Antevendo a Agenda 21 para a Governança Global
Continuemos dentro do mesmo espírito informativo sobre a pressa dos Illuminati em precipitar as coisas.
A tática mais utilizada agora é conseguir as modificações pretendidas, não pela alteração das Constituições das Nações soberanas, mas por simples normas administrativas feitas por organizações de carácter ambientalista que, pretendem sobrepor os interesses do planeta acima dos interesses de cada Nação, inclusivamente com normas compulsivas que terão força de Lei apesar de não serem votadas pelos cidadãos eleitores. Ou seja: as Nações são pura e simplesmente despojadas da sua soberania a favor das elites que estão no poder.
Antevendo a Agenda 21:Um Arcabouço
para a Governança Global
Artigos
de pesquisa foram publicados, audiências foram realizadas, campanhas educacionais
foram lançadas e o tópico foi discutido em alguns programas de rádio.
Os
pesquisadores e lobistas do meio ambiente compreenderam a relevância de longo
prazo da Agenda 21, e uma luta política em segundo plano continuou
a ocorrer entre os defensores da propriedade privada versus aqueles que
querem a gestão socializada. Neste sentido, a Agenda 21 nunca se
tornou "fora de moda", embora o grande público, em geral,
tenha ignorado a controvérsia.
A
Agenda 21 não é um tratado vinculativo. Ela não tem um mecanismo jurídico e
contratual do mesmo modo que os tratados ou convenções multilaterais.
Entretanto, isto não significa que ela seja benigna. Muito longe disso. Em vez
de ser um tratado com mecanismos de imposição, este documento fundamental da
UNCED coloca a ênfase na implementação voluntária. Cada país que assinou a Agenda
21 concordou com ela como um arcabouço, um instrumento estrutural usado
pelos países para moldar as suas próprias políticas internas para um "bem global"
comum. Neste sentido, a Agenda 21 é um modelo visionário que objectiva
guiar os cidadãos do planeta a uma "nova parceria global
cooperativa". [3].
"A
UNCED também tem um significado maior. A questão ambiental era criar uma
questão global que necessitasse de uma acção global. Havia demandas para fortalecer
a Lei Internacional, o que poderia fazer as nações conformarem-se com os
padrões desejados. Organizações não governamentais (ONGs) tinham formado redes
globais e estavam a trabalhar em campanhas globais. Esses esforços ao nível
global contribuíram directamente para a construção de um senso de identidade
global, ou cidadania global, que seria o primeiro passo rumo à governança
global." [4].
4) Com o Encontro de Cúpula finalizado e armados com esse
tratado ou plano de acção, os administradores federais (Governos
Centrais) acrescentam
então os seus próprios "toques nacionais" ao mandato da "mudança
global", e começam a pressionar os departamentos cívicos a implementarem
a agenda. Regulamentos são redigidos e implementados, novos escritórios são criados,
rodadas infindáveis de políticas são rascunhadas, financiamentos são liberados
para os "projectos de apoio", associações privadas governo-governo e
governo-indústria são criadas, grupos de
lóbi e acções judiciais afiam o foco, campanhas de informações são
realizadas e líderes políticos começam desavergonhadamente a se
auto-congratular.
"Você
nunca a verá. Você nunca votará nela. Independentemente de qual caminho eles usem, as agências podem
redigir novas regulamentações sob a ameaça de processos judiciais e em pouco tempo
a nova realidade aparece: regras administrativas impostas sem legislação." [6].
Ao
assinarem a Agenda 21, os governos no mundo desenvolvido
comprometeram-se a seguirem um mapa da estrada que alinha as prioridades
domésticas com as aspirações globais. O financiamento também foi uma parte
central desse pacote, e o mundo ocidental teria de sangrar intensamente de modo a alcançar os objectivos
da Agenda.(Nota minha: Tudo isto para manter o Sistema
da supremacia Ocidental branca que está em declínio. R)
1) A Convenção Sobre a Diversidade Biológica, que foi usada
para justificar a criação das Reservas da Biosfera de uso humano limitado ou
sem qualquer uso humano.
O
PCSD, que operou até 1999, trabalhou para estruturar as prioridades nacionais
sob essa luz, incluindo a estabilização da população "nos EUA e
no mundo" [10], transporte e planeamento da energia, "agricultura
sustentável" e "educação para a sustentabilidade".
A Agenda 21 foi avançada ainda mais pela Agência de Protecção
Ambiental, pelo Departamento de Estado, Departamento de Energia,
Departamento da Agricultura, Departamento da Moradia e pelo Departamento do
Interior.
"A redução do consumo pessoal e das famílias era um desafio
maior, particularmente na área do transporte pessoal. Existe agora uma variedade
de programas para ajudar os consumidores a compreenderem os impactos ambientais
de suas decisões de consumo e para fazer escolhas que sejam as melhores para o
ambiente. As experiências com o preço dos bens e serviços são parte
desse processo." [Itálico adicionado]. [14].
Os
programas ambientais regionais e multinacionais também foram explorados,
levando a estrutura da Agenda 21 para além das fronteiras da
América do Norte. Aqui estão dois breves exemplos históricos:
O Programa Fronteira EUA-México XXI foi
um projecto binacional que procurou tratar as preocupações ambientais e sociais
ao longo da fronteira EUA-México. O programa foi abertamente vinculado com a Agenda
21, usando-a como ambiente para entrincheirar o seu mandado. [15].
A Parceira das Grandes Planícies (GPP)
foi um programa experimental que vinculou treze estados das Grandes Planícies,
três províncias das planícies canadianas e uma pequena parte do norte do México
num sistema cooperativo de planeamento económico e ambiental para um "futuro
sustentável". A Parceria foi lançada com o suporte de muitas agências federais,
estaduais/provinciais e locais — e teve o apoio da Associação dos
Governadores do Oeste. Os documentos do simpósio da GPP e os documentos
de pesquisa conectaram o projecto com a Agenda 21.
Como
um documento de segundo plano observou: "Tornou-se claro que a implementação da Agenda
21, o manual do desenvolvimento sustentável no Encontro de Cúpula
do Rio, precisa de ser activamente seguido ao nível local." [16].
O
propósito da WEEEC era claro: influenciar o futuro Encontro de Cúpula da Terra.
E o tema da World' 90 era revelador: "Estratégias de
Desenvolvimento Sustentável e a Nova Ordem Mundial". [18]. O título de seu relatório final espelhava esse tema: Desenvolvimento
Sustentável para a Agenda de um Novo Mundo. O capítulo 2 causou-me
calafrios: "Rumo a uma Constituição Verde".
Dentro do subtítulo "Justiça Social", foi explicado que a nova ética sacramentaria o "princípio da igualdade económica global" por meio de um sistema de "Contabilização da Energia" com quantidades planeadas e pré-determinadas de energia alocadas para cada ser humano. Recursos como petróleo já atingiram o seu pico, foi o que disseram, e um sistema contábil verde inovador era necessário para o planeta — mais ou menos similar ao que o Movimento da Tecnocracia propôs durante os anos 1930s." [21].
financeiro internacional.
Sem
qualquer surpresa, após o Encontro de Cúpula terminar, muitos grupos de
interesses especiais ficaram decepcionados pelo facto de grandes mudanças institucionais
não terem ocorrido — pelo menos não na medida que eles esperavam. Em vez de as
Nações Unidas emergirem como a autoridade de imposição global do
desenvolvimento sustentável, os países retiveram a sua capacidade de
implementarem a Agenda 21 do modo como achassem apropriado.
Logicamente, isso não anula a Agenda 21 — apenas a coloca no
contexto de poderes e administrações já existentes, cada um equipado com uma
bateria de regimes regulamentares e de agências de fiscalização e imposição.
Notas Finais
1. Maurice Strong, Prefácio, Agenda para a Mudança, no Encontro de
Cúpula da Terra — conforme reimpresso pelo Instituto Internacional para o
Desenvolvimento Sustentável, em
2. Lester R. Brown, The New World Order — também
intitulado, A New Agenda for International Relations? Earth Summit: Setting
the Global Agenda for the 21st Century, EDIT File 18, document 32.
Originalmente impresso como The New World Order, pelo WorldWatch
Institute.
3. Guide to Agenda 21 (Ottawa, ON: International Development Research
Centre, 1993), pág. 7.
4. Youth Sourcebook on Sustainable Development (Winnipeg, MB: International Institute on Sustainable Development,
1994), pág. 63. Conselho da Terra, uma organização iniciada por Maurice Strong,
após a Conferência no Rio de Janeiro, foi uma parceira nesta publicação.
5. Maurice Strong, Where on Earth are We Going? (Toronto,
ON: Alfred A. Knopf, 2000), pág. 28
6. Mark Edward Vande Pol, Natural Process: That
Environmental Laws May Serve the Laws of Nature (Redwood Estates, CA:
Wildergarten Press, 2001), pág. 317.
7. Guide to Agenda 21 (Ottawa, ON: International Development Research
Centre, 1993), pág. 96-97.
8. Mark Edward Vande Pol, Natural Process: That
Environmental Laws May Serve the Laws of Nature, Redwood Estates, CA:
Wildergarten Press, 2001, pág. 44. Maiúsculas no original.
9. President’s Council on Sustainable Development,
Population and Consumption: Task Force Report (Washington, DC. 1996), pág. 1.
10. President’s Council on Sustainable Development,
Sustainable America: A New Consensus (February 1996), pág. 21. Veja também o
relatório do PCSD, Population and Consumption: Task Force Report.
11. Report of Canada to the United Nations Commission on
Sustainable Development (Ottawa, ON: Government of Canada, 1996), pág. 38.
12. Idem, pág. 25.
13. Idem, pág. 16.
14. Idem, pág. 3.
15. US-Mexico Border XXI Program: Framework Document
(Washington DC: United States Environmental Protection Agency, 1996), págs.
1-2.
16. Tammy Hays and Sandy Wolfe, Community-based
Decision Making and Collaborative Policy Development Strategies, Planning
for a Sustainable Future: The Case of the North American Great Plains — Proceedings
of a Symposium (Lincoln, NE: University of Nebraska, Department of Agricultural
Meteorology, 1995), Part IV, Showcase Abstracts.
17. UNESCO: United Nations Educational, Scientific and
Cultural Organization.
18. A conferência foi realizada de 17-20 de Outubro. O relatório final
teve o título Desenvolvimento Sustentável para a Agenda de um Novo Mundo, uma
declaração com uma entonação ligeiramente reduzida do tema oficial.
19. Jim Bohlen, Towards A Global Green Constitution,
Sustainable Development for a New World Agenda (ICASE/STAM/CASE/Government
of Manitoba, 1990), pág. 15
20. Para a "curadoria mundial", veja a pág. 15; para
"novo sistema de valores radicais", veja a pág. 16.
21. A Tecnocracia quis substituir o sistema de preços/dinheiro por uma
forma de contabilização da energia.
22. Jim Bohlen, Towards A Global Green Constitution, Sustainable
Development for a New World Agenda, veja as páginas 11 até o início da 13.
23. Idem, pág. 14 – dentro da seção "Environmental
Protection".
24. Idem, pág. 11 – dentro da seção "Social Justice" e
subtítulo "Human Rights".
25. Idem, pág. 16.
26. Dennis Chisman and Jack Holbrook, The Future
Direction of Sustainable Development in the Curriculum, Sustainable Development
for a New World Agenda, veja as páginas 235 e 237.
27. Veja no artigo "A Falácia da Justiça Social", uma
análise histórica da Justiça Social.
28. "Visionarizar" permite que o participante tome posse da
ideia e sinta como se estivesse realmente guiando o processo do desenvolvimento
humano. Um livro ficcional interessante sobre o papel e importância da
imaginação na busca por uma Nova Era, é The Visioneers: A Courage Story
About Belief in the Future, de Desmond E. Berghofer (Vancouver, Creative
Learning International Press, 1992). Berghofer foi o assistente do Ministro de
Educação Avançada no Governo de Alberta e é um participante antigo nos eventos
da
UNESCO.
29. Maurice Strong recebeu em 1973 o Prémio da Paz Mundial, do Movimento
Federalista Mundial do Canadá. Também encontrei o Sr. Strong em 1999 no
encontro da Associação Federalista Mundial em Dallas, no Texas. Ali, ele fez
uma apresentação sobre governança global e reforma da ONU.
30. Budd Hall and Edmund Sullivan, Transformative
Education and Environmental Action in the Ecozoic Era, Empowerment for
Sustainable Development (Winnipeg, MB: International Institute for
Sustainable Development, 1995), págs. 102-103.
Data da publicação: 17/2/2013
Transferido para a área pública em 24/1/2015















