AS
JOGADAS DOS AMERICANOS PARA ESCONDER A DÍVIDA GIGANTESCA QUE TÊM
Países
da Europa atravessaram grandes crises económicas, agravadas pelas
medidas que os Estados Unidos iam impondo a esses países,
forçando-os a “entregarem-se” aos créditos do Fundo
Monetário Internacional que, para receberem o que emprestam com
grandes lucros, iam impondo. Impuseram um grau de austeridade enorme
às economias mais fracas como Portugal, Grécia e Irlanda.
A
grande experiência para golpes futuros. Nada tinha sido
experimentado e não se sabia quais os resultados a esperar, e estes
países foram os cobaias. As populações desses países foram
submetidas a uma austeridade suicida porque nem os “controleiros”
da famigerada “Troika” sabiam o que iria acontecer.

Eles,
EUA é que deviam passar por essa austeridade BEM MAIOR, mas como
tinham todo o sistema monetário nas mãos, agravaram o problema com
informações sediosas que classificavam esses países como
verdadeiramente insolventes, o que não era a realidade. E a Europa
do Norte , apesar da tal União Europeia, até foram os mais
intolerantes, pois diziam que não queriam estar a alimentar os
preguiçosos do Sul.
Ou
seja, a ferramenta de combate e contra-informação foram as empresas
de "rating" que classificaram esses países como
tendo economias de LIXO. Aquela "treta" das
«Moodis»,«Lynches» ou da «Poors» andarem a dar cabo das Dívidas
Soberanas Europeias, ou melhor dito: DO EURO, nada mais foi do que um
dos maiores EMBUSTES PARA ESCONDER A
GRAVE CRISE ECONÓMICA E FINANCEIRA DOS EUA.

Quando
a Administração Trump tomou consciência do verdadeiro
endividamento dos Estados Unidos tentou uma terapia radical para a
poupança, com Elon Musk , o homem mais rico do planeta, a comandar
as operações. Prioridade básica: despedimento cego de pessoal, sem
atender à formação específica de cada um, o que obrigou a
readmitir muitos deles para que serviços especializados não
fechassem. Só que ao quererem governar um país tão poderoso e com
características tão próprias é muito diferente de governar uma
grande empresa corporativa. O verdadeiro poder instalado nos Estados
Unidos, o complexo Industrial/Militar não pára nem pode ser
controlado por quem quer que seja. Aos poucos verificamos a
derrapagem de Trump para a despesa descontrolada, principalmente para
o negócio controlados pelo poder Industrial/Militar. A dívida
está a aumentar cada vez mais.
E
a dança do poderio militar, pelos mares, pelas cidades e pelas
provocações constantes aos mais fracos, não levam a nada de bom e
fica caro, MUITO CARO. Apesar das tarifas flutuantes e avanços e
recuos das decisões que podem afetar as Nações, pelo poder da
força, não dão confiança aos aliados ou a quem queira negociar
com os Estados Unidos, pelo que os seus companheiros tradicionais nos
negócios, procuram mercados alternativos e quem vai perder a longo
prazo são os Estados Unidos.

Quem
está a beneficiar por isto tudo, é o gigante asiático, a China.
Nas calmas, sem ameaçar utilizar a força (como Trump e Putin
são pródigos nas suas imposições e ameaças) vai ganhando
terreno e aproveita-se dos problemas económicos de um e outro e, sem
levantar a voz, com um sorriso simpático, vai desmascarando esta
farsa americana que bem tenta esconder a decadência em que se
encontra e procura dividir para reinar. Mas a China já teve vários
Impérios, é uma nação milenar, e a sua sabedoria genética é
muito superior à do Sr. Trump e do seu país com apenas 250 anos de
existência.
A
China vem traçando pacientemente a sua rede de influências em
África, principalmente, não por impulsos descontrolados como o Sr
Trump mas sim com um objetivo bem definido e bem estudado. A China
precisa de minerais raros, terras aráveis, cobre, cobalto, madeira,
petróleo, lítio e tudo mais, que estão em estado brutos nos países
africanos que não têm meios nem tecnologia para explorar. Então,
oferece amizade, cooperação, ajuda, para o desenvolvimento desses
países, inundando-o com dinheiro, sem burocracias nem processos
demorados. Os acordos com os líderes desses países são secretos.
Nenhum líder africano revela o contrato que assinou, pois isso
levaria os seus povos a revoltarem-se, porque estão a entregar o
país, ficando com dívidas superiores ao produto interno bruto.
A
China oferece triliões, sabendo que eles não terão condições de
pagar essa “ajuda”, porque o que lhe interessa é o controlo
estratégico.
Para
escoarem esses produtos que precisam, montam uma rede logística para
tirar tudo aquilo que é valioso do continente e nunca para ajudar o
povo explorado. As estradas são construídas conforme os interesses
para o escoamento rápido e mais barato, bem como as pontes e portos
onde os navios são abastecidos com destino à China.
E
mais: as empresas a operar na “colheita” são chinesas, o próprio
pessoal trabalhador vem da China. Não contratam quase ninguém para
trabalhar nessas empresas (não aumentam por isso os empregos para
os donos da terra) e no final nada sobra para os africanos. Só
os buracos e os problemas ambientais criados e as dívidas enormes.
Devem
ter reparado que quando Trump esteve com o Presidente Chinês Xi
Jinping veio de lá manso como um cordeirinho e levantou logo as
tarifas enormes que impôs à China, como “castigo”, e a sua
atitude quanto à guerra da Ucrânia mudou. Ele fala “grosso”
para os fracos e “pia fino” para os fortes.
Trump
mudou a retórica quando fala da China, tentando fazer frente à
sabedoria milenar chinesa. Nem sabe onde se está a meter, porque a
China tem tudo planeado ao pormenor, o que Trump nunca conseguiu
fazer. Trump age por impulso, sem detalhar o que pretende fazer, tudo
em “cima dos joelhos” e essas “negociatas” poderão dar
resultado nas empresas, mas nunca entre Estados em que a diplomacia é
mais lenta, mais pormenorizada, mais segura no que faz.
Só os Europeus é que
não se entendem e não se apercebem que os EUA precisam da Europa e
não se devem deixar intimidar. A Europa tem mais habitantes e maior
economia que os EUA e podem falar “grosso” para o Sr Trump e
deixar que os EUA saiam da NATO. Não é acabar com a NATO. A NATO
pode continuar com a UE, Reino Unido e Canadá, e a Rússia não tem
poder para os enfrentar. E para reforçar, a Turquia tem um dos
maiores exércitos do mundo, a Alemanha vai mostrar o seu grande
poderio bélico (Ou um IV
Reich, como
profetizado, que poderá querer anexar toda a Europa se a direita
neonazi ganhar mais força),
a própria Ucrânia na União Europeia representa um milhão de
soldados bem treinados nesta guerra moderna de drones. A Europa ainda
tem o apoio da Austrália e Nova Zelândia. O major-general Vítor
Viana, antigo diretor do Instituto de Defesa Nacional, analisou a
potencial adesão da Ucrânia à União Europeia até 1 de Janeiro de
2027 e disse que a União Europeia
pode constituir já "100 brigadas, 100 esquadras de caças e uma
frota de 100 navios".
E,
segundo minha opinião, algum estado da União Europeia que esteja
sempre a sabotar os esforços da União deveria ser afastado.
Vêm
agora com a história da corrupção na Ucrânia. Todos os países
têm problemas de corrupção e na Ucrânia nem foram os jornais que
denunciaram o problema. Foi o próprio governo que investigou e
denunciou a situação. O Sr. Trump veio agora falar no problema
da corrupção que dificultam o processo de paz. E a Rússia não tem
corruptos? Só quem não sabe História é que acredita nisso. E
todos sabem que a cúpula de bilionários da Administração Trump,
tem negócios arqui-bilionários com a Rússia e os encontros com
Putin podem muito bem ser para discutirem os seus interesses pessoais
e não os interesses do país que representam. A corrupção também
abunda nos Estados Unidos.
Todos
já perceberam que Trump e os seus conselheiros e colaboradores só
pensam em negócios e pouco entendem de diplomacia. E a mistura de
familiares do Sr. Trump nestas negociatas não abonam, em nada, a
credibilidade dos EUA.
Desgraçados
dos mais fracos... como a Ucrânia hoje. Os Estados Unidos da América
nunca tiveram aliados ou amigos... só têm negócios.
As
tarifas dos EUA em 1930 arrasaram ainda mais a economia global e
agravaram a Grande Depressão. Donald Trump repete o mesmo erro. Nada
aprende com a História. A sua ofensiva tarifária colocou o mundo
novamente numa guerra comercial com consequências imprevisíveis.
Para
muitos analistas, portanto, o que está a acontecer agora evoca um
momento crítico na economia global que ocorreu há quase cem anos.
Em
Junho daquele ano de 1930, a Lei Tarifária, também conhecida como
Lei Smoot-Hawley, foi promulgada nos EUA, batizada com o nome de seus
proponentes: o senador Reed Smoot e pelo deputado Willis Hawley.
Alguns
estão até convencidos de que a lei desempenhou um papel importante
no início da Segunda Guerra Mundial porque reforçou posições como
a de Adolf Hitler. O que está a acontecer agora com Vladimir Putin.
A História repete-se.
Durante
os dois anos seguintes à implementação da Lei Smoot-Hawley, as
importações e exportações dos EUA caíram cerca de 40%. O Canadá
e Europa tomaram medidas recíprocas e aumentaram tarifas sobre os
produtos americanos. Precisamente como agora.
Em
1932, as vendas de produtos dos EUA no exterior caíram de 7 mil
milhões de dólares para 2,5 mil milhões. E como se isso não
bastasse, alguns bancos começaram a falir, e o comércio global caiu
cerca de 65%, de acordo com alguns dados. Essa situação colocou a
economia mundial em um ponto crítico.
Os
EUA estavam em plena depressão e a Primeira Grande Guerra deu-lhes
grandes lucros. Na Segunda Guerra Mundial aconteceu o mesmo. Depois
da Europa ter aguentado o embate inicial e os beligerantes
“cansados”, os EUA entraram com tropas frescas e a seu complexo
Industrial/Militar expandiu-se em força. Não ofereceram nada aos
“aliados”. Foi tudo vendido, com lucros enormes que os “aliados”
foram obrigados a pagar por muitos anos depois do final da Guerra.
Foi assim que que os Estados Unidos se tornaram um Império.
E
na guerra do Pacífico, os Japoneses deram mais trabalho, mas a
máquina de guerra ganhou triliões e foi o momento exato para
“experimentarem” a bomba atómica no terreno.

Lendo
a História da Terra, vê-se perfeitamente que os EUA é o país mais
beligerante do mundo que, mais guerras provocou e mais invasões
executou, para satisfação do complexo Industrial/Militar que não
pode parar.
Então
vejamos:
1846/1848
- México
– Invasão e ataque por causa da anexação, pelos EUA, da
República do Texas;
1891
- Chile
- Fuzileiros Navais esmagam forças rebeldes nacionalistas;
1891
- Haiti
- Tropas debelam a revolta de operários negros na ilha de Navassa,
reclamada pelos EUA;
1893
- Hawai
– A Marinha enviada para suprimir o reinado independente e anexar o
Hawaí aos EUA;
1894
- Nicarágua
- Tropas ocupam Bluefields,
cidade do mar do Caribe, durante um mês;
1894/1895
- China
- Marinha, Exército e Fuzileiros desembarcam no país durante a
guerra sino-japonesa;
1894/1896
- Coreia
- Tropas permanecem em Seul durante a guerra;
1895
- Panamá
- Tropas desembarcam no porto de Corinto, província Colombiana;
1898/1900
- China
- Tropas ocupam a China durante a Rebelião Boxer;
1898/1910
- Filipinas - Luta pela independência do país, dominado pelos EUA
(Massacres
realizados por tropas americanas em Balangica, Samar, 27/09/1901, e
Bud Bagsak, Sulu, 11/15/1913)
600.000 filipinos mortos;
1898/1902
- Cuba
- Tropas sitiaram Cuba durante a guerra hispano-americana;
1898
- Porto Rico
- Tropas sitiaram Porto Rico na guerra hispano-americana, hoje
'Estado Livre Associado' dos Estados Unidos;
1898
- Ilha de Guam
– A Marinha desembarca na ilha e a mantêm como base naval até
hoje;
1898
- Espanha
- Guerra Hispano-Americana - Desencadeada pela misteriosa explosão
do couraçado Maine, em 15 de Fevereiro, na Baía de Havana. Esta
guerra marca o surgimento dos EUA como potência capitalista e
militar mundial;
1898
- Nicarágua
- Fuzileiros Navais invadem o porto de San Juan del Sur;
1899
- Ilha de Samoa
- Tropas desembarcam e invadem a Ilha em consequência de conflito
pela sucessão do trono de Samoa;
1899
- Nicarágua
- Tropas desembarcam no porto de Bluefields e invadem a Nicarágua
(2ª
vez);
1901/1914
- Panamá
– A Marinha apoia a revolução quando o Panamá reclamou
independência da Colômbia; tropas americanas ocupam o canal em
1901, quando teve início a sua construção;
1903
- Honduras
- Fuzileiros Navais desembarcam nas Honduras e intervêm na revolução
do povo hondurenho;
1903/1904
- República Dominicana
- Tropas atacaram e invadiram o território dominicano para proteger
interesses do capital americano durante a revolução;
1904/1905
- Coreia
- Fuzileiros Navais dos Estados Unidos desembarcaram no território
coreano durante a guerra russo-japonesa;
1906/1909
- Cuba
-Tropas dos Estados Unidos invadem Cuba e lutam contra o povo cubano
durante o período de eleições;
1907
- Nicarágua
- Tropas invadem e impõem a criação de um protetorado, sobre o
território livre da Nicarágua;
1907
- Honduras
- Fuzileiros Navais desembarcam e ocupam as Honduras durante a guerra
de Honduras com a Nicarágua;
1908
- Panamá
- Fuzileiros invadem o Panamá durante o período de eleições;
1910
- Nicarágua
- Fuzileiros navais desembarcam e invadem pela 3ª vez Bluefields e
Corinto, na Nicarágua;
1911
- Honduras
- Tropas enviadas para proteger interesses americanos durante a
guerra civil invadem as Honduras;
1911/1941
- China
- Forças do exército e marinha dos Estados Unidos invadem mais uma
vez a China durante período de lutas internas repetidas;
1912
- Cuba
- Tropas invadem Cuba com a desculpa de proteger interesses
americanos em Havana;
1912
- Panamá
- Fuzileiros navais invadem novamente o Panamá e ocupam o país
durante eleições presidenciais;
1912
- Honduras
- Tropas norte americanas mais uma vez invadem as Honduras para
proteger interesses do capital americano;
1912/1933
- Nicarágua
- Tropas dos Estados Unidos com a desculpa de combaterem
guerrilheiros invadem e ocupam o país durante 20 anos;
1913
- México
- Fuzileiros da Marinha invadem o México com a desculpa de evacuar
cidadãos americanos durante a revolução;
1913
- México
- Durante a revolução mexicana, os Estados Unidos bloqueiam as
fronteiras mexicanas;
1914/1918
- Primeira Guerra Mundial
- EUA entram no conflito em 6 de Abril de 1917 declarando guerra à
Alemanha. As perdas americanas chegaram a 114 mil homens;
1914
- República Dominicana
- Fuzileiros navais da Marinha dos Estados invadem o solo dominicano
e interferem na revolução em Santo Domingo;
1914/1918
- México
- A Marinha e o Exército invadem o território mexicano e interferem
na luta contra os nacionalistas;
1915/1934
- Haiti
- Tropas americanas desembarcam no Haiti, em 28 de Julho, e
transformam o país numa colónia americana, permanecendo lá durante
19 anos;
1916/1924
- República Dominicana
- Os EUA invadem e estabelecem um governo militar na República
Dominicana, em 29 de Novembro, ocupando o país durante oito anos;
1917/1933
- Cuba
- Tropas desembarcam em Cuba e transformam o país num protetorado
económico americano, permanecendo essa ocupação por 16 anos;
1918/1922
- Rússia
- Marinha e tropas enviadas para combater a revolução bolchevista.
O Exército realizou cinco desembarques, sendo derrotado pelos russos
em todos eles;
1919
- Honduras
- Fuzileiros desembarcam e invadem mais uma vez o país durante
eleições, colocando no poder um governo ao seu serviço;
1918
- Iugoslávia
- Tropas dos Estados Unidos invadem a Jugoslávia e intervêm ao lado
da Itália contra os sérvios na Dalmácia;
1920
- Guatemala
- Tropas invadem e ocupam o país durante greve operária do povo da
Guatemala;
1922
- Turquia
- Tropas invadem e combatem nacionalistas turcos em Smirna;
1922/1927
- China
– A Marinha e o Exército mais uma vez invadem a China durante
revolta nacionalista;
1924/1925
- Honduras
- Tropas dos Estados Unidos desembarcam e invadem as Honduras duas
vezes durante eleição nacional;
1925
- Panamá
- Tropas invadem o Panamá para debelar greve geral dos trabalhadores
panamianos;
1927/1934
- China
- Mil fuzileiros americanos desembarcam na China durante a guerra
civil local e permanecem durante sete anos ocupando o território;
1932
- El Salvador
- Navios de Guerra dos Estados Unidos são deslocados durante a
revolução das Forças do Movimento de Libertação Nacional - FMLN
- comandadas por Marti;
1939/1945
- II Guerra Mundial
- Os EUA declaram guerra ao Japão em 8 de Dezembro de 1941 e depois
a Alemanha e Itália, invadindo o Norte da África, a Ásia e a
Europa, culminando com o lançamento das bombas atómicas sobre as
cidades desmilitarizadas de Hiroxima e Nagasaki;
1946
- Irão
– A Marinha americana ameaça usar artefactos nucleares contra
tropas soviéticas caso as mesmas não abandonem a fronteira norte do
Irão;
1946
- Iugoslávia
- Presença da marinha ameaçando invadir a zona costeira da
Iugoslávia em resposta a um avião espião dos Estados Unidos
abatido pelos soviéticos;
1947/1949
- Grécia
- Operação de invasão de Comandos dos EUA garantem vitória da
extrema direita nas "eleições" do povo grego;
1947
- Venezuela
- Em um acordo feito com militares locais, os EUA invadem e derrubam
o presidente eleito Rómulo Gallegos, como castigo por ter aumentado
o preço do petróleo exportado, colocando um ditador no poder;
1948/1949
- China
- Fuzileiros invadem pela ultima vez o território chinês para
evacuar cidadãos americanos antes da vitória comunista;
1950
- Porto Rico
- Comandos militares dos Estados Unidos ajudam a esmagar a revolução
pela independência de Porto Rico, em Ponce;
1951/1953
- Coreia
- Início do conflito entre a República Democrática da Coreia
(Norte)
e República da Coreia (Sul),
na qual cerca de 3 milhões de pessoas morreram. Os Estados Unidos
são um dos principais protagonistas da invasão usando como pano de
fundo a recém-criada Nações Unidas, ao lado dos sul-coreanos. A
guerra termina em Julho de 1953 sem vencedores e com dois estados
polarizados: comunistas ao norte e um governo pró-americano no sul.
Os EUA perderam 33 mil homens e mantém até hoje base militar e
aeronaval na Coreia do Sul;
1954
- Guatemala
- Comandos americanos, sob controle da CIA, derrubam o presidente
Arbenz, democraticamente eleito, e impõem uma ditadura militar no
país. Jacobo Arbenz havia nacionalizado a empresa United
Fruit e
impulsionado a reforma agrária;
1956
- Egipto
- O presidente Nasser nacionaliza o canal de Suez. Tropas americanas
envolvem-se durante os combates no Canal de Suez sustentados pela
Sexta Frota dos EUA. As forças egípcias obrigam a coligação
franco-israelense-britânica, a retirar-se do canal;
1958
- Líbano
- Forças da Marinha invadem e apoiam o exército de ocupação do
Líbano durante a sua guerra civil;
1958
- Panamá
- Tropas dos Estados Unidos invadem e combatem manifestantes
nacionalistas panamianos;
1961/1975
- Vietname.
Aliados ao sul-vietnamitas, o governo americano invade o Vietname e
tenta impedir, sem sucesso, a formação de um estado comunista,
unindo o sul e o norte do país. Inicialmente a participação
americana restringe-se a ajuda económica e militar (conselheiros
e material bélico).
Em Agosto de 1964, o congresso americano autoriza o presidente a
lançar os EUA em guerra. Os Estados Unidos deixam de ser simples
consultores do exército do Vietname do Sul e entram num conflito
traumático, que afetaria toda a política militar dali para a
frente. A morte de quase 60 mil jovens americanos e a humilhação
imposta pela derrota do Sul em 1975, dois anos depois da retirada dos
Estados Unidos, moldou a estratégia futura de evitar guerras que
impusessem um custo muito alto de vidas americanas e nas quais
houvesse inimigos difíceis de derrotar de forma convencional, como
os vietcongues e suas táticas de guerrilhas;
1962
- Laos
- Militares americanos invadem e ocupam o Laos durante guerra civil
contra-guerrilhas do Pathet Lao;
1964
- Panamá
- Militares americanos invadiram mais uma vez o Panamá e mataram 20
estudantes, ao reprimirem a manifestação em que os jovens queriam
trocar, na zona do canal, a bandeira americana pela bandeira de seu
país;
1965/1966
- República Dominicana
- Trinta mil fuzileiros e paraquedistas desembarcaram na capital do
país, São Domingo, para impedir a nacionalistas panamianos de
chegarem ao poder. A CIA conduz Joaquín Balaguer à presidência,
consumando um golpe de estado que depôs o presidente eleito Juan
Bosch. O país já fora ocupado pelos americanos de 1916 a 1924;
1966/1967
- Guatemala
- Boinas Verdes e marines invadem o país para combater movimento
revolucionário contrário aos interesses económicos do capital
americano;
1969/1975
- Camboja
- Militares americanos enviados depois que a Guerra do Vietnam
invadem e ocupam o Camboja;
1971/1975
- Laos
- EUA dirigem a invasão sul-vietnamita bombardeando o território do
vizinho Laos, justificando que o país apoiava o povo vietnamita na
sua luta contra a invasão americana;
1975
- Camboja
- 28 marines americanos são mortos na tentativa de resgatar a
tripulação do petroleiro estadunidense Mayaquez;
1980
- Irão
- Na inauguração do estado islâmico formado pelo Aiatolá
Khomeini, estudantes que haviam participado da Revolução Islâmica
do Irão ocuparam a embaixada americana em Teerão e fizeram 60
reféns. O governo americano preparou uma operação militar surpresa
para executar o resgate, frustrada por tempestades de areia e falhas
em equipamentos. No meio da operação frustrada, oito militares
americanos morreram no choque entre um helicóptero e um avião. Os
reféns só seriam libertados um ano depois do sequestro, o que
enfraqueceu o então presidente Jimmy Carter e elegeu Ronald Reagan,
que conseguiu aprovar o maior orçamento militar em época de paz até
então;
1982/1984
- Líbano
– Os Estados Unidos invadiram o Líbano e envolveram-se nos
conflitos no país logo após a invasão por Israel - e acabaram
envolvidos na guerra civil que dividiu o país. Em 1980, os
americanos supervisionaram a retirada da Organização pela
Libertação da Palestina de Beirute. Na segunda intervenção, 1.800
soldados integraram uma força conjunta de vários países, que
deveriam restaurar a ordem após o massacre de refugiados palestinos
por libaneses aliados a Israel. O custo para os americanos foi a
morte de 241 fuzileiros navais, quando os libaneses explodiram um
carro bomba perto de um quartel das forças americanas;
1983/1984
- Ilha de Granada
- Após um bloqueio económico de quatro anos a CIA coordena esforços
que resultam no assassinato do 1º Ministro Maurice Bishop. Seguindo
a política de intervenção externa de Ronald Reagan, os Estados
Unidos invadiram a ilha caribenha de Granada alegando prestar
proteção a 600 estudantes americanos que estavam no país, as
tropas eliminaram a influência de Cuba e da União Soviética sobre
a política da ilha;
1983/1989
- Honduras
- Tropas enviadas para construir bases em regiões próximas à
fronteira invadem as Honduras;
1986
- Bolívia
– O Exército invade o território boliviano na justificativa de
auxiliar tropas bolivianas em incursões nas áreas de cocaína;
1989
- Ilhas Virgens
- Tropas americanas desembarcam e invadem as ilhas durante a revolta
do povo do país contra o governo pró-americano;
1989
- Panamá
- Batizada de Operação Causa Justa, a intervenção americana no
Panamá foi provavelmente a maior batida policial de todos os tempos:
27 mil soldados ocuparam a ilha para prender o presidente panamiano,
Manuel Noriega, antigo ditador aliado do governo americano. Os
Estados Unidos justificaram a operação como sendo fundamental para
proteger o Canal do Panamá, defender 35 mil americanos que viviam no
país, promover a democracia e interromper o tráfico de drogas, que
teria em Noriega o seu líder na América Central. O ex-presidente a
cumprir prisão perpétua nos Estados Unidos faleceu em 29.5.2017.
1990
- Libéria
- Tropas invadem a Libéria justificando a evacuação de
estrangeiros durante a guerra civil;
1990/1991
- Iraque
- Após a invasão do Iraque ao Kuwait, em 2 de Agosto de 1990, os
Estados Unidos, com o apoio de seus aliados da NATO, decidem impor um
embargo económico ao país, seguido de uma coligação anti Iraque
(reunindo
além dos países europeus membros da NATO, o Egipto e outros países
árabes)
que ganhou o título de "Operação Tempestade no Deserto".
As hostilidades começaram em 16 de Janeiro de 1991, um dia depois do
fim do prazo dado ao Iraque para retirar tropas do Kuwait. Para
expulsar as forças iraquianas do Kuwait, o então presidente George
Bush destacou mais de 500 mil soldados americanos para a Guerra do
Golfo;
1990/1991
- Arábia Saudita
- Tropas americanas destacadas para ocupar a Arábia Saudita que era
base militar na guerra contra o Iraque;
1992/1994
- Somália
- Tropas americanas, num total de 25 mil soldados, invadem a Somália
como parte de uma missão da ONU para distribuir mantimentos para a
população esfomeada. Em Dezembro, forças militares
norte-americanas (comando
Delta e Rangers)
chegam a Somália para intervir numa guerra entre as fações do
então presidente Ali Mahdi Muhammad e tropas do general rebelde
Farah Aidib. Sofrem uma fragorosa derrota militar nas ruas da capital
do país;
1993
- Iraque
- No início do governo Clinton é lançado um ataque contra
instalações militares iraquianas em retaliação a um suposto
atentado, não concretizado, contra o ex-presidente Bush, em visita
ao Kuwait;
1994/1999
- Haiti
- Enviadas pelo presidente Bill Clinton, tropas americanas ocuparam o
Haiti na justificativa de devolver o poder ao presidente eleito
Jean-Betrand Aristide, derrubado por um golpe, mas o que a operação
visava era evitar que o conflito interno provocasse uma onda de
refugiados haitianos nos Estados Unidos;
1996/1997
- Zaire (ex-República do Congo)
- Fuzileiros Navais americanos são enviados para invadir a área dos
campos de refugiados Hutus;
1997
- Libéria
- Tropas dos Estados Unidos invadem a Libéria justificando a
necessidade de evacuar estrangeiros durante guerra civil sob fogo dos
rebeldes;
1997
- Albânia
- Tropas invadem a Albânia para evacuar estrangeiros;
2000
- Colômbia
- Marines e "assessores especiais" dos EUA iniciam o Plano
Colômbia, que inclui o bombardeamento da floresta com um fungo
transgénico fusarium
axyporum
(o "gás verde");
2001
- Afeganistão
- Os EUA bombardeiam várias cidades afegãs, em resposta ao ataque
terrorista ao World
Trade Center
em 11 de Setembro de 2001. Invadem depois o Afeganistão onde ficaram
até princípios de 2022;
2003
- Iraque
- Sob a alegação de Saddam Hussein esconder armas de destruição
massiva e financiar terroristas, os EUA iniciam intensos ataques ao
Iraque. É batizada pelos EUA de "Operação Liberdade do
Iraque" e por Saddam de "A Última Batalha", a guerra
começa com o apoio apenas da Grã-Bretanha, sem o endosso da ONU e
sob protestos de manifestantes e de governos no mundo inteiro. As
forças invasoras americanas retiraram-se em 2021.
ENTRE
2014/2016
esteve por trás do golpe que derrubou a PRESIDENTA DILMA, no Brasil,
e com o objetivo de roubar o Petróleo brasileiro.
2020:
matou o GENERAL QASEEM SULEIMANI com certeza por conta do Petróleo.
Irão anuncia descoberta de um imenso campo de petróleo.
O
total de mortos promovidos pelos EUA atingiram mais de 100 milhões
de pessoas direta ou indiretamente. Sem
ser denunciados em tribunais internacionais.
Obs:
Lista da Fonte:
Urias Rocha, jornalista e ex professor de Mato Grosso do Sul.
2014
– Os
EUA dominaram a Ucrânia e impuseram um governo neonazi no poder, que
perdeu as eleições mais tarde a favor do governo atual que luta
aguerridamente contra os invasores russos desde Fevereiro de 2022. O
complexo Industrial/Militar aumentou a sua produção para fornecer
esta guerra, que Trump, oportunisticamente, quer que a Europa pague.
2025
–
Os EUA e o seu cão de fila (Israel) bombardeiam o Irão.
Depois
disto, a administração atual dos EUA parece querer seguir o mesmo
caminho da Guerra, pelo que se vê pelas ameaças de Trump, e aparato
militar dentro e fora do país para “manter a ordem” nos Estados
governados por Democráticos, e no exterior para intimidar aqueles
que não obedecem às suas “ordens”. Venezuela, Colômbia,
México, Gronelândia, Canal do Panamá, Canadá e sabe lá Deus o
que mais vai na cabeça deste ditador.
Trump
ameaça invadir a Venezuela com o protesto de querer combater o
narcotráfico, mas, ao mesmo tempo, indulta o ex-presidente das
Honduras Juan Orlando Hernandez, condenado a 45 anos de prisão nos
Estados Unidos por tráfico de droga, que acaba de ser libertado em 1
de Dezembro, apesar de ter prejudicado muito os Estados Unidos.
Porque
persegue um e indulta outro, acusados precisamente do mesmo crime?
Resposta fácil: O que não acata nem faz o que ele quer é
perseguido e o que obedece é indultado apesar de ser um criminoso
condenado.
E
para memória futura: Os Estados Unidos da América, o país dos
negociantes e dos interesses do grande capital, foi o único país
que não teve escrúpulos em utilizar a bomba atómica em cidades
desmilitarizadas e densamente povoadas. Um autêntico genocídio.