DECLÍNIO E RUPTURA DOS EUA
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OutrasPalavras
Publiquei este texto em Maio de 2020. E pelo que se passa atualmente , na era caótica de Donald Trump, a situação piorou, e muito. A Administração Trump encaminha o país para o abismo. A dívida externa aumenta cada vez mais e a ação concertada dos BRICS acabarão com o dólar. E depois...
A História está cheia de exemplos de quedas de grandes Impérios e nunca um conseguiu travar o que quer que seja pela força ou antagonizando os adversários e traindo os seus aliados por motivos essencialmente mercantis. Ficaram sempre isolados e pereceram. Todos, mas todos, precisam de uma concorrência leal e séria e agir diplomaticamente respeitando as convenções e tratados internacionais.
Está provado que as guerras não levam a nada e só destroem vidas e bens. Seria muito melhor conseguirem um acordo justo do que conseguir o mesmo com tudo já destruído. As nações que oficialmente perderam a última guerra mundial são as que estão melhor atualmente. Afinal qual o ganho dos que “ganharam” historicamente?
Os EUA estão falidos, a Rússia idem, o Reino Unido perdeu o Império e está mal economicamente, A França está um caos. E os “derrotados” estão com as suas economias a crescer e a açambarcar os mercados e as industrias. A Alemanha vai crescer militarmente tornando-se a maior potência na Europa (outra vez). O Japão, o mais castigado, está anos avançado ao chamado primeiro mundo. A China é o gigante do momento e do futuro, a Índia não ficará atrás.
Afinal quem ganhou a Segunda Guerra Mundial e tem sobrevivido com vantagem às pequenas guerras que eclodem por todo o mundo?
“Assim Trump acelera o declínio dos EUA. Ele exibiu na ONU o seu mais novo perfil: ainda mais arrogante, alienado e ameaçador. Por trás desta atitude, arma-se um desastre: o cenário económico é turvo, e perspetivas de longo prazo são piores. Eis a tempestade que se arma” – Site OutrasPalavras, em Setembro de 2025.
Um
dos principais analistas políticos russos afirmou que a tempestade
económica nos Estados Unidos confirma a sua visão de que o país
caminha para o colapso e será desmembrado em partes separadas.
O
professor Igor Panarin declarou numa entrevista publicada a 24 de
Novembro de 1998 pelo diário Izvestia: "O
dólar não está assegurado por nada (Deixou
de se apoiar no ouro.
O
presidente
dos Estados Unidos Richard Nixon anunciou o fim do padrão ouro para
o dólar, encerrando o sistema monetário internacional de Bretton
Woods que ajudou a tornar o dólar a moeda de reserva mundial.
Dependendo da perspetiva de cada um, o fim do padrão ouro foi uma
concessão inevitável à realidade económica ou uma catástrofe
épica.
No
coração do padrão-ouro
estava
o princípio da conversibilidade: a promessa de que o papel-moeda
poderia, a qualquer momento, ser convertido em ouro.
Isso não apenas ancorava o valor da moeda, mas também limitava a
quantidade de dinheiro que um país poderia emitir ao volume de ouro
que
possuía
).
A dívida externa do país tem crescido como uma avalanche, apesar de
que no princípio dos anos 1980 não havia dívida. Em 1998, quando
fiz a minha previsão, ela havia excedido os 2 milhões de milhões
(triliões). Agora há mais de 11 milhões de milhões de dívida.
Isto é uma pirâmide que só pode entrar em colapso".
O
jornal afirma que as terríveis previsões de Panarin para a economia
dos EUA, feitas inicialmente numa conferência internacional na
Austrália, há muitos anos atrás, quando a sua economia parecia
forte, ganharam mais credibilidade com os acontecimentos
posteriores.
Ao ser perguntado quando a economia dos EUA
entraria em colapso, Panarin disse: "Ela
já está a entrar em colapso. Devido à crise financeira, três dos
maiores e mais antigos cinco bancos da Wall Street já deixaram de
existir, e dois mal estão a sobreviver. As suas perdas são as
maiores da história. Agora o que assistiremos é uma mudança no
sistema de regulação a uma escala financeira global. A América não
será mais a reguladora financeira do mundo".
Quando
lhe perguntaram quem substituiria os EUA na regulação dos mercados
mundiais, respondeu:
"Dois países poderiam assumir este papel: a China, com as suas
vastas reservas, e a Rússia, que podia desempenhar o papel de um
regulador na Eurásia".
Perguntado
porque esperava que os EUA se desmembrassem em partes separadas,
disse: "Por
todo um conjunto de razões. Primeiramente, os problemas financeiros
nos EUA ficarão piores. Milhões de cidadãos ali perderam as suas
poupanças. Os preços e o desemprego estão em ascensão. A General
Motors e a Ford estão à beira do colapso, e isto significa que
todas as cidades ficarão sem empregos. Governadores já estão a
pedir dinheiro insistentemente ao governo federal. A insatisfação
está a crescer, e no momento isto está a ser sustido apenas por
causa das eleições e da esperança de que Obama possa fazer
milagres. Mas na Primavera já estará claro que não há
milagres".
Ele
também mencionou o "ajustamento político vulnerável", a
"falta de leis nacionais unificadas" e "divisões
entre a elite, as quais tornaram-se claras nestas condições de
crise".
A sua previsão é que os EUA romper-se-ão em
seis partes — a Costa do Pacífico, com a sua crescente população
chinesa; o Sul, com os seus hispânicos; o Texas, onde movimentos
pela independência estão em ascensão; a Costa do Atlântico, com a
sua diferente e separada; cinco dos mais pobres estados centrais com
suas grandes populações de nativos americanos; e os estados do
norte, onde a influência do Canadá é forte.
Ele ainda
sugeriu que "nós
[russos] ainda podíamos reclamar o Alasca — ele foi cedido apenas
em arrendamento (on lease), afinal de contas".
Quanto
ao destino do US dólar, declarou: "Em
2006 foi efetuado um acordo secreto entre o Canadá, o México e os
EUA sobre uma divisão comum, o Amero, como nova unidade monetária.
Isto poderia assinalar preparativos para substituir o dólar. As
centenas (de milhões) de notas de dólar que inundaram o mundo
poderiam ser simplesmente congeladas. Sob o pretexto, digamos, de que
terroristas estão a falsificá-las e de que precisariam de ser
verificadas".
Acerca
da reação da Rússia à sua visão do futuro, Panarin considerou
que deve "Desenvolver o rublo como uma divisa regional. Criar
uma bolsa de petróleo em funcionamento pleno, a efetuar transações
em rublos... Devemos romper as cadeias que nos atam ao Titanic
financeiro, o qual na minha opinião afundará em breve".
Este plano ruiu com a política de expansão de Putin para implantar um Império superior à ex-URSS e o começo da banca rota com a invasão da Ucrânia. Putin está a afundar a Rússia e sobrevive graças à “caridade” daqueles que se aproveitam das suas riquezas a baixo preço. Não passa de um mero satélite sobre a asa protetora da China que, mesmo assim, não se compromete muito mantendo uma posição ambígua. Não se percebe como uma potência que a Rússia “era” esteja na cena internacional como um pária e completamente dependente do auxílio de Coreia do Norte (também uma nação pária na cena internacional) e do Irão. Nem os outros Estados fortes do BRICS lhe dão a mão. O único trunfo que tem para emparelhar com as grandes Nações é o poderio nuclear que, diga-se a verdade, nem se sabe se está operacional. O desleixo, corrupção e incompetência dos líderes militares não são nada abonadores da Potência que todos julgavam que a Rússia era. Donald Trump acertou quando diz que a Federação Russa é um “tigre de papel”. Muitas ameaças... mas há mais de três anos que nada consegue que legitime o estatuto de forte potência militar.
Sabemos hoje que este declínio dos EUA é devido à ação agressiva da China, quanto ao plano muito bem preparado que a colocou na dianteira da alta finança. A China tem-se espalhado por todo o mundo e compra tudo o que pode e, principalmente, respaldou a sua moeda, o Yuan, em ouro, enquanto que o dólar americano não está respaldado em NADA. Contava com o monopólio do dólar para transacionar o petróleo no mundo, mas a China e a Rússia já "furaram" o sistema e com a recente epidemia do Corona Vírus o petróleo está a perder valor abruptamente o que inflaciona o dólar americano e prepara a morte do Petrodólar. Sem o Petrodólar a economia dos EUA colapsa.
Já
se pôs a ideia de os Estados Unidos declararem a incapacidade de
fazer pagamentos em dólares lançando em alternativa uma nova moeda
que não valerá mais do que vinte cêntimos.
Logo no princípio quando se começou a desenhar ao conhecimento público o rebentamento da bolha especulativa do imobiliário em Agosto de 2007 (ou ainda antes) começaram igualmente a correr teorias, devido à astronómica dívida externa, sobre a inevitabilidade da implosão do Dólar como moeda de referência no mercado financeiro global.
Teorias, como sempre rotuladas de "conspiratórias”, começaram a circular no que respeita a uma suposta moeda alternativa cunhada pelo Tesouro dos Estados Unidos. O neo-conservador Hal Turner, um ex-jornalista detentor de um programa periódico na rádio, alvo de represálias pela administração Bush, divulgou pormenorizadamente a intenção dos EUA governados pelos ultra-conservadores de substituírem o dólar por uma nova moeda.
Trata-se do “Amero” um derivativo da raiz América – a nova moeda única para a União da América do Norte (um pouco como o Euro para a União Europeia) a circular com a cumplicidade dos governos do Canadá e México. Os EUA pensavam, com este remédio, curar a doença progressiva de que foram atacados na década de 70, quando iniciaram o declínio da então maior nação com excedente de créditos com que inundavam o resto do mundo, para a situação de nação com a maior dívida mundial por volta do ano 2000.
O rebentamento da bolha da “nova economia” e a saída pela via 11 de Setembro para a odisseia da guerra generalizada contra os moinhos de vento do terrorismo têm feito o resto do caminho para a falência a ponto de economistas liberais como Peter Schiff reclamarem para a América de hoje o cognome de Segunda República de Weimar.
O Amero seria então como moeda de substituição ao velho emulo do marco alemão da década de 1920 quando, devido ao seu valor desprezível, era queimado nos fogões de cozinha uma vez que comprar lenha com as notas saía muito mais caro.
Pelos vistos esse plano ainda não foi posto em prática. Os Democratas não se entendem com os Republicanos, e a América vai-se impondo ao mundo enquanto pode, pelo seu enorme poderio bélico.
Só que está cada vez mais endividado e o novo Presidente, Donald Trump, está a enterrar cada vez mais esta grande Nação. Por este andar colapsa forçosamente. Só uma guerra civil ou um golpe de Estado talvez mude a situação e não está muito longe.
Esta última iniciativa da Administração Trump em querer politizar os militares e sugerir que as forças armadas possam “treinar” na perseguição e repressão do próprio povo americano em que muitos são considerados como inimigos (os democratas) porque não apoiam o Presidente, é muito grave e vem revelar, finalmente, porque razão a FEMA já tinha assegurado a construção de centenas de campos de concentração (que se encontram vazios por enquanto) com milhões de caixões e material de repressão como viaturas de transporte de prisioneiros, algemas, guilhotinas e muito mais.
Existem mais de 800 campos de concentração nos Estados Unidos (Ultimamente já reportam 3.700), todos plenamente operacionais e prontos para receberem prisioneiros. Todos eles estão dotados de pessoal e sempre cercados por guardas a tempo inteiro, mas estão todos vazios. Estes campos deverão ser operados pelo FEMA se a lei marcial for implementada nos EUA e para isso basta uma assinatura do Presidente numa proclamação e a assinatura do Procurador-Geral numa ordem de prisão com as listas de nomes.
Muitas bases militares foram encerradas e transformadas nesses campos de concentração. As operações Cable Spicer e Garden Plot são dois subprogramas que foram implementados uma vez iniciado o programa REX 84. O Garden Plot é o programa para controlar a população e o Cable Spicer é o programa para uma tomada de controlo metódica dos Governos Estaduais e locais pelo Governo Federal. O FEMA é, portanto, o braço executivo da Polícia de Estado que dirigirá todas as operações. As Ordens Executivas Presidenciais já listadas no Federal Register fazem, também, parte da estrutura legal desta operação.
Curiosamente esses campos eram policiados por gente contratada, militarizada e não americanos, porque os americanos poderiam recusar-se a reprimir os seus compatriotas, e Donald Trump desmantelou a FEMA. Será sua intenção utilizar as Forças Armadas norteamericanas? Porque razão reuniu todos os Generais e Almirantes e tentou politizá-los para “combater” o inimigo interno e exercer a repressão sobre os que não queiram obedecer e submeter-se às ordens Presidenciais, principalmente os Democratas, rasgando a Constituição dos Estados Unidos da América. A Procuradora Geral, antiga advogada de Trump, move uma perseguição tenaz a todos os democratas e aqueles que não prestam apoio incondicional ao Presidente.
Além disso, Donald Trump, envia a Guarda Nacional para todos os Estados Democratas, para “impor a ordem”, segundo diz ele, em conflito aberto com os juízes federais que se opõem, considerando uma ilegalidade e abuso de poder.
Todos os militares norteamericanos devem ser imparciais, qualquer que seja o partido político a governar, porque juram lealdade à Bandeira, ao País, e não ao Presidente que esteja a governar na altura. Por inerência o Presidente é o Comandante Chefe das Forças Armadas e não tem o Estatuto de um Fuhher como Hitler em que os militares juravam lealdade ao Fuhrer e não ao País.
Todos os campos têm instalações ferroviárias bem como estradas que conduzem às instalações de detenção. Muitos até têm um aeroporto próximo. A maioria dos campos pode albergar 20 mil prisioneiros. Atualmente, a maior dessas instalações fica junto de Faibanks, no Alasca. A instalação do Alasca é um enorme centro de saúde mental e pode manter milhares de pessoas.
Antes de 1986 foi desenvolvido o plano de emergência, incluindo a suspensão da Constituição e detenções. Era o plano de emergência chamado REX 84. O controlo dos Estados Unidos passaria para a FEMA e a nomeação dos comandantes militares para executar o plano no Estado e nos Governos locais, o que em pequena escala, talvez para explorar terreno, já está a acontecer com a dança da Guarda Nacional para impor a ordem em diversos locais, de preferência governados por Democratas.
Como seria de esperar Donald Trump, ameaçou acabar com a FEMA (Comandada e preparada por administrações anteriores onde ele não tinha controlo nenhum) acusando o órgão de não fazer o seu trabalho. “A FEMA simplesmente não fez o seu trabalho. E estamos a analisar o conceito completo da FEMA. Gosto, francamente, do conceito de que quando a Carolina do Norte é atingida, o governador cuida disso. Quando a Flórida é atingida, o governador cuida disso, ou seja, o estado cuida disso”, destacou em visita a áreas afetadas pelo furacão Helene na Carolina do Norte. Só que, manda para esses Estados governados por Democratas a Guarda Nacional porque os Governadores “não cuidam disso”.
Esta agência de gestão de desastres dos EUA tem sido muito criticada pelo seu trabalho contra os impactos de alguns furacões, incluindo em Porto Rico, em 2017, quando o território foi atingido pelo furacão Maria.
Moradores acusaram Trump, que era presidente à época, de ser lento para enviar ajuda após o Maria e por comentários públicos quando ficou claro que o território dos EUA havia sido devastado.
Além disso, em 2005, o furacão Katrina atingiu Nova Orleães e inundou partes da cidade enquanto os moradores se aglomeravam em abrigos mal preparados.
O Katrina devastou a costa do Golfo do México e causou mais de 1.800 mortes. Também destruiu a reputação da FEMA, que foi duramente criticada.
Portanto o plano interessa, mas não sob o controlo da FEMA que foi desmantelada. Outra organização da confiança do ditador será nomeada. Só falta a adesão dos militares.
E aqui se confirma que o verdadeiro propósito dessa organização que substituirá a FEMA é não só proteger o governo mas também ser o seu veículo de expansão principal da Lei Marcial. E aqui se confirma que o verdadeiro propósito é não só proteger o governo mas também ser o seu principal veículo de implementação da Lei Marcial.
Com todas as pseudo-leis que têm sido aprovadas, os cidadãos Norte-Americanos encontram-se cada vez mais perigosamente na situação de serem detidos apenas porque se revoltam, porque vão para as ruas protestar.
Tudo está a convergir! Os Campos de Concentração da FEMA foram ativados nos Estados Unidos. No exato momento em que estamos às vésperas de um Colapso Financeiro total, que uma Terceira Guerra Mundial nos assombra e que o Congresso Americano autorizou o uso irrestrito das forças armadas contra a população civil do país a menos de 5 meses atrás.
Afirma-se que existem nos EUA mais de109.000 contentores armazenados em diversos lugares, e que estão repletos de guilhotinas e algemas. Ainda não se sabe se alguém conseguiu filmar.
O FBI pode espiar americanos sem qualquer suspeita de terem cometido algum crime. São todos considerados culpados até prova em contrário.
O Departamento de Justiça vai afrouxar restrições sobre o FBI, para permitir que agentes possam abrir processos de segurança nacional ou a investigação criminal contra alguém sem qualquer base clara por suspeita.
Legisladores democráticos informados sobre os detalhes dizem que os EUA estão cada vez mais perto de um estado policial, onde as liberdades e garantias dos cidadãos desaparecem a cada nova lei que é aprovada. E pelo que se pode ler cada nova lei é mais uma machadada final na própria Constituição dos EUA.
A “administração Obama”, discretamente, encomendou mais mil milhões de dólares de novos caixões para a FEMA … é muito dinheiro para comprar muitos, mas muitos caixões.
A instalação de tantos campos de concentração, atualmente vazios mas militarmente protegidos, torna tudo muito, muito suspeito, deixando a população alerta. A FEMA chamava a essas instalações de "células de sobrevivência", um tanto ou quanto estranhas, uma vez que muitas denúncias dão conta de haver nos seus interiores guilhotinas, câmaras de gás e até crematórios, o que na verdade torna esses campos em verdadeiras "células da morte".
Uma Nação dividida.
