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quarta-feira, 18 de janeiro de 2017


Reconhecendo o Rígido Poder Global Que Domina e Controla os Principais Partidos Políticos

(Tradução para português de Portugal e alguns sublinhados feitos por mim sem alterar o sentido do texto. R.)

 
Todos os bloggistas vão buscar informação fora e redigem os seus textos. Eu faço o mesmo, não porque não saiba nada da matéria, mas porque posso aproveitar uma informação melhor textualizada (que me facilita muito) mas prefiro partilhar os textos que já dizem tudo, dando os devidos créditos, e poupando tempo e energia a formatar novos textos com a mesma informação. O que interessa é transmitir o máximo de informação, dentro dos parâmetros que tracei para tentar "acordar" as pessoas que permanecem adormecidas dentro do sistema, e possam, por elas mesmos, continuar a investigar e chegar às suas conclusões. Como há milhões de páginas sobre os mesmos temas tenho como missão procurá-las, coordená-las, acrescentando alguns esclarecimentos e facilitando, deste modo, também, a procura de informação para aqueles que não têm tempo para procurar ou ignorem estes temas tão importantes para o ser humano tomar consciência da realidade e do verdadeiro mundo onde está inserido.

Um plano-mestre global está em operação para levar cada país para dentro da Nova Ordem Mundial. Os líderes políticos não são independentes do poder insidioso desse plano e os partidos também não escolhem de forma soberana as suas próprias linhas de atuação. Precisamos de olhar na direção oposta à indicada pela retórica para conseguir compreender a verdadeira realidade. Antes de ler este artigo, separe um tempo para reler um artigo publicado vários anos atrás, N1558, "Aprenda a Raciocinar na Direção Oposta à Indicada ao Público na Mídia de Massa", http://www.espada.eti.br/

 
"THE CUTTING EDGE"

Líderes políticos, económicos e militares proeminentes nos últimos 200 anos tentaram advertir-nos a respeito de um plano global que foi criado e está a ser implementado para derrubar todos os governos das nações soberanas do mundo, substituindo-os por uma ditadura militar que será sem precedentes na história. Veja algumas citações: "O roteiro deles já está escrito, sujeito apenas à edição de última hora e direções de palco. O próprio palco... está quase pronto. No fosso do palco, a orquestra subterrânea já está a afinar os instrumentos. Os papéis coadjuvantes de última hora estão, agora mesmo, a ser preenchidos. A maioria dos atores principais, suspeita-se, já assumiu os seus papéis. Logo será o tempo de subirem ao palco, prontos para a cortina se abrir. O momento da ação terá chegado." (Peter Lemesurier, The Armageddon Script, pág. 252).

Não duvide; os grandes eventos, bem como muitos eventos intermediários, seguem um roteiro, exatamente como predito em Apocalipse 17:12-13,17. Veja a incrível profecia; ela fala dos dez reis finais que aparecerão na Terra, o que está a tomar forma bem diante dos nossos olhos, de acordo com o plano da Elite elaborado pelo Clube de Roma: "E os dez chifres que viste são dez reis, que ainda não receberam o reino, mas receberão poder como reis por uma hora, juntamente com a besta. Estes têm um mesmo intento, e entregarão o seu poder e autoridade à besta. Porque Deus tem posto nos seus corações, que cumpram o seu intento, e tenham uma mesma ideia, e que deem à besta o seu reino, até que se cumpram as palavras de Deus."

Agora, as seguintes citações podem ser melhor compreendidas:

Templários — A parte inferior da carta diz: "Não, eles não foram erradicado em 1312. Continuaram a crescer em poder, riquezas e em conhecimentos estranhos". (carta do jogo Illuminati) "Há um poder tão organizado, tão subtil, tão completo e tão infiltrador, que eles fariam bem em não falar mais alto do que a sua própria respiração quando falarem em condenação a ele". [PresidenteWoodrowWilson, "The New Freedom", citado no The New World Order, de A. Ralph Epperson, págs. 32-33; também citado pelo Dr. Dennis Cuddy, em Secret Records Revealed, págs. 24-25].

"Permitam-me emitir e controlar o dinheiro de um país e pouco me importa quem são os seus deputados e senadores." [Mayer Amschel Rothschild, 1828].

"De todos os meios que conheço para liderar os homens, o mais eficaz é um mistério escondido. O desejo que produz na mente é irresistível". [Adam (Espártaco) Weishaupt].

"Sou um homem muitíssimo infeliz. Inadvertidamente, arruinei o meu país. Uma grande nação industrial é controlada pelo seu sistema de crédito. O nosso sistema de crédito está concentrado. Portanto, o crescimento do país e todas as nossas atividades estão nas mãos de alguns poucos homens. Passamos a ter um dos piores governos, um dos governos mais completamente controlados e dominados do mundo civilizado. Não temos mais um governo pelas livres opiniões, não mais um governo pela convicção e pelo voto da maioria, mas um governo que segue a opinião e a imposição de um pequeno grupo de homens dominantes." [Presidente Woodrow Wilson, 1916, triste por ter sido ludibriado a assinar a Lei da Reserva Federal de 1913.].

"A partir destes tempos difíceis, o nosso objetivo— uma Nova Ordem Mundial — poderá emergir. Hoje, esse novo mundo luta para nascer, um mundo bem diferente daquele que conhecemos até aqui. O que está em jogo é mais do que um pequeno país, é uma grande ideia — uma nova ordem internacional... para atingir as aspirações universais da humanidade... com base em princípios compartilhados e o império da lei... A iluminação de mil pontos de luz... Os ventos da mudança estão connosco agora." [Presidente George Herbert Walker Bush, num discurso proferido em 11 de Setembro de 1990].

"O Conselho das Relações Internacionais (CRF) é o braço americano de uma sociedade que teve origem em Inglaterra... e que acredita que as fronteiras nacionais devam ser obliteradas e um governo mundial único estabelecido." — Carroll Quigley, Professor de História na Universidade de Georgetown, no seu livro Tragedy and Hope (Tragédia e Esperança). Nota: Quigley foi o professor favorito de Bill Clinton. "Alguns até acreditam que somos parte de uma cabala secreta, que trabalha contra os melhores interesses dos Estados Unidos, caracterizando a minha família e eu como 'internacionalistas' e de conspirar com outros no exterior para criar uma estrutura política e económica global mais integrada — um mundo unificado, por assim dizer. Se esta é a acusação, então sou culpado, e tenho orgulho disso." (David Rockefeller, presidente honorário do CFR e fundador da Comissão Trilateral, no seu livro Memoirs, pág. 405).

"Tudo o que precisamos é da grande crise correta e as nações aceitarão a Nova Ordem Mundial." [David Rockefeller, 23/9/1994]. "Uma mão invisível guia o populacho." [Lafayete, The New World Order, de A. Ralph Epperson, págs. 32-33,]. Essa "mão invisível" sobre a qual Lafayette falou é a mãos dos Illuminati, e a parte frontal dos Illuminati é a Maçonaria. Líderes iluministas-chave falam sempre de forma elogiosa sobre a fraternidade maçónica. Veja, por exemplo, Alice Bailey, diretora da Casa da Teosofia. Bailey escreveu como um conduíte (Código de conduta. R) para o seu espírito-guia demoníaco, Mestre Dwhal Khul, em The Externalisation of the Hierarchy (A Exteriorização da Hierarquia): "O Movimento Maçónico... Atenderá às necessidades daqueles que podem, e devem, exercer o poder. Ele tem a custódia da lei; é o lar dos mistérios e o assento da iniciação. Ele tem no seu simbolismo o ritual da deidade e o caminho da salvação é preservado na sua obra. Os métodos da deidade são demonstrados nos seus Templos e sob o Olho Que Tudo Vê a obra pode prosseguir avante. A organização é muito mais ocultista que pode ser percebido e destina-se a ser a escola de treino dos vindouros ocultistas avançados... na Maçonaria você tem os três caminhos que levam à iniciação. Por enquanto eles não são usados, e uma das coisas que resultarão — quando a nova religião universal tiver o controlo e a natureza do esoterismo for compreendida — será a utilização do organismo esotérico unificado, o organismo maçónico e o organismo Igreja como centros de iniciação. Esses três grupos convergirão à medida que os seus santuários forem aproximados. Não há dissociação entre a Igreja Única Universal, a Loja interna sagrada de todos os verdadeiros maçons e os círculos mais internos das sociedades esotéricas." [págs. 511, 513].

Observe que Bailey coloca todas as cartas na mesa para todos que queiram compreender, quando diz que a Maçonaria é "uma organização muito mais ocultista do que pode ser percebido e destina-se a ser a escola de treino para os vindouros ocultistas avançados. A Maçonaria é "a escola de treino para os vindouros ocultistas avançados" que levarão os EUA e o mundo à vindoura Nova Ordem Mundial. Essa revelação dá um novo significado aos muitos presidentes americanos que foram maçons, você não acha? Agora compreendemos, com horror, que esses homens eram "ocultistas avançados" que levavam os EUA para longe do Único Deus Verdadeiro, o da Bíblia Sagrada, e em direção ao Anticristo.

Veja como o plano da Elite Global vê o comunismo: "O marxismo representa um estágio ainda mais criativo e vital no amadurecimento da visão universal do homem. O marxismo é simultaneamente uma vitória do homem ativo e externo sobre o homem passivo e interiorizado e uma vitória da razão sobre a crença... O Estado-nação abre mão gradualmente da sua soberania... Progressos adicionais requererão maiores sacrifícios do povo americano. Esforços mais intensos para moldar uma nova estrutura monetária mundial terão de acontecer, com algum risco consequente para a posição americana atualmente favorável." (Secret Records Revealed: The Men, the Money, and the Methods Behind the New World Order, Dr. Dennis Cuddy, Oklahoma City, OK, Hearthstone Publishing Ltd., 1999, págs. 113-14; Ibidem.)

Zbigniew Brzezinski é um ator extremamente importante no Plano dos Illuminati. Ele foi cofundador da Comissão Trilateral e foi Assessor de Segurança Nacional do presidente democrata Jimmy Carter. Brzezinski também foi Assessor de Política Externa de Barack Obama durante a campanha eleitoral de 2008. O Illuminismo Criou o Comunismo para Estabelecer a Segunda Metade da Fórmula da Luta Dialética.

No nosso Seminário 2, "America Determines The Flow of History", disponível em fita cassete e DVD, provamos que os Illuminati indicaram um painel de 12 maçons franceses para escrever um novo sistema de governo, economia e religião que serviria como o sistema "Antítese" à Tese do mundo ocidental; o conceito era que a "Tese batalharia contra a Antítese" durante um longo período de tempo e que essa luta produziria um novo sistema, chamado "Síntese". Esse sistema "Antítese" foi posteriormente chamado de "Comunismo" e o documento que esses maçons franceses redigiram foi chamado de Manifesto Comunista.

A Guerra Fria durou 40 anos e foi uma operação global do antigo Conflito Hegeliano. Basicamente, essa fórmula prevê que "Conflito produz mudança e o conflito controlado produz mudança controlada." Obviamente, o "Conflito Controlado" produzido pela Guerra Fria encenada deu lugar ao sistema "Síntese" chamado "Plano do Clube de Roma", que é a reorganização do mundo em dez supernações, conforme predito na profecia bíblica de Daniel 7:7-8. O sistema "Síntese" nesta fórmula é conhecido como Nova Ordem Mundial.

Três Guerras Mundiais Planeadas Para Colocar o Anticristo na Cena Internacional O Anticristo só poderá aparecer na cena internacional depois de três guerras mundiais. Esta visão foi revelada por um espírito demoníaco familiar ao líder maçom Albert Pike (Espírito familiar é um espírito que se instala dentro de uma família e apossa-se do líder utilizando-o para concretizar os seus planos e quando esse membro da família já não pode fazer o que ele determina, mata-o e apossa-se doutro membro da mesma família, normalmente mais jovem, para ir "comandando" essa família para atingir os seus objetivos. Daí a "maldição" de algumas famílias. R) , que então revelou a visão num boletim distribuído aos maçons em 22 de Janeiro de 1878. Esse plano foi mantido em grande segredo, revelado dentro dos círculos da Maçonaria, desde o tempo da sua conceção, somente aos outros conspiradores Iluministas ocultistas. (Esta informação foi obtida num livro escrito por um ex-luciferiano Iluminista, Doc Marquis. O nome do livro é Secrets of the Illuminati e revela muitos detalhes ocultos que antigamente só eram conhecidos dos Iluministas. Leia maiores detalhes no artigo N1015, "O Plano Demoníaco de Albert Pike Para a Implementação da Nova Ordem Mundial". Ao ler esta profecia demoníaca, lembre-se do conceito ocultista da "Tese batalhando contra a Antítese para produzir um novo sistema, a Síntese". As duas primeiras Guerras Mundiais foram deflagradas para estabelecer o país da Antítese, a Rússia, e dar início à Guerra Fria, aquele "conflito controlado, ou ameaça de conflito" que produziria um novo sistema, a Síntese. Aqui estão os detalhes das três guerras mundiais planeadas, um conceito criado nas profundezas do Abismo, e revelado aos Illuminati por meio de uma visão de um espírito familiar:

1. A Primeira Guerra Mundial foi planeada para permitir que o governo czarista na Rússia fosse totalmente derrubado. O novo governo russo foi previsto como ateísta e militarista. Além disso, Pike especificou que esse novo governo russo seria comunista. Karl Marx tinha publicado o seu Manifesto Comunista em 1848, exatamente 22 anos antes dessa profecia ocultista proferida por Albert Pike. A história regista que a Primeira Guerra Mundial realmente ocorreu como mencionado acima. As potências ocidentais na Europa, em conjunto com os EUA, financiaram a expedição de Lenin até a Rússia. (Chart Of The World Revolution, de Nesta Webster, Constable & Co., Londres, 1921); financiaram o governo leninista consistentemente e financiaram o comunismo na Rússia pelo menos uma vez a cada dez anos desde então. Basta você investigar as frequentes viagens de Armand Hammer a Moscovo, para entregar as necessárias ajudas financeiras do Ocidente.

2. A Segunda Guerra Mundial foi prevista para se originar entre a Grã-Bretanha e a Alemanha. Entretanto, um dos resultados planeados dessa guerra era fortalecer o novo governo comunista da Rússia, para que ele pudesse enfraquecer e destruir os outros governos e religiões, e criar a nação Antítese que "batalharia" contra as nações ocidentais da Tese. Os historiadores ficaram sempre perplexos e nunca conseguiram compreender por que Churchill e Roosevelt, reunindo-se em Yalta, entregaram toda a Europa Oriental aos soviéticos, se a preponderância de poder estava contra estes.

Claramente, quando Roosevelt e Churchill cederam toda a Europa oriental aos russos, o governo comunista da Rússia, agora conhecido como URSS (União das Repúblicas Socialistas Soviéticas), completou a sua transição para superpotência, exatamente como previsto na visão de Pike. Além disso, não nos esqueçamos que a Segunda Guerra Mundial deu à Rússia capacidades que ela não possuía antes da guerra. Não somente o financiamento ocidental ajudou a criar as forças militares russas a um nível aterrorizador, mas também a construir fábricas inteiras a leste de Moscovo, que deram à Rússia uma grande base industrial. Embora a Rússia tenha pago muito alto em vidas humanas durante a guerra, emergiu do conflito como uma superpotência. Graças a Roosevelt, a Rússia agora tinha um reino para acompanhar a sua nova base militar e industrial.

Agora, você sabe que o presidente maçom Franklin Delano Roosevelt deu esse território à Rússia simplesmente e somente por que era fiel à visão de Pike em 1870! Você nunca lerá esta verdadeira história em nenhum de seus livros!!

3. A Terceira Guerra Mundial foi prevista para ser entre o judaísmo e o islamismo. Esta profecia é incrível sob muitos aspetos, começando com o facto de que esta profecia sobre uma Terceira Guerra Mundial foi feita em 1870, quando Israel ainda não existia como país e quando somente os cristãos fundamentalistas acreditavam que Israel voltaria a existir novamente.

Observe os eventos em Israel atentamente, pois o capítulo final está a ser escrito ali. Os espíritos-guia demoníacos da Maçonaria, dos líderes do Plano da Nova Ordem Mundial, estão a planear uma Terceira Guerra Mundial final, que se iniciará entre Israel e os seus vizinhos árabes e se alastrará para todo o mundo. Literalmente, do meio da fumaça e da destruição dessa Terceira Guerra Mundial, o Anticristo entrará em cena!

Exemplo de Conflito Interno Controlado: Democratas X Republicanos.

A operação desse "Conflito Controlado" (Conflito Hegeliano) dentro dos EUA é a batalha encenada e que segue um roteiro, entre os Partidos Democrata e Republicano. Ambos os partidos acabaram de realizar as suas convenções públicas, que receberam ampla divulgação na mídia de massa, para "decidirem" quem será o presidente eleito dos EUA nos próximos quatro anos. Os políticos ficarão exaltados, as campanhas de mídia discutirão a retórica sobre o aborto em ambos os lados da questão, e os cristãos conservadores orarão e contribuirão pesadamente para garantirem que o candidato republicano, o mórmon Mitt Romney seja eleito, para que eles não tenham de suportar Barack Obama por mais quatro anos.

Somente aqueles que têm discernimento compreendem que tudo é uma encenação e que a batalha que ocorre é apenas a edição mais recente de um plano-mestre de batalha criado em 1823. Conflito controlado é ordem do dia. Você está preparado para pensar com cuidado e lutar contra as concepções erróneas? O ministério Cutting Edge tem uma compreensão verdadeiramente singular de que todo o processo eleitoral e a configuração dos partidos políticos são encenados, pois todo o processo político é simplesmente a operação em âmbito nacional do Processo Dialético, uma fórmula que declara que "Conflito Controlado Produz Mudança Controlada"!! Depois que você compreender esse conceito, verá que o sistema eleitoral é simplesmente um "conflito interno controlado" destinado a produzir uma "mudança interna controlada".

Os EUA possuem um governo invisível de partido único há mais de 80 anos! O povo americano viu no passado os seus familiares queridos marcharem para a guerra, acreditando que estavam a lutar para preservarem as liberdades e a forma de governo constitucional. Centenas de milhares de soldados morreram, acreditando que estavam a permitir que a forma republicana de governo continuasse. Respeitamos cada um dos soldados, aviadores e marinheiros que lutaram como patriotas leais para manter o direito do povo de votar. Quando fui convocado, em Março de 1968, logo após a infame "Ofensiva de Tet", eu recusei-me a correr para o Canadá, como dezenas de milhares de estudantes universitários fizeram, e apresentei-me e servi na Inteligência do Exército, durante quatro anos inteiros. Entretanto, anos mais tarde, compreendi que todas as guerras são planeadas para que nossa civilização atual possa ser derrubada e a Nova Ordem Mundial seja estabelecida.

A Sabedoria Convencional afirma que os EUA têm dois partidos políticos muito diferentes que estão em batalha constante um contra o outro, tentando conquistar as mentes e os corações dos eleitores. Os democratas e os republicanos realmente lutam um contra o outro, não é mesmo? Os jornais trazem diariamente reportagens sobre a luta política constante, algumas das quais ocorrem com grande intensidade e ardor. Atirar lama um no outro tornou-se um passatempo preferido durante as eleições... A Sabedoria Convencional diz que os objetivos fundamentais e os pontos de vista dos dois partidos são tão diferentes quanto o dia e a noite... Os Republicanos e Democratas são continuamente retratados como dois sistemas opostos e que querem conduzir o país por caminhos completamente diferentes. Mas, vamos mostrar que o país teve realmente um sistema de partido único durante a maior parte do século 20, e esse sistema de partido único disfarça-se como um sistema de dois partidos, o Republicano e o Democrata.

Hoje, uma pessoa com discernimento precisa de compreender vários factos importantes sobre os dois partidos políticos americanos:

1. Não existe diferença real alguma entre os Partidos Democrata e Republicano.

2. Os líderes de cada partido são igualmente comprometidos com o mesmo objetivo
internacional, isto é a Nova Ordem Mundial. Depois de você compreender essa realidade que existe por trás dos bastidores, então compreenderá a verdade oculta sobre que força realmente está no controle dos governos de todo o mundo. Você descobrirá aquela "mão invisível" que é verdadeiramente "um poder tão organizado, tão subtil, tão completo e tão infiltrador, que eles fariam bem em não falar mais alto que a sua própria respiração quando dizerem algo em condenação a ele".

 
Data da publicação: 26/9/2012

Transferido para a área pública em 14/2/2014

Revisão: http://www.TextoExato.net

A Espada do Espírito: http://www.espada.eti.br/n2479.asp

segunda-feira, 16 de janeiro de 2017


VIDA E MORTE

Os Céus são os mundos da Vida e o mundo visível material é o mundo da morte. Na vida material trava-se uma luta constante entre o Espírito, que vivifica o corpo físico, e a matéria inerte, permanecendo sempre num fluxo constante de vida-morte-vida-morte.

No nosso corpo físico temos tecidos com maior capacidade de regeneração e tecidos com menor capacidade e outros que nem têm essa capacidade. Desde o nascimento o corpo começa a morrer lentamente. Há uma perda de regeneração contínua das células, surge uma diferenciação, uma especialização e perda gradual da regeneração celular.

Além disso, como o Homem foi modelado para ser mortal, há também tecidos permanentes, precisamente células nervosas - neurónios – aquelas que recebem os estímulos e os distribuem pelo corpo, que não têm capacidade de regeneração e com um tempo de validade.

A matéria está morta, é pó, que é vivificada pelo Espírito que Deus no deu (o sopro divino) e não consegue estar viva um único milionésimo de segundo se não tiver a presença desse espírito a sustentá-la. Quere isto dizer que toda a Vida se processa no plano espiritual, no espírito que está no corpo físico. O corpo físico é apenas o invólucro do espírito, o fato para poder movimentar-se e interagir no meio da matéria densa. Nos animais irracionais, bem como no mundo vegetal, o espírito não é individual, mas sim grupal, comum a cada espécie, pelo que animais da mesma espécie têm o mesmo comportamento e reações semelhantes em qualquer parte do mundo, o que não acontece com o ser humano. Todos os exemplares do mesmo grupo animal são semelhantes não havendo diferença nenhuma na maneira como agirão debaixo das mesmas circunstâncias. Todos têm semelhanças iguais e diferenças. Um é o mesmo que o outro. No ser humano cada pessoa, cada indivíduo é uma espécie, é uma lei em si mesmo, separado e distinto de qualquer outro indivíduo, tão diferentes uns dos outros como duas espécies distintas do reino animal. Nos vegetais também há um espírito comum para cada espécie e daí nasceram as lendas sobre as fadas, gnomos, e outros "espíritos" grupais. Seres humanos mais sensíveis conseguem vê-los. Assim como o nosso espírito residente cuida de nós, os espíritos grupais cuidam do grupo que está a seu cargo. Carvalhos, pinheiros, cães, gatos, cavalos, etc. têm um espírito protetor que cuida da espécie e não de cada um individualmente.

Os animais e as plantas carecem de um veículo que os correlacione com determinadas divisórias dimensionais deste mundo (no mundo invisível do espírito) onde é possível pensar. No entanto, a Criação é de tal maneira perfeita que alguns animais domésticos, mais próximos do Homem, pensam. Devido à sua relação com o ser humano, há milénios, desenvolveram faculdades que outros animais, desprovidos dessa vantagem, não possuem. Isto é explicado pelo princípio seguinte: um fio condutor ligado à corrente elétrica induz uma corrente mais débil noutro condutor que lhe esteja próximo, assim como uma pessoa, de espírito forte, induz uma tendência parecida em outra de natureza débil, pode, por sua vez, ser arrastada pela influência de vigorosos caracteres malignos, quando entrar em contato com eles.

Tudo o que fazemos, dizemos ou somos, reflete-se em torno de nós. É esta a razão pelo que os animais domésticos conseguem pensar. As vibrações mentais do homem têm induzido neles uma atividade similar de ordem inferior. Estes "corpos" superiores (do mundo etéreo, dos desejos e do pensamento) não são emanações do corpo físico.

Um exemplo simples: consideremos os corpos físicos, dos reinos Animal e Vegetal, como a concha de um caracol. O caracol representa o espírito e as suas secreções, em vias de cristalização, representam a Mente, o chamado Corpo dos Desejos (onde são gravados tudo aquilo que a Mente projeta), e o chamado Corpo Vital (o corpo realmente vivo que vitaliza o Corpo Físico). Todos estes "Corpos" foram emanados de si mesmo pelo Espírito, com o propósito de adquirir experiência, por seu intermédio. É o espírito que move o corpo físico à vontade, como o caracol move a sua concha, e não o corpo que governa os movimentos do espírito. Quanto maior for esta ligação, mais consciente se torna.

Em suma: a Vida só existe onde Deus doou um átomo do Seu Espírito.

"Então o Senhor Deus modelou o homem com a argila do solo, soprou-lhe nas narinas um sopro de vida, e o homem tornou-se um ser vivente". Génesis 2:7.

Então Moisés disse ao Senhor "Então o Senhor, o Deus dos espíritos de todos os seres vivos, indique um chefe para a comunidade" salientando o facto da existência dos espíritos que Deus doou a cada ser vivo, espírito esse que vivifica o corpo material. Números 27:15,16.

"O Deus que fez o mundo e tudo o que nele existe. Sendo Senhor do Céu e da Terra, não habita em santuários feitos por mãos humanas. Também não é servido por mãos humanas, como se precisasse de alguma coisa; pois é Ele que a todos dá vida, respiração e tudo o mais" e mais à frente traçou o tempo de vida porque: "Assim fez, para que procurassem a Deus e para ver se O descobririam, ainda que seja às apalpadelas. Ele não está longe de cada um de nós, pois n'Ele vivemos, nos movemos e existimos. Somos da Raça do próprio Deus" Actos dos Apóstolos 17: 24 a 28.

Reparem na afirmação de que Deus não habita em santuários feitos por mãos humanas (Igrejas, templos, etc.). Essas construções são inócuas quando vazias. Deus entra nelas porque está dentro de cada um de nós e só na "igreja" que é o aglomerado de pessoas que se reúnem para orar é que Ele está presente. Basta estarem dois humanos em comunhão para que Deus esteja com eles e aceitará o que esses dois humanos pedirem nas orações. Deus não é servido pelos pretensos "representantes" de Deus na Terra, nunca legou neles. Só os ungidos por Ele é que estão autorizados a servi-Lo. Portanto esses sacerdotes formados por Instituições religiosas não têm autoridade para se intitularem representantes de Deus na Terra nem afirmarem que O servem. Os ungidos tornam-se logo percetíveis pelas maravilhas que passam a mostrar e outros sinais percetíveis pela comunidade. Jesus/Deus delegou competências a discípulos, nunca a igrejas constitucionais ou a Templos (com toda a catrefa de sacerdotes e outros servidores dos sacerdotes) construídos pelo Homem.

O ser humano é que acha que pela manipulação genética poderá chegar à imortalidade na carne, o que está contra os planos de Deus.

Quer isto tudo dizer que toda a matéria, e neste caso específico, o corpo físico é apenas um invólucro, uma roupagem para o espírito, que é vivificado para cumprir a sua missão enquanto estiver na Terra. No momento em que o Espírito residente se retirar, levando consigo a Alma criada, a Mente, o corpo desfaz-se e volta à terra de onde veio.

Como sabemos, pela Ciência Biológica, o corpo tem capacidade para se regenerar em parte, porque o rumo natural é caminhar para a morte, permitindo chegar ao período de Vida permitido por Deus. O corpo físico está constantemente a intoxicar-se e a decair pela ação do principal fator de sobrevivência humana na Terra, o Oxigénio.

Como a regeneração de algumas células processam-se na totalidade num tempo relativamente pequeno, os estudiosos dos assuntos da espiritualidade, sabem como enrobustecer as novas células para durarem mais tempo e não é por acaso que os grandes espiritualistas, incluindo Jesus, Buda e outros da História humana, tinham por prática jejuar e até jejuavam por 40 dias para fazerem uma limpeza completa do corpo físico. Como o Oxigénio é um veneno para o corpo, apesar de precisarmos dele para "viver", o controle da respiração tem muita importância para minimizar os estragos da oxidação.

Aqueles que "acordaram" e cumprem, o melhor possível (cada vez melhor conforme o grau de espiritualização) a palavra de Deus, sentem no próprio corpo físico mudanças extraordinárias, tanto na energia da carne como nos órgãos com mais dificuldade na regeneração e principalmente no sistema nervoso e parassimpático que nunca se regeneram, pela ação mais consciente da Mente conectada com o Espírito residente que, como sabemos, é parte do Espírito Universal de Deus, conforme nos ensina a Bíblia nos Actos dos Apóstolos quando diz: "Ele não está longe de cada um de nós, pois n'Ele vivemos, nos movemos e existimos"

Como portamos dentro de nós, aquela centelha do Espírito de Deus, "somos da raça de Deus" como vem na própria Bíblia.

Como qualquer individuo espiritualizado sabe, nós somos aquilo que pensamos que somos, ou seja, o espírito predomina sobre a matéria e se soubermos utilizar esse Poder conseguiremos manter o corpo saudável sem no entanto evitar a degradação natural do organismo como está "escrito" e estipulado por Deus. O corpo envelhece mas o espírito mantém-se sempre jovem e em pleno. Só os muito "adormecidos" é que se deixam influenciar, desmoralizam, e pensam que são velhos procedendo como tal. O Espírito chega a tal ponto que, para facilitar a passagem para o outro lado, já espera pelo fim natural da Vida na Terra e deste modo não vive em angústia permanente. Ele sabe para onde vai e quem mantem a conexão com ele, "pressente" (os menos espiritualizados) e sabe (os mais espiritualizados) que vai para sítio melhor e a sua missão aqui na Terra chegou ao fim.

Muitos conhecidos meus, incluindo a minha mãe, estão nessa fase em que sabem que a sua missão está no fim e dizem-me, sem problemas, sem medo, sem angústia, calmamente, que estão "à espera" muito simplesmente que a morte chegue.

Penso para mim que efetivamente a Criação é perfeita e nesta altura o ser humano aceita calmamente o fim. Só os completamente "adormecidos", já sem estarem conectados com o Espírito residente, é que, apesar de estarem acamados, cegos ou sem mobilidade nenhuma, portanto sem nada o que fazer por cá, a não ser sobrecarregar familiares, é que permanecem "agarrados" à vida física em sofrimento constante e têm medo da morte.

Os que ainda permanecem "adormecidos" por ignorância ou por opção, afastam-se cada vez mais da Vida do Espírito e mergulham na morte da matéria não dando oportunidade a que a sua Alma possa ascender às dimensões superiores e seja eterna. O versículo número três do Génesis explica tudo, ou seja: explica a decadência do ser humano desde o início no jardim do Éden.

O texto tenta explicar (não esquecer que naquele tempo não havia escrita e o Génesis foi compilado a partir da tradição oral e conforme a imaginação de quem o escreveu) a condição pecaminosa de todos os seres humanos mediante esta imagem exemplar da origem. O mal não pode proceder de Deus. Virá do Homem.

Mas para que este não fique esmagado com o peso e mistério, parte da responsabilidade (se não toda a responsabilidade) cai sobre a enigmática criatura, serpente ou demónio, que seduz e tenta. O mundo inferior e os demónios (espíritos do submundo e anjos decaídos) nada pode contra o Homem a não ser sugestioná-lo para o mal. Apesar de o castigo do Homem ter sido o corte no acesso direto a Deus, o Homem continuou a ter o Poder e a Autoridade na Terra, pelo que qualquer espírito do mundo invisível nada pode contra ele na Terra. Aquilo que Deus dá jamais tira. Os menos informados pensam que o Homem foi expulso do Éden, perdeu os seus poderes e Lucifer usurpou-os, mas não.

Mesmo Jesus para poder cumprir a sua missão na Terra e poder curar os doentes e expulsar os demónios (atividade principal que a Bíblia refere quando cita Jesus) teve que "nascer" como Homem, na Terra, para ter a Autoridade e o Poder . Se Jesus descesse à Terra como Ser Celestial não teria esse Poder e a Autoridade nos assuntos da Terra.

O Homem com o seu livre arbítrio escolhe. Pode seguir as sugestões dos espíritos malignos ou pode, pura e simplesmente, não ouvi-los e expulsá-los. Todo o mal que há na Terra é perpetrado e executado pelo Homem, que se deixa seduzir pelos prazeres carnais. Ganância, dinheiro, sexo, poder incontrolado. Jesus, como Homem foi tentado mas resistiu e Lucifer nada pôde contra Ele.

Mas o centro da questão é a pretensão humana de ser igual a Deus (Agora até quer tornar a carne imortal). Rejeitando o estatuto de criatura e usurpando o lugar de Deus verdadeiro e único. A autossuficiência rompe a harmonia e a comunhão.

Deus é o Senhor absoluto e o seu projeto é a Vida do Homem. A cair no egoísmo (tentações da carne, mundo material) o Homem revela-se contra o plano de Deus, esboça o seu próprio projeto, pretende guardar só para si a liberdade e a Vida, quando estas coisas o transcendem. E encontra-se perante a escravidão e a morte. Tenta justificar-se em vão, lançando a culpa para cima dos outros. Fraternidade degenera em poder e domínio, o Amor degrada-se em posse e exploração. A perturbação instala-se entre os humanos e entre estes e a Natureza.

Neste clima gerado pelo mal, que tende a multiplicar-se e a expandir-se, o caminho já não leva à Vida, mas à morte. Mas Deus providenciou a salvação dos Seus filhos, mandando à Terra o Seu Único Filho, ou para sermos mais precisos Deus desceu à Terra na sua faceta de Filho e quando se retirou, a sua faceta Espírito Santo banhou, e banha, toda a humanidade. Toda a Criação vive em Deus, como sabemos, porque todos portam um átomo do Espírito de Deus. Com o ser humano, por ter desobedecido a Deus no Jardim do Éden, o que aconteceu foi que o ser humano deixou de estar conectado ao seu Espírito residente (o Espírito Santo retirou-se da Terra), mas Jesus Cristo restabeleceu essa ligação. Agora só não estão conectados aqueles que não querem ou não sabem e estão "adormecidos".

Portanto todos aqueles que preferem adorar ídolos e permanecerem no paganismo (Têm esse direito) não usufruem dos conselhos e instruções que o mundo do espírito envia ao Espírito residente. A maioria, ainda não completamente absorvidos pela matéria, vão tendo "intuições" e "pressentimentos" sem saberem que é o seu Espírito residente a comunicar. Grande parte já começou a ter consciência dessa ligação ao Espírito e confiam nos "pressentimentos".

R.

sexta-feira, 13 de janeiro de 2017


O SNS ESTÁ A CORRER GRAVES RISCOS
Por ser muito importante para todos os portugueses partilho aqui uma entrevista publicada pela Revistacuida.ordemenfermeiros.PT sem alterar absolutamente nada.


ENTREVISTA a António Arnaut

É com preocupação assumida que o pai do Serviço Nacional de Saúde (SNS) vê o estado actual do seu “filho”, que considera estar a ser ameaçado pelo contínuo subfinanciamento e falta de recursos. E sem qualquer pudor ou inibição, António Arnaut assume: “A Saúde tem de ser prioritária”, principalmente numa conjuntura, como a actual, em que o país tem um Governo socialista.

CUIDAÉ considerado o pai do Serviço Nacional de Saúde (SNS). É um rótulo que o aborrece ou sente-se confortável com ele?

António Arnaut (AA) – Não me incomoda porque é uma designação carinhosa. As pessoas sabem que sou o autor da Lei que criou o SNS e usam essa expressão popular. Mas o que tem valido ao SNS não é o pai, frágil e muitas vezes cuja voz não é ouvida e não chega a Lisboa, embora se levante sempre em defesa do SNS quando ele está em risco. O que tem valido é a mãe. A mãe? – perguntam às vezes. Sim, a mãe, a Constituição da República. Se não fosse a Constituição já tinha sido revogada a lei fundadora, que é de 1979. Em 1982, um Governo de Pinto Balsemão revogou a lei fundadora e foi o Tribunal Constitucional, considerando que essa lei era contra a Constituição e reconhecendo a Saúde como um direito fundamental, travou esse ímpeto. Depois dessa altura vários Governos causaram malfeitorias e amputações ao SNS, que foi resistindo graças à Constituição da República e à consciência popular na defesa de um direito fundamenta. Hoje, o SNS é uma reforma querida, amada pelo povo português. É isso que lhe tem valido, de tal modo que a direita neoliberal – porque há uma direita social que sempre defendeu o SNS – que quer reduzir os serviços públicos, sobretudo saúde e educação, à sua expressão mais simples, até se rendeu ao SNS graças aos resultados obtidos. Eu tenho muita honra em ter dado o primeiro passo e de ser o autor da Lei. Mas a mãe, a verdadeira matriz, é a Constituição.


CUIDAComo vê o estado actual do SNS?

AA – Com preocupação. Tenho a percepção de que o SNS está a correr graves riscos. Já vem de trás. Há muitos anos que há uma política de subfinanciamento e de tentativa de enfraquecimento do SNS, que se agravou no último Governo e não foi tão nociva graças ao Paulo Macedo. Tenho de lhe fazer justiça porque o objectivo do primeiro-ministro de então, Passos Coelho, era mesmo acabar com o SNS como ele está concebido: universal, geral e tendencialmente gratuito. Aberto a todos, que presta a todos os mesmo cuidados de saúde. O objectivo dele era reduzir o SNS a uma espécie de Santa Casa da Misericórdia para prestar serviço apenas aos pobres. Simplesmente, se o SNS fosse reduzido a um serviço destinado aos pobres, naturalmente perdia qualidade e passava a haver uma saúde de primeira e uma saúde de segunda. A determinada altura, Paulo Macedo verificou que não podia fazer isso, que ia contra a sua sensibilidade social, contra a vontade profunda do país e travou os ímpetos de Passos Coelho. O país deve-lhe isso, embora Paulo Macedo tenha tomado muitas medidas negativas relativamente ao SNS.

“Há uma política de subfinanciamento e de tentativa de enfraquecimento do SNS”

CUIDAQuais são as principais ameaças hoje em dia ao SNS?

AA – O sector privado tem um papel importante mas deve ser fiscalizado pelo Estado. Mas dentro do sector privado, tem de se distinguir entre um sector liberal em que os médicos exercem de forma individual ou autónoma, em grupos de três ou quatro médicos, e o sector mercantilista dos grandes grupos económicos. Eu diria que as grandes fragilidades e ameaças são as mesmas de sempre porque desde que o SNS foi anunciado, porque ele era uma necessidade imperiosa de um país que vivia numa situação tal que a maioria dos portugueses antes do 25 de Abril morriam sem ter acessos a cuidados de saúde. As pessoas para irem ao hospital tinham de pagar. Só não pagava nada quem tinha um atestado de indigência.

As ameaças que pairam sobre o SNS já não são propriamente as mesmas porque há hoje um largo consenso nacional em torno do SNS, embora algumas pessoas digam que o apoiam, procuram diminuí-lo e degradá-lo. Mas sobretudo é o financiamento. Desde sempre que o SNS é subfinanciado. Depois é o problema dos recursos humanos. Hoje o SNS debate-se com grandes dificuldades do ponto de vista humano de falta de médicos e enfermeiros, sobretudo, e também de técnicos. Estão em número insuficiente. Ainda agora tivemos informação de que faltam muitos enfermeiros no país. O Governo está a tentar prover essa situação mas os males infligidos ao SNS, sobretudo nos últimos quatro anos do Governo que nos precedeu, são males graves que se estão agora a acentuar-se: falhas em todo o sítio, falta de meios técnicos, falta de meios humanos. Ainda agora, a propósito da gripe foi noticiado que este ano vamos ter mais uma centena de mortos em consequência da gripe por falta de meios humanos.

O SNS tem de ser objecto da preocupação dominante dos governantes, qualquer que seja a sua cor política. Claro que sendo um Governo de esquerda, um Governo socialista é suposto, é lógico, que olhe com outra atenção para os direitos sociais e a Saúde é um direito social. Mas mesmo um Governo socialista tem de estar atento porque há pressões dos grupos económicos ligados à Saúde para negligenciar o sector público. A Saúde movimenta 14/15 mil milhões de euros – que é o Orçamento do Estado mais aquilo que os privados gastam na Saúde – e é um filão apetecível para os negócios e para as negociatas.


CUIDAEstá preocupado com o SNS?

AA – Tenho alguma preocupação. Eu sei o que se passa porque sou utente do SNS. E mesmo assim, por ventura, quando marco uma consulta talvez até vejam quem sou e talvez me ponham para cima. Mas eu sou um utente normal, frequento as unidades do SNS e sei o que se passa. O que se passa é que os profissionais chegaram à exaustão e isso reduz a sua capacidade. Não é só o seu rendimento, é o seu discernimento. E na Saúde, como um piloto de aviões, não pode haver qualquer falha. Eu estou em contacto com o Dr. Adalberto Campos Fernandes, é muito meu amigo, é uma pessoa com uma grande experiência de gestão e de intervenção no campo da Saúde e ele está muito atento a essas questões e fará tudo o que for possível para a remediar. Não é para resolver de um momento para o outro, mas vamos ter esperança porque sempre é um Governo socialista apoiado por partidos de esquerda que tem uma obrigação estrita. Qualquer Governo tem uma obrigação geral, mas um Governo da esquerda, que preza os direitos sociais e a dignidade da pessoa humana, além da obrigação geral, tem a obrigação estrita, específica.

CUIDAMas no passado já alguns Governos socialistas tomaram medidas que foram muito criticadas. Foi um Governo socialista a introduzir as taxas moderadoras…

AA – Sim e aí tomei uma posição. Essas taxas moderadoras para cirurgias e internamentos não eram taxas moderadoras, eram formas de copagamento. Aí tive de criticar duramente o Correia de Campos. Sou amigo dele desde o tempo em que fui ministro, era meu conselheiro informal, mas sou mais amigo do SNS. Tive de o criticar porque não estava a agir bem. Quando digo um Governo socialista refiro-me a um Governo inspirado pelos princípios da dignidade da pessoa humana. Não basta ter o rótulo. Nesse caso, o rótulo não correspondia à acção.

CUIDAOs números recentes da OCDE indicam que faltam 30 mil enfermeiros em Portugal em relação à média. Como vê estes números?

AA – Os número não importam de forma isolada. O que importa é que nós vamos a um serviço público do SNS e verificamos logo que há falta de enfermeiros e de médicos. E isso não pode acontecer porque dada a expansão do sector privado ou mercantil houve uma retracção do sector público. O sector mercantil só se expande se o SNS se reduzir correspondentemente. Esse problema tem de ser resolvido e evitar que o SNS se veja na contingência de ter de contratar profissionais por períodos de fins-de-semana ou de dias que são uns precários que nunca se integram nas respectivas equipes e que afectam a qualidade do serviço prestado. Por exemplo, numa equipe de urgência chega lá um “intruso”, forma de expressão, que foi contratado por uma dessas empresas mediadoras e como é que se integra nessa equipe que não conhece e nem tem a cultura desse hospital? Isso tem de acabar. Isso é dos males mais graves do SNS. Não apenas da exaustão de que falei há pouco, mas a precariedade de alguns profissionais que trabalham lá dessa forma proletária. Isso tem de acabar porque é humilhante para eles e é perigoso para o serviço. Portanto, subfinanciamento que envolve a dificuldade de contratação de pessoal e a dificuldade de renovação tecnológica. Uma certa degradação que se verifica nos serviços em consequência disso. Depois tem havido ao longo dos tempos uma falta de atenção e de cuidado por parte dos governantes. Repito a esperança que tenho de o ministro Adalberto Campos Fernandes ter esse cuidado. Ele está a agir com cuidado, com atenção e ponderação porque conhece muito bem o sector. Eu espero que essa ponderação resulte em benefício do SNS.

CUIDAAssumir a Saúde como uma prioridade?

AA – Sim, assumir a Saúde como uma prioridade porque a Saúde tem a ver com a dignidade da pessoa humana. Uma pessoa morrer sem assistência médica é um crime que lesa a dignidade. Se todos tivessem acesso oportuno a cuidados de Saúde, até do ponto de vista económico, podia ser compensador porque o cidadão, em vez de estar inválido um mês à espera de uma consulta ou de um tratamento ou cirurgia, se fosse logo tratado poderia regressar ao mercado de trabalho. Mas isso não se pode pôr em termos de contabilidade. A medicina e a enfermagem não são actos correntes da vida. São actos de solidariedade e isso é esquecido porque vivemos nunca sociedade desumanizada. Nas unidades do SNS isso não pode ser, aí todos devem ser iguais em dignidade e direitos e aí deve haver o respeito absoluto pela dignidade da pessoa humana.

“Um Governo socialista é suposto, é lógico, que olhe com outra atenção para os direitos sociais e a Saúde é um direito social”

CUIDA Os constrangimentos orçamentais podem pôr em causa a dignidade humana?

AA – Claro. Têm posto em causa o nosso SNS e põem em causa a dignidade da pessoa humana. Quantas pessoas morrem porque não foram atendidas a tempo … É claro que há-de haver sempre falhas, isso é da natureza humana. Não podemos almejar a perfeição, mas podemos tentar chegar próximo dela. É preciso prever para prover. Não é deixar que as coisas aconteçam.

“O cuidado permanente, o zelo, a dedicação recai sobre o enfermeiro”

CUIDAReferiu que os enfermeiros, a par dos médicos, são o garante do SNS. Face aos poucos recursos, acha que a classe deve ter uma posição de força perante o Governo ou todos os profissionais de saúde devem assumir uma posição conjunta?

AA – Os enfermeiros são absolutamente indispensáveis para o bom êxito, a qualidade e a respeitabilidade do SNS. Fala-se muito dos médicos mas os enfermeiros são tão indispensáveis como os médicos. Todos se completam. Eu costumo dizer que o médico diagnostica e prescreve, e o enfermeiro cuida. Já fui operado algumas vezes e o médico vai lá e opera, mas depois durante a noite quando toco à campainha que está à cabeceira da cama quem vem ter comigo é o enfermeiro. Esse está sempre de serviço. Verdadeiramente, o enfermeiro é que cuida. Portanto, os enfermeiros têm de ser organizar – e estão organizados – de forma a reivindicarem aquilo que lhe é devido. Mas ter também em consideração que às vezes a greve não resolve nada. A greve é sempre feita não contra a entidade patronal, mas neste caso as greves não prejudicam a entidade patronal, prejudicam o cidadão, os doentes, os utentes. Por isso é que as greves do pessoal de Saúde são questões muito delicadas. Elas são legítimas porque estão na lei, mas às vezes não são justas ou não são proporcionais entre o mal que causam e o bem que pretendem obter.

CUIDA – Nas suas palavras, os enfermeiros é que cuidam. Acredita que os enfermeiros são o primeiro rosto do SNS junto das pessoas?

AA – São o rosto mais duradouro. O enfermeiro está todo o dia e toda a noite, o médico dá consulta, prescreve e no caso de uma intervenção cirúrgica faz o seu trabalho, vai-se embora e depois tudo o que se passa a seguir é o enfermeiro. O cuidado permanente, o zelo, a dedicação recai sobre o enfermeiro. O enfermeiro é que tem de aplicar a terapêutica, é que tem de ver a evolução da doença. O enfermeiro é permanente, o médico é fugaz. Todas as profissões médicas completam-se e devem harmonizar-se no interesse do doente.

CUIDAEnquanto utilizador, o que espera do SNS para os próximos anos?

AA – Espero que me dê mais algum tempo de vida porque estou vivo graças ao SNS. Os tratamentos que faço não podia fazer se tivesse de os pagar. A minha reforma não dá para isso e como eu a grande maioria do povo português. Espero que o SNS se recomponha dos abalos que tem sofrido, das amputações que lhe têm sido infligidas, que recupere a qualidade e credibilidade que está um pouco afectada. Que os seus profissionais recuperem a respeitabilidade que lhes é inerente à função social nobre que exercem e que o SNS se consolide como a grande reforma do século XX português que foi e é porque o SNS continua sempre em reforma. O SNS continua sempre em aperfeiçoamento. Eu costumo dizer que fiz a lei mas o SNS é feito todos os dias pelos seus profissionais. Eles é que têm mantido o SNS e lhes têm garantido a qualidade. São eles os verdadeiros obreiros do SNS. Fazer a lei é o mais fácil, difícil é manter o SNS vivo. Espero que o SNS esteja vivo e cada vez mais vivo, dignificado e forte.

CUIDAO seu SNS não é, portanto, uma utopia como já se afirmou no passado?

AA – Não é uma utopia. Ele está aí com 37 anos. Como nós na nossa vida sofremos percalços e acidentes de percurso, também o SNS sofreu muito desde aquele caso em 1982 em que o quiseram revogar até muitas outras medidas que foram tomadas como o encerramento de unidades que não precisavam de ser encerradas, reformas mal alinhavadas. Tudo isso para desacreditar o SNS. E depois a pressão do sector privado mercantil que o quer reduzir à expressão mais simples para expandir os negócios, as parcerias publico-privadas, etc. Porque é que aqui em Coimbra, como em outras cidades, havendo tantas unidades de qualidade do SNS, há também tantas do sector privado? Elas não são todas necessárias. Para o sector privado ter clientela, lá são clientes e não utentes, é preciso reduzir o sector público e retirar do sector público alguns profissionais.

CUIDAO que falta então ao SNS para se afirmar perante essa ameaça do sector privado que identifica?

AA – O SNS está em constante afirmação perante o sector privado. O SNS existe e sua existência é visível, actuante. O sector privado quer é reduzi-lo, enfraquece-lo, levando os melhores profissionais e colaborando com o poder político. Tem havido uma certa cumplicidade entre muitos agentes políticos e os agente económicos para reduzir o SNS. O que falta é dar as condições aos profissionais para o exercício digno e qualificado da alta função que todos exercem no SNS e também o financiamento financeiro necessário para que o SNS possa respirar. Nós conhecemos as limitações que nos são impostas pelas condições em que vivemos e pelas leis de Bruxelas, mas também conhecemos as capacidades que o SNS tem de as superar. Estes 37 anos foram difíceis mas chegámos aqui e temos dos melhores indicadores da Europa. O SNS é um corpo vivo no tecido social, o SNS é uma esperança real. Agora tem é de ser apoiado, tem de ser reformado daquilo que precisa de ser reformado e tem de ser amparado. Se os governantes compreenderem a sensibilidade e as aspirações dos utentes, que somos todos nós, que é o país e é o povo, então o SNS tem uma sobrevida garantida.