o vivifica, lhe dá consciência, e o faz interagir no Universo. Neste caso como é a sua vivência nos dois mundos conhecidos na Terra, o mundo visível onde estamos e o mundo invisível, também povoado por outra espécie de seres, que exerce a sua influência sobre tudo no mundo visível. O Homem sabe que é mortal e interroga-se constantemente sobre o que acontecerá quando chegar a sua hora da morte.

Uma investigação séria obriga a verificação metódica de todos os factos que possam explicar satisfatoriamente as hipóteses.

O ser humano está convicto de que é possível a sobrevivência após a morte, havendo relatos impressionantes, desde a antiguidade, cheios de detalhes que devem ser cuidadosamente estudados. Estes estudos permitem que as pessoas mais cépticas possam aumentar, gradualmente, a sua tomada de consciência da morte, já que a mortalidade humana perturba a maioria das pessoas. A própria comunidade científica começa a interessar-se pelo assunto. Todos se interrogam sobre o que significa morrer.

Com o evoluir das técnicas de reanimação em certos casos, pode-se crer que algumas pessoas tiveram “um encontro com a morte”. Em tais casos, o equipamento mais sofisticado não consegue detectar o pulsar do coração nem registar qualquer actividade cerebral. Apesar disso, o “morto” pode, mais tarde, relatar pormenores sobre toda a intervenção da sua recuperação que deixam os médicos perplexos.

Estas experiências despertam cada vez mais o interesse à medida que se torna mais evidente que a consciência humana sobrevive à falência do corpo. Pelos factos registados, em ambiente médico, e investigações posteriores provam que estas autênticas “experiências fora do corpo” não se podem confundir com simples alucinações causadas pela doença ou pela acção de certas drogas.

Os investigadores concluíram que os relatos mais logicamente detalhados e consistentes são feitos pelas pessoas mais sadias. A hipótese de um cérebro doente não pode explicar tais visões, conforme relatórios de uma numerosa equipa que se tem dedicado a estas observações.

Com efeito o fenómeno da Vida ainda não está completamente desvendado. Ainda existem regiões ou estados de consciência considerados altamente improváveis. Cada pessoa. Como dizia Huxley, continua a ser um velho continente na sua consciência individual, para além da qual existe um outro novo mundo, muito pouco distante da sua consciência quotidiana. A única coisa possível para descobrir esses novos mundos, ou estados de consciência, é empreender a viagem de estudo. Tal como numa viagem entre dois países, ou localidades diferentes, podem ser usados vários meios de transporte. Existem, fundamentalmente, três vias para atingir o outro lado do véu.

Uma utiliza a via química. A outra a hipnose. Mas levantam dúvidas a muitos cientistas. A única via que é aceite pela maioria dos observadores (principalmente investigadores que estão fora do sistema rígido da ciência que não admite o protagonismo da espiritualidade) é a chamada via “ocultista” ou iniciática. Esta via, como é óbvio, levanta também muitas dúvidas quanto aos resultados por não poderem ser mensurados cientificamente.

Existem, no entanto, situações diversas e puramente acidentais que permitem o acesso a tais experiências, como na doença ou fadiga extrema, do jejum, de confinamento a determinadas situações, em acidentes, etc.. Perde-se então a capacidade de inibição que impede ao paciente o acesso a tais experiências. O doente pode, nessas condições, “ouvir coisas” ou ter “sensações estranhas”.

O alargamento do estado de consciência e entrada noutra dimensão é também chamado, por vezes, “experiência cósmica”, ou “estado alterado da consciência”. Torna-se então perfeitamente clara a existência de uma realidade fora do tempo e do espaço comum e chama-nos a atenção para a experiência mística autêntica, não o falso misticismo ou casos meramente psicopatológicos.

Estes estados de consciência são diversos. Existe um sentido de elevação moral, de iluminação intelectual e desperta-se o sentido de imortalidade, enquanto que se perde o medo da morte.

Em certos casos há a noção nítida de sair do corpo, o que é chamado vulgarmente como “experiência fora do corpo”. Nesta experiência o paciente consegue ouvir o médico a declará-lo morto, tem consciência do abandono do corpo com a noção de permanecer no mesmo ambiente físico, de observar tudo em redor, do acidente que o conduziu à suposta morte e aprende, logo a seguir, como deslocar-se no espaço em condições muito diferentes das habituais.

Durante algum tempo, estes relatos foram atribuídos a causas diversas que não resistem a uma análise mais superficial.

Os defensores das “causas psicológicas” fundamentam as informações recolhidas na acção da Mente do moribundo, ou acidentado, que, ao repudiar a ideia da morte iminente, constrói imagens de uma vida sem sofrimento. Essas imagens seriam baseadas em tudo aquilo que lhe tenha sido ensinado sobre essa parte da vida, nas suas crenças e na filosofia aceite.

Outra hipótese é sobre a acção de certos medicamentos, que associa a acção das drogas alucinogénias ou anestésicas a tais situações. O doente anestesiado pode estar sujeito a estas situações, tanto como o toxicómano.

E outra causa dessas visões pode ser a falta de oxigénio no cérebro (anoxia ou hipoxia) que provoca ilusões e alucinações.

No caso das “causas psicológicas” contrapõe-se o facto de que experiências idênticas são vulgares em todos os Continentes e culturas, pelo que a cultura e as religiões respectivas não são factores determinantes.

A hipótese sobre a acção de medicamentos também não é esclarecedora. As pessoas que viveram ambas as experiências, afirmam que são bem diferentes. Os que tiveram sonhos ou alucinações reconhecem-nos nitidamente como tal e nunca os confundem com as designadas em situação de morte iminente. Nunca delas nunca tinham sofrido qualquer anestesia nem tinham feito uso de tóxicos ou drogas, o que reforça a opinião inicial, de que um cérebro doente não permite uma visão correcta nem uma experiência merecedora de confiança.

Finalmente, foi demonstrado que muitos indivíduos que depois afirmaram ter passado por uma experiência de morte iminente, se pôde medir o nível de oxigénio no cérebro concluindo ser suficiente para manter este órgão a funcionar normalmente.

Portanto, nenhuma teoria pode explicar definitivamente o que se passa neste tipo de experiência. O que podemos aceitar é que estamos no limiar de uma ruptura total com velhos preconceitos, acreditando que não há morte e que a consciência, um produto da Alma, o Ego, é independente do corpo físico.

Quando o espírito se liberta do corpo denso, o poder espiritual regressa de novo, em certa medida. Vê o panorama da sua vida passada e coordena a informação necessária e devidamente filtrada (aquilo que não interessa é expurgado) que acompanhará o indivíduo na sua caminhada evolutiva.

Para desvendar estas “incertezas” a Ciência oficial, com o seu novo ramo de investigação – a física quântica – que observa os mesmos fenómenos de âmbito espiritual (dando-lhe outros nomes), já vai admitindo a existência de uma “ciência” esotérica, do campo psíquico (para não dizer espiritual), que poderá complementar o saber eminentemente materialista, sempre mensurável e possível de recriar em laboratório.

Existe apenas uma diferença, até muito importante. Na ciência oficial o investigador é distinto do objecto a estudar. Na ciência esotérica o investigador e o objecto são os mesmos.

Ultimamente a Ciência já reconhece que seria útil a investigação conjunta e aliança entre Ciência e espiritualidade. Muitos fenómenos “científicos” só podem ser compreendidos face à aceitação do poder psíquico ou espiritual, completamente fora do controlo da ciência.

Aliás, a grande maioria dos cientistas, apesar de não praticar a religião, acredita num Ser Supremo, num Criador, debruçando-se apenas sobre os problemas físicos tentando desvendar a mecânica do Universo.

Newton, por exemplo, durante dois séculos foi o principal guia do pensamento científico do Mundo, com os seus textos Principia, a que deu o subtítulo de A Estrutura do Sistema do Universo, até ser destronado pela teoria da relatividade de Einstein. O próprio Einstein declarou que a sua teoria só estaria certa até aparecer outra melhor.

O conhecimento é dinâmico e não há certezas de nada, tanto no campo da fé como no campo da ciência.

Independentemente dos tratados científicos e explicação pormenorizada da mecânica do Universo, apoiado por fórmulas e equações matemáticas, e ao constatar a maravilhosa unidade num facto concreto – o nosso sistema planetário – afirmou que "teria de ser atribuído a uma ordem estabelecida por um Criador Supremo".

Albert Einstein também referiu, admitindo a sua existência, Deus e Alma. Vamos ver algumas frases por ele proferidas:

"Eu quero saber como Deus criou este mundo. Não estou interessado neste ou naquele fenómeno, no espectro deste ou daquele elemento. Eu quero conhecer os pensamentos Dele, o resto são detalhes". "Existem apenas duas maneiras de ver a vida. Uma é pensar que não existem milagres e outra é que tudo é um milagre". "Deus é hábil, mas nunca enganador". "Deus não joga dados com o universo". "O homem que acha a própria vida sem sentido não é apenas um infeliz, mas é quase indigno de viver". "A Matemática não mente. Mente quem faz mau uso dela" (Obs: posso então afirmar que a Bíblia também não mente. Mente quem faz mau uso dela. Eistein também declarou que não acreditava em algumas histórias da Bíblia, pois também não podemos acreditar em todas as teorias, ou histórias, da ciência). "Grandes almas sempre encontram forte oposição de mentes medíocres". "Sem cultura moral não haverá nenhuma saída para os homens" (será que a dissolução de costumes da actualidade será mais adequado do que a moral e boas práticas ensinadas na Bíblia?". "aceito o mesmo Deus que Spinoza chama de Alma do Universo. Não aceito um Deus que se preocupe com as nossas necessidades pessoais" (Certo. O Deus à semelhança dos homens e criado pelos homens não existe. Existe sim essa Força Criadora Suprema, cuja função denominamos por Deus, porque Deus não pode ser representado porque é uma entidade subjectiva, invisível e fora da nossa compreensão). "A característica do homem religioso (que tem fé) consiste no facto de ser ter libertado das algemas do seu egoísmo, construindo, pelo seu modo de pensar, sentir e agir, um mundo de valores supra-pessoais, aprofundando e ampliando cada vez mais o seu impacto sobre a vida.". "Não existe nenhum caminho lógico para descoberta das leis do Universo – o único caminho é o da intuição" (obs: e donde vem a intuição?)

Um outro cientista, Blaise Pascal, afirmou: "É o coração que sente Deus e não a razão". "De que serve ao homem ganhar o mundo se perde a sua Alma?". "Só conheço dois tipos de pessoas razoáveis – as que amam a Deus de todo o coração porque O conhecem, e as que O procuram de todo o coração porque não O conhecem". "A natureza tem perfeições para demonstrar que é a imagem de Deus e imperfeições para provar que só é uma imagem".