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sexta-feira, 21 de setembro de 2018


EXPLICAÇÃO SIMPLIFICADA SOBRE MUNDOS VISÌVEL E INVISÍVEL

Para os sépticos e para os que ainda não compreenderam a diferença entre o mundo visível e mundo invisível desenhei um pequeno "gráfico", que não está à escala para poder caber na página, mostrando a pequena faixa do "mundo" que o ser humano consegue percepcionar.

Em todas as outras faixas existe "energia" (um termo que significa tudo e nem sabemos ao certo o que é, só captamos os fenómenos que acontecem sem conseguirmos explicar as verdadeiras causas) e, consequentemente, até poderão ter seres que os habitam, e o ser humano conforme vai desenvolvendo a tecnologia vai conseguindo penetrar em parte desses mundos invisíveis que os nossos órgãos dos sentidos não captam.

Portanto, conforme as "frequências" vão surgindo mundos específicos. Isto só na nossa dimensão terrena. Imaginemos o que poderá existir noutros planos dimensionais, conforme a matéria for mais diluída e o mundo espiritual se manifeste cada vez melhor.

Assim:

 
Como podemos ver o espectro visível é estreitíssimo, e já conseguimos, com a ajuda da tecnologia, penetrar nos mundos invisíveis dos ultravioletas, raios X, Raios cósmicos, Infravermelhos, Radar e ondas de rádio.

Sabemos também que alguns seres vivos da Terra, como os cães, gatos, cavalos, elefantes, morcegos (os mais conhecidos e estudados) e muitos outros percepcionam e interagem nesses mundos e até que muitos deles vivem no nosso mundo visível mas com órgãos de sentidos mais adaptados a alguns desses mundos invisíveis.

E por os cientistas se terem apercebido disso é que conseguiram com meios tecnológicos penetrarem e aproveitarem esses mundos para servir a humanidade. Daí o aparecimento do radar (pelo estudo dos morcegos que se deslocam emitindo ondas que são devolvidas e captadas pelos seus órgãos de audição) que utiliza o mesmo princípio, as microondas, e utilização dos raios X e ultravioletas, na medicina por exemplo, e para melhorar a captação de imagens do espaço e poderem estudar as mais diversas áreas científicas, o que lhes estaria vedado ao utilizaram apenas a estreita faixa do mundo visível captado por nós.

Mas ainda há mundos invisíveis, fora da densidade da matéria, que sabemos que existem (porque exercem grande influência no nosso mundo visível) como o mundo dos espíritos celestiais (em plano dimensional superior), mundo dos espíritos inferiores, do submundo (dimensão mais baixa da matéria) cujo contato já existiu em tempos e foi-se perdendo com as qualidades espirituais dos seres humanos a degradarem-se cada vez mais, quanto mais o ser humano mergulha na matéria e não se preocupa em cultivar ou alimentar o seu espírito, submetendo-se à escravatura do mundo material onde não pode utilizar em pleno as suas potencialidades.

Com o pecado original, ou em outras palavras, com a desobediência do ser humano ao deixar-se dominar pela influência nefasta de satanás, ele deixou de ter contato direto com Deus e aos poucos foi perdendo a "ligação" que existe entre o seu espírito e a sua Mente (que constituem a Alma).

Aqueles que conseguiram "acordar" dessa letargia, vão-se espiritualizando cada vez mais e com a ajuda de Jesus que veio reatar esse contato perdido entre o Homem e Deus, mas por seu intermédio, o Homem já tem esperança de evoluir e salvar a sua Alma do desaparecimento eterno.

O contato agora existe. Nuns melhor do que outros, conforme a sua evolução espiritual, mas terá de ser sempre por intermédio de Jesus. Ele é o Caminho, Ele é a Luz.

Motivo porque a Igreja de Roma é pagã, porque ousa considerar o Padre, o Sacerdote, como o intermediário entre os Homens e Deus, usurpando a posição de Jesus. O único intermediário entre nós e Deus é Jesus Cristo, o nosso Senhor.

Todos nós podemos, e devemos, orar ao Senhor diretamente. O Senhor é Jesus Cristo ou a personalidade Filho, da Trindade que executa a função de Deus. Deus é uma função exercida por uma Trindade – o Pai, o Filho e o Espírito Santo – que formam uma identidade única a que chamamos Deus.

Quando Jesus subiu aos Céus, depois de ressuscitado (já num corpo astral mais etéreo, motivo porque os discípulos não o reconheceram), deixou o Espírito Santo para orientar a humanidade. O que é que acontece? Todos os humanos deveriam ser batizados pela água, conforme fez João a Jesus batizando-o com a água do rio Jordão, mas este batismo é apenas uma confirmação da aceitação de Cristo, porque o verdadeiro batismo só virá pelo Espírito Santo quando o indivíduo estiver preparado para isso. Quando isso acontece, o ser "espiritualizado" (como eu denomino aquele que evolui espiritualmente) aquele que "acordou" e aceita a palavra do Senhor, sente o "click", sente-se mais Vivo, apercebe-se melhor de tudo o que o rodeia e normalmente até recebe um DOM que muitos utilizam de um momento para o outro, causando admiração àqueles com que convive. Há os que não tinham coragem de falar em público e de um momento para o outro tornam-se oradores exímios, outros percebem línguas, outros dedicam-se à arte, à escrita e muitas outras atividades. As pessoas que convivem com o indivíduo tocado pelo Espírito Santo, notam algo de diferente e os justos sentem-se bem ao pé dele. O indivíduo tocado pelo Espírito Santo, emana "energia", uma luz interior percetível pelas Almas que estão em sofrimento e que se aproximam sem saber porquê. A intuição faz essas Almas confiarem e se aproximarem.

 

quinta-feira, 20 de setembro de 2018


COMO AS PPP LESAM O ESTADO

A farsa dos "cortes" nas PPP e os pagamentos aos partidos do "arco do poder".

Os partidos beneficiam (também recebem) rendas das PPP que só prejudicam o Estado Português e nos fazem pagar dívidas que o cidadão comum não fez mas tem de pagar.

Os maiores corruptos ou incompetentes (acabamos por não saber mediante estas autênticas barbaridades) passam ilesos de partido para partido. Não têm ideologia e mantêm-se nos pontos chaves quaisquer que sejam os partidos que estão no poder.

Porque será? Como é possível serem os mesmos a negociarem esses contratos tanto no lado dos empresários umas vezes, como no lado do Estado noutras? Até negoceiam (?), quando no Estado, com os antigos patrões!!!

Podemos nós acreditar que sejam imparciais, havendo tanto dinheiro pelo meio?

Vejam o anexo.

 
Há 40 anos que os governos lesam o estado, mas uns lesam mais do que outros?

5 de Novembro de 2015

Sócrates hipotecou as finanças públicas até 2035. O Estado assumiu os riscos e aos privados permitiram-se todos os ganhos. José Sócrates foi, de entre os maus governantes que temos experimentado, dos que mais danos causaram ao país. A sua governação fica marcada por casos de corrupção e pela promiscuidade entre interesses privados e gestão pública. O facto de hoje Sócrates ser perseguido pela Justiça não surpreende. O que admira é que os seus cúmplices ainda não tenham sido incomodados. Foi Sócrates quem levou o país à bancarrota, não por má gestão ou pela crise internacional, mas porque celebrou negócios ruinosos para o Estado. Foi no seu consulado que se contratou a maioria das parcerias público-privadas (PPP). Neste modelo de negócio, o Governo garantiu aos seus concessionários rentabilidades milionárias a troco de risco... zero!

O Estado assumiu todos os riscos e aos privados permitiram-se todos os ganhos. Com as PPP, Sócrates hipotecou as finanças públicas até 2035. Foi ainda da sua responsabilidade a estatização do BPN, banco que integrava o grupo SLN (Sociedade Lusa de Negócios). Este grupo gravitava na órbita do PSD de Dias Loureiro e Oliveira e Costa, mas foi nacionalizado pelo Governo do PS, que propôs a sua estatização, assumindo prejuízos de cerca de sete mil milhões. Nesta operação, os accionistas da SLN mantiveram intacto até hoje o seu património milionário. Ao longo desses anos, Sócrates beneficiou despudoradamente alguns grupos económicos. Saído do Governo, e sem quaisquer rendimentos pessoais, o ex-primeiro-ministro ostentava uma vida de opulência, vivendo na zona chique de Paris, deslocando-se em carros de luxo. Quem lhe garantia os recursos económicos eram empresários ligados ao grupo Lena. Grupo que, no tempo dos Governos de Sócrates, tinha deixado de ser um grupo empresarial de média dimensão, para ascender à condição de maior fornecedor do Estado. A Justiça decidiu – e bem! – investigar estas trocas de favores. Sócrates será, em breve, acusado e julgado. Seja qual for o veredicto, e independentemente da forma como passar à história (como vilão ou como vítima), para mim Sócrates será sempre culpado pelo enorme dano que causou a Portugal.

Paulo Morais O Estado assumiu os riscos e aos privados permitiram-se todos os ganhos.


 
As rendas das PPP favorecem também os partidos, por isso permanecerão intocáveis

A fabulosa carreira de Sérgio Monteiro, gestor, e Sérgio Monteiro, secretário de Estado. Sérgio Monteiro, campeão das PPP´s ruinosas para o Estado enquanto gestor, é o mesmo Sérgio Monteiro que renegociou para o Estado essas mesmas PPP. Atentemos, a este propósito, no relatório do Tribunal de Contas sobre o TGV. Aí ficámos a saber o que nunca soubemos nas duas auditorias solicitadas pela ministra Maria Luís Albuquerque. Um contrato Swap, assinado por Sérgio Monteiro enquanto representante à altura de um consórcio privado, gerou perdas de 152 milhões de euros. Pior. Que esse mesmo contrato, foi resgatado pelo Estado, que assumiu assim todos os prejuízos decorrentes dessa operação financeira engendrada por Sérgio Monteiro no privado. Quem é que assinou, pelo Estado, essa operação? Isso mesmo. Maria Luís Albuquerque e Sérgio Monteiro. Esta dança das cadeiras, verdadeiro toma lá dá cá, coloca em perspectiva a ingenuidade das preocupações da Olívia patroa e da Olívia costureira. Mas aqui, nesta história, somos todos nós que pagamos as decisões de Sérgio Monteiro, secretário de Estado, a propósito das engenharias financeiras de Sérgio Monteiro, gestor. Diz o secretário de Estado, em sua defesa, que o contrato existe e não desmente que seja ruinoso, mas que se limitou a assinar e nunca o negociou. Assinei mas não negociei é o novo fumei mas não inalei. Já percebemos que há quem no Governo pareça ter aprendido com o BES: a culpa, ainda nos vai dizer, é do porteiro e não de quem, com a sua assinatura, será sempre o responsável pela decisão.

O que nasce torto tarde ou nunca se endireita. Nada no processo dos contratos Swap foi transparente. A começar pelo óbvio. Pelo menos quatro gestores responsáveis por esses contratos ruinosos transitaram dessa linda experiência para o governo PSD-CDS. Dois foram demitidos. A partir daí tudo foi conduzido pelo Governo com um único propósito, resguardar a actual ministra das Finanças, envolvida até ao pescoço em contratos ruinosos na Refer. Políticos sem ideologia, transitam de governo em governo Uma discussão semântica entre contratos tóxicos ou exóticos, documentos desaparecidos, contratos alterados à última hora, tudo foi feito para proteger a ministra, verdadeira juíza em causa própria. Tudo foi feito para resguardar a ministra e, percebe-se agora, Sérgio Monteiro. Há menos de um ano garantia Sérgio Monteiro na comissão de inquérito aos Swap, que não existia nenhum desses contratos especulativos nas PPP.

Mais disse ainda o secretário de Estado. "Ainda que houvesse [um 'swap' especulativo], o risco era do parceiro privado. O parceiro público não pagaria nem mais um cêntimo caso houvesse 'swap' especulativo". Afinal o contrato existia, era o TGV, e o que Sérgio Monteiro se esqueceu de dizer é que o risco era privado até Sérgio Monteiro o ter passado para a esfera pública, e o cêntimo que ninguém iria pagar transformou-se em 152 milhões de euros. Sérgio Monteiro, campeão das PPP´s ruinosas para o Estado enquanto gestor, é o mesmo Sérgio Monteiro que renegociou para o Estado essas mesmas PPP. Esta duplicidade cúmplice resume três anos e meio de Governo. Tudo exige a quem tem salários médios de 800 euros, mas depois parte e reparte para garantir aos privados a melhor parte. Diz que é esta milionária dança das cadeiras que PSD e CDS chamam “ética na austeridade”.

Declaração na Assembleia da República em 14/1/ 2015 PS diz que Sérgio Monteiro é "Bola de Ouro" das PPP em Portugal, insistindo que o Governo deve apresentar explicações sobre as poupanças nas renegociações destes contratos. O senhor secretário de Estado esteve em todas as PPP. Do lado dos bancos, foi administrador de um consórcio numa PPP e agora está do lado do Estado muitas vezes a negociar com o seu antigo patrão. E, por isso, o senhor secretário de Estado é que se devia concentrar nas poupanças que não fez", declarou o deputado socialista Rui Paulo Figueiredo à agência Lusa. O parlamentar falava depois de Sérgio Monteiro ter afirmado que o Governo continua "determinado em aprofundar" as poupanças nas PPP e apelado ao PS para que use "parte das energias que gasta nas críticas" no apoio aos cortes dos encargos. "O PS, ao contrário do secretário de Estado, consegue fazer duas coisas ao mesmo tempo: denunciar aquilo que o Governo não faz e apresentar propostas, ideias, soluções. E o PS apresentou uma proposta para que o esforço das concessionárias fosse alargado e certamente continuará a apresentar propostas nesta matéria", sublinhou Rui Paulo Figueiredo. Para o socialista, o executivo "concentra-se tanto na propaganda" que não conseguiu "um cêntimo de poupança" nesta área.

Rui Paulo Figueiredo pede ao secretário de Estado dos Transportes que concentre energias "no trabalho que tem de fazer em vez de fazer politiquice e números de demagogia". O Ministério da Economia divulgou na terça-feira um comunicado depois de o PS ter exigido explicações do Governo sobre as poupanças atingidas até ao momento com a renegociação das PPP e ter reclamado a presença do executivo no parlamento para falar sobre o assunto. Citado no comunicado, o secretário de Estado das Infra-estruturas, Transportes e Comunicações afirma que "o Governo continuará determinado em aprofundar as poupanças já realizadas e insta o PS a depositar apenas uma parte das energias que gasta nas críticas no apoio aos cortes permanentes dos encargos com as PPP". Sérgio Monteiro reitera "o objectivo de redução estrutural de cerca de 33,5% em pagamentos do Estado com PPP, o que corresponde a cerca de 2.500 milhões de euros nas concessões ex-SCUT e de cerca de 4.900 milhões de euros nas subconcessões, num total de 7.400 milhões de euros durante a vida dos contratos".

Esta redução, lê-se no comunicado, "será feita independentemente da vontade do PS que, tendo apresentado uma medida em sede de Orçamento de Estado para 2014, defendia as concessionárias e os seus accionistas privados e prejudicava o Estado e todos os contribuintes ao propor poupanças muito inferiores àquelas preconizadas por este Governo". O Ministério da Economia afirma ainda no comunicado que o executivo "repudia a estratégia de desinformação que tem sistematicamente vindo a ser desenvolvida pelo PS" sobre este assunto e considera "insólito" que seja do partido responsável pela criação dos encargos com PPP rodoviárias "que sistematicamente vêm os ataques à estratégia do Governo" para reduzi-los.  

No sábado, o jornal i noticiou que a renegociação das PPP rodoviárias não ficou fechada a tempo de permitir a implementação da totalidade dos cortes de 300 milhões de euros nos pagamentos do Estado anunciados para o ano passado. Rendas das PPP incluem rendas para partidos. Afirma neste video, Ventura Leite ex deputado PS .Existe um grupo de elementos corruptos nos governos que se mantêm fixos, independentemente do partido que governa, eles estão sempre lá. O secretário de Estado dos Transportes diz que em 2008, enquanto funcionário da Caixa Geral de Depósitos, sugeriu à Estradas de Portugal e ao Estado que não seria sustentável assumir encargos superiores a 7,5 mil milhões de euros com subconcessões rodoviárias. Sérgio Monteiro revelou esta sexta-feira, no Parlamento, que essa sugestão foi feita no âmbito de um projecto de empréstimo à Estradas de Portugal e que, embora a empresa tenha acabado por não contratar esse financiamento, o Estado entendeu na altura que havia condições para que a despesa com parcerias público-privada (PPP) rodoviária fosse ainda maior. O Governo de então, liderado por José Sócrates, recusou a sugestão para não gastar mais de 7,5 mil milhões de euros com subconcessões rodoviárias a 30 anos e acabou por assumir encargos superiores a 11 mil milhões, sublinha Sérgio Monteiro. Em 2008 o actual secretário de Estado era director na Caixa Geral de Depósitos e nessa qualidade era membro da financeira CREDIP, uma instituição pública, detida pela Caixa e pela Parpública, a quem a Estradas de Portugal pediu uma de análise financeira com vista a um empréstimo. Essa análise concluiu que não seria sustentável para o Estado, através da Estradas de Portugal, assumir encargos superiores a 7,5 mil milhões de euros com subconcessões rodoviárias. Sérgio Monteiro revela que o Estado respondeu: “não se preocupem connosco, nós sabemos o que fazemos, porquê limitarmo-nos a 7,5 mil milhões de euros. Se nós quisermos contratar mais, contratamos”.

Para o Partido Socialista, que governava na altura, o actual secretário de Estado, então funcionário da banca comercial, concordava, em 2008, com o modelo de financiamento das parcerias público-privadas rodoviárias, acusa o deputado Manuel Seabra. “O senhor acreditava no modelo, porque um gestor bancário responsável que não acredite no modelo não pode pôr 7,5 mil milhões de euros à disposição do cliente”, argumenta o deputado socialista. Numa longa audição na comissão parlamentar de inquérito às PPP, o secretário de Estado dos Transportes revelou ainda que os encargos com essas parcerias serão de 0,8% do PIB do país este ano, e mais de 1% por cada ano, até 2016, e sobretudo em parcerias público-privadas, que são estradas e auto-estradas pelo país fora. Sócrates rejeitou renegociar PPP. O Estado deve "renegociar os contratos existentes e evitar, no futuro, um esquema de pagamentos em que o seu esforço financeiro esteja distribuído de forma desequilibrada". Esta é uma das recomendações do relatório sobre as parcerias público-privadas entregue em Abril de 2011 ao Governo de José Sócrates pelo Grupo de Trabalho coordenado pelo presidente do Tribunal de Contas, Guilherme de Oliveira Martins, em que participou o actual secretário de Estado dos Transportes, Sérgio Monteiro. No relatório do "Grupo de Trabalho para a reavaliação das Parcerias Público-Privadas (PPP) e Concessões", agora revelado e a que o CM teve acesso, os signatários, em que também consta o professor do ISEG Avelino de Jesus, que se veio a demitir em choque com o anterior Governo, escrevem que o documento foi "desenvolvido nos dois primeiros meses de mandato" e é "por natureza, incompleto". O Grupo de Trabalho foi constituído em Janeiro de 2011 e extinguiu-se em Março do mesmo ano, queixando-se os relatores da falta de informação do Governo, nomeadamente das Finanças. Apesar disso, o Grupo de Trabalho ainda chegou a conclusões sobre o trajecto Poceirão-Caia da Rede de Alta Velocidade, entretanto chumbado pelo Tribunal de Contas, atribuindo à obra encargos para os parceiros públicos com a concessão em 1,4 mil milhões. Escreve-se ainda que "a comportabilidade orçamental não foi avaliada, não tendo sido apresentada nenhuma análise do enquadramento do projecto na programação financeira do Sector Público". O Grupo de Trabalho é ainda muito crítico sobre a falta de vistos prévios nas PPP, sobretudo no que diz respeito às concessões rodoviárias, afirmando-se ser essencial que "a fiscalização prévia/visto do Tribunal de Contas incida desde logo sobre as minutas dos contratos".

CONTRATO DO TGV BLINDADO CONTRA CANCELAMENTO

Ainda sobre o TGV Poceirão-Caia, o Grupo de Trabalho assinala que "as conclusões da análise económica e financeira do presente contrato apontam para aquilo que no acordo estabelecido com a concessionária se designa por ‘adiamento ou ‘cancelamento’ por iniciativa da entidade pública". Porém, sublinha-se a dificuldade da aplicação, uma vez que "não prevê o contrato nem a lei nenhum instituto jurídico aplicável à situação presente que se designe de ‘cancelamento’". CM

Para conhecer mais factos sobre a vergonha das PPP

1. Lista de video sobre a corrupção vergonhosa que se mantém nas PPP

2. A renegociação das PPP é uma farsa, cortam as rendas, mas assumem mais despesas para o estado

3. Renegociação das PPP, um sucesso... para os donos de Portugal.

4. Emmerich Krause, Professor emérito estuda os contratos públicos, e ridiculariza os portugueses

5. Paulo Morais explica mais um caso de políticos multicolor, Maria Luís Albuquerque.

 


 

terça-feira, 18 de setembro de 2018


ESPIRITUALIZAÇÃO E FÉ

Há quem não pense nas vantagens da fé e muitos tomam-na por superstição.

Outros não querem ouvir falar dela. Confundem-na com fanatismo e erros de alguns transviados da nossa espécie que, obcecados por aqueles fanatismos, procuram impor aos outros, estupidamente, o que julgam ser bom para fomentar o desenvolvimento e a felicidade espiritual dos seres humanos.

Temos de ver as coisas de outro modo, inteiramente diverso. Sabemos que a fé não se pode impor.

A fé deve vir de dentro de nós. Deve nascer nos nossos corações (e nos nossos cérebros) para que possamos senti-la bem e colher os seus frutos.

A fé, como já expliquei noutros textos, nada tem a ver com credos religiosos. Ela brota espontaneamente do coração e da mente do ser espiritualizado que não segue religião nenhuma. A fé consiste na confiança no poder divino. Toda a vida, toda a harmonia, toda a evolução obedece ao impulso amoroso do Poder Divino.

Como também expliquei, uma hierarquia celestial trabalha para que o plano da Evolução se concretize e harmonize com as coisas do Céu e, ao mesmo tempo, com as coisas da Terra nesta fase da Evolução humana.

As coisas do Céu e da Terra andam ligadas tão intimamente que, quer acreditemos, quer não, está desde sempre ligado ao Criador por um laço que, para o nosso bem, tanto nos sujeita às Leis Divinas como às Leis terrenas. Jesus explicou muito bem a diferença dos dois mundos, em que devemos respeitar as Leis terrenas, dando a César o que é de César, e aceitemos o Reino de Deus, também com normas e Leis a cumprir, que permitem a evolução da Alma pelos diversos planos do Reino espiritual.

 
É a partir desta experiência Espírito/Matéria que a Alma se desenvolve a caminho da evolução. A experiência adquirida no mundo material é preciosa para a vivência neste mundo, mas o aperfeiçoamento espiritual é mais importante porque acompanhará a Alma noutros mundos dimensionais, ou Céus.

E esse aperfeiçoamento espiritual faz-se, principalmente, pela fé. Por isso, ao orarmos, em vez de nos preocuparmos com fórmulas ritualísticas, ou dizer palavras vazias de sentimento, como sucede nas igrejas institucionalizadas, a nossa espiritualização é cada vez mais forte e desenvolvida.

Quando "oramos" com palavras nossas conversamos com o Senhor, comunicamos através do Espírito Universal (uma das facetas da Trindade) que está em toda a parte.

Quando rezamos estamos simplesmente a cumprir um ritual repetitivo criado nas igrejas institucionais, muitas das vezes com propósitos diferentes do que julgamos, invocando seres subdimensionais malignos do mundo das trevas.

Os seres do astral inferior, das trevas ou do submundo dimensional, "respondem" às ladainhas repetitivas. Na oração conversamos normalmente com Deus, ou com a Entidade Superior que nos criou, sem necessidade de repetições constantes porque Ele, perfeito, não é surdo e "sabe" o que pretendemos. Não há necessidade de estarmos a rezar quarenta "Pais-nossos" para que Ele nos oiça.

Ou seja: quem "reza" repete mecanicamente evocações sem sentimento.

Como curiosidade: Nos EUA, uma Nação em que hoje tudo se conjuga para tirar das coisas terrenas o maior proveito possível ainda se permite (creio eu) todas as formas de culto. No Capitólio (Parlamento) existe, (suponho eu que ainda existe, se ainda não foi desmantelado pelos Illuminati e avanço da Nova Ordem Mundial) uma pequena sala, de cerca de cinco metros quadrados, com uma janela apenas. Foi erguido, pelos membros Fundadores, um altar de madeira polida, tendo sobre ele uma Bíblia aberta.

Na janela havia um vitral que filtrava os raios solares e davam uma tonalidade que convidava à meditação.

 
Em tempos (não acredito que o americano de hoje o faça), quando os ideais dos fundadores da Nação eram altamente espiritualizados, os membros do Senado e da Câmara dos Representantes buscavam ali a inspiração e a protecção divina sempre que tinham de tomar resoluções graves que exigiam extrema prudência.

Por aí se vê que as coisas do Céu e da Terra andam intimamente ligadas e são mais humanamente enriquecedoras se houver harmonia entre elas. A Nação abençoada, depois de esquecer a herança espiritual dos seus fundadores, foi tomada de assalto pelas forças das trevas que a arrastaram cada vez mais para o materialismo e endeusamento do dinheiro.

Esta Nação é, hoje, a plataforma para os Senhores do Mundo, tentarem aplicar a Nova Ordem Mundial pela força, já que vêm perdendo terreno desde que a humanidade começou a "acordar" e a reagir.

domingo, 16 de setembro de 2018


QUEM SÃO OS ANJOS

Fonte: O Livro de Urântia
Texto sem adopção às regras do acordo ortográfico de 1990.

 
…Natanael (discípulo de Jesus) fez a seguinte pergunta ao Mestre: "Vendo que o sumo-sacerdote é um saduceu, e considerando que os saduceus não crêem em anjos, o que deveremos ensinar ao povo a respeito desses ministros celestes?"

Então, entre outras coisas, Jesus disse: "As hostes angélicas são uma ordem em separado de seres criados. Eles são inteiramente diferentes da ordem material das criaturas mortais, e funcionam como um grupo distinto de inteligências no universo. Os anjos não pertencem ao grupo de criaturas chamadas de ‘Filhos de Deus’ nas escrituras e também não são os espíritos glorificados de homens mortais que já se encaminharam no progresso pelas mansões nas alturas.

Os anjos são uma criação directa, e não se reproduzem. As hostes angélicas têm um parentesco apenas espiritual com a raça humana. À medida que o Homem progride, na sua jornada até ao Pai no Paraíso, passa num momento por um estado do ser que é análogo ao estado dos anjos, mas o Homem mortal nunca se transforma num anjo.

Os anjos nunca morrem, como ocorre com o ser humano. Os anjos são imortais, a menos que, por acaso, se venham a envolver em pecado, como alguns deles, ao enveredarem nas fraudes de Lúcifer. Os anjos são os servidores espirituais do Céu, MAS NÃO SÃO TODO-SÁBIOS NEM TODO-PODEROSOS. No entanto, todos os anjos leais são verdadeiramente puros e santos".

“E não lembrais de que eu já vos disse certa vez, anteriormente, que, se tivésseis os vossos olhos espirituais ungidos, então vós veríeis os céus abertos e contemplaríeis os anjos de Deus ascendendo e descendo? É por meio da ministração dos anjos que um mundo se pode manter em contacto com outros mundos e, pois, não tenho repetidamente dito a vós que eu possuo outras ovelhas que não são deste aprisco? E esses anjos não são espiões do mundo espiritual a vigiarem-vos para depois irem até o Pai contar os pensamentos do vosso coração e descrever os feitos da carne. O Pai não tem necessidade desse serviço, pois o seu próprio espírito vive dentro de vós.

Esses espíritos angélicos, contudo, funcionam para manter uma parte da criação celeste informada sobre os feitos de outras partes remotas do universo. E muitos dos anjos, ainda que funcionando para o governo do Pai e nos universos dos Filhos, são designados para o serviço das raças humanas. Quando eu vos ensinei que muitos desses serafins são espíritos ministradores, eu não o disse em sentido figurativo, nem poético. E tudo isso é verdadeiro, independentemente da dificuldade que possais ter para compreender tais questões.

“Muitos desses anjos estão empenhados no trabalho de salvar os homens, pois eu não vos disse sobre a alegria dos serafins quando uma alma escolhe abandonar o pecado e começar a buscar a Deus? Eu vos disse, inclusive, do júbilo da PRESENÇA DOS ANJOS do céu por um pecador que se arrepende, indicando com isso a existência de outras ordens mais elevadas de seres celestes que, do mesmo modo, se ocupam com o bem-estar espiritual e com o progresso divino do homem mortal".

“Esses anjos ocupam-se também bastante com os meios de libertar o espírito do homem dos tabernáculos da carne e escoltar a sua alma até às mansões dos céus (onde se processará a evolução da Alma). Os anjos são os guias seguros e celestes da alma do homem, durante o período de tempo desconhecido e indefinido, que se interpõe entre a morte da carne e a nova vida nas moradas espirituais”.
 
PARA OS CURIOSOS APENAS. Pelo que percebi nas minhas pesquisas e INTUIÇÃO (que são cada vez mais numerosas conforme o avanço na espiritualização e me surgem na Mente, principalmente de madrugada), na infinitude dos Universos, nos Superuniversos, DEUS toma a forma corpórea necessária para a criação de CADA Universo, pelo que Jesus fala nos "universos dos Filhos", ou seja: Haveria tantos Filhos conforme os Universos Criados, todos pertencentes à mesma Trindade.

O Filho que veio à Terra, a que demos o nome de Jesus é considerado unigénito (raciocinando conforme as regras do mundo material conhecido porque desconhecemos as regras do mundo do Espírito em que não se está submetido à passagem do Tempo) e por isso numa posição diferente à dos possíveis irmãos, encontrando-se num plano superior, obedecendo à hierarquia celestial. Pelo que estamos habituados pensamos logo numa série de irmãos mas, segundo os vários planos existenciais (várias dimensões que estão simultaneamente no mesmo espaço) a verdade seria tratar-se do MESMO Filho que se desloca por todos os universos, neste caso o mesmo Ente Divino que assume as três personalidades da Santa Trindade. O Filho é uma das faces de Deus, E POR ISSO É DEUS e Deus é omnisciente e pode estar em todos os locais ao mesmo tempo.

Neste nosso Universo está o Filho que encarnou como Jesus para prestar a prova final e assumir o poder total deste universo que Ele criou, havendo, na nossa perspectiva de um mundo sujeito à passagem do Tempo, homólogos d'Ele nos outros universos criados, cujo conjunto formam o superuniverso. Mas a Verdade é que essas dimensões universais, além de se poderem espalhar pelo espaço infinito TAMBÉM SE SOBREPÕEM. E em cada universo foram criados seres sapientes, providos de inteligência, entre elas a raça humana que tem como guia os anjos criados para esse efeito.
 
Outras raças terão outros guias, como pode ser suposto. O nosso nível de evolução não consegue abarcar, nem compreender, a Verdade de Deus. Com a evolução, progredindo mais e mais pelas diversas dimensões iremos compreendendo e conhecendo os mistérios da Criação. Para já, como Deus abomina o desperdício, pelo que na parábola tira os dons de quem desperdiça para os entregar ao que melhor uso faz deles, faz-nos crer que este vasto Universo que conseguimos abarcar (e todos os outros que não vemos mas sabemos que existem) tem uma finalidade e a principal, senão única, é o sustentáculo da Vida.

Se num braço obscuro da Via Látea existe o nosso Sistema Solar onde a vida pulula, seria lógico que no resto da galáxia também exista Vida e exista vida no resto do Universo. São biliões e biliões de galáxias a rodopiarem pelo Universo conhecido (pelo menos) e seria um desperdício se não contivessem Vida.

segunda-feira, 10 de setembro de 2018


SOBRE OS TEÓRICOS DA CONSPIRAÇÃO

Já há muito que abordo estre tema das "teorias da Conspiração" correndo o risco de me chamarem "doente", como aliás já aconteceu num Fórum de gente que considerava amiga, desejosas de descobrirem novos horizontes, mas que frequentam estes sites apenas para insultar porque não têm capacidade para ver mais ao longe.

Mas agora, graças à internet, as pessoas que duvidam das histórias oficiais não são mais excluídas da conversa pública.

A campanha da CIA de 44 anos de idade para abafar o debate com a difamação de "teoria da conspiração" está praticamente desgastada, e, pelos vistos os que "acordaram" já estão a marcar a diferença.

É como o que acontece hoje em Portugal. Há 40 anos que somos governados sempre pelos mesmos, os tais do arco da governação, numa repetição perpétua da alternativa entre dois partidos, mais um partido parasita que se junta a um ou ao outro conforme as necessidades, que criaram o "sistema" que não deu resultado (para o povo mas deu um resultadão para os interesses partidários que actualmente estão acima dos interesses do país).

Há quarenta anos que nos governam mal, e uma classe de "profissionais" da política, formados dentro destes partidos que a monopolizam, foram tomando o país refém dos seus interesses e criaram "ferramentas de exclusão" para quem esteja no campo oposto.

Só que, nada é eterno, e o próprio desenrolar da história foi mostrando aos mais lúcidos a podridão a que o país chegou e, felizmente, um dos partidos do tal Arco da Governação, começou a mudar e a reconhecer que, de facto, o "sistema" está errado e que a Democracia não pode ser apenas para alguns.

Se há partidos que legitimamente estão na Assembleia da República por votação de portugueses (muitos) por que razão eram sempre "afastados" da governação, tendo um Presidente da República em exercício afirmado abertamente que esses Partidos "nunca" poderiam assumir funções governamentais.

Aparthaid? Descriminação? Com que direito?

Tradição? Afinal para que serve a Constituição?

Por muito medo que tenhamos, eu acho que, pelo menos, devíamos tentar outra solução e deixar esses Partidos assumirem também responsabilidades governativas.

Pelo que sei, as autarquias governadas pelo PC (pelo menos) têm sido exemplares e passam ilesos naquele meio onde a corrupção impera.

Nunca votei no PC, mas acho, que neste século todas as desculpas para o marginalizarem são autenticamente disparatadas e defendidas por indivíduos que nunca foram democratas, não sabem o que é nem respeitam a Democracia.

Ao fim de 40 anos, era bom, muito bom mesmo, uma mudança. Quem está desesperado são os corruptos, os "boys" e todos aqueles que têm beneficiado do "saque" a Portugal.

Chegou a hora de os desmascararem. O próprio PS pouco poderá fazer para "esconder" muita dessa gente (sempre fez parte do sistema) porque o PC e BE não o permitirão.

E sou insuspeito. Porque perdi tudo em Angola por causa do PC e PS e desembarquei em Portugal na ponte aérea, só com a roupa do corpo e uma maleta de 20 kg com alguns pertences mais importantes do que roupa, mas reconheço também que para aquele tempo, o perigo de Portugal descambar para os braços do comunismo soviético foi contido pelo PS no comício histórico contra o que estava a acontecer com o PREC. O "endeusado" Sá Carneiro, líder do PPD/PSD fugiu para Inglaterra e Freitas do Amaral, líder do CDS (que jurava a pés juntos que o CDS era do centro-esquerda) foi para um retiro espiritual, e Mário Soares (que nunca apoiei porque o considero o nosso coveiro, dos retornados) foi o único que fez frente ao PC.

Portanto hoje o tempo é diferente, o comunismo como ideologia forte e bem apoiada na força ruiu, e o PSD e CDS revelaram a sua verdadeira faceta, e a esquerda não é tão radical como naquele tempo. Todos os partidos comunistas transformaram-se nos partidos socialistas da Europa e os Socialistas são a verdadeira charneira porque ocupam o centro-esquerda, a verdadeira social-democracia que todos nós pretendemos na Europa.

Para quê pretenderem o capitalismo selvagem num país tão pequenino e sem estrutura nenhuma para lutar e sobreviver sem auxílio como sucede com os gigantes EUA, Austrália, África do Sul, Brasil e a China ascendente? Portugal deve reduzir-se à sua fraqueza estrutural, população reduzida, sem recursos naturais, e "copiar" sim a social-democracia dos pequenos países da Europa que estão bem de saúde porque não têm tanta corrupção como Portugal.

Não há drama nenhum em o centro-esquerda (PS), com o apoio da esquerda moderada, serem governo. Não será o fim do mundo. Será diferente apenas, o que nos dará pelo menos alguma esperança. Quem MANDA é Bruxelas e qualquer que seja o governo em Portugal terá de seguir uma determinada linha de orientação, só que não serão "mais papistas do que o Papa" como foram os partidos de direita que AUMENTARAM sempre as medidas pedidas pela Troika. Podiam muito bem limitar-se a aplicar APENAS o que a Troika ordenava e nunca aumentarem essas medidas como fizeram.

O tempo das revoluções acabou.

Pior não podemos ficar. ACORDEM.

Vejamos agora as novas opiniões sobre os teóricos da conspiração.
 
 Novos Estudos: "Teóricos da Conspiração" Sensatos - "Crentes no Governo" Loucos e Hostis

Sábado, 13 de Julho de 2013

 
Estudos recentes realizados por psicólogos e cientistas sociais nos EUA e no Reino Unido sugerem que, contrariamente aos estereótipos tradicionais da Comunicação Social, aqueles rotulados como "teóricos da conspiração" parecem ser mais sãos do que aqueles que aceitam as versões oficiais dos eventos contestados. O estudo mais recente foi publicado em 08 de Julho pelos psicólogos Michael J. Wood e Karen M. Douglas, da Universidade de Kent no Reino Unido. Intitulado "E sobre o Edifício 7? Um estudo psicossocial da discussão on-line das teorias do 11 de Setembro", o estudo comparou comentários "conspiracionistas" (pró-teoria da conspiração) e "convencionalistas" (anti-conspiração) em sites de notícias.

Mais Comentários Conspiracionistas. Os autores ficaram surpresos ao descobrir que agora é mais convencional escrever os chamados comentários conspiracionistas do que convencionalistas: "Das 2.174 observações colectadas, 1.459 foram classificadas como conspiracionistas 715 como convencionalistas." Em outras palavras, entre as pessoas que comentam sobre reportagens, aqueles que não acreditam na versão do governo sobre os eventos como os de 11 de Setembro e o assassinato de JFK (John F. Kennedy, presidente dos EUA assassinado em 1963) superam os que acreditam por mais de dois para um.

Isso significa que são os comentadores pró-conspiração que expressam o que é agora a sabedoria convencional, enquanto que os comentadores anti-conspiração estão a tornar-se uma pequena minoria sitiada. Talvez porque as suas visões supostamente dominantes já não representam mais a maioria, os comentadores anti-conspiração muitas vezes exibiam raiva e hostilidade: "... A pesquisa mostrou que pessoas que favoreceram a versão oficial do 11 de Setembro foram em geral mais hostis ao tentar convencer os seus rivais."

Foco em Derrubar a Versão Oficial. Além disso, descobriu-se que as pessoas anti-conspiração não só eram hostis, mas também fanaticamente ligadas às suas próprias teorias da conspiração. Segundo eles, a sua própria teoria do 11 de Setembro - uma teoria da conspiração afirmando que 19 árabes, dos quais nenhum poderia voar aviões com qualquer proficiência, conseguiu aplicar o crime do século, sob a direcção de um indivíduo a fazer diálise numa caverna no Afeganistão - era indiscutivelmente a verdade. Os chamados conspiracionistas, por outro lado, não pretendiam ter uma teoria que explica completamente os acontecimentos do 11 de Setembro: "Para as pessoas que acham que o 11 de Setembro foi uma conspiração do governo, o foco não está na promoção de uma teoria rival específica, mas na tentativa de derrubar a versão oficial."

Em suma, o novo estudo de Wood e Douglas sugere que o estereótipo negativo do teórico da conspiração - um fanático hostil casado com a verdade de sua própria teoria absurda - descreve com precisão as pessoas que defendem a versão oficial do 11 de Setembro, e não aqueles que a contestam.

Contexto Histórico e Criação do Termo Teoria da Conspiração Além disso, o estudo constatou que os chamados conspiracionistas discutem o contexto histórico (como ver o assassinato de JFK como um precedente para o 11 de Setembro) mais do que os anti-conspiracionistas. Ele também descobriu que os chamados conspiracionistas não gostam de ser chamados de "conspiracionistas" ou "teóricos da conspiração".

Documentada, inquestionável e historicamente-verdadeira conspiração, criada pela CIA para encobrir o assassinato de JFK. Essa campanha, aliás, foi completamente ilegal, e os oficiais da CIA envolvidos eram criminosos. A CIA deveria estar impedida de todas as actividades domésticas, mas rotineiramente viola a lei para conduzir operações domésticas que vão desde propaganda até assassinatos. DeHaven-Smith também explica por que aqueles que duvidam das explicações oficiais de altos crimes estão ansiosos para discutir o contexto histórico.

Ele ressalta que um grande número de alegações de conspiração acabaram por ser verdade, e que parece haver um forte relacionamento entre muitos ainda não resolvidos "crimes do Estado contra a democracia." Um exemplo óbvio é o elo entre os assassinatos de JFK e RFK (Robert F. Kennedy, irmão de JFK e assassinado em 1965), os quais abriram o caminho para presidências que continuaram a Guerra do Vietname. De acordo com DeHaven-Smith, devemos discutir sempre os "assassinatos dos Kennedy", no plural, porque as duas mortes parecem ter sido diferentes aspectos do mesmo crime maior. Ambos os resultados são amplificados no novo livro "Teoria da Conspiração na América" pelo cientista político Lance DeHaven-Smith, publicado no início deste ano. O Professor DeHaven-Smith explica porque as pessoas não gostam de ser chamados de "teóricos da conspiração": O termo foi inventado e posto em grande circulação pela CIA para difamar e caluniar pessoas que questionavam o assassinato de JFK! ".
 
A campanha da CIA para popularizar o termo "teoria da conspiração" e fazer da crença em conspirações alvo de zombaria e hostilidade deve ser creditada, infelizmente, como uma das iniciativas de propaganda mais bem-sucedidas de todos os tempos". Nota: Lance deHaven-Smith publicou também um artigo científico denominado "Beyond Conspiracy Theory: Patterns of High Crime in American Government", tradução livre "Além da Teoria da Conspiração: Padrões de Altos Crimes no Governo Americano" Em outras palavras, as pessoas que usam os termos "teoria da conspiração" e "teórico da conspiração" como insultos, fazem-no como o resultado de uma bem- orquestrada operação para desacreditar quem procura a verdade.

Bloqueio da Função Cognitiva. A Psicóloga Laurie Manwell da Universidade de Guelph concorda que o termo "teoria da conspiração" criado pela CIA impede a função cognitiva. Ela ressalta, num artigo publicado no American Behavioral Scientist (2010), que as pessoas anti conspiração são incapazes de pensar claramente sobre esses aparentes crimes do Estado contra a democracia como o 11 de Setembro, devido à sua incapacidade de processar a informação que entra em conflito com uma crença pré-existente. Na mesma edição do ABS, o professor da Universidade de Búfalo Steven Hoffman acrescenta que as pessoas anti-conspiração normalmente são vítimas de um forte "preconceito de confirmação" - isto é, buscam informações que confirmem as suas crenças pré-existentes, utilizando mecanismos irracionais (como o rótulo "teoria da conspiração") para evitar informações conflituantes.

Rótulos Como Ferramenta de Exclusão. A irracionalidade extrema de quem ataca as "teorias da conspiração" foi habilmente exposta pelos professores de Comunicação Ginna Husting e Martin Orr da Universidade Boise State. Em um artigo revisto (peer-reviewed) de 2007, intitulado "Maquinaria Perigosa:" 'Teórico da conspiração'", como uma Estratégia Transpessoal da Exclusão", eles escreveram: "Se eu o chamar de teórico da conspiração, pouco importa se tenha realmente alegado de que uma conspiração existe, ou se simplesmente levantou uma questão que eu prefiro evitar... Ao rotulá-lo, eu excluí-o estrategicamente da esfera onde ocorre o discurso público, debate e conflito." Mas agora, graças à internet, as pessoas que duvidam das histórias oficiais não são mais excluídos da conversa pública, a campanha da CIA de 44 anos de idade para abafar o debate com a difamação de "teoria da conspiração" está praticamente desgastada. Em estudos académicos, assim como em comentários sobre notícias, vozes pró-conspiração são agora mais numerosas - e mais racionais - do que aquelas anti-conspiração. Não admira que as pessoas anti-conspiração estão a soar mais como um bando de maníacos hostis e paranoicos.

 Fontes: - Press TV: New studies: ‘Conspiracy theorists’ sane; government dupes crazy, hostile - [ESTUDO] “What about building 7?” A social psychological study of online discussion of 9/11 conspiracy theories - Universidade de Kent: Psychologists investigate online communication of conspiracy theories - [ESTUDO] In Denial of Democracy: Social Psychological Implications for Public Discourse on State Crimes Against Democracy Post-9/11 - [ESTUDO] Dangerous Machinery: 'Conspiracy Theorist' as a Transpersonal Strategy of Exclusion